SPECIAL TOPICS
TESTING FOR CHANGE IN VARIABILITY AND PERSISTENCE IN TIME SERIES
9.2 Techniques employed
• Metodologia de Portugal* apud CRUZ (2005)
A Metodologia de Portugal (DGQA) tem como alvo de estudo da caracterização física, os RS, incluindo os produzidos nas zonas rurais, urbanas e
* PORTUGAL (1989). DGQA (Documento Técnico nº1 – Resíduos Sólidos Urbanos;
Quantificação e Caracterização; Metodologia. Direção Geral da Qualidade do Ambiente e
Direção de Serviços de Resíduos e Produtos Químicos. apud CRUZ, M.L.F.R. (2005). A
caracterização de resíduos sólidos no âmbito da sua gestão integrada. Braga. Dissertação
comerciais. Para quantificar e analisar o peso específico e a composição física dos resíduos coletados, esta metodologia recomenda o seguinte procedimento:
1) Coleta de dados e informações – buscar conhecer todo o sistema de limpeza urbana do município analisado, como a quantidade produzida de resíduos, a freqüência e os dias da semana da coleta e o tipo de ocupação das áreas atendidas pela coleta;
2) Período de Amostragem – recomenda-se para as áreas urbanas: 3ª semana de Janeiro, Abril, Julho e Outubro e para as áreas rurais: 3ª semana de Janeiro e Julho, não podendo repetir dias da semana e coletar amostras em dias atípicos, como em datas comemorativas, férias, etc;
3) Descrever os setores onde é realizada a coleta de resíduos e tentar agrupar os mais representativos de cada tipo (urbanos, rural etc.);
4) Definir oito componentes sem subcategorias; 5) Amostragem:
o Seleção das amostras – constituir o menor número possível de setores com características semelhantes; coletar amostras em cada um destes setores, em proporção à contribuição quantitativa de cada setor no município.
o Coleta das amostras – setor de uma volta: coleta do conteúdo dos recipientes alternados; setor de duas voltas: coleta do conteúdo de um recipiente para cada quatro; setor de três voltas: coleta do conteúdo de um recipiente para cada seis. O volume de cada amostra é de 2 a 3,5 toneladas. o Número de Amostras – município urbano: 24/ano; município rural: 10 a 12/ano, se a coleta for cinco a seis vezes por semana, caso contrário, 6 a 8/ano.
6) Pesar os resíduos coletados;
7) Quartear a amostra de resíduos coletados (2-3,5 toneladas); 8) Pesar a amostra quarteada e tarar os recipientes;
9) Separar manualmente os componentes da amostra e pesar; 10) Analisar os dados.
• Método Padrão Americano (American Standard Methods - ASMT)
O Método Padrão Americano (ASMT), de acordo com CRUZ (2005), tem por objetivo estudar os RSM não processados, ou seja, os RSU indiferenciados, coletados nas residências, comércios, instituições, escritórios. Para analisar a
composição física dos resíduos urbanos, o potencial de redução na geração e de reciclagem, as variações sazonais e geográficas, os resíduos domésticos versus os resíduos comerciais, essa metodologia adota o seguinte procedimento:1) Coleta de dados e informações sócio-econômicas do município, em questão, e do seu sistema de limpeza urbana;
2) Período de amostragem – de uma a duas semanas consecutivas, de cinco a sete dias por semana, repetindo a amostragem por vários meses devido às variações sazonais.
3) Definir oito categorias e doze componentes; 4) Amostragem:
o Definição estatística do número de amostras, por fórmula de cálculo da ASTM; o Seleção aleatória dos veículos de coleta.
5) Após a coleta, a amostra é quarteada até obter 90-140 kg;
6) Separam-se manualmente os componentes individuais da amostra; 7) Análise laboratorial dos resíduos;
8) Análise dos resultados obtidos.
• Método da Associação Européia de Aproveitamento e Reciclagem
(European Recovery and Recycling Association – ERRA) (ERRA, 1993)
Esse método tem como alvo os RSD. Os objetivos são caracterizar quali- quantitativamente os resíduos, avaliar o potencial de reciclagem e aumentar a eficiência da coleta seletiva. As etapas dessa metodologia são:
1) Coletar informações do município e do sistema de limpeza urbana, como número e o tipo de habitações no setor de coleta, tipo de sistema de coleta utilizado, entre outros; 2) Período de Amostragem – periodicidade trimestral: março, junho, setembro, dezembro ou, no mínimo, duas análises semestrais em março e setembro;
3) Definir os componentes (metais, vidro, plástico, papel e cartão); 4) Amostragem:
o O tamanho da amostra selecionada será em função do número de habitações do setor e o grau de confiança desejado;
o O número de amostra será determinado estatisticamente. 5) Após a coleta, a amostra é quarteada até obter entre 100-200 kg;
6) Posteriormente, são realizadas a triagem e a classificação, conforme os componentes e sub-componentes definidos;
7) Analisam-se dos dados da composição física, da umidade e do peso específico dos resíduos coletados.
