5. Analyse
5.1 Description de la technique d’analyse
5.2.2 Thème 2 : Gestion de l’agressivité par les infirmiers
Conforme os dados recolhidos no PIEA, é importante referir que este programa foi aplicado a dezasseis alunos pertencentes ao grupo/turma, pois duas do mesmo não se encontravam presentes nos dias das sessões.
No que cabe aos dados recolhidos dos alunos (questionários, observações), afirmamos que a maioria deles identifica e reconhece os aspetos afetivos relacionados com a relação professor-aluno, apresentando um bom desenvolvimento emocional e, simultaneamente um equilibrado bem-estar. Podemos assim dizer que esses alunos, possuem um desenvolvimento emocional adequado à sua idade favorecedor a um bom amadurecimento e desenvolvimento pessoal e social no futuro.
Com este programa pretendemos reforçar a ideia de que é necessário uma preocupação constante com o bem-estar emocional e afetivo da criança/aluno nas primeiras etapas de ensino, pois este terá fortes consequências no regulamento do comportamento, da personalidade e da atividade cognitiva da criança.
Da eficácia do programa podemos referir os seguintes pontos cruciais:
Dos registos expostos, todos os alunos expressaram através destes que, a afetividade na relação de aprendizagem está relacionada principalmente com a amizade, amor, ajudar, nunca desistir e tentar;
14 em 16 alunos, exprimem sucesso em sala de aula. Podemos deduzir que a interação entre todos os sujeitos das aulas é positiva, conduzindo sempre a aprendizagens significativas.
Os sentimentos de felicidade e amizade atingem o número total de alunos que participaram na sessão. Refletimos que os alunos sentem-se bem no ambiente escolar, especificamente na sala de aula, demonstrando felicidade ao irem para a escola e em lidarem com os colegas de turma (amizade).
Wallon (1979) afirma que a relação afetividade-inteligência possui um caráter social e fundamental para todo o processo de desenvolvimento do ser humano. E cabe ao educador integrar o que amamos com o que pensamos, trabalhando razão e emoção. De modo, que todo indivíduo tenha condições de usar tanto a razão como as emoções, aprenda a conhecer-se a si mesmo e aos ‘outros’.
interação cultural e social. Tal como refere Branco (2004), este fator leva-nos a perceber que, quer a cultura, quer a nossa relação com o outro, influem o nosso comportamento emocional. Essas diferenças acentuam-se na forma como expressamos as nossas emoções, as quais são consequência da cultura e da própria experiência de vida. António Damásio (1999) defende que, quando pensamos, também sentimos com as emoções, o que o faz afirmar que não existe a razão “pura”. Este neurocientista assume que o raciocínio não existiria sem emoções. Para comprovar esta íntima ligação, Damásio chama a atenção para o facto de as estruturas cerebrais necessárias para desencadear uma emoção serem as mesmas que se encontram envolvidas no desenvolvimento do raciocínio. Tal fator pode ser comprovado na frase seguinte “a emoção faz parte integrante dos processos de raciocínio e tomada de decisão, para o pior e para o melhor” (Damásio, 1999, p. 61). Como tal, acredita que a razão não terá qualquer benefício em funcionar sem o auxílio da emoção. Então para Damásio (1999, p. 72):
As emoções são conjuntos complicados de respostas químicas e neurais que formam um padrão; todas as emoções desempenham um papel regulador que conduz, de uma forma ou de outra, à criação de circunstâncias vantajosas para o organismo que manifesta o fenómeno; as emoções dizem respeito à vida de um organismo, mais precisamente ao seu corpo; a finalidade das emoções é ajudar o organismo a manter a vida.
De facto, as emoções, quando bem dirigidas, poderão ser um grande sistema de apoio à razão, sem o qual podemos afirmar que a razão não funcionará de forma eficaz. À luz do que defende o autor supracitado podemos então tentar clarificar o conceito de emoção, para defender, não só a sua importância, como também para perceber de que forma é a nossa vida influenciada pelas mesmas.
Reprimir uma emoção é quase tão difícil como impedir um espirro, ou seja, embora se consiga impedir parcialmente não o conseguimos na totalidade. O que o ser humano consegue é desenvolver a capacidade de encobrir, ou disfarçar, a sua manifestação externa (Branco, 2004). Assim, a componente emocional é uma resposta que o corpo dá ao que se passa à nossa volta, provocando ativação neuronal, expressão/comportamento e experiência subjetiva. Sabemos que a emoção é desencadeada por um estímulo/ algo que acontece, ou seja, uma ativação neuronal que desencadeia determinados processos, os quais ocasionam uma experiência subjetiva. Todas as emoções são, fundamentalmente, impulsos para agir. Formas de “planear” como se pode enfrentar a vida. Todas as emoções sugerem uma ação e causam diferentes reações no corpo.
Cabe aos educadores e, em especial ao professor promover escolarmente as atitudes de respeito, de empatia, de abertura ao outro, e que se prendem com sentimentos (bem-estar subjetivo) e emoções (alegria, satisfação, confiança, sentimento de si). Paralelamente desenvolve a inteligência emocional, a qual emerge da ligação entre sentimentos, caráter e instintos morais. Ora a inteligência emocional implica a capacidade de identificar as emoções, em conhecer (em si e nos outros) as
emoções e, ser capaz de lidar com elas. Ou seja, capacitar a criança/aluno em ser capaz de fazer uma regulação emocional efetiva, de modo a conhecerem as emoções (positivas, negativas), em sabê-las identificar e regular o que sentimos num determinado momento. Essa regulação emocional é a capacidade de regular os impulsos e as emoções que podem causar desconforto emocional e a capacidade de tolerar a frustração (Moreira, 2011), de ‘ajustar’, ‘acertar’ a experiência emocional. Essa inteligência emocional permite ao aluno reconhecer e valorizar o ‘outro’, como ser emocional, pelo que, favorecerá comportamentos altruístas e de respeito pelas emoções do outro, permitindo o desenvolvimento da empatia, que ’passa por um fenómeno de partilha’ (Branco, 2004, p. 62).
Por conseguinte, há uma necessidade de harmonia entre razão e sentimentos, porque a razão somente não é capaz de apreender de maneira globalizante os fenómenos da realidade, o que constitui-se num desafio para os professores e os formadores (Capra, 1996).
No que diz respeito à implementação do programa, a intervenção gerou o entendimento da importância que a relação com os professores e a aprendizagem tem para a maior parte dos alunos. Houve resultados positivos nas crianças, que desfrutaram das sessões, interagiram umas com as outras, exteriorizaram algumas experiências ou vivências emocionais/afetivas. Logo pressupõe-se que as atividades propostas foram ao encontro dos interesses em estudo e os resultados foram muito positivos. Pudemos verificar que os alunos conseguiram retratar uma relação de aprendizagem, em que prevalecem vários sentimentos positivos constatando assim, que o ambiente socioafetivo neste grupo/turma é bastante notório. As próprias atividades realizadas foram úteis para o desenvolvimento afetivo-emocional das crianças da turma. Conseguimos, deste modo, obter resposta às nossas dúvidas sobre esta problemática e, também comprovar como as questões afetivas são essenciais para o desenvolvimento humano, sendo que o Educador/Professor deve ter em consideração as emoções das crianças tal como as de si próprio.
Acreditamos que o trabalho de Projeto ‘Educar para os afetos’ contribuiu para que os Educadores/Professores proporcionem mais práticas educativas orientadas ao bem-estar afetivo/emocional das crianças/alunos, desenvolvendo-lhes atividades educativas, que favoreçam as mudanças ao nível das relações (habilidades) sociais e emocionais com as crianças.