Linked Structures
6.5 The Sparse Matrix Revisited
O ser humano é autónomo no que toca aos seus movimentos e, através destes, recria diversas funções e realiza as mais variadas tarefas. Permitindo o corpo humano lançar, saltar, correr, empurrar, puxar, entre outros movimentos. Advém daqui, do movimento e da ação, o exercício físico e a sua prática.
O exercício físico é então um dos melhores aliados da construção de um estilo de vida saudável. Para tal, torna-se essencial nos dias de hoje, não só os adultos, mas também as crianças e jovens, criarem hábitos de vida saudáveis, através de uma alimentação rica e equilibrada, e da prática de atividade física moderada a vigorosa.
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Existem vários meios e formas das crianças e adolescentes praticarem exercício físico. A escola é uma dessas possibilidades, pois oferece no currículo pedagógico e disciplinar a educação física aos alunos, sendo um direito e um dever de todos e para todos.
A educação física, como disciplina curricular, apresenta um fator muito importante quer no desenvolvimento, quer na formação das crianças e dos jovens adultos. É essencial que faça parte do trajeto do aluno desde a escola primária até ao fim dos estudos obrigatórios (ensino secundário -12ºano). Pois já defendia Rosado (2011), que a educação física e o desporto desempenham um papel importante não só no desenvolvimento físico mas, também, na área de desenvolvimento pessoal, social e moral dos estudantes. Também Bento (1989), garante que as aulas de educação física devem ser vistas como o fundamento e o ponto fulcral (…) para o cultivo do aperfeiçoamento desportivo-corporal (…). O mesmo autor defende que a visão lata da educação desportiva-corporal, assente na unidade de variedade de formas de prática desportiva e de exercitação motora na escola, é ditada pela preocupação de realização dos seguintes objetivos: consolidação da saúde (…), formação de uma consciência de moral social (…), aquisição de um fundamento de conhecimentos (…), apropriação de habilidades e capacidades motoras essenciais à vida e motivação e formação de competências respeitantes à organização autónoma da prática desportiva no tempo livre.
Por tudo isto, é legítimo e desejável que a educação física seja uma disciplina imprescindível no currículo de todos, dado ser a única que desenvolve o corpo na sua totalidade. E, como qualquer disciplina, tem fundamentos de organização. Esta rege-se por programas. As suas exigências de rendimento respeitam as possibilidades da maioria dos alunos; ajustam-se à “norma maioritária”, uma vez que têm em atenção as particularidades próprias da idade, do sexo, de cada período de desenvolvimento (Bento, 1989).
Para mim, o programa nacional é um esboço, uma referência para aquilo que deverá ser, no caso, as aulas de educação física. São um meio de equivaler o que se passa nas escolas a nível nacional. Pois, é através e sobre este programa, que as escolas definem o que irão fazer durante o ano letivo. Apesar
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de cada escola ter um certo grau de autonomia para ajustar/adaptar os programas, tendo em conta aquilo que a envolve, estendendo às suas caraterísticas físicas e materiais e, baseando-se em todos os recursos e há população alvo, é necessário que seja repercutida nas suas ações o que está descrito no programa. Representa um guia para as escolas se focarem naquilo que têm/devem fazer e de certo modo serve para mediar tudo o que se passa nas escolas a nível nacional.
Assim, o plano ao ser construído deve ter em conta a realidade escolar atual, deve-se focar no interesse que a educação física tem nos alunos e no seu bem-estar físico e mental, bem como no seu futuro após a saída da escola.
Centro-me agora, ao programa nacional de educação física para o ensino secundário. A nível introdutório este programa refere que tudo o que lá está escrito pretende promover o desenvolvimento eclético, harmonioso e multilateral
do aluno (de todos os alunos) através da apropriação das habilidades e dos conhecimentos, da elevação das capacidades, da formação e da exploração.
Existindo também a necessidade de um trabalho que interligue os três domínios
– motor, socio afetivo e cognitivo. Penso ser fundamental que nunca se descure
estes parâmetros pois o objetivo da educação física é mesmo esse, promover o desenvolvimento do adolescente através da utilização de diferentes estímulos objetivando e estimulando a prática de exercício físico fora da escola. Contudo penso que existe a necessidade, devido a atualidade nacional referente ao ensino da disciplina, de rever o programa. Passo a referir e a explicar o porquê. “A educação física vê consagrada algumas aspirações antigas” como por exemplo, o aumento da carga horária, referindo também que existe um longo percurso pela frente. Contudo, o que numa altura foi o sucesso, hoje representa o retrocesso pelo facto desta disciplina já não contar para a média final de ciclo. Acho importantíssimo a revisão do programa, uma vez que o que sustenta toda a extensão e sequência deste programa é a importância de motivar os alunos, fazer com que gostem das aulas.
Considero fulcral rever quais os objetivos neste momento para a educação física, não da disciplina em si, que penso que devem prevalecer os mesmos, mas sim no programa. Uma vez que, não passa apenas por motivar os
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alunos, mas fazer com que atribuam importância à disciplina não apenas como caráter de nota. Mais do que motivar os alunos durante as aulas, motivação essa que deve ter uma repercussão positiva, profunda e duradoura, é necessário mostrar aos alunos que a educação física é tão importante como a matemática, como a língua portuguesa, entre outras. Nós próprios, professores de educação física, temos que promover a reflexão sobre estas ideias nos alunos, para que eles percebam porque é que a educação física faz parte do currículo do ensino secundário. Considerando o facto de as notas não terem relevância e adicionalmente os alunos não entenderem a motivação para a existência de aulas de educação física, o grau de importância que irão atribuir à disciplina será reduzido ou, até, inexistente.