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3.3 Prendre en ompte les eets dus aux ordre supérieurs dans la génération des évènements . 68

3.4.2 Se tion e a e γγ +X dans les données de D0

subdivide-se em duas subcategorias: atitude face à formação e estratégias.

Categorias Subcategorias Indicadores

Formação contínua baseada na reflexão e discussão de dilemas éticos

Atitude face à formação Atitude favorável Estratégias Em pequenos grupos

Pela partilha

Pelo uso de dilemas éticos hipotéticos Quadro 17 – Formação contínua baseada na reflexão e discussão de dilemas éticos

A atitude face à formação das entrevistadas A2, A3 e A4 é favorável quanto à formação contínua baseada na reflexão e discussão de dilemas éticos.

No que respeita a estratégias, duas educadoras são da opinião de que deviam constituir- se pequenos grupos (A2 e A3) e duas que devia assentar na partilha (A2 e A4), enquanto que a entrevistada A4 aponta o uso de dilemas éticos hipotéticos como estratégia.

Em síntese, podemos afirmar que em termos de funções/finalidades da profissão as mais acentuadas pelas educadoras entrevistadas são as de contribuir para a formação do cidadão e de promover a sua formação axiológica. Parece-nos, pois, uma constante o reconhecimento do jardim-de-infância como espaço de formação ética, que passa pelo trabalho dos valores e do educador como modelo, dado que o jardim-de-infância se constitui como o espaço privilegiado de socialização da criança depois de esta estar exclusivamente no seio da família. Tal assumpção relaciona-se também com a declarada importância da articulação com a família, passando esta pelo trabalho em articulação e pelo desenvolvimento de um trabalho complementar. A contribuição para o bem-estar da criança, embora menos partilhada, é uma das finalidades/funções declaradas.

A falta de articulação e colaboração entre pares é, no entanto, referida por duas das entrevistadas, chegando uma delas a falar mesmo de fragmentação do ensino em

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Portugal. Apenas uma das formandas considera começar a notar-se uma progressiva flexibilização em todos os graus de ensino que resulta numa maior transversalidade. Das análises efectuadas torna-se evidente que a ética se manifesta em diversos domínios da profissão, nomeadamente na relação com os alunos, mais especificamente na promoção do respeito pelo outro e na autonomia na gestão de conflitos. A relação com os pais é outro dos domínios em que é manifesta a dimensão ética, sobretudo ao nível da promoção de relações positivas e de partilha e do apelo à participação dos pais na vida escolar das crianças.

No que aos princípios/valores concerne, verifica-se mais uma vez que é na relação com os alunos que estes são mais referidos, seguindo-se a sua referência na relação com os pais. Nestes e noutros domínios de relação, verifica-se que o respeito, justiça, a auto- estima, a auto-confiança, a partilha são valores recorrentemente identificados, o que nos leva a afirmar que constituem o leque dos mais importantes.

Para estas educadoras o bem do aluno centra-se principalmente nele próprio e depois no processo educativo e só depois nas condições desse processo. Mais uma vez encontramos o respeito como um dos princípios/valores mais referidos no que respeita ao bem do aluno centrado nele próprio e a adaptação às características dos alunos e o desenvolvimento de um trabalho conjunto como princípios/valores fundamentais quando falamos de bem do aluno centrado nas condições do processo educativo. A existência de espaços confortáveis e de um ambiente confortável vai ao encontro da contribuição para o bem-estar da criança, uma das finalidades/funções identificadas pelas entrevistadas.

A referência a princípios associados à justiça no ensino é mais dispersa, encontrando-se sobretudo princípios não partilhados, isto é, referidos apenas por uma educadora o que pensamos poder relacionar-se com as diferenças nas concepções de justiça de que decorrem as dificuldades no seu exercício resultantes da sua subjectividade/relatividade do conceito.

No que a problemas e dilemas éticos diz respeito, verifica-se que os primeiros foram referidos em maior número que os segundos, talvez porque, pese embora a recorrência de situações de difícil resolução, não são tão frequentes situações em que as educadoras se vêem entre duas alternativas possíveis, que lhes colocam valores em conflito.

Os problemas éticos são mais referidos em relação às famílias e aos comportamentos (desajustados) dos alunos. Quanto a dilemas éticos, mantêm-se os que as educadoras

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experimentam em relação às famílias, mas surgem aqueles que vivenciam em relação aos colegas o que poderá ir ao encontro da opinião de algumas entrevistadas em relação à falta de articulação, de reconhecimento e de colaboração entre pares…

No que respeita a formação ética na formação inicial é visível pela análise efectuada que esteve praticamente ausente, pelo menos de forma sistemática e organizada do currículo das licenciaturas das entrevistadas, o que pensamos poder justificar as necessidades que declararam em abordar temas relacionais e em existir uma disciplina de ética específica na formação inicial. Talvez também por isso a maioria das entrevistadas tenha uma atitude favorável em relação à formação ética na formação contínua e apenas uma delas mostre algumas reticências.

Ainda assim, os objectivos das entrevistadas para uma formação ética relacionam-se com o desenvolvimento profissional e pessoal, com uma maior atenção a questões éticos e com o aperfeiçoamento na resolução de conflitos, objectivos que, na sua opinião, seriam alcançados sobretudo em oficinas de formação em que principalmente fizesse uso de estratégias como a utilização de experiências do dia-a-dia.

