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SCOPING AND CLASSIFICATION OF STRUCTURES, SYSTEMS AND COMPONENTS

the García Girls Lost their Accents e ¡Yo!

A sobrevivência entre fronteiras geográficas, linguísticas e culturais conduz o fio narrativo das histórias retratadas nas obras How the García Girls Lost their Accents (1991) e ¡Yo! (1997), da escritora dominicana-estadunidense Julia Alvarez, ao descrever os

deslocamentos percorridos pela família ficcional representada por Carlos García, sua esposa Laura García e suas quatro filhas: Carla, Sandra, Yolanda e Sofía, tanto antes da saída da família da República Dominicana, no Caribe, quanto o momento de seu exílio para os Estados Unidos no ano de 1960, assim como o retorno à ilha como visitantes após dez anos de vivência nos EUA. A partir de então, as filhas de Carlos e Laura García passam a frequentar a ilha com mais frequência com o intuito de manter a fluência na língua espanhola e, também, o contato com a cultura hispano-caribenha por meio do convívio de sua família na República Dominicana.

O destino das irmãs García muda quando, ainda crianças, precisam deixar a ilha caribenha para se exilarem em Nova Iorque, nos Estados Unidos, devido à participação do pai delas, o médico Carlos García, em um movimento de conspiração na tentativa de depor o ditador Rafael Trujillo, conhecido como El Chefe, e, com isso, dar fim a um dos períodos mais violentos e repressores da República Dominicana. Como relembrado pelo pai das meninas:

[...] [n]ot long after we were living on the island I became involved again in the underground. Although there had been a supposed liberalizing of the regime, […] nothing had really changed. If anything, things had gotten worse. A secret police called SIM had been established, and people were disappearing left and right for the most minor things. One of our neighbors was overheard to say that the maldito hike in the price of the beans had to stop. Next thing we knew, he was found, his mouth stuffed with rags, his feet tied to a concrete block at the bottom of the Rio Ozama. […] The undoctored truth is that I joined the underground. That I got some of my wife’s family involved. That in my own ways I committed subversive acts. […] I did not volunteer for the big things. But when someone who was working his way west to the border had to be hidden for a night, I offered my house. When pamphlets from the exile groups had to be distributed, I did so from the different clinics where I worked. Regularly I met with my cronies […], planning our strategy for when we would strike. And I kept an illegal gun217. (ALVAREZ, 1997, p. 298-299).

A obra ficcional How the García Girls Lost their Accents (1991), primeiro romance publicado por Julia Alvarez, aborda a trajetória da família García desde um pouco antes do seu exílio para Nova Iorque, percorrendo o deslocamento forçado dos García para os EUA e o

217 [...] Pouco tempo depois de voltarmos a morar na ilha, me envolvi novamente na clandestinidade. Embora

houvesse uma suposta liberalização do regime, […] nada havia realmente mudado. Na verdade, as coisas pioraram. Uma polícia secreta chamada SIM havia sido institucionalizada, e as pessoas estavam desaparecendo à nossa esquerda e à nossa direita por qualquer coisinha. Ouviram por acaso um dos nossos vizinhos dizer que o maldito aumento no preço do feijão tinha que parar. Pouco tempo depois, ele foi encontrado, a boca cheia de farrapos, os pés amarrados a um bloco de concreto no fundo do Rio Ozama. […] A verdade irremediável é que entrei na clandestinidade. Que eu envolvi alguns parentes da minha esposa. Que, de minha própria maneira, cometi atos subversivos. […] Eu não me voluntariava para as grandes coisas. Mas quando alguém tentava chegar ao oeste da fronteira e tinha que ficar escondido por uma noite, eu oferecia a minha casa. Quando os panfletos dos grupos de exilados precisavam ser distribuídos, eu os distribuía nas diferentes clínicas onde trabalhava. Eu me encontrava regularmente com meus companheiros [...], planejando nossa estratégia para quando iríamos atacar. E eu mantinha uma arma ilegalmente. (ALVAREZ, 1997, p. 298-299, tradução nossa).

inquietante embate entre a cultura dominicana e a estadunidense, assim como a negociação da(s) identidade(s) fronteiriça(s) de Carla, Sandra, Yolanda e Sofía García tanto na República Dominicana, quanto nos Estados Unidos, já que as meninas vivenciam negociações culturais estabelecidas por meio do convívio de culturas distintas; evidenciando, assim, o pertencimento não só à esfera dominicana e nem somente à esfera estadunidense, bem como a nenhuma das duas ou as duas ao mesmo tempo; grafando o hífen como um outro lugar de pertencimento: o entre-lugar hifenizado em suas identidades dominicana-estadunidense.

