• Aucun résultat trouvé

STADIFICATION MÉDIASTINALE

Dans le document CEPO-GEOQ Algorithmes - Cancer du poumon (Page 25-33)

RECOMMANDATIONS POUR LA PRATIQUE

STADIFICATION MÉDIASTINALE

4.2.8.1 UTFPR

O objetivo desta questão é investigar quais são os fatores que favorecem a TCT aos alunos em mobilidade acadêmica internacional no sentido de absorver no- vos conhecimentos e tecnologias. As alternativas foram elaboradas tendo como base as informações coletadas por meio da observação assistemática e as informações obtidas na revisão sistemática de literatura. Considera-se que a TCT somente será efetiva se os estudantes absorverem novos conhecimentos no contexto anfitrião – uni- versidade, empresa, laboratório etc.

Os dados do Gráfico 20 mostram que o fator que mais contribuiu para absor- ção foi o preparo e experiência pessoal, com Média 4,1. Esse resultado corrobora o trabalho de Cohen e Levinthal (1990), e Zahra e George (2002) que afirmam que só é possível absorver novos conhecimentos e tecnologias se o receptor possuir uma competência prévia que lhe dê condições de absorção.

O segundo fator que mais contribuiu para a TCT na perspectiva dos estudan- tes da UTFPR foi a semelhança cultural. Para Mohamed et al. (2010), os traços cultu- rais das duas partes podem ter um impacto significativo sobre a eficácia e sucesso de qualquer processo de TT, favorecendo o processo, ou se tornando uma barreira caso não haja compreensão entre as partes.

3.2 3.3 3.4 3.5 3.6 3.7 3.8 3.9 4.0 4.1 V7. Preparo e experiência pessoal V2. Semelhança cultural V1. Domínio do idioma V3. Conhecimento (conteúdo) prévio V6. Informações obtidas junto aos professores da instituição anfitriã V4. Orientação por parte da instituição anfitriã V5. Informações obtidas junto aos colegas de sala 4.1 4.1 4.0 4.0 3.9 3.8 3.5 Média

Gráfico 20 – Fatores que contribuíram para a absorção de novos conhecimentos e tecnologias (UTFPR)

Fonte: Dados da pesquisa de campo (2016)

O domínio do idioma, com Média 4,0, aparece como o terceiro fator que mais contribuiu para a TCT. Para Kollross (2009), a comunicação dentro das organizações é o processo pelo qual dois ou mais integrantes trocam informações e compartilham significados com o propósito de coordenar as ações entre os indivíduos e equipes através da troca de informações. No contexto da TT, a comunicação se refere ao grau que um meio transmite de forma eficaz e precisa as informações acerca de tarefas relevantes (SUNG; GIBSON, 2015).

O conhecimento prévio do estudante (V3), ou sua capacidade absorção, re- presenta também um valor significativo para os estudantes brasileiros, com Média 4,0.

Este resultado remete à capacidade de absorção, preconizada no trabalho de Cohen e Levintal (1990).

Com relação às informações obtidas junto aos professores da instituição es- trangeira (V6), a observação assistemática junto aos alunos regressados do CsF evi- denciou que os estudantes brasileiros sentiam uma certa distância no relacionamento professor aluno. Alguns mencionaram o fato de que no exterior o estudante brasileiro precisa estar muito atento ao contexto, pois as informações estão bastante disponí- veis, mas o sistema é menos ‘paternalista’ que o brasileiro, e os professores não ficam cobrando resultados a todo instante, e passando informações de forma individualizada sobre trabalhos e datas durante o semestre. Essas informações são, de maneira ge- ral, passadas na íntegra, de forma clara e completa, no início do semestre, de forma que os estudantes conseguem se planejar melhor para as atividades do semestre. Todavia, o professor estrangeiro não faz o resgate constante dessas informações, e a interação com o aluno é menos frequente do que no Brasil, o que resulta na Média de 3,9 para esta variável. O valor é elevado considerando-se a escala de 1 a 5, o que evidencia que, apesar do relacionamento não muito próximo, as informações foram passadas de forma clara pelos professores estrangeiros; todavia, essa variável figura em quinto lugar quanto à sua contribuição. Este cenário é visto como positivo, pois em Arvanitis et al. (2005) a falta de informação é apresentada como uma barreira para a TCT.

