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Comment on souleva le peuple en voulant le soulager

Dans le document L'Ancien régime et la Révolution (Page 174-180)

O curso destinado à formação do pedagogo foi instituído em 1948 funcionando em faculdade isolada na Universidade Católica de Goiás14, sendo que somente em fevereiro de 1952 deu-se o reconhecimento por meio do Decreto Lei n. 30.588, com a criação da Universidade Católica em 1959 (FIRMINO, 2005).

O currículo adotado para a formação do pedagogo na PUC Goiás, na época do seu reconhecimento, estava em consonância com os preceitos legais especificados no Decreto-Lei n.1.190, de 4 de abril de 1939, que orientava a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. É por isso que as disciplinas do curso de Pedagogia eram determinadas pelo Governo Federal e organizadas em Regime Seriado.

Assim, a formação do pedagogo em 1948 na Universidade Católica de Goiás (PUC GOIÁS), segundo Almeida (2004), seguia a mesma concepção estabelecida pelas diretrizes nacionais que concebia a matriz curricular na “formação 3+1” como explicado anteriormente. Firmino (2005, p. 93) salienta que

[...] no caso específico dessa faculdade priorizava-se o domínio dos aspectos psicológicos da aprendizagem, e, não constava na organização

curricular a parte destinada à prática de ensino. Essa veio fazer parte do currículo somente com o advento da lei n. 5.540/1968. Além disso, a formação de professores em Goiânia ocorria prioritariamente no Instituto de Educação de Goiás, colégio de nível secundário que apresentava melhores condições didáticas, físicas e estruturais para a formação de professores para as séries iniciais.

A instituição da Lei n. 5540, de 28 de novembro 1968, denominada de Reforma Universitária, introduziu o sistema de crédito semestral e matérias pedagógicas. Era proporcionada, por meio dela, a formação do educador do curso primário e disciplinas específicas tanto do curso ginasial quanto do nível médio. Já o especialista poderia escolher sua formação nas seguintes áreas de atuação profissional: inspeção escolar, supervisão, orientação e administração. No entanto, não estava inscrita na matriz curricular a disciplina de prática de ensino.

Com a implantação da lei da Reforma Universitária, as instituições de ensino superior tiveram que introduzir transformações em suas estruturas organizacionais e a PUC Goiás não se constituiu em uma exceção. Assim, deu-se origem ao Departamento de Educação (EDU), cujo funcionamento constituía-se em responsabilidade não apenas de uma coordenação bem como do colegiado do curso.

É relevante ressaltar-se que após a organização estrutural do EDU, em 1973, ocorreu uma segunda reformulação do currículo do curso de Pedagogia para a formação do pedagogo da PUC Goiás. Ela foi realizada tendo como intuito atender plenamente ao que estabelecia o Parecer do CFE n. 252/69, que havia instituído as habilitações para a formação desse profissional. Dessa forma, o Curso de Pedagogia da PUC Goiás passou a formar o pedagogo habilitando-o para a orientação educacional. Ressalta-se o desempenho do EDU nesse período, conforme as palavras a seguir:

O desempenho departamental cobre, no período, além dessas atividades, um esforço programado incluindo estudo de currículos das habitações nos seus aspectos legais e pedagógicos, montagem e exceção do curso intensivo de Orientação Educacional, plano para a reestruturação das disciplinas pedagógicas, plano para revisão dos programas, e ementas de disciplinas do curso de Pedagogia e plano para a criação da Comissão Auxiliar (ANDRADE, 1983, p. 33).

Nesse contexto, é significativo afirmar-se que no ano de 1973 a nova estruturação do currículo de formação do especialista deu-se em três áreas, ou seja, disciplinas de fundamentos, voltadas para a formação teórica e básica; matérias de instrumentalização, destinadas à prática do ensino e sua coordenação e disciplinas

específicas das habilitações, englobando tanto o estágio supervisionado quanto sua coordenação.

Andrade (1983) ressalta que os orientadores e administradores das instituições escolares da época não atendiam as suas necessidades profissionais, concluindo que a função do orientador estava desatualizada em relação ao desempenho de toda a unidade escolar.

Aponta a dificuldade em promover tanto a integração quanto a articulação entre o trabalho da equipe técnica da escola, do supervisor e do orientador ou a ausência da mesma e, ainda, a recusa do Estado em reconhecer essas habilitações. Dessa forma, esses profissionais não eram valorizados pelo Estado, a prova disso era que os seus pagamentos eram equivalentes aos dos outros profissionais graduados.

Ainda com relação aos resultados da pesquisa realizada por Andrade (1983), os administradores não tinham autonomia para gerir a instituição escolar, pois os profissionais em questão recebiam o que eles deveriam executar. Suas ações eram planejadas e estruturadas pelas equipes das secretarias da educação.

Percebe-se que era comum desvio de funções, inexistência de recursos materiais, físicos, carência de servidores e uma grande quantidade de estudantes obrigando esses profissionais a exercerem outras funções no âmbito das escolas.

A escolha dos gestores das escolas, em face do momento político15, ocorria por meio de decisão política e não pela competência profissional. Naquele contexto, pode-se afirmar que prevaleciam as práticas tão comuns da época, isto é, clientelismo, autoritarismo e burocracia no âmbito escolar.

O plano de trabalho do EDU / PUC Goiás, de 1979, identificava a necessidade de se reformular a matriz curricular, pois, os educadores estavam descontentes com a formação dada aos futuros pedagogos. Assim, ANDRADE (1983, p. 41) argumenta o seguinte:

Daí a necessidade da revisão curricular considerando a necessidade, embora, não suficiente para responder por um clima universitário que dessa sustentação a nova proposta com envolvimento também das demais funções universitárias, em trabalhos muitos dentro de um processo global e sistemático.