Nesse enredo diaspórico escrito por Alvarez, o processo de hifenização das irmãs García no romance em questão apresenta-se por meio de pequenos contos dispostos em ordem cronológica inversa: as primeiras histórias são agrupadas de 1989 a 1972, a segunda seção de 1970 a 1960, os anos iniciais da família García nos Estados Unidos, e, por fim, o último grupo de histórias perfaz o período de 1960-1956, poucos anos antes da imigração dos García para os EUA. Cada miniconto da obra possui uma das irmãs García como cerne da história e, curiosamente, a maior parte dos contos de How the García Girls Lost their Accents versa sobre a personagem Yolanda García, apelidada de “Yoyo” e “Yo”, e seus caminhos enquanto uma mulher hifenizada.

O apelido “Yo” pode funcionar, de forma ambígua, como a alcunha de Yolanda García, quanto o pronome indicativo “eu”, na língua espanhola, o que pode possibilitar, também, leituras autobiográficas acerca da personagem, que, assim como a própria Julia Alvarez, torna- se uma escritora. Anos mais tarde, em 1997, Julia Alvarez publica uma obra que indica a sequência das histórias da família García, intitulada ¡Yo!, desta vez com o enfoque principal na personagem Yolanda, uma vez que os minicontos expõem as versões da vivência de outros personagens, tais como suas irmãs, seus pais, sua prima, seu marido, seu professor e seu aluno, entre outros, em relação ao convívio com Yolanda em solo estadunidense ou não e suas negociações entre as culturas hispano-dominicana e a dos EUA. Sendo assim, esta seção pretende observar o desenvolvimento de algumas narrativas em relação à personagem Yolanda García nas obras How the García Girls Lost their Accents e ¡Yo! a fim de compreender como os deslocamentos geográficos, linguísticos e culturais da personagem configuram sua(s) identidade(s) dominicana-estadunidense.

Em “The Daughter of Invention” [“A filha da Invenção”, tradução nossa], um dos minicontos do livro How the García Girls Lost their Accents (1991), a família García encontra- se há algum tempo nos Estados Unidos, mas ainda em período de adaptação à nova vida e aos novos costumes de um país estrangeiro. Mesmo tendo se estabelecido como médico em Nova

Iorque, Carlos García não conseguia se desvincular do passado tenebroso na República Dominicana:

[...] [t]hey had been watched there [the Dominican Republic]; he was followed. They could not talk, of course, though they had whispered to each other in fear at night in the dark bed. Now in America, he was safe, a success even; his Centro de Medicina in the Bronx was thronged with the sick and the homesick yearning to go home again. But in his dreams, he went back to those awful days and long nights […] they had not gotten away after all; the SIM had come for them at last218. (ALVAREZ, 1991, p. 139).

A adaptação ao novo país parece ocorrer de forma mais tranquila para a mãe das quatro meninas, Laura García. Após alguns anos nos Estados Unidos, Laura não ansiava regressar de vez para a ilha caribenha, mesmo com a abertura política um tempo depois do assassinato do ditador Rafael Trujillo. Apesar de pertencer a um clã abastado da República Dominicana, o da família de la Torre, Laura percebe que as mulheres nos EUA, ricas ou não, tem a possibilidade de se tornar mais independentes ao aparentemente não se submeterem a certos padrões de comportamento fixados para mulheres:

[...] [b]ut Laura had gotten used to the life here [in the U.S.]. She did not want to come back to the old country where, de la Torre or not, she was only a wife and a mother (and a failed one at that, since she had never provided the required son). Better an independent nobody than a high-class houseslave219. (ALVAREZ, 1991, p. 143-144).

