• Aucun résultat trouvé

Terre des Ormes et l’agriculture soutenue par la

2. LES MONOGRAPHIES DES INITIATIVES RECENSÉES

2.7. Terre des Ormes et l’agriculture soutenue par la

Nos Estados Unidos, as experiências mais significativas foram realizadas nos estados do Maine, Texas, Califórnia e Michigan, a partir de 2001. Os objetivos da implantação do laptop comercial versavam sobre a melhoria do desempenho dos alunos, a equidade no acesso aos recursos tecnológicos e o aprimoramento da qualidade da educação. O primeiro projeto foi proposto pelo Maine Learning and Technology Institute (MLTI), teve início em 2001 e “implantou laptops em todas as escolas estaduais, onde todos os alunos da 7ª e 8ª série trabalham com o seu laptop pessoal.” (VALENTE, 2011, p. 23).

No Texas, o projeto piloto denominado Texas Technology Immersion Pilot (TIP) foi implantado em 22 escolas, em 2003. A imersão tecnológica através do modelo 1:1 foi considerada prioridade, e o desenvolvimento do programa contemplou a utilização de recursos didáticos digitais, formação de professores para o uso dos recursos tecnológicos e apoio para o uso intensivo do laptop na sala de aula.

Diversos distritos da Califórnia implantaram laptops em escolas públicas, sendo que o distrito de Lemon Grove, em San Diego County, distribuiu laptops em todas as escolas (WESTON; BAIN, 2010). Cinco escolas no Orange County receberam laptops no período de 2003-2004 e mais três receberam as máquinas em 2005-2006 (WARSCHAUER, 2006).

O projeto Freedom to Learn (Liberdade para Aprender) foi implantado em Michigan, em 2004, e distribuídos laptops para 10.000 alunos em 150 escolas do estado. No distrito de Flint, que já possuía outros 1.100 laptops e 2.800 computadores de mesa, foram distribuídas mais de 3.000 máquinas para estudantes da 4ª e da 6ª série. O acesso gratuito à Internet foi garantido a famílias de baixa renda durante o programa (JUNQUEIRA, 2008).

Esse projeto teve como principais objetivos, conforme Ross e Strahl (2005): elevar os níveis de aprendizagem em disciplinas centrais do currículo; abrir acesso equitativo a oportunidades educacionais em todo o estado; incentivar o uso intensivo de tecnologias sem fio através do desenvolvimento sistemático de professores e gestores escolares; capacitar pais e familiares para o uso das ferramentas tecnológicas; implantar práticas pedagógicas inovadoras.

Dificuldades na infraestrutura da escola de Flint foram observadas por Junqueira (2008), sobretudo quanto às instalações elétricas precárias porque o prédio escolar era antigo e não havia cabeamento adequado para instalação de novas redes nem para a colocação de extensões elétricas para recarregamento das baterias. Somente em 2006, todas as escolas de Flint tiveram acesso à Internet, com rede de banda larga em todas as salas. A circunvizinhança violenta exigiu a colocação de detectores de metal nas entradas do prédio escolar, o que impedia os alunos de usufruir da mobilidade das máquinas no âmbito da escola, e seu uso ficava restrito à sala de aula, durante as aulas. A infraestrutura precária interferiu no desempenho de professores e alunos, de modo que a experiência com os laptops não provocou mudanças significativas nas práticas pedagógicas.

Em 2005, a Apple realizou um estudo para avaliar os resultados da experiência nos Estados Unidos e concluiu que os estudantes utilizavam o laptop basicamente para escrever, fazer anotações, realizar atividades domiciliares, pesquisar na Internet e comunicar- se com os colegas (BRASIL, 2008). Dificuldades várias foram enfrentadas quanto à estrutura física das escolas, à conexão de rede sem fio e ao acesso à Internet. Esses aspectos, aliados ao despreparo dos professores e à pressão por resultados satisfatórios no desempenho dos alunos, criou obstáculos ao êxito das iniciativas.

Mesmo diante desses resultados, a pesquisa de Penuel (2006) sobre a experiência norte-americana atesta que o papel dos gestores, assumindo uma postura mais ou menos democrática e colaborativa, foi determinante para que o trabalho fluísse com mais naturalidade e, consequentemente, a utilização das máquinas promovesse mudanças. O interesse e a motivação dos alunos foram observados, a despeito de não terem sido percebidos resultados expressivos quanto ao seu desempenho em leitura e matemática nem quanto à sua autonomia na aprendizagem.

Pesquisa em sete escolas da Califórnia e em três no estado do Maine foi conduzida por Warschauer (2006). O autor observou que os alunos das dez escolas observadas tinham vários recursos de informação e multimídia à disposição e que esses

recursos foram mais bem trabalhados em escolas que valorizavam a investigação crítica e analítica das atividades realizadas na sala de aula. Alunos imersos no modelo 1:1 escreviam muito mais que os estudantes de salas de aula tradicional. Outro aspecto destacado pelo autor é que, nas escolas observadas, os trabalhos dos alunos eram compartilhados com os pais e membros da comunidade em eventos públicos.

Vê-se, portanto que, a despeito das dificuldades com a infraestrutura, resultados de aprendizagem foram observados no decurso do projeto. Além disso, o compartilhamento de conhecimentos era realizado, promovia a inclusão de pais e o estreitamento das relações entre os integrantes da comunidade escolar. Contudo, não há relatos detalhados sobre a formação de professores em todas as experiências vivenciadas, exceto no Texas e no distrito de Flint, em que a formação docente foi considerada prioridade. Além disso, o despreparo dos professores foi considerado, pelo estudo da Apple supracitado, um dos fatores que contribuíram para que essas experiências norte-americanas não alcançassem o êxito esperado.

Essa lacuna constitui uma limitação como suporte a esta pesquisa, que tem como foco a formação e o acompanhamento da prática docente. Entretanto, confirma a expectativa de que, se os professores forem formados para o uso dos recursos tecnológicos e acompanhados em suas atividades laborais, com boas condições de infraestrutura e acesso à Internet, é possível interferir positivamente no ensino e na aprendizagem.

Aliás, a formação de professores na escola, o acompanhamento do planejamento e da execução das aulas constituíram o diferencial no Projeto brasileiro, que priorizou a formação docente em detrimento da distribuição de uma maior quantidade de instituições de ensino atendidas. Assim, os recursos financeiros foram distribuídos entre formação de professores/gestores e distribuição de laptops nas unidades escolares.