3. Effect of biotic and abiotic factors on inter- and intra-event variability in
3.4. Results
Para o desenvolvimento da análise contida nos capítulos seguintes, optamos por assistir a todos os 173 capítulos da trama preliminarmente, para que se pudessem destacar cenas representativas da vida interiorana e de seu contato com a cultura metropolitana, tanto no que diz respeito ao comportamento e ao enredo que envolve os personagens, quanto no que se refere à ambientação desta telenovela, além, é claro dos destaques da música em cena. Optamos por não selecionar uma amostragem reduzida de capítulos por considerarmos que esta prática acarretaria uma perda para o trabalho.
Como pretendemos compreender o modo de vida dos representantes da cultura caipira que habitam a fictícia cidade de "Paraíso", acreditamos que suas trajetórias vistas como um todo - e com destaque para momentos significativos do enredo - podem nos fornecer uma melhor compreensão da representação feita através de uma trama televisiva considerada rural. Em outras palavras, pode-se dizer que assistimos primeiro à telenovela para depois destacarmos os momentos significativos do enredo, e não o contrário, ou seja, definir os capítulos a serem analisados sem antes saber o que se passa com cada personagem nestes capítulos. Assim, procuramos descrever as trajetórias dos personagens e algumas situações dramáticas, que, a nosso ver, poderiam se tornar importantes dentro de nossa análise.
A metodologia escolhida para nosso estudo a respeito de "Paraíso", numa tentativa de investigar as aproximações e distanciamentos do conteúdo da trama em relação à cultura caipira e à cultura Zona Sul, é a da análise de conteúdo e, nesta perspectiva, nossa proposta de análise se baseia nas considerações de Bardin (2000). Consideramos esta uma metodologia apropriada para nossos objetivos e para a pesquisa em comunicação social de uma maneira abrangente. Segundo Bardin (2000), a primeira utilização da análise de conteúdo de que se tem notícias, ocorreu em um estudo feito por Harold Lasswell a respeito da imprensa e da
propaganda na Primeira Guerra Mundial, ou seja, o primeiro emprego desta metodologia, a primeira vez em que ela se mostrou útil ou válida, foi no campo da comunicação social.
Bardin (2000) aponta duas funções da análise de conteúdo de mensagens: a função heurística (a análise de conteúdo aumenta a propensão para a descoberta) e a função de administração da prova (a análise de conteúdo é feita para servir de prova, confirmar uma informação). Acreditamos que, em nossa dissertação, esta metodologia cumprirá a função heurística, pois é com a intenção investigativa de procurar novas descobertas que investimos nesta pesquisa. Além disso, apesar das muitas deduções, não temos uma informação prévia a ser confirmada com a pesquisa.
Sabemos que a cultura Zona Sul se faz constantemente presente nas telenovelas brasileiras e que a televisão cumpre o papel de mostrar tendências modernizadoras, tendo funcionado como elemento de identificação e projeção para os brasileiros desenraizados que migraram para os grandes centros. Porém também sabemos que, a partir de "Pantanal", exibida pela TV Manchete em 1990 e escrita por Benedito Ruy Barbosa, houve uma valorização e priorização dos interiores do Brasil na tela da TV, uma tentativa de mostrar culturas tradicionais em detrimento das modernizantes, que não durou muito, mas continuou a ser vista em telenovelas exibidas fora do horário nobre. Diante destas informações prévias, a função heurística de que fala Bardin (2000) emerge como norteadora de nossa investigação, devido a sua tendência à busca pela descoberta.
A autora acima citada subdivide o trabalho da análise de conteúdo em três fases: a pré-análise; a exploração do material; e o tratamento dos resultados, que se une às inferências e a sua interpretação. A primeira delas é a fase da organização, um período de intuições em que se busca sistematizar as ideias iniciais, tornando-as executáveis. Esta fase geralmente tem as missões de escolher os documentos a serem analisados, formular hipóteses e objetivos e elaborar indicadores fundamentadores da interpretação final. Enfim, "a pré-análise tem por
objetivo a organização, embora ela própria seja composta por atividades não estruturadas, abertas, por oposição à exploração sistemática dos documentos" (BARDIN, 2000, p. 121- 122).
