• Aucun résultat trouvé

Une signature à clef publique est donnée par un triplet d’algorithmes

trique rang

Définition 1.21. Une signature à clef publique est donnée par un triplet d’algorithmes

De acordo com Gittes (2002), o original do Panchatantra terá desaparecido, tendo a obra escapado à extinção por ter sido traduzida em língua árabe. Do árabe, o texto foi de novo traduzido para sânscrito, sendo esta a base de todas as posteriores traduções.

Conforme Ryder (1925:3-4) e Hertel (1912:5), esta obra terá originalmente surgido por volta do ano 200 a.C.11 Ainda que a sua versão registada surja no século

10 Note-se que os contos envolventes (contos que encaixam outros, conforme se verá mais adiante) não

estão aqui contabilizados.

11 Olivelle ([1997] à ii ,à o tudo,àsituaàoàdo u e toào igi alà oàa oà :à Noàlessài e tai àisàtheàdateà

of the Pañcatantra. Its translation into Pahlavi around 550 CE gives us a secure upper limit. A lower limit is more difficult to establish. The author was clearly familiar with the technical literature of political s ie e,à a dà theà te tà a à e e à o tai à di e tà uotatio sà f o à Kautil a sà Arthashastra, which is

82

II/III a. C., crê-se que os contos aí inseridos tenham sido escritos quer com base em tradições orais anteriores, quer baseando-se em textos budistas (contos Jataka ou Co tosà doà as i e to à ue,à po à suaà ez,à seà te oà aseadoà aà lite atura oral/tradicional, quer ainda em textos literários. Patrick Olivelle ([1997]2009), na sua introdução à publicação/tradução do Panchatantra, refere:

Ità isà uiteà u e tai à hethe à theà autho à ofà theà Pañ ata t aà o o edàhisàsto iesàf o àtheàJātakasào àtheàMahā hā ata,ào à hethe àheà asà tapping into a common treasury of tales, both oral and literary, of ancient India. Nevertheless, he too follows the older models in using fables for a serious and even a technical purpose, namely to teach the basic principles of goodàgo e e t.

Olivelle [1997] 2009: xi-xii

Uma leitura atenta da obra denuncia, com efeito, a presença de uma literatura oral/tradicional, ao mesmo tempo que se desenha uma literatura mais erudita sobre ciência política. Ryder (1925:11-12) refere que uma grande parte das máximas e ditos proverbiais presentes na obra terão sido retirados de textos religiosos ou outras fontes literárias. Hertel (1912), por sua vez, menciona a adulteração sucessiva a que este texto terá estado sujeito:

India isà theà lassi al à ou t à ofà i te polatio à a dà adulte atio à ofà texts. The more celebrated a work became, the more it was disfigured by copysts and revisers. Not even texts which, like the Mahãbhãrata, are held to be sacred, have escaped this list. A work so widely spread as the Pancatantra in its numerous recensions has undergone the most important changes in respect of its wordings and its contents, and that continuously, even to our ti e .à

Hertel 1912:73 Gittes (2002) faz notar que esta obra não apresentaria, na sua versão em sânscrito, a estrutura encaixada que tem agora, tendo sido possivelmente os árabes que a construíram, à imagem e semelhança das características da sua literatura.

Purnabhadra, um monge jainista, irá reconstruir o Panchatantra em 1199, tendo em conta os vários manuscritos da obra, incluindo o Tantrãkhyãyika. Também Edgerton, embora não tendo tido acesso a todos os manuscritos a que Purnhabhadra

generally assigned to the early centuries of Common Era. The current scholarly consensus places the

Pañcatantra a ou dà àCE,àalthoughà eàshouldà e i dàou sel esàthatàthisàisào l àa àedu atedàguess .à

Contudo, com tantos textos a apontarem para o ano 200/300 a. C., parece tratar-se de um engano, tendo sido registado CE em vez de BCE.

83

acedeu, propõe a sua reconstrução, tendo esta última versão sido traduzida pelo próprio autor (Edgerton 1924), por Arthur W. Ryder (1925)12 e ainda por Patrick

Olivelle ([1997]2009), entre outros.

A disseminação desta obra terá sido feita por viajantes, tendo as várias histórias chegado à Pérsia, à Arábia, à Grécia e ao resto da Europa. Daí que muitos dos contos tradicionais que se encontram na Europa tenham sido inspirados neste livro ancestral. A literatura portuguesa não terá escapado a esta influência – é o caso dos contos A ilhaà deà azeite (Braga 1994b: 99-100), excerto do Auto de Mofina Mendes de Gil Vicente, ouà áà ulhe à ueà egouà oà a ido à B agaà a:à ,à ueà também apresentam pontos comuns relativamente ao Panchatantra. O primeiro apresenta a personagem Mofina Mendes que, envolvida nos seus devaveios, deixa cair o pote de azeite, deitando por terra os seus sonhos, tal como acontece com um brâmane e à O brâmane sonhador , que começa a sonhar com projetos a partir de um pote de farinha13, de tal modo que se afasta da realidade e deixa cair por terra não apenas o

pote de farinha, como todos os seus sonhos para o futuro, ficanco todo branco, coberto de farinha:

Do not indulge in hopes Extravagantly high: Else, whitened like the sire Of Moon-Lord, you will lie."14

Ryder 1925: 453 Muitas vezes, o Panchatantra é confundido com o Hitopadesha, versão um pouco alterada desta obra, da autoria de Narayana, sendo esta a mais popular na Índia. Também As Fábulas de Bidpai (ou Pilpai) são muitas vezes confundidas com o Panchatantra, o que faz com que surjam muitos textos que não se encontram incluídos na obra que aqui se analisa e que se assumem como contos do Panchatantra. Atualmente, existem centenas de traduções/versões/reescritas desta obra, em quase todas as línguas. Tudo isto contribuiu para que os contos do Panchatantra surdissem em várias partes do mundo, tendo sido assimilados pelas culturas que os acolheram.

12 Conforme referido, a tradução de Ryder (1925) é aquela que é aqui analisada. 13 Este conto serve de base para uma das atividades propostas na Parte III, Secção III.

14 N oàte has expetativas estravagantemente altas, ou ficarás branco como o pai de Moon-Lord . Esta

84

Daí que as histórias incluídas nesta obra apresentem semelhanças com variados contos incluídos em diversas culturas. Esta é a razão pela qual os contos do Panchatantra se tornaram multiculturais.