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SIMPLE COMMANDS

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3.2 SIMPLE COMMANDS

Quanto ao campo cultural de Imperatriz13, este não se difere muito do que se encontra nas sociedades contemporâneas, sendo caracterizado por uma pluralidade de expressões, comidas, danças, músicas, projetos, espaços, etc. No que diz respeito aos espaços de cultura e memória do município, existem poucas alternativas na cidade. Dentre os locais mapeados pode-se destacar:

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O número atual pode ser ainda maior, pois aqui se faz referência somente aos grupos de tambor registrados pelo IPHAN/MA.

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Segundo maior município do estado, conta com uma população de aproximadamente 253.873 mil habitantes, de acordo com o IBGE. Está localizada no sudoeste do Maranhão, próximo aos estados do Pará e do Tocantins.

Tabela 6 – Espaços de cultura e memória de Imperatriz

ESPAÇO DESCRIÇÃO

Avenida Beira-Rio

Cartão-postal de Imperatriz, a Beira-Rio está situada às margens do Rio Tocantins e é muito frequentada para prática de atividades físicas. O espaço é caracterizado pela presença de barracas de comidas e bebidas, bares, quiosques e as famosas peixarias.

Praias

As principais praias de Imperatriz são a do Cacau e do Meio. Elas passam a ser frequentadas por volta do mês de julho, quando se inicia o período de veraneio no município. Os ambientes contam com barracas de comidas e bebidas e shows de artistas locais. Na praia do Cacau, especificamente, a prefeitura desenvolve o festival “Cacau Pop Rock” e o concurso de culinária do peixe.

Teatro Ferreira Gullar

Fundado em 1983 pela Associação Artística de Imperatriz (Assarti), o espaço possui capacidade para pouco mais de 150 pessoas e abriga espetáculos desde música à literatura.

Academia Imperatrizense de

Letras (AIL)

Criada em 1991, é palco de lançamentos de livros, saraus e premiações literárias. O espaço é bastante procurado para realização de pesquisas acadêmicas, já que dispõe de uma biblioteca com um acervo de quase cinco mil títulos.

Cinemas A cidade conta hoje com dois cinemas – Cinesytem e Cine Star, localizados nos shoppings centers da cidade.

Centro de Pesquisa em Arqueologia e História “Timbira” (CPAH)

Localizado na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) reúne peças de materiais arqueológicos, etnológicos e da cultura do serrado maranhense.

Fonte: A autora (2017)

Outras referências do contexto cultural de Imperatriz encontradas durante a pesquisa são os projetos alternativos voltados para o segmento. Dentre eles pode-se mencionar o “Cinema no Teatro” que exibe gratuitamente clássicos mundiais, filmes brasileiros e produções regionais. O projeto é criado em 2001 pelo Núcleo Imperatrizense de Cinema Experimental (NICE) e acontece toda segunda-feira, às 19h.

Mais um projeto importante é o “Espaço Cultura”. Ele é desenvolvido desde 2014 nas dependências de shoppings centers da cidade e realiza atividades em quatro setores de atuação: La Oficina (cursos e treinamento nas áreas de comunicação e arte), Projeto Escola (escolas públicas e particulares), Sala Filmes (exibição de filmes nacionais, europeus e clássicos) e eventos culturais. Hoje o projeto está em fase de inauguração de uma sede própria.

No âmbito da literatura, o município conta, desde 2014, com o Clube do Livro. A iniciativa busca reunir leitores e incentivar a leitura por meio de reuniões mensais, nas quais os membros debatem uma obra literária. Entre os livros já lidos, destacam-se: Morro dos Ventos

Uivantes, Orgulho e Preconceito, O diário de Ane Frank, Auto da Compadecida, O Grande Gatsby, entre outros.

Junto com estas ações, Imperatriz ainda dispõe de várias instituições e coletivos que desenvolvem trabalhos expressivos na cidade e região. Exemplo disso é o Centro de Cultura Negra Negro Cosme (CCN/NC), que realiza Mostra e Interpretação de Música Negra, Festival de Interpretação Teatral da Literatura Negra – Poema, Conto, Crônica e Dramaturgia (Festiafro), Dia de Leitura na Praça: Uma pausa para refletir sobre o racismo, Concurso de Desenhos Afro-Brasileiros, Semana Municipal da Consciência Negra, além de palestras em escolas, empresas e universidades públicas e privadas.

A Associação Cultural Casa das Artes cria canais para melhoria da qualidade de vida das diversas comunidades marginalizadas da sociedade imperatrizense e da região tocantina, por meio da produção de eventos artístico-culturais e da formação para produção e veiculação dos bens, serviços e produtos culturais e educativos, propondo a efetividade de políticas públicas. Atualmente, a entidade realiza, com recursos da Fundação Nacional de Artes – Funarte/Minc, o projeto “Circolando” para qualificação e o ingresso de jovens ao universo da Arte.