Em nosso projeto, esta etapa correspondeu à escolha da telenovela a ser analisada, conforme vimos nos tópicos anteriores, de acordo com nosso objetivo de investigar a representação interiorana na telenovela brasileira e detectar possíveis pontos de contato com a cultura Zona Sul, tão marcante em nossa teledramaturgia. Também fazem parte de nossa pré- análise de conteúdo, as informações obtidas e relatadas em capítulos anteriores a respeito das questões identitárias, das características da cultura e da identidade interioranas e da inserção e caracterização da telenovela no contexto de sua função na sociedade brasileira.
Traçamos como objetivo geral desta dissertação a investigação, dentro da obra teledramatúrgica escolhida, da representação identitária da cultura interiorana (caipira) brasileira como uma construção atual em processo de ressignificação, permeada por valores, costumes e crenças originários de outras formações culturais, levando em consideração os contatos da cultura interiorana com a metropolitana e a ideia de que as telenovelas, mesmo quando consideradas rurais, podem conter elementos da chamada cultura Zona Sul. Já nossos objetivos específicos foram os seguintes: traçar a possível configuração identitária criada pela telenovela rural em questão para o interiorano; verificar, através de informações obtidas a respeito da identidade interiorana, as aproximações e distanciamentos estabelecidos pelas representações teledramatúrgicas a seu respeito; verificar se existem e quais são os traços da chamada “cultura Zona Sul” na telenovela selecionada e se existem pontos de convergência ou hibridização identitária neste contexto.
Com base nos objetivos traçados e no conhecimento obtido através de leituras prévias sobre o assunto, obtivemos as seguintes hipóteses: há, na telenovela analisada, um resgate de características da cultura caipira tradicional, tanto na caracterização dos
personagens e nas ambientações prioritárias, quanto na presença da música em cena; a identidade interiorana apresentada em “Paraíso” mistura elementos da cultura caipira com outros da cultura Zona Sul; o discurso da trama analisada busca valorizar elementos da cultura interiorana - como as lendas e a música – como constituintes importantes da cultura brasileira; há uma aproximação, em maior ou menor grau, entre as ideias de cultura caipira e atraso, bem como entre cultura metropolitana e avanço na trama analisada; a telenovela em questão, mesmo contendo elementos da cultura Zona Sul, não a apresenta como ideal a ser alcançado, sendo, portanto, um alternativa a este padrão.
Já a segunda fase da análise de conteúdo, conforme Bardin (2000), corresponde à exploração do material a ser analisado. Assim, nossa pesquisa foi desenvolvida em consonância com a técnica da análise categorial temática. De acordo com Bardin (2000, p. 131), “fazer uma análise temática consiste em descobrir os ‘núcleos de sentido’ que compõem a comunicação e cuja presença, ou frequência de aparição podem significar alguma coisa para o objetivo analítico escolhido”. Para ela, as categorias são classes que reúnem um grupo de elementos sob um título genérico dado em função das características comuns destes elementos.
Imagine-se um certo número de caixas, tipo caixas de sapatos, dentro das quais são distribuídos objectos, como por exemplo aqueles, aparentemente heteróclitos, que seriam obtidos se se pedisse às passageiras de uma carruagem de metro que esvaziassem as malas de mão. A técnica consiste em classificar os diferentes elementos nas diversas gavetas segundo critérios susceptíveis de fazer surgir um sentido capaz de introduzir alguma ordem na confusão inicial. É evidente que tudo depende, no momento da escolha dos critérios de classificação, daquilo que se procura o que se espera encontrar (BARDIN, 2000, p. 39).