• Método de MAYSTRE et. al* apud CRUZ (2005)
O enfoque dessa metodologia são os RSD. Para analisar a composição física desses resíduos, recomenda-se o seguinte procedimento:
1) Coletar as informações sócio-econômicas da população e do sistema de limpeza urbana do município em estudo;
2) Definir o período de amostragem – Pré-campanha (escolha da quantidade mínima representativa de amostras a caracterizar): 1 semana; Campanha de identificação: 4 semanas por trimestre e Campanha complementar: 2 semanas; 3) Proceder ao ensaio-piloto, para aferir quais as classes de categorias a considerar na classificação e para estudar os estratos urbanos em função da quantidade de resíduos produzidos;
4) Definir as medidas de higiene e segurança;
5) Organizar os procedimentos e as instalações para a triagem; 6) Amostragem:
o Cálculo da quantidade mínima representativa de amostras;
o Método de seleção aleatório: estratos homogêneos – aproximação aleatória simples; estratos heterogêneos – aproximação aleatória estratificada, primeiro divide-se a população em grupos e depois escolhe-se, em cada estrato, uma amostra aleatória simples;
o Coleta das amostras: Pré-campanha – 2 toneladas, Campanha de Identificação – 11 toneladas por trimestre e Campanha complementar – 5 toneladas.
o Número de amostras: coleta bi-semanal: 800-1000 kg em duas amostras de 400- 500 kg em ambos os dias da semana; coleta tri-semanal: 900-1200 kg em três amostras de 300-400 kg nos três dias da semana; coleta semanal: 600-700 kg. 7) Após a coleta da amostra, descarregar o caminhão no local previamente definido; 8) Coletar uma amostra de 100 kg;
* MAYSTRE, L.Y.; DUFLON, V. (1994). Déchets Urbaisn: nature et caractérisation. Presses
Polytechniques et Universitaires Romendes, Lausanne, Suisse. apud CRUZ, M.L.F.R. (2005). A caracterização de resíduos sólidos no âmbito da sua gestão integrada. Braga. Dissertação (Mestrado) – Escola de Ciências, Universidade do Minho (Portugal). p 35.
9) Pesar cada saco de resíduos domésticos para aferir a quantidade de resíduos contidos em função do volume do saco;
10) Abrir os sacos de resíduos na mesa de triagem para a classificação por categorias; 11) Pesar os recipientes de cada categoria;
12) Repetir essa operação para cada amostra;
13) Analisar os resultados da composição física dos resíduos sólidos domésticos.
• Método Francês de Caracterização no âmbito da coleta seletiva – MODECOM
(GAUTIER et.al., 1997)
A metodologia MODECOM tem como alvo de estudo os RSD, considerando somente os produzidos nas residências e não em nível urbano. Esse método tem como objetivos principais, conhecer a composição físico-química dos resíduos sólidos domésticos, estudar a eficácia da coleta seletiva sobre esses resíduos e conhecer a quantidade de embalagens de consumo e de materiais recicláveis nos resíduos domésticos.
As principais etapas dessa metodologia são:
1) Coletar dados e informações sobre o sistema de limpeza urbana e sobre aspectos sócio-econômicos da população estudada;
2) Caracterizar a zona de estudo;
3) Inventariar a produção de resíduos por fluxos;
4) Separar a zona de estudo em setores, segundo alguns critérios, como tipo de coleta seletiva, tipo de habitação, tipo de agrupamento social (urbano, rural), caráter sazonal etc.
5) Coleta das amostras:
o A quantidade de amostra coletada deve ser em função do fluxo alvo; amostras elementares devem ter dimensões que não sejam inferiores a três vezes a maior dimensão dos materiais mais volumosos;
o É necessário estabelecer previamente uma relação volume/peso em função das características dos materiais: efetuam-se assim dez amostragens elementares para obter o peso requerido para a amostra a tirar.
6) A amostra de resíduos domésticos a caracterizar deverá ter 500 kg brutos; 7) A amostra deverá ser triada no mínimo em 13 categorias;
• Método do Serviço Público de Seattle - SPU (SPU, 2003)
Nessa metodologia, são estudados apenas os resíduos sólidos comerciais e domésticos depositados e não os produzidos, pois estes incluem os resíduos destinados à coleta seletiva. Esses resíduos são analisados separadamente, com o objetivo de estimar o potencial de reciclagem, implementar programas de metas de reciclagem por fluxo e monitorar o desempenho do sistema.
A seguir são apresentadas as etapas desta metodologia:
1) Coletar dados e informações sócio-econômicas do município e do sistema de limpeza urbana;
2) Período de Amostragem – 12 meses (sazonalidade): 2 dias consecutivos/mês e 13 a 14 amostras/dia. Distribuição aleatória entre dias da semana e semanas dos meses para assegurar representatividade.
3) Geração aleatória de um número por computador, em que cada número corresponde a um veículo de coleta;
4) A seleção das amostras é feita por setor para cada dia de amostragem;
5) Repete-se esse procedimento até haver um número suficiente de veículos selecionados para cada setor em cada dia;
6) Amostragem:
o A área de intervenção é dividida em dois setores de acordo com o tipo de coleta e com a área a ser abrangida;
o Distribui-se a coleta de amostras em 2/3 no setor onde se coleta 60% dos e resíduos e 1/3 no outro setor;
o Número de amostras: 347 amostras de resíduos comerciais e 309 de resíduos domésticos.
7) Registra-se o peso líquido da amostra coletada no veiculo;
8) A amostra é coletada num caminhão de cerca de 4,5 m³, para realizar o estudo seleciona-se um amostra de 113 kg;
9) Após a coleta realiza-se a triagem manual e a classificação dos resíduos em oitenta e nove categorias;
10) Análise dos dados da composição física global e análise demográfica, sociológica e sazonal da composição dos RSU.