2.4 La contrainte globale Regular( X , Π)
2.4.2 Repr´esentation sous forme d’un graphe en couches
Aparentemente, esta prática é a mais adequadamente utilizada e disseminada na organização ora pesquisada. Pode-se afirmar que este tipo de prática apresenta um nível
satisfatório de adoção, posto que todos os respondentes afirmaram já terem participado de algum tipo de fórum ou até lideram, tanto presencial como virtual. No entanto, esses fóruns são utilizados, principalmente, para discutir temáticas ligadas à área assistencial. Ao que parece os fóruns tanto virtuais como presenciais, são mais utilizados na área assistência do que na área administrativa.
Todos os entrevistados oriundos das gerências da área assistencial (Ensino/Pesquisa e Atenção à Saúde) reportaram a utilização de uma sala que abriga a Rede Universitária de Telemedicina, usualmente denominada RUTE, dentro do HUOL. É um espaço equipado com equipamentos de TI como aparelhos de videoconferência e que dá sustentação à RUTE.
A RUTE é uma iniciativa que tem como objetivo melhorar a infra-estrutura para telemedicina já existente em hospitais universitários, bem como promover a integração de projetos entre as instituições participantes. A participação nos Grupos de Interesses Especiais – SIGS e a prática da Telesaúde já são realidade no HUOL. (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, 2017).
A RUTE é um projeto do Ministério da Ciência e Tecnologia, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (ABRAHUE), sob a coordenação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A sala de Telemedicina é utilizada para reunir os gestores do HUOL aos demais gestores dos hospitais universitários do Brasil. Favorece os encontros com os Grupos de Interesses Especiais. A Telemedicina no HUOL transformou-se em importante instrumento para compartilhamento de informações e experiências (EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES, 2017).
O núcleo RUTE do HUOL auxilia os médicos residentes deste e demais hospitais universitários do país, que passam a acompanhar procedimentos cirúrgicos, em tempo real, graças aos recursos tecnológicos alocados no espaço. A grande vantagem do uso da RUTE é que as imagens dos procedimentos podem ser transmitidas em tempo real para os alunos, os quais podem tirar dúvidas com os professores, cirurgiões, anestesistas e demais profissionais envolvidos, sem que haja a necessidade da permanência no local onde está sendo realizado o procedimento (EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES, 2017).
Dessa forma, alguns entrevistados entendem que a RUTE traz vantagens para a gestão do HUOL, pois emprega recursos tecnológicos para evitar deslocamentos desnecessários, fornece
auxílio para tirar dúvidas sobre equipamentos, diminuindo assim os custos de deslocamento e viagens, conforme se pode observar nos trechos abaixo:
E: Aqui no HUOL, são utilizados fóruns presenciais e virtuais?
EP: Sim são. Nós somos ligados a Rede Universitária de Telemedicina. Então nós temos aqui uma área no terceiro andar, um andar acima desse, a RUTE – Rede Universitária de Telemedicina. Então não é incomum que a gente tenha até defesa de tese, sem falar em outras formas que pode ser feito através desses fóruns virtuais né? Com a EBSERH o hospital avançou muito pra utilizar videoconferências, então evita muito de a gente ir à Brasília quando são coisas que a gente pode resolver virtualmente. Então é muito comum, aqui por exemplos, várias salas dos hospitais são equipadas com equipamentos com teleconferência. (SUPERINTENDENTE).
E: Fóruns presenciais e virtuais são muito usados atualmente nas organizações. Existem espaços deste tipo, aqui?
EP: (Dúvida) Tem as... as, como é que chama... Pausa curta... as videoconferências, na RUTE que é uma sala que a gente tem pra apresentação de trabalhos de boas práticas, uma intercomunicação com as outras instituições através de videoconferências. [Qual o setor da RUTE?] A RUTE é o espaço físico que a gente chama pra é... pra realizar as “teleconferências”, não lembro direito a sigla.
E: E lá vocês discutem, cada área tem... EP: Tem sim, cada área “são” ligadas a comunicação com as outras instituições com a própria EBSERH, atividades desenvolvida pra áreas específicas. (CHEFE DA DIVISÃO DE ENFERMAGEM). E: Beleza. Aqui no HUOL, existem fóruns presenciais ou virtuais?