Bardin (2000) aponta as regras para que as categorias de uma análise de conteúdo sejam válidas, embora ressalte que raramente elas são aplicáveis. Nesta perspectiva, as categorias deveriam ser: homogêneas, exaustivas (esgotando a totalidade do texto), exclusivas (um mesmo elemento não deve ser classificado em duas categorias diferentes), objetivas
(codificadores diferentes devem chegar a resultados iguais) e adequadas ou pertinentes (devem se adaptar ao conteúdo e ao objetivo). Por outro lado, a autora afirma também que "a técnica de análise de conteúdo adequada ao domínio e ao objetivo pretendidos tem de ser reinventada a cada momento, exceto para usos simples e generalizado". Assim, concluímos que as regras são necessárias para o melhor entendimento da metodologia, mas, conforme o pensamento da própria pesquisadora, dificilmente todas elas serão aplicáveis a uma análise.
Sendo assim, nossa "mala de mão" é a telenovela "Paraíso" carregando dentro de si todos os seus personagens e situações vividas por eles, bem como as canções executadas dentro de suas cenas. Optamos por fazer uma análise abrangente dos personagens da obra selecionada, e não por escolher alguns deles que se destacassem de alguma forma, na tentativa de não interferir nos resultados ao priorizar algum elemento que, a nosso ver, fosse mais importante ou representativo. Seguimos, assim, a regra das categorias exaustivas. Além disso, sendo a telenovela em questão, como seu próprio título dá a entender, uma retratação do cotidiano e dos problemas dos habitantes de uma pequena cidade fictícia no interior do país, cabe a nós a busca pela compreensão da composição geral desta cidade, de seus mais variados tipos humanos e sociais, para que obtenhamos sucesso em nossa tarefa de investigar a representação interiorana na tela da TV. Este raciocínio também vale quando se pensa na análise da música em cena, já que analisaremos de maneira abrangente as músicas executadas no decorrer da trama, sem a priorização de alguma delas que porventura seja mais representativa da cultura interiorana em relação às outras.
Já nossas “caixas de sapatos” são as categorias de personagens e de canções presentes na telenovela. Conforme vimos acima, os resultados da análise dependem dos critérios de classificação, e os nossos se baseiam na pesquisa preliminar a respeito da cultura caipira, já relatada no segundo capítulo desta dissertação, e na observação, no momento em assistimos à obra completa, dos personagens e músicas presentes em "Paraíso", ou seja, nos
resultados obtidos no momento em que esvaziamos nossa "mala de mão", nas palavras de Bardin (2000).
Obtivemos, então, 11 categorias de personagens, sendo elas, em ordem alfabética: autoridades, conselheiros, donas de casa ou mães, empregados, entidades, fazendeiros, fofoqueiros, forasteiros, jovens interioranas, peões e religiosos. Nosso critério de classificação foi basicamente a função que os personagens cumprem dentro da trama, ou seja, de que forma eles movimentam a ação dramática, e a maneira como eles são vistos pelos outros personagens. Nos primeiros capítulos das telenovelas é comum que o telespectador obtenha informações sobre os personagens, ainda desconhecidos, através das falas de seus pares a seu respeito. Em nossa análise procuramos observar estas descrições de alguns personagens a respeito de outros.
No caso de nossas categorias, ficou claro, por exemplo, que os fofoqueiros, presentes em toda pequena cidade que se preze, são os responsáveis por fazerem as notícias ou novidades sobre a vida dos moradores se espalharem pelo município. No caso dos forasteiros, é evidente que são eles os principais responsáveis pelo contato da cultura interiorana com a metropolitana e pelos possíveis conflitos entre as duas. Enfim, os personagens de "Paraíso" serão analisados mais detalhadamente no próximo capítulo com base nas categorias aqui expostas.
Dentro da análise dos personagens de acordo com nossas categorias, também pretendemos classificar cada um deles em um dos dois grupos propostos por Forster (2005). trata-se da classificação entre personagens planas e personagens esféricas ou redondas. As primeiras são construídas em torno de uma única ideia ou qualidade, sendo facilmente reconhecíveis e podendo ser definidas em poucas palavras. Suas características não mudam com o transcorrer da evolução narrativa. Conforme Andrade (2009), as personagens planas são recordadas com facilidade pelos telespectadores, principalmente quando os autores criam
bordões, o que garante ao público uma sensação de estabilidade. Essa categoria de personagem pode ainda ser subdivida em "tipo" - quando chega ao auge da peculiaridade sem atingir a deformação - e "caricatura" - quando sua qualidade ou ideia única é levada ao extremo, havendo aí uma distorção proposital.