As meninas, entretanto, ainda vivenciavam problemas de aceitação no ambiente escolar, acolhidas com incompreensão e, muitas vezes, com episódios de violência, por seus colegas de escola. Nos Estados Unidos na década de 60, o debate em torno da inserção e do melhor convívio com os imigrantes pelo país começava a dar seus primeiros passos; o multiculturalismo não havia se tornado uma questão social; e a compreensão de outros saberes como os de línguas e culturas étnicas se limitava a poucos estadunidenses, assim como a alguns grupos de imigrantes. Nesse cenário, as irmãs García temiam ir à escola por serem alvo da fúria

218 [...] [e]les foram vigiados lá [na República Dominicana]; ele foi seguido. Eles não podiam falar, é claro, embora

sussurrassem um para o outro com medo à noite na cama escura. Agora nos Estados Unidos, ele estava a salvo, um sucesso até; seu Centro de Medicina, no Bronx, estava apinhado de doentes e de saudosos para voltar para casa. Mas em seus sonhos, ele voltava para aqueles dias terríveis e noites longas [...] eles não tinham conseguido escapar depois de tudo; o SIM tinha vindo para finalmente pegá-los. (ALVAREZ, 1991, p. 139, tradução nossa).

219 [...] [m]as Laura se acostumara com a vida aqui [nos EUA]. Ela não queria voltar para o velho país onde, de la

Torre ou não, ela era apenas uma esposa e uma mãe (e fracassada, já que ela nunca foi capaz de dar o tão requisitado filho homem). Melhor ser uma ninguém independente do que uma escrava de casa de alta classe. (ALVAREZ, 1991, p. 143-144, tradução nossa).

das outras crianças e nas várias discussões com a mãe sobre o assunto, Yolanda se comportava como a porta-voz de suas irmãs:

[...] “We’re not going to that school anymore, Mami!”

“You have to.” Her [Laura’s] eyes would widen with worry. “In this country it is against the law not to go to school. You want us to get thrown out?” “You want us to get killed? Those kids were throwing stones today!”

“Sticks and stones don’t break bones”, she chanted. Yoyo could tell, though, by the look on her face, it was as if one of those stones the kids had aimed at her daughters had hit her. But she always pretended they were at fault. “What did you do to provoke them? It takes two to tangle, you know.”

“Thanks, thanks a lot, Mom!” Yoyo stormed out of that room and into her own. Her daughters never called her Mom except when they wanted her to feel how much she had failed them in this country. She was a good enough Mami, fussing and scolding and giving advice, but a terrible girlfriend parent, a real failure Mom220. (ALVAREZ, 1991, p. 135-136, grifo no original).

Yolanda, suas irmãs e sua mãe começavam a sentir o efeito do embate cultural entre a maneira como os filhos são educados na República Dominicana e nos Estados Unidos. Na percepção de Yolanda, as mães estadunidenses, ao que parece, tendem a dialogar e compreender melhor seus filhos, posicionando-se, algumas vezes, como suas amigas; enquanto Laura, mesmo morando há algum tempo em solo estrangeiro, ainda se comportava nos moldes de uma mãe dominicana, supostamente exagerada e repreensiva.

Para lidar com a negociação entre viver sob a cultura hispano-caribenha, junto a seus pais, assim como sob a cultura estadunidense, iniciada a partir do exílio de sua família nos Estados Unidos, Yolanda García se refugia na aquisição da língua inglesa para ter um maior controle de sua vida em solo estrangeiro e, com isso, sobreviver por meio da escrita em sua nova língua: “[...] [t]his was Yoyo’s time to herself, after she finished her homework, while her sisters were downstairs watching TV in the basement[,] […] the overhead light turned off, her desk lamp poignantly lighting only her paper, […] she wrote her secret poems in her new

220 [...] “Nós não vamos mais àquela escola, Mami!”

“Vocês têm que.” Seus olhos [os de Laura] se arregalaram de preocupação. “Neste país, é contra a lei não ir à escola. Vocês querem que sejamos deportados?”

