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Les obligations des acteurs définis dans un contrat de transit

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Section 01 : Appréciation du profil de l’activité du transitaire

1.2. Cadre conceptuel du transitaire

1.2.2. Les obligations des acteurs définis dans un contrat de transit

O plano de aula corresponde ao terceiro nível de planeamento, tornando- se por isso, o mais pormenorizado dos três níveis de planeamento, uma vez que a aula é, segundo Bento (2006, p. 101) “(…) o verdadeiro ponto de convergência do pensamento e da acção do professor”; nele está presente toda a ação a desenvolver na prática, resultante do planeamento realizado anteriormente, com indicações mais detalhadas relativamente aos outros níveis de planeamento. “Cada aula fornece um contributo totalmente específico,

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apenas a ela pertencente, para a solução das tarefas de uma unidade temática, do programa anual, e ao programa de toda a escolaridade. Tem que assumir sempre uma função concreta, na qual se reflictam, de forma proporcionada, as tarefas principais da unidade ou ciclo de ensino mais lato em que inclui” (Bento, 2006, p. 102), em concordância com Rink (1993, p. 212) quando afirma que “The lesson plan must translate broad goals and objectives into actual experiences for particular learners”.

Partindo do pressuposto que a aula é o palco de concretização de toda a planificação, é importante definir em primeiro lugar o que se pretende com cada uma delas; para isso a primeira decisão a ser tomada é referente à tomada de decisão relativa ao(s) objetivo(s) da aula. Na reunião onde foi discutido pela primeira vez o plano de aula, o primeiro aspeto a ser abordado foi relativamente à importância da definição do(s) objetivo(s) para a aula, tal como é referido no excerto seguinte:

“Ao debatermos a primeira aula também discutimos acerca da estrutura e características do plano de aula e o que deve estar presente para um bom planeamento. É importante ter-se em atenção que um plano de aula é projetado de acordo com os objetivos previstos e, portanto, os exercícios propostos devem de ir ao seu encontro; no entanto, para que isto aconteça, os objetivos devem estar bem delineados para se saber exatamente o que se pretende da aula, o que pretendemos que os alunos aprendam ao nível das habilidades motoras, condição física, cultura desportiva e conceitos psicossociais.”

(em O Companheiro de Viagem, Reflexão de Diário de Bordo de 12 de setembro de 2016, p.7)

Segundo Bento (2006, p. 111) a formulação do objetivo exerce uma influência importante sobre a eficácia da realização do ensino em EF, dada a clareza que evoca para a correta orientação da ação dos alunos. Este primeiro compromisso no que os objetivos dizem respeito é o ponto fundamental para que a aula opere como parte integrante da UD, de forma a garantir que o

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conjunto de aulas funcione de forma sistemática e regularizada, pelo que deve estar elaborado para que seja inequívoca a compreensão do essencial a trabalhar na aula. Para que tal aconteça o professor deve possuir um domínio da matéria de ensino, tanto a nível do conteúdo como a nível pedagógico do conteúdo, de forma a perceber quais as melhores progressões de ensino adequadas à sua turma, tal como refere Bento et al. (1999, p. 173) ao afirmar que, “um conhecimento da matéria inadequado ou superficial pode determinar que o professor não seja capaz de interpretar as respostas dos alunos”. Também se percebe a importância da definição dos objetivos para a concretização correta do processo de EA para professores em início de carreira, uma vez que tal como afirma Januário (1996, p. 73) “(…) uma decisão simples e imediata para o professor experiente – uma rotina de ensino, pode requerer uma decisão consciente para o iniciado, com os respectivos custos acrescidos em termos de tempo e de pensamento para realizar as mesmas tarefas”.

Como é referido no excerto seguinte, foi aconselhado pela PC que o NE pensasse na aula não apenas a um nível, mas sim de vários ângulos e perspetivas, para que conseguíssemos combater as fragilidades existentes no início do ano, em congruência com Rink (1993, p. 214) que estipula que, “the lesson plan is designed to help you think through every step of the teaching process. The more detail you can suply about your lesson, the more prepared you will be to teach that lesson”.

