4.1 Transport dans la phase gazeuse
4.1.2 Transport d’espèces
Todos os gestores de todos os parques do Brasil e da Espanha afirmaram trabalham para que o tipo de cada empresa não interfira nas relações de CC entre elas e que o todas compartilham conhecimento com empresas de qualquer tipo. Estes mesmos gestores reconhecem que existem mais relações de CC entre as empresas incubadas, e essa é a opinião de no mínimo metade dos gestores de empresas entrevistados em cada país, conforme mostra a Figura 21.
Figura 21– Tipos de empresas com as quais o conhecimento é compartilhado segundo os gestores das empresas do parque
Fonte: o autor (2019)
Quatro EPCTs de cada país declararam que não compartilham conhecimento com empresa alguma e 10 brasileiros e 16 espanhóis declararam que compartilham conhecimento com todas. O compartilhamento apenas com incubadas foi mencionado por 24 brasileiros e 22 espanhóis enquanto 6 brasileiros e 2 espanhóis afirmam que compartilham conhecimento apenas com consolidadas. A Figura 22 mostra o contexto de CC entre empresas sediadas em um PCT.
Figura 22 – Contexto de CC entre empresas de um PCT
Fonte: o autor (2019)
O contato entre as empresas incubadas é mais fácil do que o contato em que pelo menos um dos envolvidos é uma empresa consolidada, conforme disse o GEB10:
“Existe a reunião mensal dos incubados, a gente conversa, cada um apresenta um projeto que está tocando. Dentro da estrutura da incubadora é bem diferente.
0 5 10 15 20 25 30
Incubada Consolidadas Todas Nenhuma
Brasil Espanha GPCT Eventos, Mentorias Empresa Renda Capital Financiamento,
Contatos, Gestão Barreiras Empresas
Oportunidades, Conhecimento
Aqui é bem abordado, até porque isso vem da gestão da incubadora, que tem esse objetivo de unir as empresas. Temos a reunião mensal, que é mais formal e um café da manhã que é mais pra trocar ideias, que é mais informal ... [Os canais entre incubadas são mais livres que aqueles que envolvem uma consolidada] É muito mais fácil bater na porta de uma empresa aqui do lado e o sócio está ali do que bater na porta de uma empresa grande.”.
Na Espanha, falando sobre CC entre empresas de tamanhos diferentes, o GEE23 disse:
“O CC entre [empresas] grande e grande não sei se ocorre. Sempre há um pouco de medo. Entre grande e pequena, a pequena tem que demonstrar que são muito bons ou que tem algo de valor que a grande pode aproveitar para que a grande a escute. Se não for assim [a empresa grande diz] não tenho tempo para ti”.
O GEE05 concorda que o CC entre empresas pequenas é mais simples do que quando envolve uma empresa maior:
“Entre incubadas, empresas de mesmo nível é mais simples. A comunicação entre uma empresa pequena e uma grande é quase impossível porque existe muita dificuldade para acessar as pessoas e interlocutores válidos nas empresas grandes. Entre empresas pequenas é mais fluído [a comunicação]”.
O compartilhamento de conhecimento entre empresas pequenas e grandes também é visto de modo diverso pelos gestores dos PCTs. O GPE3 disse que a diferença de porte entre as empresas é um problema maior para as incubadas:
“As [empresas] grandes normalmente têm mais claro aquilo que querem. Normalmente são as grandes que visualizam as pequenas e tentam de alguma forma captar e estabelecer alguma forma de colaboração. Para as pequenas é mais difícil. É mais difícil ajudar a uma grande. Elas tem a sensação de eu sou pequeno, quem sabe se meu produto ou o que faço pode não ser de interesse. Elas têm um sentimento de inferioridade, quando a grande se sente potente e vai livremente olhar o que fazem seus companheiros”.
O GPE2 comentou sobre o projeto de apresentar as empresas do parque a grandes empresas do mercado:
“As pessoas das grandes empresas querem se conectar com as pequenas empresas porque elas querem ouvir novas propostas e inovações. Esse é um dos
nossos [gestores dos parques] papéis: conectar as grandes corporações com as
startups que temos no nosso ecossistema”.
Os dados mostram que as opiniões dos GPCTs sobre os tipos de empresas com as quais o conhecimento é compartilhado está muito diferente da realidade das empresas. Todos os GPCTs informaram que as empresas compartilham conhecimento com outras de qualquer porte, mas os EPCTs informam que o relacionamento entre empresas pequenas é o mais frequente. Alguns EPCTs afirmam que isso se deve à pequena estrutura da empresa, o que torna mais fácil acessar os gestores das empresas. Outros EPCTs consideram que a facilidade existe porque empresas pequenas tem realidades semelhantes e isso abre as portas para que se relacionem. Para mudar este quadro, sugere-se que os GPCTs estimulem o CC entre empresas de diferentes tamanhos através de eventos ou de projetos nas quais as grandes possam conhecer o trabalho das pequenas e as pequenas consigam entender a estrutura e formas de contato com as grandes. O contato mais fácil entre empresas menores pode ser explicado pela dimensão PDI de Hofstede, Hofstede e Minkov (2010).
Como quando estão compartilhando conhecimento e os dados e depoimentos mostram que normalmente são empresas de mesmo tamanho, as pessoas podem se concentrar apenas nas suas atividades, sem ter que prestar atenção em relações estruturais e de poder. A dimensão IDV explica a visão coletivista dos EPCTs quando indicam empresas que conhecem no PCT no qual estão instaladas para fornecer soluções para algum cliente. O Quadro 26 mostra o resumo da seção.
Quadro 26 – Resumo da seção 4.6
Dimensão Considerações
Tipos de empresas
Incubadas Brasil 24 empresas (55%)
Espanha 22 empresas (50%) Consolidadas Brasil 6 empresas (14%)
Espanha 2 empresas (5%)
Todas Brasil 10 empresas (23%)
Espanha 16 empresas (36%)
Nenhuma Brasil 4 empresas (9%)
Espanha 4 empresas (9%)
Dimensões culturais
PDI
Contato mais fácil entre as empresas do mesmo nível hierárquico.
IDV Colaborar com os negócios de
outras empresas.
4.7 COLABORAÇÃO DA GESTÃO DO PCT PARA CRIAÇÃO DE RELAÇÕES DE