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Dans le document ~ Semiconductor National Corporation (Page 168-174)

Realizamos a pesquisa com 60 voluntários da Faculdade de Odontologia e do Curso de Pós-Graduação em Ortodontia da Universidade Metodista de São Paulo e de duas clínicas particulares da cidade de São Paulo, devido a facilidade de acesso à análise cefalométrica e as medições para o Índice Morfológico Facial.

Dentro das características da amostra coletada observamos a predominância do padrão braquifacial, justificado por se tratar de uma amostra coletada aletóriamente, e estando de acordo com o estudo de MARTINS et al.39 (1998) e FREITAS et al.29 (1979) que personificaram com a maioria da população do Estado de São Paulo, na época da pesquisa, indivíduos brasileiros descendentes de portugueses, espanhóis ou italianos. Esta predominância encontrada nesta pesquisa foi semelhante aos achados do trabalho de PEREIRA; MANDETTA51 (2004) que ao examinar, pelo Índice VERT, uma amostra de 53 indivíduos, verificou 60,3% braquifaciais, 33,9% mesofaciais e 5,6% dólicofaciais; o mesmo foi observado no estudo de CRISTHIE19 (1977), onde houve uma maior frequência dos tipos faciais obtidos pelo Índice VERT para os braquifaciais sendo 47,7%, seguido dos mesofaciais com 47,5% e os dólicofaciais com apenas 4,8%.

É comum na prática odontológica a solicitação da telerradiografia como parte da documentação ortodôntica para o diagnóstico e planejamento do tratamento ortodôntico do paciente. Para esta pesquisa procuramos abranger as análises cefalométricas mais comumente utilizadas para a determinação do tipo facial citadas

na literatura, como a Análise do VERT de RICKETTS67, (1982) e seguindo o padrão de classificação dos tipos faciais segundo os critérios de ALBUQUERQUE2 (1988), definindo o tipo facial em braquifacial (suave, médio ou severo), mesofacial (suave, médio ou severo) e dolicofacial (suave, médio ou severo); e utilizando a Análise de SIRIWAT& JARABAK 72 (1985), que basea-se na altura facial posterior (S-GO) sobre a altura facial anterior (Na-Me), classificando os tipos faciais em hiperdivergente, neutro e hipodivergente.

Outros estudos como os de DAVOODY; SASSOUNI24 (1978); NANDA46, (1988); AIDAR; SCANAVINI1, (1989); SCANAVINI68, (1999); BAPTISTA9, (2002); MORESCA et al44, (2002); POUBEL52, (2003); QUEIROZ54, (2003); YAMAGUTO; URBANO; VASCONCELOS82, (2004) e FERES; VASCONCELOS27, (2009) também realizaram pesquisas comparando as formas de classificar a face a partir da cefalometria. Outros autores como MAUCHAMP; SASSOUNI40, (1973); JARABAK; FIZZEL34, (1975); BJÖRK13, (1969); JACOBSON33, (1995) e POUBEL53, (2002) também realizaram pesquisas com o objetivo de acompanhar a previsão do crescimento facial.

O que podemos verificar é uma grande variedade de estudos cefalométricos (THOMAZINHO76, 1970; CHRISTIE19, 1977; MARTINS38, 1981; FIELDS28, 1984; BÜTOW; MÜLLER; MÛELENAERE16, 1989; NANDA47, 1990; CZARNECKI; NANDA; CURRIER23, 1993; SAITO & LIMA69, 1995; COTRIN- FERREIRA20, 2001; SOBREIRA; VILANI; SIQUEIRA73, 2011) desenvolvidos ao longo do tempo com objetivo de auxiliar na determinação do tipo facial. Alguns autores se consagraram na literatura por desenvolver métodos ou propor uma análise cefalométrica para avaliar o padrão facial (STEINER74, 1953; STEINER75, 1959; RICKETTS63,67 , 1960 e 1982; McNAMARA41, 1984, SIRIWAT & JARABAK72, 1985; ALBUQUERQUE2, 1988; BERGMAN10, 1999) e auxiliar na individualização da técnica terapêutica ortodôntica (CREEKMORE22, 1967). Outros autores como RECHE et al59 (2002) e REIS et al60,62,61 (2005 e 2006) propuseram analisar o perfil facial por meio de fotografias, sugerindo a nomenclatura Análise Facial Subjetiva, alegando ser mais um instrumento diagnóstico que tem sua importância aumentada por ser o parâmetro pelo qual o paciente e as pessoas com as quais ele convive vão avaliar os resultados do tratamento.

Estudos como os de ZAHER; BISHARA; JAKOBSEN83 (1994); SAITO & LIMA69 (1995) e LAI; GHOSH; NANDA35 (2000) tiveram como objetivos determinar as mudanças pós-tratamento ortodôntico nos diferentes tipos faciais e relataram não haver diferenças significativas antes e após o tratamento ortodôntico. WATNICK81 (1972) afirmou que a genética exerce um papel considerável na determinação do tipo facial.