“Um conselho que a professora deu foi de planearmos a aula três vezes, isto é, planearmos uma primeira vez no papel, planearmos a aula mentalmente (pensado nas eventuais consequências das nossas escolhas) e por último planearmos na ação (no decorrer da aula, para se necessário, alterar o nosso planeamento). Todas estas fases de planeamento são essenciais para que se possa construir um bom plano de aula pois, ao pensar numa primeira instância no papel devemos traçar um esboço dos nossos objetivos para que, como a professora diz, “não deixarmos que a aula aconteça”, ou seja, pensarmos e planearmos

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mentalmente para saber o que é importante que os alunos aprendam e de que maneira se vai conseguir esse objetivo através das situações de aprendizagem que preparamos.”

(em O Companheiro de Viagem, Reflexão de Diário de Bordo de 12 de setembro de 2016, p.8)

Durante a discussão inicial do plano de aula, também foi debatido a sua estrutura relativamente ao cabeçalho e estrutura da aula. No que diz respeito ao cabeçalho, uma vez que em NE, todos considerávamos que os objetivos detinham a maior importância, estes deveriam ser o ponto essencial a estar presente, nas quatro categorias transdisciplinares, bem como a função didática da aula. Na figura 1 abaixo está representado o exemplo que foi utilizado em todos os planos de aula durante o decorrer do ano letivo.

Figura 1 - Cabeçalho do Plano de Aula

Algo a ter em atenção aquando da elaboração do plano de aula são as categorias didáticas, que de acordo com Rink (1993) estão divididas em clima (que representa o domínio do ambiente de aprendizagem e envolvimento de todo o processo de EA), gestão (relativa à organização e coordenação do processo de EA), disciplina (diz respeito ao controlo e regulação do EA) e instrução (domínio que engloba toda a atividade relacionada com o ato de ensinar). Todos estes entendimentos são preponderantes na elaboração de um plano de aula, uma vez que permitem que a sua conceção seja realizada dentro de pressupostos que conduzam ao sucesso educativo.

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No que diz respeito à estrutura da aula, tal como refere Bento (2006), a aula de EF racionalmente organizada, estrutura-se em três partes: parte preparatória, parte principal e parte final, sendo que a nomenclatura utilizada foi parte inicial, parte fundamental e parte final. A parte inicial e final da aula eram as que continham menos tempo, estando a maior parte da aula designada de parte fundamental. A parte inicial da aula era destinada à comunicação com os alunos acerca dos acontecimentos da aula, fazendo a ligação com as aulas anteriores, de forma a consciencializá-los do seu processo de aprendizagem, despertando o interesse para a prática. Na parte fundamental e tal como Bento (2006) afirma, é nesta parte que o professor deve colocar em prática os objetivos da aula, transmitindo os conteúdos da disciplina, colocando à prova as suas capacidades metodológicas. A parte final constituía o momento do balanço da aula, onde eram abordados os aspetos a serem melhorados, fazendo a ligação com a aula seguinte. Para cada uma das partes constituintes da aula, estavam sempre estipulados o tempo, objetivos comportamentais, situação de aprendizagem; componentes críticas e organização dos alunos. Uma das dificuldades que senti na elaboração do plano de aula era não repetir informação na coluna da situação de aprendizagem referente aos objetivos comportamentais. Este obstáculo foi melhorando com a experiência após perceber que os objetivos comportamentais de cada situação de aprendizagem deveriam ser as metas que eu queria que os alunos atingissem com determinada atividade proposta, ao invés que na situação de aprendizagem apenas deveria estar explícita a tarefa a realizar, bem como as suas variantes, regras e determinantes. Na coluna das componentes críticas, de início estavam descritas as determinantes a serem executadas, no sentido de ajudar os alunos a cumprir com os objetivos. Após a primeira observação da PO, foi sugerido que nesta coluna fossem transformadas as componentes críticas em feedback pedagógico (FBP) que deveríamos dizer aos alunos enquanto estes realizavam as atividades, através de palavras-chave, como forma a facilitar a nossa intervenção e ação na aula.

Após a vivência da importância do planeamento concreto de uma aula, não posso deixar de concordar com Bento (2006) quando afirma que “(…) o

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resultado de uma aula depende preponderantemente da qualidade da sua preparação”.

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