Muitas das observações feitas para a variável 6 (V6) valem para a variável 4 (V4), que trata das informações obtidas junto a instituição estrangeira. Os estudantes brasileiros comentaram que no exterior o aluno precisa desenvolver muito mais um perfil de independência do que no Brasil, o que é visto de forma bastante positiva por parte dos estudantes, que sentiram que este contexto lhes proporcionou amadu- recimento e crescimento pessoal. Por fim, como os colegas estrangeiros eram pouco comunicativos, conforme apresentado anteriormente nesta pesquisa, as informações obtidas junto aos mesmos também contribuíram menos para a TCT em relação às de- mais variáveis, com Média 3,5 (V5 do Gráfico 20). Analisando o Quadro 23, é possível inferir que, na percepção dos estudantes brasileiros, essas variáveis contribuíram para a TCT de forma geral, já que a Média de todas as variáveis ficou acima de 3; seis entre as sete variáveis apresentaram Moda 4, e uma delas, Moda 5.

156 V1. Domínio do idioma 4 1,2 15 4,7 68 21,1 113 35 122 38 5 4,04 0,94 V2. Semelhança cultural - - 12 3,7 69 21,4 133 41 108 34 4 4,05 0,84 V3. Conhecimento (conteúdo) prévio do aluno 4 1,2 18 5,6 54 16,8 155 48 91 28 4 3,97 0,89

V4. Orientação por parte

da instituição anfitriã 12 3,7 29 9 66 20,5 113 35 102 32 4 3,82 1,09

V5. Informações obtidas

junto aos colegas de sala 19 5,9 40 12,4 73 22,7 127 39 63 20 4 3,54 1,12

V6. Informações obtidas junto aos professores da

instituição anfitriã 12 3,7 15 4,7 62 19,3 154 48 79 25 4 3,85 0,97

V7. Preparo e experiência

pessoal 3 0,9 7 2,2 54 16,8 165 51 93 29 4 4,05 0,79

Quadro 23 – Fatores que contribuíram para a absorção de novos conhecimentos e tecnologias (UTFPR) Fonte: Dados da pesquisa de campo (2016)

Os comentários adicionais dos estudantes brasileiros são apresentados a se- guir, na íntegra: “O fato de ter sido da primeira turma do CSF fez com que não hou- vesse contato unicamente com brasileiros no exterior. O que acontece hoje são os brasileiros formando grupos de amigos e excluindo-se da população e da comunidade anfitriã.”; “Os portugueses se mostraram muito simpáticos e solícitos. Colegas, pro- fessores e funcionários da Universidade estavam muito empolgados para receber os brasileiros.”; “Professores que conhecem o mercado de trabalho e estão dispostos a ajudar o intercambista da melhor forma possível, seja na sala de aula ou na busca por um estágio.”Os colegas alemães são mais reservados então quanto mais se domina o idioma, melhor são os relacionamentos na universidade.”; “Minha orientação por parte da instituição anfitriã foi mínima.”.

4.2.8.2 UTC-SU

A observação assistemática realizada na UTC-SU fez com que esta questão fosse adaptada ao contexto francês. Desta forma, as alternativas não são rigorosa- mente as mesmas que foram apresentadas aos estudantes das UTFPR.

