3.2 Diff´erents cadres pour la relaxation de contraintes
3.2.3 La relaxation disjonctive d’un r´eseau de contraintes
Práticas como mentoring e coaching não são utilizadas na instituição pesquisada. A Gerente Administrativa e o chefe da divisão de Gestão de Pessoas são resolutivos ao afirmarem que na área administrativa do hospital não são empregadas nenhumas das duas práticas. Atendo- se, estritamente, à prática do coaching, nenhum dos entrevistados se pronunciou com certeza sobre o emprego desta prática no seu dia a dia. As passagens abaixo esclarecem quanto às questões sobre as práticas em tela:
E: No HUOL, são usadas técnicas de coaching e mentoring? EP: Não.
E: Nenhuma das duas? Tem algum tutor formalmente designado?
EP: Eu acho que não. A não ser que a gente for pensar na “academia” (área acadêmica), se a gente transportar isso para a área da residência, por exemplo. Nós temos a residência médica e a residência multiprofissional. Então, todas as pessoas que estão no hospital teoricamente são tutores, preceptores da residência, dependendo da área de atuação. Eu não posso ser tutor de alguém que faz enfermagem, eu não posso. Mas qualquer enfermeiro, qualquer um, é para preceptor. Isso é mais presente na área acadêmica. E aí, você vai ver isso na Gerência de Ensino, mas na Gerência Administrativa não existe essa prática. (GERENTE ADMINISTRATIVA).
E: Me diga uma coisa, no HUOL, são usadas as técnicas como coaching ou mentoring? EP: (...) Rapaz eu acho que muito pouco... muito pouco.
E: Você lembra que na universidade tem a tutoria dos três anos? Entrevistado: Lembro, lembro disso aí... aqui na rede EBSERH acho que tá muito embrionário isso. Só tem o GDC que é feito imediatamente pelo seu superior, então... e que o feedback ainda é muito pouco. Você faz a avaliação, você avalia o colaborador dizendo quais as metas e os objetivos que ele não cumpriu e não tem um monitoramento eficaz daquilo ali. [É mais voltado pra avaliação momentânea ali?] Isso. Como ele pode melhorar, o que é que eu posso fazer pra ajudar também, porque só não depende do colaborador. E eu acho que tá muito embrionário isso aí. (CHEFE DA DIVISÃO ADMINISTRATIVA FINANCEIRA).
E: Ótimo, beleza. No caso aqui no HUOL, têm sido usadas as técnicas de coaching ou mentoring?
EP: Não, a gente não tem trabalhado essas questões. São termos muitos parecidos, na universidade tem sido usada a tutoria. A gente não utiliza a tutoria aqui, teve uma discussão até pra gente tá instituindo isso como programa, como tem na universidade, porque faria parte da própria socialização de quem tá ingressando na instituição. (CHEFE DA DIVISÃO DE GESTÃO DE PESSOAS).
E: No caso, aqui no HUOL, são usadas as técnicas de coaching ou mentoring? EP: Não.
E: Pois bem, vamos tentar explicar. O coaching é quando existe uma pessoa que oferece apoio e acompanhamento. O mentoring é como se fosse um tutor, vai ter mais contato contigo...
EP: Eu sou da UFRN, estatutária e foi me designado um tutor que no caso é Zilmar. Quando eu entrei na UFRN já vim pro HUOL, no vínculo estatutário existe o tutor, mas no HUOL pra empregados públicos que entraram no concurso da EBSERH não tem tutor. Assim uma pessoa formalmente designada não tem. (CHEFE DO SETOR JURÍDICO).
Alguns respondentes, especificamente os da área assistencial, mencionaram que é utilizada a prática de preceptoria, que se assemelha à prática do mentoring, mas ainda é uma questão restrita à área assistencial e não disseminada na área administrativa, conforme trechos abaixo:
E: Ok, professor, com relação às técnicas de coaching ou mentoring? Não sei se o senhor já ouviu falar em alguma delas. Aqui no HUOL, são usadas algumas delas? Ouvi falar que na área assistencial é usada a preceptoria.
EP: Assim, porque na verdade o que é que acontece: nós temos a parte acadêmica, não se poderia ser chamado de coaching. Mas eu acho que não. O coaching é mais especifico na parte da gestão da atividade. Não é numa produção de novos conhecimentos.
E: O mentoring é mais modelador...
EP: É, ah como você pode se tornar melhor, mais participativo isso é o coaching né?... mas na parte de preceptoria é mais pra capacitação e promoção dos alunos, como é hospital de ensino é mais pro ensino mesmo... (GERENTE DE ATENÇÃO À SAÚDE). E: Certo, ok. No caso, aqui no HUOL, são usadas as técnicas de coaching ou mentoring? O mentoring tá mais próximo da preceptoria aqui adotada...
EP: Quando o coaching é o treinador né? Quando nós recebemos uma pessoa, se é do RJU tem aquilo do tutor, aquela pessoa que tá sendo designada dentro da mesma área pra acompanhar aquele servidor. Em relação ao empregado da EBSERH, existe um período de avaliação de 90 dias. Praticamente, 45 e 45 (dúvida). Tem um período de 30 e
30 e 60 que você já começa a avaliar. (CHEFE DA DIVISÃO DE GESTÃO DO CUIDADO).
E: No HUOL, são usadas as técnicas de coaching ou mentoring? Em outras entrevistas eu vi que existe o preceptor.
EP: Olhe a questão da preceptoria em todas áreas, essa questão é muito importante, principalmente, eu não sei se tá envolvida com essa nomenclatura, mas as questões de trabalhar as competências através das avaliações, dos planos de metas que ta sendo alinhado nas áreas de serviços . Então há um processo de trabalho dos gestores com a equipe no sentido de relacionar as avaliações atividades profissionais voltadas para questão das competências. (CHEFE DA DIVISÃO DE ENFERMAGEM).
Em tempo, vale destacar que apesar de não ter seu uso “institucionalizado”, a prática do mentoring é utilizada indiretamente no hospital, em virtude de haver diversos servidores da UFRN cedidos à EBSERH, lotado no HUOL, exercendo cargos de chefia, direção ou assessoramento. A UFRN adota programa de mentoring (denominado tutoria) durante o estágio probatório de seus novos servidores entrantes.
Portanto, a governança do hospital poderia consultar esses servidores cedidos, no sentido de haver um compartilhamento de conhecimentos e experiências com relação ao uso de tal ferramenta.
Na seção seguinte, descreveremos o uso da prática de benchmarking.