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Imagerie en coupes de la ventilation

1.4 Tomodensitométrie avec inhalation de Krypton

Nas ciências e no cotidiano, o problema consiste na resolução de problemas, que é uma das premissas da matemática. A escola por intermédio da matemática pode desenvolver competências nos alunos em relação à resolução de situações-problema com o professor assumindo o papel de articulador e organizador do processo na construção do conhecimento.

A resolução de problemas afasta os conceitos e as definições formais. Impõe ao aluno e ao professor um papel ativo. O início das 24 unidades dos seis teóricos práticos do GESTAR II de Matemática se dá com uma situação-problema. O professor do GESTAR II de Matemática ganha força em uma perspectiva da construção do conhecimento centrado na pesquisa.

A formação continuada apresenta problemas similares em função de os sistemas de ensino estarem centrados em processos em que o currículo linear é muito forte e presente. Em contrapartida, o caminho do desenvolvimento profissional deve ser concebido em situações-problema adequadas aos contextos social, econômico e político.

O professor deve ser levado a desenvolver atividades centradas em situações- problema voltadas para o cotidiano das pessoas. Dias e Silva (2008, p. 24) asseveram que

A resolução de situações-problema como estratégia de formação inicial e continuada do professor tem como objetivo central promover o desequilíbrio necessário para a ruptura com concepções em que ele próprio é sujeito passivo que apenas reproduz procedimentos. Nesse sentido, ao utilizar a metodologia de resolução de problemas, o que se busca é dar sentido à atividade matemática escolar, subvertendo a lógica em que o conceito matemático era construído a partir de definição dada pelo professor.

Um problema se caracteriza por possibilidades de caminhos distintos passíveis de mobilizar conhecimentos pré-adquiridos e, por meio deles, a construção de novos conceitos, para encontrar soluções eficazes e com significados aos que se propõe.

No GESTAR II de Matemática, a resolução de problemas é o caminho para a construção da aprendizagem significativa de matemática. A resolução de situações- problema se configura em consonância com a resolução de problemas já que não envolve repetição de ações para a sua solução.

Os alunos precisam ser criativos e empenhados para vencer os obstáculos. Outro fator é a mobilização de conhecimentos para desenvolver atitudes. O problema não é o problema em si e sim o caminho para a construção do conhecimento e da validação das soluções encontradas. Pais (2006, p. 136) afirma que, “por mais simples que possa parecer, a descoberta de uma solução, desde que ela seja produzida pelo aluno, representa a origem de motivação para novas aprendizagens”.

No GESTAR II de Matemática, a seleção das situações-problema na investigação matemática é essencial para o cidadão contemporâneo que não se fundamenta apenas em conteúdos matemáticos e sim em situações cotidianas da sua vida. Diante dessas considerações, Baccarin (2008, p. 46) assegura que,

Assim, na resolução de problemas, o objetivo será encontrar diferentes caminhos para atingir um ponto não imediatamente acessível. Na proposta abordada, o objetivo será o de explorar todos os caminhos que surgem como interessantes a partir de uma dada situação. É um processo em que se sabe qual é o ponto de partida, mas não se sabe qual será o ponto de chegada.

O Programa GESTAR II compartilha com a ideia de que, na resolução de situação- problema em Matemática, o caminho não é único. Existem muitos caminhos distintos e eles devem ser explorados para o alargamento da visão para conceber o todo e não apenas fragmentos do objeto em questão.

3.4.5 Interdisciplinaridade

A Matemática vem sendo historicamente trabalhada de forma compartimentada em geometria, trigonometria, álgebra e outras áreas. As outras disciplinas do ensino médio e fundamental também são muitas das vezes trabalhadas da mesma forma, sem significados e cada vez mais distante da realidade do aluno.

Esta especialização levada a cabo faz com que o conhecimento produzido só faça sentido para os especialistas da área em questão. As informações científicas soltas e

desconectadas do cotidiano, fechadas em si mesmas não têm sentido para o aluno de ensino fundamental ou médio. Isso conduz a questionamentos sobre até onde tais informações trabalhadas com os alunos são realmente capazes de produzir conhecimentos.

A interdisciplinaridade busca construir um conhecimento universal, não fragmentado em campos e proporcionar a aproximação com os contextos da realidade.

A ideia interdisciplinar se opõe à fragmentação do conhecimento, porém o importante para a educação matemática é perceber os resultados que tal conceito pode produzir. O mundo contemporâneo constitui uma dinâmica, em que os alunos necessitam construir uma gama de informações sem desconsiderar a complexidade que caracteriza o conhecimeno na dimensão da realidade sócio-cultural. Muitas das vezes, a fragmentção não leva em conta a complexa relação entre os conceitos que estruturam as situações.

Para Fazenda (2008, p. 89), “interdisciplinaridade é mais que o sintoma de emanações de uma nova tendência em nossa civilização. É o signo das preferências pela decisão informada, apoiada em visões tecnicamente fundadas, no desejo de decidir a partir de cenários construídos sobre conhecimentos precisos”.

Nesse sentido, o GESTAR II de Matemática se caracteriza não como uma forma de conhecimento fragmentado, mas como uma ação para a construção do conhecimento fundado em suas teorias e, de forma clara e concisa, na possibilidade do trabalho interdisciplinar com a proposta focada na saúde, no meio ambiente, nos impostos, enfim, na construção da cidadania de cada um dos alunos.

4 PROJETO METODOLÓGICO: DOS DESAFIOS QUANTO AO