Para os estudantes franceses, conforme dados do Gráfico 21, o conteúdo das aulas teóricas (V1), em uma escala de 1 a 5, apresentou 3,7 de contribuição em ter- mos de TCT. Essa importância é a mesma atribuída ao conhecimento científico prévio (V7) do aluno, também com Média 3,7. O curso de idiomas oferecido na universidade estrangeira (V5) e a troca de informações com os colegas (V6) obtiveram igualmente a mesma Média, 3,6. Em Warren et al., (2008), um ambiente colaborativo, ativo, dinâ- mico e inovador contribui positivamente para a TCT. Desta forma, mais uma vez o idi- oma se apresenta como fator de impacto na TCT, e que contribui para uma adequada comunicabilidade (Di Benedetto et al., 2003), que potencializa a troca de informações e acelera o processo de transferência.

O curso de idioma oferecido pela UTC-SU antes da partida do estudante (V4) obteve nível de importância ligeiramente menor (Média 3,1) do que o curso oferecido pela instituição estrangeira (V5 com Média 3,6).

O estágio em uma empresa (V2) e a prática de laboratório (V3) ficaram em últimos lugares de importância. Como já visto anteriormente neste trabalho, apenas 18,9% tiveram a oportunidade de realizar o estágio, o que eventualmente justifica a

importância atribuída pelos estudantes franceses a esta variável. 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 V1. Les cours suivis dans l'université d'accueil ont présenté un nouveau contenu pour moi V7. Ma connaissance scientifique préalable V5. Les cours de langue suivis dans

l'université d'échange

V6. Les échanges d'informations avec les collègues

V4. Les cours de langue suivis à l'UTC avant l'échange V2. Le stage en entreprise V3. Les travaux pratiques dans le laboratoire 3.7 3.7 3.6 3.6 3.4 3.1 2.8 Moyenne

Gráfico 21 – Fatores que contribuíram para a TCT durante o período de mobilidade acadêmica (UTC-SU)

Fonte: Dados da pesquisa de campo (2016)

Analisando os dados do Quadro 24, são identificadas evidências de que os estudantes franceses, de forma geral, consideram que esses fatores contribuíram para a TCT já que as variáveis obtiveram Média acima de 2,8, e a Moda permaneceu com valores variando entre 3 e 4.

159 V1. Les cours suivis dans

l'université d'accueil ont présenté

un nouveau contenu pour moi 6 6,7 9 10 5 5,6 53 58,9 17 18,9 4 3,73 1,09

V2. Le stage en entreprise 7 7,8 3 3,3 65 72,2 6 6,7 9 10 3 3,08 0,9

V3. Les travaux pratiques dans le

laboratoire 13 14,4 10 11,1 49 54,4 14 15,6 4 4,4 3 2,84 1

V4. Les cours de langue suivis à

l'UTC avant l'échange 4 4,4 16 17,8 16 17,8 44 48,9 10 11,1 4 3,44 1,05 V5. Les cours de langue suivis

dans l'université d'échange 6 6,7 7 7,8 29 32,2 26 28,9 22 24,4 3 3,57 1,14 V6. Les échanges d'informations

avec les collègues 7 7,8 6 6,7 24 26,7 36 40 17 18,9 4 3,56 1,11

V7. Ma connaissance scientifique

préalable 5 5,6 4 4,4 18 20 51 56,7 12 13,3 4 3,68 0,96

Quadro 24 – Fatores que contribuíram para a TCT durante o período de mobilidade acadêmica (UTC-SU) Fonte: Dados da pesquisa de campo (2016)

Verifica-se que o estágio em uma empresa e a prática de laboratório foram as variáveis sobre as quais os estudantes franceses menos souberam opinar, e es- sas receberam o maior número de respostas da categoria SA (sans avis). A razão é que, conforme já dito anteriormente, são atividades que apenas 18% dos estudantes tiveram a oportunidade de realizar e, portanto, não souberam opinar sobre o assunto. Essa questão recebeu apenas um comentário adicional: “Pas de cours de langue suivis à l’étranger”, que significa: “Não fiz curso de idiomas no estrangeiro.” Mas não ficou claro se o aluno não fez o curso pelo fato da universidade não oferecer, ou se a universidade oferece e ele não teve a oportunidade de fazer.

Dans le document CEPO-GEOQ Algorithmes - Cancer du poumon (Page 25-33)