• Aucun résultat trouvé

L’importance du transport maritime

Dans le document Liste des abréviations (Page 17-0)

Chapitre I : concepts et approche documentaire sur le transport maritime international5

1.3. L’importance du transport maritime

Ferraz et al. (2015, p. 168) especificam que a dança é “(…) uma atividade recheada de especificidades e de estímulos capazes de um desenvolvimento saudável e harmonioso nos jovens”, pelo que quando fui informada desta disciplina semestral de Oficina de Artes – Expressão Corporal na EC, sabia que era uma mais-valia para os alunos. Se por um lado, a dança sempre foi para mim algo que eu não nutria um grande contentamento; mesmo com experiências positivas nesta área, não fiquei muito motivada para a sua lecionação; por outro estava determinada a retirar desta experiência o melhor para a minha formação, pois sabia que iria ser algo que me iria obrigar a sair da zona de conforto e, por isso, algo positivo para a minha evolução profissional. O facto de poder observar as aulas da minha colega de estágio e

79

da PC durante o primeiro semestre, foi algo que me deixou mais descansada, uma vez que iria ter a possibilidade de passar pela prática, sem a pressão da lecionação das aulas.

Uma vez que a PC conhecia o meu desconforto relativo à dança, começou desde o início a colocar-me em situações que me iriam ajudar no futuro, quando fosse efetivamente a minha vez de lecionar, como exemplificado no excerto de diário de bordo que se segue:

“Outra surpresa do dia foi o desafio que a PC me propôs: no dia seguinte seria eu responsável por instruir e gerir o exercício da escrita na aula de Oficina de Artes da sua turma. Tive logo “trabalho” para a tarde inteira: dançar em frente ao espelho.”

(em O Companheiro de Viagem, Reflexão de Diário de Bordo de 21 de setembro de 2016, p.16)

De facto, esta foi a modalidade que requereu um maior empenho da minha parte e um maior esforço no planeamento, realização e avaliação das diferentes coreografias. Mesmo sendo uma disciplina criteriosamente estruturada, envolvia da minha parte um esforço suplementar para dar cumprimento às atividades e auxiliar os meus alunos no processo criativo. As diferentes estratégias que fui procurando ao longo do ano, desde a conversa com colegas que possuem um maior conhecimento, assistir às aulas durante o primeiro semestre e ajudar os alunos na criação das coreografias e pequenos momentos onde me era imposto pela PC liderar exercícios, permitiram-me ganhar uma confiança e entendimento extra que foi uma mais-valia para a minha formação.

“De tarde, chegou o momento da Oficina de Artes. Ordenei a mim mesma para deixar os nervos de parte. Tinha de ser capaz de me superar e só tinha de aproveitar esta oportunidade para melhorar e deixar de ver a dança como um monstro feio que nunca ia ser capaz de derrubar. Após obrigar a minha irmã a ensaiar comigo na noite anterior, sentia-me bem

80

mais confiante em mim própria do que estava à espera de sentir. Creio que instruí e demonstrei bem e os alunos perceberam o que era pretendido com o exercício. Apesar de já estar minimamente à espera, fiquei surpreendida com a criatividade da turma; conseguiram ter boas ideias e isso facilitou imenso a minha atuação, pois apesar de dar algumas ideias os alunos conseguiam transforma-las em algo mais criativo e original.

No fim, o meu “medo” era injustificado, o exercício foi um sucesso.” (em O Companheiro de Viagem, Reflexão de Diário de Bordo de 22 de

setembro de 2016, p.17)

Depois de assistir às aulas durante um semestre, no meu “momento da verdade”, a minha primeira aula, foi algo que esperava que enfrentasse com nervos, o que felizmente acabou por não acontecer, em grande parte devido à reação que os alunos demonstraram desde o primeiro momento, a aderir a todos os exercícios que foram propostos, sem se acanharem e até demonstraram um grande à vontade perante a turma e demonstraram ser uma turma bastante criativa, o que apenas facilitou o meu trabalho. O trabalho desenvolvido durante as atividades foi algo que me surpreendeu pela positiva. Foi notório o envolvimento dos alunos e o empenho em participar nas coreografias, tentando, mesmo com dificuldades contribuir para que a criação destas fosse algo com que ficassem satisfeitos e orgulhosos.

“Dei algum tempo no início para os grupos se prepararem para o momento formal da avaliação, também como forma de conseguir antecipar na sua generalidade, a qualidade das coreografias dos grupos. Já sabendo de antemão que tenho uma turma criativa e devido ao facto de ter acompanhado e auxiliado a criação de alguns passos, sabia que os alunos tinham elaborado coreografias interessantes.”

(em O Companheiro de Viagem, Reflexão de Diário de Bordo de 24 de março de 2017, p.126)

81

No decorrer desta unidade, tive de enfrentar vários desafios, pois com o passar do tempo, houve um declínio notório no empenho dos alunos, durante a preparação para a segunda avaliação e durante a abordagem do esquema de turma, aulas que tiveram de ser completamente dedicadas a dança, sendo por isso aulas mais desgastantes. Este facto levou a que durante a explicação da coreografia do esquema de turma, fosse necessário um esforço suplementar da minha parte e a inovação das estratégias de motivação da turma. Após atingir um compromisso com a turma, permitiu um avanço na coreografia, tal como demonstrado no seguinte excerto de diário de bordo:

“Este tipo de aulas foi bem mais desgastante tanto a nível físico como a nível mental para mim; foram aulas onde tive de estar constantemente em atividade, a demonstrar os passos da coreografia aos alunos, mas também a nível mental, pois tinha de estar sempre a pensar nos ditos passos, bem como a manter todo o clima de aula, desde o controlo da turma à gestão do tempo. Felizmente, após a conversa inicial, que foi suficiente para motivar os alunos, consegui ter a turma como sempre a tive, empenhada em dar o seu melhor e a cumprir com o que eu ia pedindo.”

(em O Companheiro de Viagem, Reflexão de Diário de Bordo de 9 de junho de 2017, p.165)

Algo que também auxiliou neste processo, foi a própria coreografia que, chegando ao momento com mais ritmo, motivou mais os alunos, pois ao terem sucesso nos passos mais rápidos, ficavam muito satisfeitos com o que tinham atingido, o que os levou a um maior empenho em aprender os passos que se seguiam.

Esta experiência no mundo da dança permitiu-me arrecadar um conhecimento especializado que não conseguia em qualquer uma das outras modalidades; efetivamente, a dança e a expressão corporal estimulam os alunos nos seus processos criativos e emocionais, permitindo uma formação mais abrangente no processo educativo dos alunos.

82

Dans le document Liste des abréviations (Page 17-0)