Este interveniente demonstra ao longo de toda a sua participação, uma grande preocupação pelo futuro das crianças que habitam na Cova da Moura e pelo papel importante da Educação nas suas vidas. Foi estipulado que em termos gráficos esta composição seria composta pelas cores trivialmente associadas aos s como azul‐bebé e rosa‐bebé). A representação gráfica das crianças é feita imitando a técnica de dois sexos mas com grande luminosidade para denotar o carácter infantil da temática (vulgarmente definida
expressão artística do stencil apoiada num forte contraste tonal. Para animar o stencil das crianças, procedeu‐se à animação genérica através de uma mask que se expandiu desde o centro das crianças até às extremidades do enquadramento num curto espaço de tempo.
FIGURA 92 APRESENTAÇÃO DO JOSÉ CARLOS
Foi aproveitaddo o facto de uma criança apontar para um espaço vazio com o seu braço, para aí colocar o nome do entrevistado. A animação do elemento textual é antecedida por uma textura com algumas partículas estáticas. Este elemento gráfico de apoio ao textual é animado pela estratégia de movimento genérico. Entretanto à composição são adicionados salpicos à semelhança de outras apresentações. A hierarquia posicional do nome é definida pela maior proximidade do texto “José” seguido de “Carlos”. O seu posicionamento oblíquo em relação à câmara veio a explorar correctamente a grande angular,
eição é natural do Brasil. Como havia falta de melhores características de personalidade ou interesse que a definissem tão directamente quanto a sua naturalidade, optou‐se pela temática da nação brasileira, rica em elementos que a distinguem do resto do mundo. A cidade visada, por ser uma das mais famosas do mundo, é a cidade do Rio de Janeiro – apelidada por muitos como a Cidade Maravilhosa, mas também conhecida pela elevada taxa de criminalidade e desigualdade social gravada no dia‐a‐dia da sociedade. Assim, na composição é animado em primeiro lugar o gradiente vermelho – azul (sentido ascendente) que pretende metaforizar o carácter mais violento e terreno da cidade vs. a perspectiva mais bela, maravilhosa e até celestial a um nível mais estratosférico da mesma cidade. A representação do Rio de Janeiro é feita pela representação do skyline de alguns arranha‐céus representando a parte rica da cidade no lado esquerdo da silhueta de Maria da Conceição. Ao seu lado direito, é retratada uma outra silhueta composta por morros e algumas casas da favela. Apesar da pobreza, surge do mesmo lado o Cristo Redentor numa alusão à crença fervorosa que caracteriza algumas pessoas menos abastadas. O aspecto celestial e de fé é acentuado pelas nuvens e pelos raios de luz que emana a figura estilizada do Cristo Redentor dirigido a toda a cidade e a todos os estratos sociais que nela habitam. exagerando as suas proporções. A câmara segue a anterior tendência de enfoque no sujeito para posterior aproximação ao nome, desenvolvendo uma rota da direita para a esquerda. MARIA DA CONCEIÇÃO Maria da Conc
À semelhança do movimento genérico ascendente do gradiente vermelho‐azul, o aparecimento dos restantes elementos gráficos da composição segue a mesma direcção. Contudo, é explorada a estratégia de movimento particular, fazendo crescer o skyline, os morros com as casas rudimentares, e a colina do Cristo Redentor a partir dos seus anchor points colocados na base de cada um deles e proceder à transformação da escala. Como nas outras ocasiões de utilização do movimento particular, esse movimento de crescimento conheceu um exagero marcado pelo efeito bounce de todas essas figuras. A hierarquia da sequência da animação é dominada pelo aparecimento em primeiro lugar das favelas, depois o skyline dos ricos e o Cristo. Quando o ícone religioso atinge o seu ponto mais alto, uma mask com um elevado feather revela as nuvens que se deslocam horizontalmente. Por fim, aparecem os raios com centro na Figura