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Detection of changes

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TESTS FOR CHANGES IN FLOW REGIMES Hege Hisdal

7.4 Detection of changes

As ações correspondem à aquisição de uma parcela do capital de uma empresa. São títulos “representativos da menor fração do capital social de uma empresa (sociedade anônima, sociedade por ações ou companhia)” (ASSAF NETO, 2013, p. 222). O acionista, aquele detentor da ação, é um coproprietário da empresa com direito a participação nos resultados. Elas não têm prazo e podem ser resgatadas ou adquiridas a qualquer momento através da negociação no mercado financeiro, vendendo ou comprando as ações (ASSAF NETO, 2013, p.222). Essas negociações eram realizadas nos pregões físicos (lugar onde se reuniam os operadores da bolsa). Atualmente os pregões predominantes são os automatizados, sem interferência dos operadores, os eletrônicos (FORTUNA, 2008, p. 584). Nas negociações no pregão eletrônico, os termos Home Broker e After Market passaram a existir. No Home Broker os clientes operaram eletronicamente via internet pelos sites de corretoras. O After Market é extensão do horário do pregão após as 18 horas até as 22 horas para atender o home broker (FORTUNA, 2008, p. 587).

As sociedades que emitem as ações podem ser fechadas ou abertas, em que as primeiras são tipicamente familiares com circulação de ações restritas a um grupo de investidores. Diferentemente, as sociedades abertas têm suas ações distribuídas a um número mínimo de acionistas, sendo negociadas na bolsa de valores. Devem ser cadastradas na Comissão de Valores Mobiliários e emitir informações financeiras, econômicas e de caráter econômico periodicamente (ASSAF NETO, 2013, p.222).

As ações podem ser classificadas como preferenciais ou ordinárias. As ordinárias conferem ao detentor da ação o direito a voto, podendo eleger diretoria, decidir sobre destino

de lucros, etc. Cada ação corresponde a um voto, isso significa dizer que quanto mais ações tiver, mais poder de decisão terá. Já as preferencias, apesar de não permitirem direito a voto aos titulares, dão preferências ao titular como prioridade no recebimento do dividendo e prioridade no reembolso de capital no caso de dissolução da empresa (ASSAF NETO, 2013, p. 222).

Os títulos podem ser negociados no mercado primário ou no secundário. Quando um novo título é lançado no mercado, ele é negociado no mercado primário. É nesse momento que ocorre a disponibilização dos recursos dos investidores às empresas emitentes de ações, que funciona como uma espécie de financiamento às empresas. A partir do momento que o titulo está no mercado, as negociações de compra e venda posteriores ocorrem no mercado secundário, que ocorre na Bolsa de Valores ou Mercado de balcão. Nesse caso, o recurso auferido nas negociações vai para os proprietários dos títulos e não mais para a empresa emitente da ação (ASSAF NETO, 2013, p.239).

O mercado de ações é dividido em quatro mercados: mercado à vista, mercado à termo, mercado futuro de ações e mercado de opções.

a) Mercado à vista

Uma operação à vista é a compra ou venda em pregão de determinado número de ações para liquidação imediata.

Nesse tipo de mercado é permitida realização de operações de mesma ação em um mesmo pregão, por mesmo investidor e corretora, caracterizada como uma operação de arbitragem, o day trade.

As ordens de compra e venda podem ser, segundo Fortuna (2008, p. 590): ordem a mercado (o investidor especifica apenas a quantidade e características do título que quer comprar ou vender, com execução imediata), ordem administrada (mesma característica da ordem a mercado, diferenciada pela execução, que ocorre a critério da corretora), ordem limitada (é determinado o valor máximo ou mínimo que deseja comprar ou vender a ação, sendo executada somente quando chegar ao valor estipulado), ordem casada (quando estipula a compra de um titulo e a venda de outro, que só ocorre se os dois puderem ser feitos) e ordem de financiamento (o investidor define uma ordem de compra ou venda de um titulo em um mercado e outra de venda ou compra em outro ou mesmo mercado concomitantemente, com prazos de vencimento diferentes).