Pode-se afirmar que as ações foram decididas de forma participava pela comissão curricular do EDU / PUC Goiás, pois, inseria não apenas os professores mas também os estudantes do Curso de Pedagogia.

Entre essas ações sobressaem as seguintes: promover a capacitação dos educadores nos cursos de especialização em Metodologia do Ensino Superior, em Educação Pré-Escolar; realizar a reformulação do currículo em sua plenitude, fundamentada em entendimento de educação histórica, englobando novas habilitações, isto é, a do pedagogo escolar e do pré-escolar, bem como o respaldo do EDU / PUC Goiás para os professores participarem de congressos.

O período em questão teve início nos anos 1980, coincidindo com a elaboração do Projeto Pedagógico da PUC Goiás, que foi um instrumento de partida para iniciar o processo de reformulação da matriz curricular do Curso de Pedagogia, fundamentado nos princípios citados acima. A formação dada ao pedagogo visava formar profissionais comprometidos com a mudança social, ou seja, a edificação de uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

No ano de 1994, o Projeto Político-Pedagógico da PUC Goiás destacava que era necessária a instituição do colegiado das licenciaturas e determinava que os cursos de licenciatura buscassem suas próprias políticas de formação inicial de professores, inclusive o Curso de Pedagogia.

Nesse Projeto Político-Pedagógico constavam os seguintes princípios para os cursos de licenciatura: qualidade, fundamentada na competência, criticidade e criatividade; interdisciplinaridade; verticalidade; simplicidade e significado quanto ao eixo epistemológico da formação inicial do professor mediante o ensino dos conteúdos essenciais de cada disciplina.

A formação de professores em 1997 propunha que a estrutura curricular deveria preparar o aluno para desempenhar a suas atividades profissionais de bacharel, educador, pesquisador e especialista. Conforme FIRMINO (2005, p. 103):

[...] o curso de pedagogia manteve-se a proposta de formação do pedagogo escolar, habilitado para a alfabetização, magistério nas séries iniciais do 1º grau e para as disciplinas pedagógicas para os cursos de magistério no 2º grau. Entretanto, a especificidade da formação do pedagogo tomado como professor/educador deveria ocorrer por meio de três eixos estruturantes da nova matriz curricular: o da verticalidade do conhecimento, o da simplicidade e da interdisciplinalidade. Pretendiam os planejadores fazer uma integração entre as várias disciplinas e áreas do conhecimento. Com isso, um novo componente curricular se coloca: atividades interdisciplidades que contribuíram para que o futuro professor adquirisse uma formação marcada por um saber interdisciplinar científico e cultural.

Nesse sentido, a avaliação curricular do curso de Pedagogia contou com a participação restrita de alunos representantes de turmas e professores do Curso para o debate sobre os destinos da formação inicial do pedagogo.

Para atender a formação inicial do pedagogo, foi necessária a reformulação do Projeto Político-Pedagógico no sentido de adequá-lo às mudanças presentes na matriz curricular apresentada pelo Ministério da Educação - MEC, cujo discurso era a necessidade de qualificar o professor para enfrentar os desafios da globalização, dos avanços tecnológicos, bem como de boa qualidade, colaborando com a formação do cidadão, atendendo à Constituição Federal de 1988 e a LBD/1996.

Mas o Curso de Pedagogia já possuía tradição em formar educadores tanto para um processo de edificação quanto para reconstrução das práticas formativas utilizadas pelos docentes. Cabe destacar-se que o curso de Pedagogia, em 2004, apresentou uma matriz curricular com uma carga-horária total de 2.810 horas, conforme exigências das Resoluções n. 1 e 2 de 2002 e do CNE.

Com essas Resoluções, as práticas educativas poderiam ser ministradas tanto em disciplinas de formação geral quanto em pedagógicas específicas. Com essas alterações nas atividades científicas e culturais e, ainda, com o aumento da carga horária de estágio supervisionado, estava atendida a carga horária dos cursos de licenciatura, consequentemente, consolidando a formação inicial do Pedagogo.

Ainda tem-se que frisar que o redirecionamento das disciplinas de monografia, o desmembramento das didáticas, tirara a sobrecarga dos alunos, que antes tais disciplinas eram exigidas em um só semestre. Conforme FIRMINO (2005, p. 114), o Curso de Pedagogia PUC Goiás ganha em relação às práticas educativas porque,

[...] sua implementação traz uma nova dinâmica, possibilitada pelas práticas educativas, pelo aumento do número de horas destinadas ao estágio e pelas atividades científico-culturais. O que se pode constatar é que essa dinâmica tem refletido diretamente em novas formas de organização para a integração entre a teoria e a prática, bem como aberto espaços para a realização da interdisciplinaridade no decorrer do Curso.

Tais práticas educativas possibilitaram melhor o exercício da interdisciplinaridade nos conteúdos trabalhados pelos professores que atuam sala de

aula, envolvendo os alunos no universo científico e cultural, a partir da graduação, bem como o conhecimento do Projeto Político-Pedagógico.

O Curso de Pedagogia da PUC Goiás apresentou avanços entre o período de 2005 a 2010, com a criação da Comissão Permanente de Avaliação - CPA, envolvendo o EDU com outras instâncias da PUC Goiás, interdisciplinarmente.

Esse avanço apresenta um novo cenário na PUC Goiás em 2010, o vestibular social e, em especial, no Curso de Pedagogia, com o aumento do ingresso de novos

alunos, professores, servidores e uma nova reflexão sobre a formação inicial do pedagogo na perspectiva da sociedade contemporânea.

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