“Você quer que a gente morra? As crianças estavam jogando pedras na gente hoje!”

“Paus e pedras não quebram ossos”, ela entoou. Yoyo sabia, no entanto, pelo olhar em seu rosto, era como se uma daquelas pedras que as crianças tinham apontado para as suas filhas tivesse batido nela. Mas ela sempre fingia que elas eram as culpadas. “O que vocês fizeram para provocá-los? Quando um não quer, dois não brigam, sabia.”

“Obrigada, muito obrigada, Mom!” Yoyo saiu enfurecida do quarto e entrou no dela. Suas filhas nunca a chamavam de Mom, exceto quando queriam que ela sentisse o quanto ela havia falhado com as filhas neste país. Ela era uma Mami boa o suficiente, sempre exagerando, repreendendo e dando conselhos, mas uma terrível mãe amiga no estilo estadunidense de ser, uma falha real enquanto Mom. (ALVAREZ, 1991, p. 135-136, grifo no original, tradução nossa).

language221”. (ALVAREZ, 1991, p. 136). Enquanto estudante na República Dominicana,

Yolanda não demonstrava grande curiosidade nos livros, comportava-se como uma aluna terrível. O deslocamento para os Estados Unidos, contudo, por meio tanto da péssima convivência com os estadunidenses quanto da própria falta de hospitalidade do país com os imigrantes, despertou o interesse no domínio da língua inglesa. Com isso, quando cursava a nona série, Yolanda foi escolhida por sua professora de inglês para proferir o discurso do dia dos professores em sua escola:

[...] [i]n ninth grade, Yoyo was chosen by her English teacher, Sister Mary Joseph, to deliver the Teacher’s Day address at the school assembly. Back in the Dominican Republic growing up, Yoyo had been a terrible student. No one could ever get her to sit down to a book. But in New York, she needed to settle somewhere, and since the natives were unfriendly, and the country inhospitable, she took root in the language. By high school, the nuns were reading her stories and compositions out loud in English class222. (ALVAREZ, 1991, p. 141).

O convite para discursar na frente das freiras, professoras de sua escola, e também de seus colegas de classe e outros alunos da instituição não agradou a Yolanda, que passou os dias anteriores à apresentação aterrorizada com o fato de escrever algo e depois apresentá-lo em público. Apesar de seu pai ressaltar a honra do acontecimento, relembrando até mesmo de seu tempo escolar em que ele mesmo foi o aluno escolhido no ensino médio para discursar sobre a seus professores e a escola onde estudava, a menina permanecia insegura. Por ainda sentir-se desintegrada e não aceita por seus colegas de classe, além de acreditar não possuir as habilidades em língua inglesa necessárias para escrever e proferir tal discurso, Yolanda crê que a honra de ter sido escolhida pela freira e a oportunidade de ler um de seus textos na frente de toda escola não irá ajudá-la a se tornar pertencente aquele espaço. Na verdade, a menina teme que o contrário aconteça:

[...] [b]ut the spectre of delivering a speech brown-nosing the teachers jammed her imagination. At first she didn’t want to and then she couldn’t seem to write that speech. She should have thought of it as a “great honor”, as her father had called it. But she was mortified. She still had a slight accent, and she did not

221 [...] [e]sse era o tempo de Yoyo para si mesma, depois que ela terminava o dever de casa, enquanto as irmãs

estavam no andar de baixo assistindo TV no porão [,] [...] a luz do teto apagada, o abajur iluminando apenas o papel dela, [...] ela escrevia poemas secretos em sua nova língua. (ALVAREZ, 1991, p. 136, tradução nossa).

222 [...] [n]a nona série, Yoyo foi escolhida por sua professora de inglês, Irmã Mary Joseph, para proferir o discurso

do Dia do Professor na reunião da escola. No passado, na República Dominicana, Yoyo tinha sido uma estudante terrível. Ninguém conseguia fazê-la sentar para ler um livro. Mas em Nova Iorque, ela precisava se estabelecer em algum lugar, e como os nativos eram hostis e o país inóspito, ela criou raízes na língua. No ensino médio, as freiras liam suas histórias e redações em voz alta na aula de inglês. (ALVAREZ, 1991, p. 141, tradução nossa).

like to speak in public, subjecting herself to her classmates’ ridicule. It also took no great figuring to see that to deliver a eulogy for a convent full of crazy, old overweight nun was no way to endear herself to her peers223. (ALVAREZ, 1991, p. 141, grifo no original).