Trabalhando em parceria com a Casa das Artes, a Trupe de Habilidades Circenses (THC) desenvolve atividades voltadas para o malabarismo no munícipio. Ela é composta por Leonardo Pires, Cleiton Viana, Guilherme Ferreira (Morceguim), Francisco Admael (Tico Natureza) e Luciano Monteiro.

Integra ainda este universo os produtores, atores, músicos, escritores, artesãos, dançarinos, entre outros agentes. Segundo a Fundação Cultural de Imperatriz14, existem no município cerca de 20 produtores, 30 grupos de dança, 10 músicos, 5 pintores e 8 quadrilhas juninas. Também há aproximadamente 5 companhias de teatro, que desenvolvem espetáculos frequentemente, e 70 artesãos regularmente vinculados à Associação de Artesãos de Imperatriz (Assari), que expõem suas produções, regularmente, no Centro de Artesanato e em um shopping da cidade.

As manifestações da cultura popular são bastante comuns na cena imperatrizense, principalmente as quadrilhas, o Bumba Meu Boi e danças, como o cacuriá, dança do coco e o “Lindô”. Este último acontece em uma roda composta por passos semelhantes aos das tradicionais quadrilhas. “Como uma grande brincadeira de crianças, os brincantes em pares

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Os números são baseados em uma lista telefônica do órgão consultado, pois o mesmo não dispõe de um cadastro sistematizado com as informações sobre os atores culturais. Dessa forma, a quantidade expressa deve ser maior.

entrelaçam os braços e pulam trocando de par e respondendo o refrão das músicas”, diz Cardoso et. al (2011, p. 01). A dança é praticada pelo grupo Batalhão Real, liderado por Maria Francisca Pereira da Silva, conhecida por “Francisca do Lindô”.

Convém ponderar que tanto as apresentações dos movimentos populares, como os de outros segmentos do circuito imperatrizense, têm se concentrado nos últimos anos nos shoppings centers. O produtor cultural Leonardo Pires explica que isso acontece devido à falta de espaços urbanos adequados às ações culturais no município.

Hoje, o grande fomentador de cultura na cidade é o shopping! Falta espaço público, falta ocupação da população, falta investimento para infraestrutura, acessibilidade e segurança. E onde é que a gente encontra isso: no espaço privado do shopping. Então, eles levam as atividades culturais para dentro do shopping. Pra gente que trabalha com produção é bem menos estressante e preocupante tu fazer um evento no shopping, por que lá eles já te dão toda a logística: infraestrutura, segurança, suporte de som, palco, um plano “B”. E aqui na rua é na cara e na coragem, e na maioria das vezes, tirando dinheiro do bolso (PIRES, 2016)15.

Sobre o calendário cultural de São Luís e Imperatriz, alguns eventos se repetem nos dois municípios. É o caso dos Reisados16, Carnaval, São João, Festa do Divino, Aniversário da cidade, Feira/Salão do Livro, Natal e Réveillon. Na capital existe um maior número de atividades artístico-culturais promovidas durante o ano. Algumas delas são: Festival Guarnicê de Cinema; Festival de Blues e Jazz em Barreirinhas e São Luís; Semana de Dança; Semana de Teatro; Festa da Juçara e Festival de Música Barroca de Alcântara.

Vale salientar que a agenda cultural de São Luís é fortemente influenciada pela cultura popular de uma forma geral. A pesquisadora Letícia Cardoso afirma que os ensaios, batismos e mortes do Bumba Meu Boi, por exemplo, tomam uma proporção de grandes eventos no município.

Tanto os ensaios, como as mortes do boi, atraem um público enorme aos terreiros. Os ensaios acontecem, geralmente, nos terreiros de origem do grupo. É uma festa para o público, em que eles vendem comida e bebida, e ganham visibilidade midiática, pois a mídia vai filmar. No caso da morte, elas costumam acontecer entre os meses de julho e outubro durante três dias. Os grupos realizam nesse período a distribuição de comida, convidam bandas para tocar, radiolas de reggae. Então são grandes eventos. (CARDOSO, 2016)17.

Em Imperatriz, os locais de consumo, frequência e interação cultural estão fortemente associados às feiras que ocorrem no município, como: Exposição Agropecuária de Imperatriz

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Entrevista concedida à autora em 24 de agosto de 2016.

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São visitas acompanhadas de músicas, danças e distribuição de comida para anunciar o nascimento do Menino Jesus. Acontecem no mês de janeiro e têm origem na tradição católica, que lembra o dia em que Jesus, recém- nascido, recebeu a visita dos três reis magos vindos do Oriente.

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(Expoimp), Feira do Comércio e Indústria de Imperatriz (Fecoimp), Feira da Beleza, Feira de Cultura Popular, Móvel Norte e Salão do Livro de Imperatriz (Salimp). Nestes eventos, geralmente, ocorrem shows ou apresentações de artísticas locais, visitação do público, desfiles, oficinas ou cursos voltados para a população.

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