Algorithm Analysis
4.1 Complexity Analysis
4.1.2 Evaluating Python Code
Em termos funcionais o EP trata-se de um projeto de formação que tem como objetivo formar um professor profissional competente. A competência é uma construção pessoal, vivida em situação, refletida e temporalmente viável (Jonnaert, 2002).
A realização do EP decorreu na EBSH pertencente ao AESH em Matosinhos. O NE foi constituído por mim, Ricardo de Jesus e pela minha colega Teresa Correia, sob a orientação do PO e da PC.
As vivências que alimentaram a minha experiência enquanto EE foram postas em prática com a lecionação da turma 6ºH, constituída por 25 alunos.
3.3.1. Breve Caracterização da Escola
A EBSH está localizada na Rua Quinta do Viso da freguesia de Senhora da Hora, fazendo jus ao seu nome dado em homenagem à santa padroeira desta localidade. Esta escola pertence ao concelho de Matosinhos, distrito do Porto. Foi inaugurada no ano letivo 1977/1978. Entre os anos 2002 e 2003, a escola foi demolida e foram inauguradas as suas novas instalações.
Esta é uma escola que abrange 2º e 3º ciclo, do 5º ao 9º ano de ensino e possui apoio a crianças com necessidades educativas especiais e a crianças economicamente menos favorecidas.
Este é um estabelecimento de ensino público, e como tal, funciona no regime oficial, respondendo por isso, em todas as suas instâncias ao Ministério da Educação. Os órgãos de gestão do agrupamento, mais precisamente o conselho executivo são constituídos pelo Doutor Alberto Jorge Graça, presidente do Conselho Geral, a Doutora Isabel Pina, diretora do AESH, a subdiretora professora Elsa Lino e os três adjuntos: o Doutor João Tondela, professora Judite Vale e o professor Paulo Amaral. O coordenador do
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departamento das expressões tecnologias é o professor Doutor Eduardo Santos.
A escola encontra-se situada numa zona residencial com uma população ainda em crescimento. Nas imediações podemos encontrar dois bairros sociais. O bairro de São Gens e o bairro do Seixo, bem como algumas Cooperativas Sociais. Esta é uma zona que tem todas as classes sociais sendo a escola abarcada por todas as classes.
Tendo em conta o panorama desportivo, no meio envolvente onde a escola se situa existem inúmeros clubes e modalidades desportivas nos seus arredores. Modalidades como futebol, futsal, andebol, ténis, basquetebol, ballet, ténis de mesa, entre outros.
No que toca às modalidades mais praticadas na zona, destaca-se naturalmente o futebol entre outros. Podemos encontrar clubes de futebol como o Padroense Futebol Clube, o Sport Clube Senhora da Hora, o Leça do Bálio Futebol Clube, o Custóias Futebol Clube, a modalidade de futsal é representada pelo Atlético Desportivo Polenenses, o andebol com o Sport Clube de Infesta e o Padroense Futebol Clube, o voleibol com Sport clube de Infesta. A modalidade de basquetebol é representada pelo clube reconhecido na formação dos mais jovens com o Guifões Sport Clube. O voleibol com o Real Clube Senhorense. E para terminar o Rolar Matosinhos com a modalidade de patinagem artística. No que toca ao desporto adaptado não existe qualquer trabalho desenvolvido o que demonstra que a inclusão no desporto não está assim tão avançada quanto isso, pois não existe qualquer tipo de formação desportiva para as necessidades educativas especiais na localidade a não ser através da disciplina de EF nas escolas.
Hoje, a EBSH escola pertence ao AESH, e desse agrupamento fazem parte as seguintes escolas: EBSH, Escola Básica da Barranha, Escola Básica de S. Gens, Escola Básica dos 4 Caminhos e a Escola Secundária da Senhora da Hora (ESSH) sendo esta a “sede” do AESH.
A EBSH é uma escola agradável, sustentada de uma boa arquitetura com espaços físicos para desenvolver/integrar as crianças e jovens num ambiente positivo através da EF e do Desporto Escolar. Possui um corpo docente disposto a trabalhar para ajudar as crianças nos processos de ensino/ aprendizagem com transmissão de valores adequadas ao meio em que e está
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inserida. A EBSH é um estabelecimento de ensino em que se cruzam crianças de diferentes níveis sociais, económicos e crianças portadoras de deficiências sem que sejam verificados grandes conflitos e violência entre os mesmos, existindo uma aceitação para as diferenças culturais, sociais, etc.