A antropometria através do Índice Morfológico da Face (ÁVILA6, 1958) foi outro método empregado para determinação dos tipos faciais, sendo que atualmente ela é pouco utilizada em pesquisas científicas, como nos trabalhos de RAMIRES57 (2008) e MIRANDA43 (2009), embora seu emprego dar-se-a antes mesmo da cefalometria.

Deve-se ressaltar que não existe na literatura pesquisada trabalhos que relacionem a determinação do tipo facial por meio da cefalometria e do Índice Morfológico da Face (ÁVILA6, 1958) na área odontológica, sendo este apenas utilizado por RAMIRES57, (2008) que utilizou a antropometria partindo das medidas preconizadas por JACOBSON33 (1995), partindo do princípio de que não é comum outras áreas da saúde requisitar em pacientes telerradiografias em norma lateral e realizar uma análise cefalométrica como exame complementar para o diagnóstico. Não foram encontrados estudos científicos que aplicassem o que foi sugerido pelo autor para a classificação do tipo de face.

Para estabelecer maior confiabilidade e auxiliar na determinação da tendência de crescimento facial apresentada pelo paciente, adotamos também algumas medidas cefalométricas do padrão facial as quais constituem parâmetros utilizados por uma grande parte dos ortodontistas, como FMA (TWEED77, 1946), Ângulo do Eixo Facial (RICKETTS67, 1982), Ângulo SN.GoGn (STEINER74, 1953), SN.Gn - Eixo Y de crescimento (STEINER74, 1953) e Ângulo Goníaco (BJÖRK13, 1969).

Para a coleta das medidas cefalométricas, todas as etapas metodológicas foram consideradas, como obtenção das telerradiografias de acordo com a técnica preconizada por BROADBENT14 (1931). Seguimos os critérios descritos por BJÖRK12, (1963), RICKETTS63 (1960) e INTERLAND32 (1968) para realização do desenho anatômico constituído de pontos, linhas e planos cefalométricos. Realizamos manualmente os traçados cefalométricos (SAITO & LIMA69, 1995;

SCANAVINI68, 1999; QUEIROZ 54, 2003; POUBEL,52, 2003 e PEREIRA; MANDETTA51, 2004) com a utilização de folhas de acetato medidas em 17,5 x 17,5 traçados em ambiente escurecido pelo mesmo pesquisador, diferente de outros autores (URSI80, 1997; COTRIM-FERREIRA20, 2001 e YAMAGUTO; URBANO; VASCONCELOS82, 2004) que preferiram optar pelo traçado cefalométrico computadorizado. Os autores como QUINTÃO; VITRAL56, (2010) e PAIXÃO50, (2010) comentaram que em relação ao método manual, o computadorizado oferece vantagens quanto aos recursos empregados que favorecem a visualização da imagem e a diminuição do tempo para realização do traçado, em contrapartida, o método computadorizado exige equipamentos como computadores, scanners e software específicos, onde o custo de investimento é alto quando comparado com o método manual; e salientam que a precisão e a confiabilidade do resultado obtido dependem da capacidade, aptidão e treinamento do operador.

Para a coleta das medidas antropométricas seguimos os critérios de Ávila6 (1958), utilizando o Índice Morfológico da Face obtido pela relação centesimal entre a altura morfológica da face e a respectiva largura. Utilizamos como instrumento um paquímetro para mensuração das distâncias lineares entre dois pontos do tecido mole (RAMIRES57, 2008; MIRANDA43, 2009).

Expor alguns pontos controversos com relação a determinação do tipo facial a partir da revisão de literatura é importante, pois se refere à forma de se determinar o tipo de face por meio da cefalometria ou da antropometria. Na cefalometria os estudos de SCANAVINI68, 1999 e MORESCA44, 2002 não apresentaram concordância entre os métodos pesquisados, por outro lado os trabalhos de SAITO & LIMA69, 1995 e YAMAGUTO; URBANO; VASCONCELOS82, 2004 apresentaram uma concordância entre os métodos utilizados para determinação do tipo facial. Outro método para determinação do tipo facial a partir da cefalometria é o Índice Facial Morfológico (IFM) proposto por LANGLADE37 (1993) que classifica o tipo facial por meio da telerradiografia em norma frontal, diferente de outros autores (SASSOUNI70, 1969; JARABAK; FIZZELL34, 1975; RICKETTS et al67, 1982 e SIRIWAT; JARABAK72, 1985) que utilizaram a telerradiografia em norma lateral para determinar os tipos faciais.

Com base na antropometria utilizamos na presente pesquisa o método preconizado por Ávila6 (1958) aplicado de forma direta sobre a face dos voluntários

da amostra, como descrito no estudo de MIRANDA43 (2009); sendo que outros métodos antropométricos podem ser encontrados na literatura como o idealizado por JACOBSON33 (1995) que utiliza três proporções e três índices antropométricos, descrito no estudo de RAMIRES57 (2008). Diante da variedade de métodos para determinação do tipo facial, buscamos um método efetivo e de fácil execução em locais onde a cefalometria é inacessível por parte de outros profissionais da área da saúde.

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