Já as personagens esféricas ou redondas apresentam maior complexidade e são capazes de surpreender a audiência. Numa telenovela, geralmente, as personagens redondas são os protagonistas, enquanto as personagens planas cumprem um papel secundário, o que não é uma regra e não impede o autor de conceber personagens secundárias redondas. Conforme Andrade (2009), as personagens secundárias planas podem ter vários níveis de importância numa telenovela, podendo ter a função de auxiliares dos protagonistas, adquirindo importância no desenrolar do enredo, ou ser meramente figurativas, quando se apresentam apenas para compor o cenário sendo inúteis à ação dramática, mas não dispensáveis à trama.
Conforme Andrade (2009), a personagem figurativa não é caracterizada do ponto de vista psicológico, não possui núcleo familiar, conflito pessoal ou cenário próprio, tampouco um discurso que explique seu passado. Cabe ainda observar que, ao contrário dos protagonistas, que têm nome e sobrenome, muitas destas personagens figurativas só possuem um apelido, que podem fazer menção a alguma característica sua, facilitando, assim, a memorização por parte do telespectador. Todavia, não se pode subestimar a importância destes personagens na composição de uma obra teledramatúrgica.
A ambiência estética criada na teleficção envolve o público de tal forma que a hierarquia das personagens e suas respectivas abrangências semânticas podem ser deixadas de lado em detrimento de elementos que emocionam e estes se estruturam no decorrer da dramaturgia de acordo com o sucesso ou fracasso da atuação de atores, autores e direção, sobretudo influi a aceitação ou rejeição da audiência. Desta forma, personagens e tramas protagonistas podem perder espaço no interior da teledramaturgia para outras secundárias, menos por complexidade e mais por empatia (ANDRADE, 2009, p. 80).
Já no que se refere à música em cena presente na trama, cabe expor que a decisão por dedicar um capítulo à sua análise ocorreu no momento de observação dos capítulos da telenovela. Ficou claro, nesta ocasião, que a música é inserida na trama no sentido de melhor caracterizar o ambiente interiorano e o caráter dos personagens que ali vivem. Portanto, julgamos relevante uma investigação também a respeito das músicas entoadas pelos personagens. Assim, obtivemos nove categorias temáticas. São elas: Amor e relacionamento; Contato, comparação ou conflito com a modernidade ou com a vida na cidade grande; Festas e divertimento; Narrativas sobre personagens interioranos ou causos; Reflexões; Religiosidade; Trabalho do peão de boiadeiro; Viagens; Vida cotidiana no interior e relação com a natureza. Nosso critério de classificação se baseou, a partir da observação dos capítulos com música em cena, nas abordagens presentes nas letras das canções. O objetivo desta análise é verificar de que maneira estas canções se inserem na narrativa, contribuindo para sua composição ou funcionando meramente como alegorias, e quais são as temáticas predominantes nestas canções, dentro, é claro, de nosso objetivo geral de investigar a identidade interiorana na telenovela selecionada.
Cabe deixar claro aqui que, desde o início de nossa análise, percebemos que, muitas vezes, as músicas cantadas e tocadas pelos personagens tratam de assuntos diversos, ou seja, se enquadram em mais de uma das categorias obtidas. Portanto, é evidente que não foi possível, neste ponto de nosso trabalho, seguir a regra da exclusividade das categorias de análise de conteúdo apontada e, ao mesmo tempo, relativizada, por Bardin, já que a própria pesquisadora afirmou que raramente é viável a obediência, na prática, a todas as regras por ela enumeradas. Poderíamos classificar cada canção presente nas cenas de ”Paraíso" em apenas uma categoria, que seria sua principal temática, mas optamos por relatar em nossa análise os casos em que as canções podem ser classificadas em mais de uma categoria, por considerarmos importante a articulação de diferentes elementos dentro de uma mesma
composição musical, ainda que um deles prevaleça sobre o outro. Nossas reflexões a este respeito estão presentes no último capítulo deste trabalho.