EP: Sim, a gente tem através da Telesaúde, da Gerência de Ensino, comandada pelo professor Diniz, na RUTE (Rede Universitária de Telemedicina), a gente tem os 14 SIG’s. A sigla não diz muito mas são grupos de interesse em determinado assunto. Você tem SIG’s relacionados à formação de preceptores em saúde, SIG’s em pediatria, SIG em cirurgia, SIG’s em cirurgia buco-maxilo-facial. [Então são vários profissionais discutindo um assunto só?] Sim, são vários profissionais discutindo um assunto só em diferentes áreas e eles agendam previamente a sala da RUTE. E se comunicam com outros hospitais através da RUTE. (GERENTE DE ENSINO E PESQUISA).
Ainda assim, foi possível catalogar algumas iniciativas que de acordo com o discurso dos entrevistados podem ser consideradas fóruns virtuais ou presenciais: hotelaria, programa Sentinelas em Ação, Linhas de Cuidado (é uma comunidade de prática, mas há um fórum sobre ela), projeto Catalunha sobre regulação de pacientes.
E: Fóruns presenciais e virtuais são muito usados pelas organizações contemporâneas. Existem espaços deste tipo, no HUOL?
EP: Eu acho que tem algumas coisas que rotineiramente são, que acontecem né? Pelo menos, Programa Sentinelas em Ação que acontece toda semana, tem um evento nacional e o pessoal reúne na sala RUTE. E tem algumas discussões e cada semana eles abordam um tema diferente. (OUVIDORA).
No entanto, percebeu-se que essas iniciativas são voltadas apenas para a área assistencial, não havendo a promoção desse tipo de prática na área administrativa, diga-se na Gerência
Administrativa, com temas relacionados ao cotidiano administrativo e de suporte como licitação, contabilidade, suprimentos, logística entre outros. As passagens abaixo elucidam essa questão:
E: A senhora tem ciência de realização de fóruns virtuais ou presenciais aqui no hospital?
EP: Nós tínhamos antigamente, a gestão administrativa ela nunca promoveu esses fóruns. Alguns fóruns que ocorreram antes quando éramos da universidade partia da área acadêmica. Então, por exemplo, fórum de Cardiologia os médicos e professores traziam as equipes, e era realizado dentro do hospital. Com a EBSERH nem a área administrativa, nem na assistencial a gente tem visto muito. Na área administrativa não conheço nenhum fórum. O que nós temos são muitas reuniões, encontros, oficinas, mas fóruns, não. (CHEFE DA DIVISÃO DE GESTÃO DO CUIDADO).
E: Fóruns presenciais e virtuais são muito usados atualmente. Existem espaços deste tipo, no HUOL?
EP: Olha... ou... A gente tem um fórum que é regular né? Que é o de superintendentes, mas é um compartilhamento da sede com os hospitais. Nesse mesmo molde a gente não tem um interno desse tipo. O que a existem são reuniões setoriais.
E: Nem fórum virtual?
EP: Virtual? Que me recorde não. (AUDITOR).
O auditor da instituição fez uma observação pertinente. Argumenta que talvez seria interessante se criar um fórum administrativo “institucionalizado”, porque a falta desse tipo de iniciativa acaba por motivar a criação de grupos no aplicativo Whatsapp, no qual acontecem discussões e troca de experiências relacionadas à organização. O auditor acredita que nesses grupos de Whatsapp há um compartilhamento de conhecimento, mas “totalmente fora do institucional”, posto que ele não percebe o uso desse aplicativo como mecanismo adequado.
(...) Seria muito interessante, primordial, se tivesse um fórum na rede da EBSERH. Mas um fórum institucionalizado, porque o que acontece hoje, por não ter um, as pessoas criam grupos de Whatsapp, grupos de discussões nesse Whatsapp que é algo totalmente fora do institucional, né? Então deveria se ter fóruns pra se substituir esses grupos de Whatsapp. Quando você passa pra um grupo de Whatsapp você vê que há compartilhamento de conhecimento, só que não acho o mecanismo adequado. Esses grupos são utilizados pra reclamação e apagar incêndio. (AUDITOR).
Na próxima seção, apresentaremos discussão sobre a adoção de comunidades de práticas ou do conhecimento pelos gestores do HUOL, em seu cotidiano laboral.