Ao se deter uma ação, existem direitos de proventos gerados por ela, entre eles: dividendos (distribuição de parte dos lucros aos acionistas); subscrição (direito de aquisição de ações por aumento de capital, com prazos e preços determinados); bonificação (distribuição de novas ações aos acionistas gratuitamente, pelo aumento de capital por incorporação de reserva), entre outros (FORTUNA, 2008, p. 590).

b) Mercado a termo

Nesse mercado o investidor se compromete a comprar ou vender uma determinada quantidade de ação por prazo predeterminado e preço fixado. Normalmente as operações são realizadas num prazo de 30 dias. De acordo com a BM&FBOVESPA (2014f), o prazo do contrato a termo é escolhido livremente pelo investidor, sendo no mínimo 16 dias e no máximo 999 dias.

Essas operações poderão ser liquidadas na data do seu vencimento ou data antecipada solicitada pelo comprador, vendedor ou por acordo mútuo, sendo antecipado o prazo de liquidação (FORTUNA, 2008, p. 593).

Segundo BM&FBOVESPA (2014f), a vantagem de se investir no mercado a termo é pelo fato do investidor proteger preços de compra (quando se espera uma alta nos preços de uma ação pode-se comprar a termo, fixando o preço e beneficiando-se da alta), diversificação de risco, obter recursos (o detentor de ações pode vender a vista para imediata compra a termo do mesmo papel, possibilitando fazer caixa) e alavancagem (possibilita aquisição de ações em quantidade superior a da disponibilidade financeira).

Os custos envolvidos nessa transação são: taxa de registro, de corretagem, de emolumentos e de liquidação.

De acordo com a BM&FBOVESPA (2014f), a transação a termo exige deposito de garantia, que pode ser por cobertura ou margem. Por cobertura “um vendedor a termo que possua os títulos-objeto pode depositá-los na CBLC, como garantia de sua obrigação” (BM&FBOVESPA, 2014f). Por margem corresponde a “valor igual ao diferencial entre o preço a vista e o preço a termo do papel, acrescido do montante que represente a diferença entre o preço a vista e o menor preço a vista possível no pregão seguinte” (BM&FBOVESPA, 2014f).

c) Mercado Futuro de ações

As ações nesse mercado são negociadas com datas de liquidação futura. Segundo Fortuna (2008, p. 597), é um mercado aperfeiçoado do mercado a termo, que possibilita aos participantes da transação reverter a posição de um contrato futuro antes da data do vencimento de forma automática.

De acordo com Halpern (2003, p. 91), “os contratos futuros são compromissos padronizados de compra e venda de ativos, mercadorias (ou commodities), ativo financeiro ou índices de preço, com data de vencimento, regras e especificações de negociação fixadas pela bolsa de futuros”. Halpern (2003, p.91) completa afirmando que nesse mercado o objeto negociado é o risco dos preços. Tem função de permitir proteção contra riscos de preços ou realizar hedge ou proteção.

d) Mercado de opções

De acordo com a BM&FBOVESPA (2014g), no mercado de opções é onde são negociados direitos de compra ou venda de um lote de ações, com prazos e preços preestabelecidos. Foi um mercado criado para oferecer uma forma de proteção ao mercado de ações contra possíveis perdas, possibilitando ao investidor adaptar o risco às suas expectativas e metas.

Segundo Fortuna (2008, p.600), quem compra uma opção tem um direito, podendo ser essa opção de compra (call) um direto de comprar, possibilitando ao comprador comprar certa quantidade de ações, a determinado preço e data. E opção de venda (put) um direito de vender.

Segundo o Portal do Investidor (2014b), quem adquire o direito deve pagar um prêmio ao vendedor, sendo este premio um valor pago para ter a opção de comprar ou vender (esse valor pago não é o preço do bem e sim o preço da opção). O Portal afirma que no mercado de opções, o titular pode perder no máximo o prêmio pago, em contrapartida, o lançador das opções tem riscos ilimitados.

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