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Tchebychev pour l’approximation uniforme sur un segment

1.6.1 Geração Belle Époque (Nascidos entre 1889 e 1922.)

Veio a Primeira Guerra e com ela a separação familiar e emigrações em busca de trabalho e o desejo de reconstruir a sociedade foi o grande motivador e, para tanto, respeitar , cumprir regras, trabalhar, estudar (se possível), com muita dedicação, passou a ser foco dos jovens dessa geração. E o título acadêmico transformou-se no sonho de quase todas

as famílias brasileiras, mas a educação era seletiva e, por sua natureza, uma educação para poucos.

1.6.2 Geração Baby Boomer (Nascidos entre 1945 e 1960.)

Na infância receberam total apoio dos pais e criaram uma visão idealista de um mundo unido pelo amor. A educação dessa época foi de disciplina rígida. Contestar ou promover qualquer comportamento fora do padrão era severamente punido. Ao contrário, aqueles que eram disciplinados, obedientes e comportados, ganhavam como recompensa a aprovação em alguma universidade.

As universidades ensinavam a seus alunos a importância de uma argumentação e contestação equilibrada. Essa liberdade de questionar criou um clima de rebeldia e uma aparente licença para forçar os limites e questionar as leis, os costumes e o militarismo estabelecido.

Surgiu então, uma geração de contestadores que queriam transgredir todas as regras através da quebra de valores como o amor livre, sexo, muito sexo, drogas, cabelos compridos e desarrumados. Lutaram e conquistaram a liberdade de ir e vir.

Os baby Boomers ingressaram de corpo e alma no mundo do trabalho aceitando que a organização determinaria sua evolução na carreira e no efetivo planejamento de suas vidas. Hoje são considerados pais da geração X, avós da geração Y e bisavós da geração Z. Possuem renda mais consolidada e um padrão de vida mais estável. Apresentam preferencias por produtos de alta qualidade e não se influenciam facilmente por outras pessoas, passaram a acreditar firmemente que um bom estilo de vida depende de níveis elevados de educação. Mesmo já adultos retornavam às escolas por entender que a educação era o melhor meio de ter um emprego garantido e/ou alcançar o crescimento na carreira. As escolas passaram a ter em suas salas de aulas alunos jovens e estudantes amadurecidos.

1.6.3 Geração X

A geração X, que são os filhos nascidos entre 1960 e 1983 da geração Baby Boomer, denominados por MARC Prensky de emigrantes digitais, têm sua aprendizagem na sequência de texto, som e imagem, ou seja, pensam no texto como sua forma de

comunicação primária e nas imagens como auxiliares. Para a geração Y, existe uma inversão dessa sequência para imagem, som e texto, ou seja, os jovens Y preferem as imagens aos textos.

Diferente do idealismo dos Baby Boomers, a geração X, é mais individualista, menos confiável e mais preocupada com seus interesses pessoais. Sua infância foi testemunha do aumento dos índices de divórcio e muitos viveram em famílias desfeitas, desestruturadas ou foram criados por um dos pais, as famílias monoparentais. Cresceram preferindo a racionalidade aos sentimentos. Uma geração que viu o mundo se globalizar criando uma autonomia maior do indivíduo, o que, por sua vez, trouxe mais competitividade e menos solidariedade, e, como consequência, maior isolamento, maior solidão.

Geração com alta capacidade de adaptação e de empreendedorismo justamente por não confiar nos outros, ao mesmo tempo que se trona cada vez mais especializada em tecnologia. Votadas e entender de vários assuntos, tratam-se de indivíduos bem informados, mas de escassa educação humanista. Tudo lhes interessa, porém, tudo de maneira superficial. Não são capazes de ter senso crítico e muito menos capazes de fazer uma síntese daquilo que percebem . São indiferentes e não se aferram a nada, não tem verdades absolutas, nem crenças firmes, só querem toneladas de informação, embora muitas vezes não saibam o que fazer com ela.

Com sede de autossuficiência, a geração X priorizou mais o trabalho. A consequência foi o declínio das relações familiares fazendo com que o casamento não significasse mais uma relação perpétua.