3.3.2. Caracterização da turma (6ºH)
A caraterização da turma foi algo fundamental para prevenir ou antecipar comportamentos durante as aulas de EF, foi uma mais-valia para o professor, de forma a “adaptar” o processo educativo e as respetivas metodologias. É fundamental que o professor possa conhecer melhor os seus alunos.
Para a caracterização da turma realizei um questionário (Anexo I) que serviu como ferramenta para saber um pouco mais dos alunos pelos quais fui responsável durante o ano letivo 2015/2016.
Defini a caraterização com um levantamento de dados acerca de cada aluno pertencente à turma do 6ºH.
Assim sendo, para esta caraterização, englobei no questionário os seguintes temas:
1. Identificação dos Alunos: Este item tem como principal objetivo
fornecer informações pessoais sobre o aluno.
2. Percurso Escolar: Este item permitiu-me saber um pouco do
percurso académico de cada aluno, bem como as suas preferências escolares, ou seja, as disciplinas preferidas, aquelas que têm mais dificuldades bem como a sua motivação para a EF ou até mesmo o gosto pela disciplina.
3. Percurso Desportivo: O conhecimento das práticas desportivas
extracurriculares dos alunos ajudou-me a conhecer em que níveis se encontravam os alunos, conseguindo facilmente distinguir o desenvolvimento motor dos alunos com afinidade e prática desportiva dos que não realizavam qualquer atividade físico-desportiva.
4. Historial Médico: Este item teve o objetivo de identificar
possíveis problemas de saúde para que pudesse interferir na prática das aulas de EF.
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5. Expectativas sobre o Professor: O último item compreendeu
informações acerca do modo como os alunos gostariam que o seu professor de EF atuasse.
Todos estes indicadores foram úteis e serviram como guia para as minhas primeiras atuações como agente educativo, só assim consegui tratar os alunos com maior equidade para que estes desfrutem igualdade de oportunidades para atingir o sucesso, existindo uma adaptação mais personalizada/pormenorizada tanto a nível didático como pedagógico e socioafetivo.
Neste parágrafo realço algumas respostas obtidas no questionário aos alunos do 6ºH que me causaram impacto positivo e que de certa forma foram uma enorme ajuda na fase inicial de estágio. Constatei uma turma motivada para a prática da aula de EF, existindo na sua maioria ligação com o Desporto. As modalidades mais praticadas pelos alunos do 6ºH são: o futebol, natação, dança, ballet, karaté, ciclismo e o andebol. Em relação ao historial médico dos alunos, esta turma apresentava alguns problemas menores que não impossibilitaram a prática com assiduidade nas aulas de EF. Na pergunta sobre as expectativas sobre o professor em relação ao seu contacto com a turma os alunos evidenciaram as características de “amigo”, “justo”, “criativo”, com maior realce seguindo de “compreensivo” e “exigente”.
A análise destes dados contribuiu para conhecer mais aprofundadamente os alunos e associar eventuais particularidades ou características dos alunos para que a sua relação com a disciplina de EF e com o Desporto, para que seja mais personalizado o processo educativo, atendendo assim aos pormenores/vivências específicas de cada aluno.
Com o papel de professor da turma do 6ºH fez parte do meu objetivo desenvolver o nível motor dos meus alunos, incutir estilos de vida saudáveis, uma vez que é consensual na literatura que a infância é uma janela importante de oportunidade para a aquisição de estilos de vida saudáveis que são habitualmente mantidos até à idade adulta (Malina, Bar-Or & Bouchard, 2004), esta etapa é então a ideal para intervenções de educação que visem a sua implementação. Incutir estilos de vida saudáveis para que no futuro os alunos possam vivenciar e procurar bem-estar e saúde através do Desporto e do
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exercício físico nas suas vidas futuras. Sinto também uma obrigação de aumentar o gosto pela EF e pelo desporto de forma ética e estética fazendo desenvolver nos alunos um pensamento crítico sobre o que observam e experienciam nas aulas de EF para que futuramente esta observação/reflexão/experiências também possam ser transferidas para outras áreas tanto pessoais/ profissionais na vida adulta dos alunos.
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