Preocupados com o desespero de Yolanda no final de semana anterior a apresentação na segunda-feira pela manhã, seus pais procuram auxiliá-la com conselhos sobre o que discursar no evento da escola. Laura García costumava a se comunicar com as filhas em inglês, em especial, quando ela debatia com as filhas: “[..] [s]he spoke in English when she argued with them. And her English was a mishmash of mixed-up idioms and sayings[.] […] If her husband insisted she speak Spanish to the girls so they wouldn’t forget their native tongue, she’d snap, “When in Rome, do unto the Romans”224. (ALVAREZ, 1991, p. 135, grifo no original). Já a

insistência do pai de Yolanda em manter a língua espanhola na esfera domiciliar, também parecia não facilitar a comunicação na casa da família García: “[...] Yoyo and her sisters were forgetting a lot of their Spanish and their father’s formal, florid diction was hard to understand225”. (ALVAREZ, 1991, p. 142).

Em seu mundo hifenizado, entre a língua e a cultura espanhola e inglesa, Yolanda buscava inspiração para a escrita de seu discurso. Carlos García pontuava que o discurso deveria enfatizar a humildade dos estudantes, como também homenagear o trabalho dos professores, tal qual seu discurso proferido no passado em sua escola na República Dominicana. Pensando que as ideias de seu pai não auxiliariam Yolanda em seu discurso, no anoitecer do domingo antes de sua apresentação, a menina encontra um livro dele com as poesias de Walt Whitman226.

Acostumada com a literatura sentimental abordada pelas professoras em sala de aula, repleta de poemas didáticos e textos refinados, Yolanda ao mesmo tempo se choca e se empolga ao ler as seguintes linhas do livro: “[...] I celebrate myself and sing myself .... He most honors my style

223 [...] [m]as o pesadelo de proferir um discurso encarando os professores bloqueou sua imaginação. No começo,

ela não queria e, em seguida, ela não conseguia escrever o discurso. Ela deveria pensar nisso como uma “grande honra”, como seu pai havia dito. Mas ela estava mortificada. Ela ainda tinha um leve sotaque em inglês e não gostava de falar em público, submetendo-se ao ridículo de seus colegas de classe. Também não foi necessário muito tempo para perceber que proferir um elogio a um convento cheio de freiras loucas e acima do peso não seria uma maneira de se conquistar a afeição de seus colegas. (ALVAREZ, 1991, p. 141, grifo no original, tradução nossa).

224 [...] ela falava em inglês quando discutia com elas. E o inglês dela era uma mistura de expressões idiomáticas

confusas e ditados populares[.] [...] Se o marido dela insistisse que ela falasse espanhol com as meninas para que elas não se esquecessem de sua língua nativa, ela protestava: “Quando em Roma, faça como os romanos” (ALVAREZ, 1991, p. 135, grifo no original, tradução nossa).

225 [...] Yoyo e suas irmãs estavam esquecendo muito da língua espanhola e a dicção formal e florida de seu pai

era difícil de compreender. (ALVAREZ, 1991, p. 141, tradução nossa).

226 Walt Whitman (1819-1892) foi um poeta, ensaísta e jornalista estadunidense. Sua obra Folhas de Relva é

considerada um marco na literatura universal. Em: <https://www.biography.com/people/walt-whitman-9530126>. Acesso em: 25 jan. 2019.

who learns under it to destroy the teacher227”. (ALVAREZ, 1991, p. 142, grifo no original). A

menina havia, afinal, encontrado a inspiração necessária para escrever seu discurso do dia dos professores na escola:

[...] [t]hat night, at last, she started to write, recklessly, three, five pages, looking up once only to see her father passing by the hall on tiptoe. When