1.6.4 Geração Y e Z

A educação 3.0 chegou e com ela um novo mundo digital, virtual e em redes emergiu e se transformou no foco da maioria dos jovens da geração Y, indivíduos nascidos entre os anos 1983 e 2000 e que Marc Prensky, especialista em tecnologia e educação pela escola de Artes e Ciências de Yale e pela Harvard Business School, denominou de Nativos Digitais.

Segundo Sidnei Oliveira, a denominação geração Y se deve a um fato curioso. Quando a União Soviética exercia forte influência sobre os países comunistas, definia a primeira letra dos nomes que deveriam ser dados ás crianças nascidas em determinado período. Para os nascidos no período 1980 a 1990, a letra escolhida foi o Y.

A geração Y funciona na base da motivação externa, ou seja, tem necessidade constante de elogios, recompensas tangíveis, feedback imediato. Cresceram com a ideia de que são importantes e merecem reconhecimento independentemente do que façam, criando fortes conflitos com professores e colegas de escola.

Nenhuma outra geração na história foi tão desejada e apreciada quanto a Y. A geração X adotou uma cultura totalmente focada nos filhos com influência marcante nas decisões pessoais e de futuro de seus pupilos, promovendo uma infância que se prolonga até após a adolescência, ou seja com uma juventude cheia de dependência e infantilizada. Os pais da geração X investiram muito nos filhos da geração Y, e eles tiveram muitas oportunidades de se capacitarem por atividades extracurriculares o que os deixaram naturalmente autoconfiantes. Porém, esperam que tudo lhes caia no colo e superestimam as próprias capacidades e tem dificuldades de aceitar fracassos, quando cometem algum erro a culpa é sempre colocada em um terceiro, ou por ele próprio, ou pela superproteção dos pais.

Entretanto, muitas instituições de ensino superior continuam unicamente com processos analógicos dentro da sala de aula e, com isso, o sotaque dos professores emigrantes é um obstáculos à aprendizagem, pois os nativos digitais, com frequência, não entendem a linguagem e a forma com as quais os imigrantes estão tentando se comunicar.

A comunicação da geração Y é em rede e contínua,. Emigrantes digitais nasceram analógicos ou seja, uma coisa de cada vez; nativos digitais são capazes de realizar multitarefas. Eles leem blogs em vez de jornais. Fazem amizades online antes de se conhecerem pessoalmente. Provavelmente, não usam o cartão da biblioteca, buscam informações nos sites de pesquisa e obtêm suas músicas online, com frequência de graça e muitas vezes ilegalmente, em vez de compra-las em lojas especializadas.

Filhos da geração X e netos dos Baby Boomers, a geração Y, utilizando todos os meios tecnológicos disponíveis, se tornou a primeira geração realmente global e também e mais plural de todos os tempos.

O jovens da geração Y tem como características; serem realistas, seus grandes ídolos são pessoas comuns que realizaram pequenos e possíveis sonhos, são muito criativos. Para estes jovens as novas tecnologias digitais – computadores, smartphones, tablets, são os principais mediadores das conexões pessoais com pessoas.

O tempo deles é o presente, o agora. Não sentem a necessidade de utilizar relógio porque estão online ininterruptamente, encontram-se ligados 24 horas por dia. Tem acesso instantâneo ás informações e nunca conheceram o mundo sem tecnologia digital. Vivem de maneira natural tanto nos espaços online quanto nos off-line, porém, não encaram a vida híbrida como algo notável.

Estão sempre conectados, procuram informação fácil e imediata, preferem arquivos digitais a livros, preferem e-mails a cartas, digitam ao invés de escrever, vivem em redes de relacionamento, compartilham tudo: dados, fotos, hábitos, conteúdos pessoais que muitas vezes ganham instantaneidade e dimensões exponenciais.

Geração Z ( Jovens nascidos depois de 2000.)

Segundo, Mariaca ( 2011) a geração Z tem algumas dimensões em comum com a geração Y, ambas revelam facilidade com a comunicação digital, a rapidez, a urgência de se comunicar e a imersão no ambiente virtual, entre outras habilidades. Todos esta profundas transformações reclamam um outro tipo de professor, com competências que lhe permitam relacionar-se adequadamente com a nova geração.