d’information en métrique de Hamming
3. Test : Il ne reste plus qu’à vérifier que |sS ⊺
2.2.2 L’approche de Wagner
Conto envolve nte-IV A perda do adquirido - O macaco e o crocodilo Vishnu Sharma
Príncipes [A parvoíce cega tem o seu preço.]
1 A rã e a cobra Red-Face Ugly-Mug [O faminto não vê os meios e o pobre
tem os seus truques impiedosos.]
2 O leão e o chacal Red-Face Ugly-Mug
3 O oleiro militante Red-Face Ugly-Mug [O trapaceiro que deixa escapar a verdade, perde.]
4 O chacal que não
queria matar o elefante
Rei (3) Oleiro (3) [A natureza é difícil de combater.]
5 A mulher ingrata Red-Face Ugly-Mug [Não se pode confiar numa mulher.]
6 O rei e o seu
secretário
Red-Face Ugly-Mug [Os homens fazem tudo pelas mulheres; não faças tudo o que a mulher diz, pois
podes cair no ridículo]
7 O burro com pele de
tigre
Red-Face Ugly-Mug [Por muito eficiente que seja o disfarce, as palavras denunciam-nos.]
8 A mulher do
agricultor
Ugly-Mug Red-Face [Quem quer tudo acaba ficando sem nada.]
9 O pardal atrevido Red-Face Ugly-Mug [Não dês conselhos a quem não
merece.] 10
O chacal que comeu o elefante
Red-Face Ugly-Mug [Adula os clientes com reverência, cria uma intriga entre heróis; suborna os lacaios com coisas insignificantes, mas
com os pares deves combater.]
11 O cão que foi ao
estrangeiro
Red-Face Ugly-Mug [Mais vale a terra natal onde se vive em paz e não há desavenças, ainda que
tenha de passar fome.]
Conforme referido acima, Pn0-IV refere a moral ( Bli dà foll à al a sà hasà toà pa /Fo à gi i gà p ope t à a a )61, referindo-se diretamente à situação ocorrida no
conto, através da qual se condena a ingenuidade. Esta é também censurada nos contos 2, 3 e 7, de uma forma curiosa – ao passar a ideia de que O trapaceiro que deixa
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escapar a verdade, perde ou Por muito eficiente que seja o disfarce, as palavras denunciam-nos, parece que se está a dar um conselho ao trapaceiro, o de não deixar escapar a verdade. Contudo, o objetivo destes contos, no contexto em que surgem, é precisamente o de recriminar o interlocutor, não por ter deixado escapar a verdade, mas por ter enganado o Outro e estar agora a tentar disfarçar para enganar de novo. Este livro deixa ainda transparecer um sentimento de misoginia, que transparece nos contos 5 e 6, cuja moral refere diretamente a mulher, bem como no conto 8, que relata a infidelidade de uma mulher.
Finalmente, no Livro V, a construção da moralidade é levada a cabo sobretudo pelas vozes das personagens integradas nos contos integrados no conto envolvente V, estando a maior parte dos contos inseridos em 2 ( Os uat oà açaàtesou os ), o qual, por sua vez, se encontra encaixado em 1 O a gusto , estando este, por sua vez, encaixado no conto envolvente, conforme revela o quadro 31.
Partindo da condenação de atos irrefletidos (que dá o nome ao título do Livro), a moralidade é construída sobre os seguintes temas:
a adoção de bons conselhos (contos 1, 5 e 6);
a prevalência da inteligência sobre a educação (conto 3); a superioridade do destino sobre a inteligência (conto 4);
o poder do destino que, por vezes, favorece os traiçoeiros (conto 10); a ganância (contos 2, 7 e 8);
a prudência (conto 11);
128 Quadro 31 - Livro V – Atos irrefletidos
LIVRO V
CONTO (SEQUÊNCIA)
NARRATIVA
NARRADOR NARRATÁRIO MORAL EXPLÍCITA
Conto envolve nte-V Atos irrefletidos – 1: O enriquecimento
do mercador Vishnu Sharma Príncipes
[Os atos irrefletidos podem ter fins desastrosos.] Atos irrefletidos – 2: O barbeiro imitador 1 O mangusto Juízes Mercador Jewel
[Que sejam tidos em conta os bons conselhos, não se façam coisas
imprudentes.] 2 Os quatro caça tesouros Mulher do brâmane (1) Brâmane (1)
[Não sejas demasiado ganancioso.]
3 Os criadores do leão Homem do ouro (2) Homem da roda (2)
[A instrução não implica bom senso, pelo que se deve procurar a
inteligência.] 4 Os dois peixes e o sapo Homem da roda (2) Homem do ouro (2)
[Se o destino assim determinar, ciraturas inteligentes podem perecer e
os pouco inteligentes podem viver felizes.] 5 O burro cantor Homem do ouro (2) Homem da roda (2)
[Não se deve menosprezar o conselho de um amigo.] 6 O tecelão Slow Homem da roda (2) Homem do ouro (2)
[Aquele que, por falta de inteligência, não ouve o conselho de um amigo
tem um final fatal.]