2.3. Análise conjunta dos dados dos questionários e das entrevistas - principais implicações para a formação

Os dados recolhidos quer nos pré-questionários, quer nas entrevistas realizadas às 4 educadoras que vieram a integrar o grupo de formação, indiciam a existência de uma ética profissional que se constrói dia-a-dia e que constitui, no geral, a aplicação de uma ética pessoal orientadora, por um lado, da conduta do professor e, por outro, da promoção do desenvolvimento ético do aluno. Na verdade, de acordo com “o carácter relacional do acto pedagógico, trata-se, para a maioria dos professores, de uma ética relacional cujo campo de actuação é essencialmente a relação professor/aluno” (Estrela & Afonso, 2009: 54).

Pensamos que levar as educadoras a reflectir sobre isso constitui um objectivo de formação importante do nosso ponto de vista, na medida em que acreditamos que partir do que pensam fará com que atribuam mais sentido às aprendizagens que vão desenvolvendo, assim como à aplicação prática dos conteúdos da formação, para além de que em termos de investigação nos parece mais adequado. A confrontação de opiniões e experiências com os pares constituirá outro dos pontos em que irá assentar a formação, não apenas na tentativa de promover uma maior coesão entre as formandas,

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mas também no sentido de “proporcionar uma compreensão sistémica da ética escolar, manifestada e construída continuamente através do currículo expresso e oculto da escola e através do conjunto das relações interpessoais alargadas a todos os participantes da vida escolar, numa prática de cidadania” (idem, ibidem).

A utilização de textos teóricos sobre a ética pessoal e profissional, a responsabilidade docente, os problemas e dilemas éticos, a deontologia da profissão, permitirá o confronto das perspectivas das formandas com as de autores que se debruçam sobre estes temas, o que contribuirá para um aumento dos conhecimentos das formandas a este respeito e para uma melhor compreensão da sociedade actual, em geral, e da profissão docente, em particular.

Os dados relativos à atitude face ao código deontológico serão aproveitados para trabalhar concepções de deontologia e ética profissional, o que implica a discussão em torno de conceitos de bem do aluno e de justiça, e para a elaboração de uma carta de princípios comuns ao grupo de formação.

Os dilemas descritos pelas formandas entrevistadas serão rentabilizados para a apresentação de modelizações sistémicas para a sua melhor compreensão e, eventualmente, resolução e para introduzir as formandas neste método de análise sistémica das situações dilemáticas do dia-a-dia, porque acreditamos que estas, quando desmontadas, contêm o sumo da componente ética na prática profissional. O tratamento dos dilemas será igualmente feito com recurso a textos teóricos que poderão ajudar na reflexão sobre os valores em conflito.

3. O plano da formação “Ética e Deontologia Profissional”

Cruzados e analisados os dados obtidos, fizemos um primeiro esboço do plano da formação em colaboração com a orientadora do estudo e com uma das observadoras participantes do Projecto Pensamento e Formação Ético-deontológicos de Professores, após o que o levámos a discussão a uma das reuniões da equipa de investigação do mesmo projecto. Feitos os ajustes considerados pertinentes pela equipa, elaborou-se a versão definitiva do plano da formação “Ética e Deontologia Profissional” de que seguidamente apresentamos os principais aspectos.

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Objectivos/Efeitos a produzir

- Ser capaz de distinguir e clarificar os conceitos de ética e deontologia no sentido de definir conceitos comuns dentro do grupo de formação; - Ser capaz de reconhecer as relações entre ética pessoal e profissional; - Ser capaz de reflectir sobre os problemas do quotidiano sob o ponto de vista da ética profissional;

- Ser capaz de fundamentar e tomar decisões do ponto de vista ético; - Construção de uma “carta” de princípios comuns, orientadora da acção ética das educadoras do agrupamento.

Conteúdos da acção

1. Conceitos de ética e deontologia 2. Ética pessoal/ética profissional

3. A comunidade educativa e o desenvolvimento ético das crianças

Metodologia de desenvolvimento da acção

Investigação-acção a partir de situações problemáticas vividas pelos participantes, o que implica reflexão, debate, pesquisa teórica e empírica. Como materiais despoletadores da reflexão serão utilizados pequenos textos teóricos e as representações dos educadores sobre questões éticas e expectativas de formação recolhidas no âmbito de Projecto Pensamento e Formação Ético-deontológicos de Professores.

Avaliação dos formandos

- A avaliação dos formandos decorre em conformidade com o Regime Jurídico da Formação Contínua, o n.º 2 do art.º 46 do ECD, aprovado pelo Decreto-lei n.º 15/2007 de 19 de Janeiro e a Carta Circular CCPFC – 3 – 2007 – Setembro.

- Avaliação contínua da participação dos formandos e do trabalho desenvolvido ao longo das sessões;

- Portfólio produzido pelos formandos sobre os temas que forem objecto da sua reflexão/pesquisa;

- Portfólio com uma componente individual de reflexão.

Avaliação da formação

- Produção de relatório escrito pelos formadores-investigadores com contribuição dos formandos.

A formação será avaliada em função dos dados recolhidos junto dos Formandos através do questonário, do Formador, produção de relatório parcecer do Consultor.

Quadro 18 – Plano de Formação “Ética e Deontologia Profissional”

A versão integral do plano da formação pode ser consultada no Anexo 6.

É de referir que o plano da formação foi apresentado ao Conselho Científico- Pedagógico da Formação Contínua pelo Centro de Formação a que pertence o agrupamento e a acção foi acreditada pelo Conselho. No entanto, uma vez que a

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informação da acreditação nos foi dada já no final da formação, o Centro de Formação considerou não poder creditar as formandas.

CAPÍTULO III – O Processo Formativo: Apresentação e Discussão de