de Cristo até às extremidades do enquadramento. Aos raios foi aplicado o Plug‐in Trapcode Starglow para melhor recriar o efeito de luz. À medida que os raios se vão expandindo o nome de Maria da Conceição é animado seguindo os mesmos processos anteriores, com uma maior proximidade da linha “Maria ”. O movimento segue a direcção direita‐esquerda. da BENJAMIM MONTEIRO Este interveniente é o dono/cozinheiro de um dos restaurantes de gastronomia Cabo Verdiana presentes no bairro. O seu restaurante ‐ de nome “Vulcão” – explora a gastronomia típica da ilha do Fogo. Foi este elemento natural que foi escolhido para melhor representar graficamente o entrevistado Benjamim. FIGURA 94 APRESENTAÇÃO DE BENJAMIM MONTEIRO A sua animação consistiu no deslocamento horizontal das nuvens de cinza da direita para a esquerda. De seguida foi animada uma mask em expansão desde o centro, fazendo aparecer um elemento gráfico alusivo à tinta. A hierarquia do nome é definida pela maior proximidade do nome próprio “Benjamim”. A câmara faz um movimento de aproximação às figuras com uma ligeira trajectória da direita para a esquerda. JUVENAL VARELA Juvenal é morador do Bairro e “jogador da bola”. O fundo da sua entrevista era muito inestético para a sua apresentação pelo que foi totalmente remodelado através da utilização de uma das texturas presentes nos produtos da VideoCoPilot. Para a definição da estratégia visual deste personagem, houve alguma influência do estilo criado para o interveniente Correia, provavelmente na mesma faixa etária de Juvenal. A diferença entre os dois é que o Juvenal ofereceu mais pistas da sua personalidade e dos seus hobbies, destacando a paixão que nutre pela prática de futebol.
FIGURA 95 APRESENTAÇÃO DO JUVENAL VARELA
m a iluminação do fundo e pelo surgimento de várias texturas circulares à esquerda
ação genérica, a bola foi animada seguindo a estratégia particular. Assim, o seu aparecimento é feito pela transformação gradual da escala até culminar num bounce que diminui ligeiramente as suas dimensões. No entanto, o movimento aplicado resultava ainda demasiado estático já que, tendo por base as leis da Física, dificilmente uma bola de futebol não conhece qualquer movimento de rotação após um remate por mais força que lhe seja aplicada. Dada a impossibilidade de desenvolver uma rotação tridimensional que iria contra o estilo mais bidimensional até aqui adoptado, optou‐se por uma ligeira rotação a partir do centro da bola. Esta surge mais próxima da câmara do que os elementos gráficos circulares que servem de base. Depois da estabilização do seu movimento o nome que surge mais adiantado é animado de acordo com os casos anteriores, e em posição oblíqua à câmara. Os elementos mais adiantados em relação a esta è a silhueta do interveniente e o seu nome próprio “Juvenal”. O movimento desenhado pela câmara é um zoom com uma ligeira rotação esquerda ‐ direita, já que no enquadramento original o sujeito está mais distante que grande parte dos restantes intervenientes. A rotação segue a estratégia de enfoque final no elemento textual.
do do imaginário e do sonho. Para animar os vários elementos concebidos com esse objectivo, foi feita uma tilização extensíssima de masks, procurando adoptar a estratégia de movimento particular a cada uma das lvem, fazendo‐as crescer como se fossem desenhadas. Para conseguir esse efeito utilizou‐ se a técnica Write‐On, bastante útil para a simulação do desenho de linhas. O ritmo visual é incrementado A animação começa co
da silhueta (estilo halftone). À direita são salpicados vários elementos gráficos de tinta, que surgem por animação de mask centrada em cada objecto. O mesmo método desvenda os círculos de vários tamanhos a negro, e os arcos laranjas que servem de enquadramento ao texto. A bola de futebol é escolhida como elemento lógico que melhor define o hobbie de Juvenal. Se todos os outros elementos seguiram a anim