7 O sonho do brâmane Homem da roda (2) Homem do ouro (2)
[Não tenhas esperanças extravagantes.] 8
O macaco que não perdoou
Homem do ouro (2)
Homem da roda (2)
[Os gananciosos que não têm em conta as consequências de um ato
cedo sofrem com desilusão.]
9 O demónio crédulo Homem do ouro (2) Homem da roda (2)
[A observação de uma expressão agoniada faz-nos temer a mesma
situação e fugir.] 10 A princesa com três seios Homem do ouro (2) Homem da roda (2)
[Muitas vezes o destino favorece os traiçoeiros.]
11 O demónio que
lavou os pés
Mordomo (10) Rei (10) [Um homem prudente deve sempre
perguntar sobre o que está para além da sua compreensão.]
Esquemas argumentativos
Conforme referido, as instâncias enunciativas acima apresentadas constroem a moralidade através das suas narrativas, que se encontram integradas em contextos dialogais. Retomemos o exemplo acima apresentado:
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Wh à eddle,à àdea àfello ? àsaidàCheek.à The eàisàaàsa i g: Death pursues the meddling flunkey
Noteàtheà edgeàe t a ti gà o ke .
Ho à asàthat? àaskedàVi to .àá dàCheekàtoldàtheàsto àof THE WEDGE-PULLING MONKEY.
[…]
And that is why I say that meddling should be avoided by the intelligent.62
Ryder 1925:25. Para fazer valer o seu ponto de vista, Cheek recorre ao saber proverbial (There is a saying), a uma expressão com valor axiológico (death pursues the medley flunkey), a que se segue uma referência direta a uma situação ocorrida com uma personagem sobre a qual é apresentada a narrativa (note the wedge extracting monkey). No final do conto, o narrador (Cheek) reforça o seu ponto de vista (And that is why I say), reforçando o conteúdo da expressão com uma expressão com valor injuntivo equivalente (neste caso, meddling should be avoided by the intelligent).
Os vários contos que se encontram ao longo da obra apresentam um enquadramento conversacional semelhante, criando um efeito de argumentação regressiva [conclusão > [inferência] > dados]: o conto justifica uma afirmação que precede textualmente, a tese defendida pela personagem (e que é, afinal, a moral apresentada pela personagem), pretendendo-se, através do conto, explanar um determinado ponto de vista. Após o conto, o locutor conclui o seu raciocínio repetindo a tese anteriormente formulada: á dàthatàisà h àIàsa àthat (…) .
Este esquema argumentativo que suporta a construção da moralidade repete- se ao longo de toda a obra, articulando o domínio discursivo com o domínio pragmático. Atente-se na seguinte passagem:
M àdea àCheek,àjustàlookàatàou à aste à‘ust .àHeà a eàthisà a àfo à ate .àFo à hatà easo àdoesàheà ou hàhe eàsoàdis o solate? àWh à edlle,à
àdea àfello ? àsaidàCheek.àThe eàisàaàsa i g: Death pursues the meddling flunkey: Note the wedge-extracting mo ke .
Ho à asàthat? àaskedàVi to .àá dàCheekàtoldàtheàsto àof THE WEDGE-PULLING MONKEY
62– Por que razão imiscuir-se, meu caro amigo? – disse Calila – Há um ditado: A morte persegue o servo
etediço:ào se aàoà a a oà ueàpu ouàaà u ha à
– Como é que foi isso? – pe gu touàDi a.àEàCalilaà o touàaàhist iaàd O MACACO QUE PUXOU A CUNHA
[…]
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[…]
And that is why I say that meddling should be avoided by the i tellige t.àá dà ouàk o , àheà o ti ued,àthatà eàt oàpi kàupàaàfai àli i gàjustà f o àhisàlea i gs. 63
Ryder 1925: 25 Perante a colocação de uma questão por Victor, Cheek responde com outra questão: why meddle? Trata-se de uma interrogativa retórica, tendo o valor de negação – para quê fazer x será o mesmo que dizer não se deve fazer x. Esta tese é reforçada pelo ditado A morte persegue o servo intrometido, ditado esse que, por sua vez, tem como base um conto, também referido aàe p ess oà repara no macaco que puxou a cunha . Assim, ao mesmo tempo que argumenta, o locutor cumpre um dos objetivos da obra – narrar um conto. No final deste, o locutor fecha o seu raciocínio com a expressão E é por isso que eu digo que a intromissão deve ser evitada pelos inteligentes .
Esta pequena intervenção de Cheek pode ser esquematizada do seguinte modo:
Esquema 15 – Esquema argumentativo 1