Por fim, a terceira fase da análise de conteúdo apontada por Bardin (2000), referente ao tratamento dos resultados, à inferência e à interpretação, corresponde, em nosso trabalho, à análise que poderá ser observada nos dois capítulos seguintes, dedicados à investigação do caráter e das ações dos personagens e da música em cena na telenovela "Paraíso".
6 ANÁLISE DOS PERSONAGENS DE "PARAÍSO"
Penso que cumprir a vida seja simplesmente Compreender a marcha, ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada Eu vou tocando os dias pela longa estrada Eu vou, estrada eu sou8
O presente capítulo se dedica à análise dos personagens9 que compõem a telenovela "Paraíso" a partir das categorias detectadas com a observação dos capítulos de toda a narrativa. Ao todo, detectamos a presença de 59 personagens que possuem relevância, de alguma maneira, no contexto geral da narrativa. Há uma diferença entre a quantidade de personagens analisados aqui e a quantidade enumerada no web site da telenovela, em que só aparecem 52. Isto se dá devido, primeiramente, à nossa opção por considerar o diabinho da garrafa e a imagem de santa Rita de Cássia como elementos importantes da história, sendo tratados como personagens e classificados como entidades. Além deles, também optamos por analisar as situações envolvendo o delegado Valfrido e o deputado Ladeirinha, que muito pouco aparecem na trama, mas possuem certa importância no enredo. Por fim, também consideramos relevantes as personagens Antônia - mãe de Das Dores -, dona Noca - a modista da cidade - e a Madre Superiora do convento onde Maria Rita passa parte da trama. As três também tiveram pequenas participações na telenovela.
Assim, todos os personagens enumerados na página oficial de "Paraíso" na internet estão presentes neste trabalho, com o acréscimo dos seis apontados acima. Há, ainda, personagens que raramente têm alguma fala, aparecem apenas para compor a cena, ou não oferecem qualquer contribuição significativa para o enredo. Estes, pela falta de material suficiente que justificasse uma análise e, até mesmo, pela difícil identificação de seus nomes e
8 Versos de "Tocando em frente", canção de Almir Sater e Renato Teixeira muito presente nas cenas de rodas de
viola em "Paraíso".
9
Citamos o nome dos atores presentes na telenovela apenas uma vez no início da discussão sobre cada um dos personagens. O leitor encontrará também, nos anexos, a lista em ordem alfabética dos personagens com seus respectivos intérpretes.
funções, foram excluídos deste trabalho. A tabela abaixo mostra as 11 categorias detectadas e os personagens classificados em cada uma delas.
Categorias Personagens
Autoridades Prefeito Norberto, Delegado Valfrido,
Deputado Ladeirinha.
Conselheiros ou opinadores Alfredo Modesto, Amadeu (Nono), Isidoro.
Donas de casa Dona Ida, Zefa, Aurora, Nena, Antônia,
Dona Noca.
Empregados Tobi, Das Dores, Candinha, Tonha, Tião,
Efigênia, Aristides, Dudu, Juca.
Entidades Diabinho da garrafa, santa Rita de Cássia
Fazendeiros Eleutério, Mané Currupio, Antero, Geraldo
Fofoqueiros Bertoni, Capita, Zé do Correio, Pedro do
Posto, Vadinho, Cleusinha, Jacira, Nina.
Forasteiros Ricardo, Otávio, Marcos, Falconi, Zuleika,
Leni, Zé das Mortes.
Jovens interioranas Maria Rita, Rosinha, Aninha, Edith, Maria Rosa.
Peões Zeca, Zé Camilo, Terêncio, Tiago, Juvenal,
Chico, Paraná, Tibúrcio.
Religiosos Padre Bento, Mariana, Madre Superiora,
Irmã Matilde.
Nos tópicos a seguir, o leitor encontrará nossas considerações sobre cada personagem e sua classificação. Destacaremos seus comportamento, perfis s e algumas cenas de maior relevância para a constituição de suas personalidades e para a abordagem de determinadas temáticas narrativas, principalmente no que se refere à valorização da cultura caipira e ao contato com os modos de vida metropolitanos.