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2. Approche conceptuelle

2.4. Aspects normatifs des représentations sociales

2.4.5. Représentation sociale et modèles normatifs

Coenzimas Q da carne de novilho dos Açores

Na Tabela 4 apresentam-se os teores médios das coenzimas Q9 e Q10 obtidos para as

amostras de carne de novilho dos Açores, tendo em conta os diferentes fatores individualmente e a média global. Pela análise da tabela verifica-se alguma variação nos teores das CoQ9 e CoQ10 obtidos. Para o primeiro parâmetro, a média global foi de 0,40

mg/100g, apresentando uma variação que se situou entre 0,14 mg/100g e 0,82 mg/100g. No caso da CoQ10 a variabilidade observada foi superior, apresentando uma média global de

Tabela 4: Teores médios das coenzimas Q9 e Q10 (mg/100g) obtidos para as amostras de carne de novilho dos Açores. CoQ9 CoQ10 Média global* 0,400,01 2,180,07 Valor mínimo 0,14 0,87 Valor máximo 0,82 4,45 Músculo Bf 0,390,02 2,420,10 Ld 0,410,02 1,930,08 Raça F1xCharolês 0,420,02 2,300,13 F1xLimousine 0,420,02 2,020,10

Idade Inferior 12 meses 0,440,03 2,270,14

Superior 12 meses 0,380,02 2,150,08

Peso Inferior 300 kg 0,440,02 2,280,10

Superior 300 kg 0,360,02 2,080,10

Solar de produção Faial 0,450,04 2,320,24

Pico 0,420,02 2,190,13

S. Jorge 0,590,02 2,670,31

Terceira 0,380,02 1,920,10

*Média obtida para todas as amostras, independentemente do fator em estudo.

O músculo Biceps femoris apresentou um teor médio de CoQ10 significativamente

(P<0,05) superior ao observado no músculo Ld (2,42 mg/100g vs 1,93 mg/100g). Este resultado deve-se à diferença no perfil metabólico das fibras destes 2 músculos. Apesar do

Biceps femoris representar um músculo de perfil metabólico celular predominantemente de

carácter intermédio, constituído por fibras glicolíticas rápidas e oxidativas lentas, este último tipo de fibra predomina, contribuindo para o seu carácter mais oxidativo, comparativamente ao Longissimus dorsi. As coenzimas Q, existentes nas mitocôndrias, fazem parte integrante da cadeia de transporte de eletrões com um papel preponderante na respiração celular aeróbia.

A raça do animal apresentou influencia significativa apenas nos resultados da CoQ10,

apresentado os animais cruzados de raça Charolesa um conteúdo de CoQ10 superior (2,30

mg/100g) comparativamente aos cruzados de Limousine (2,02 mg/100g).

De um modo geral, as amostras dos animais mais jovens (< 12 meses) e de menor peso (< 300kg) apresentaram teores de coenzimas Q9 e Q10 tendencialmente superiores ás

amostra dos animais mais velhos (> 12 meses) e mais pesados (> 300 kg). A carne proveniente dos animais mais jovens apresentou um conteúdo médio de CoQ9 de 0,44

mg/100g enquanto os mais velhos revelaram um teor médio de 0,38 mg/100g. Relativamente à CoQ10, os teores médios obtidos foram de 2,27 mg/100g para as amostras

dos animais mais jovens e de 2,15 mg/100g para as amostras provenientes dos animais mais velhos.

O solar de produção dos novilhos dos Açores revelou ter influência significativa nos resultados (P<0,05) obtidos para as CoQ9 e CoQ10. Os animais produzidos na ilha Terceira

originaram carne com um teor inferior destes 2 compostos, relativamente às restantes ilhas, 0,38 mg/100g e 1,92 mg/100g, respetivamente. Pelo contrário os animais criados na ilha de S. Jorge apresentaram os teores mais elevados (0,59 mg/100g e 2,67 mg/100g, respetivamente).

Na Tabela 5 encontram-se as significância dos efeitos do tipo de músculo, do solar de produção, da raça, do grupo de peso e de idade, bem como as interações entre eles, consideradas no modelo de análise de variância.

Tabela 5: Significância dos efeitos dos vários fatores para as coenzimas Q, consideradas no modelo de análise de variância.

Valor P CoQ9 CoQ10 Raça (R) 0,6784 0,0257 Musculo (M) 0,533 < 0,0001 Idade (I) 0,7537 0,1825 Peso (P) 0,0278 0,5048 Solar de produção (SP) 0,0193 0,0287 RxM 0,6585 0,006 IxM 0,8201 0,1323 PxM 0,4056 0,6901 SPxM 0,4985 0,0269

Nas figuras 14 e 15 encontram-se as médias dos resultados obtidos para os teores de coenzimas Q9 e Q10, respetivamente, em novilhos IGP, tendo em conta a interação entre ilha

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Figura 14: Médias das concentrações (mg/100g) para as coenzimas Q9, ilha versus músculo.

Figura 15: Médias das concentrações (mg/100g) para as coenzimas Q10, ilha

versus músculo.

As médias das concentrações obtidas para os teores de coenzima Q9

mostram que os animais provenientes da ilha de S. Jorge apresentaram concentrações deste composto superiores, 2,38 mg/100g para Ld e 2,95 mg/100g para Bf, relativamente às restantes ilhas, figura 14. Através dos resultados da análise estatística comprova-se a influência por parte do fator solar de produção (P<0,05) nos valores de coenzima Q9, tabela 5. O fator músculo e a sua

interação com o solar de produção, não revelaram ter influência nos teores de CoQ9 em

novilhos IGP, tabela 5.

Através da análise da figura 15, verifica-se que a concentração de coenzima Q10 nos

novilhos IGP é superior no músculo Biceps femoris, independentemente da ilha de origem do animal. Estes resultados apontam para uma clara influência do tipo de músculo nas concentrações de coenzima Q10, suportada pela análise estatística (P<0,05). O músculo Biceps femoris apresenta teores mais elevado de CoQ10, tendo valores de 2,04 mg/100g

para a ilha Terceira, 2,50 mg/100g para o Pico, 2,87 mg/100g para o Faial e 2,95 mg/100g para S. Jorge. Os resultados da interação entre o solar de produção e o tipo de músculo demonstram existir influência (P<0,05) nas concentrações de coenzima Q10 nos novilhos

IGP, tabela 5.

A carne é uma importante fonte de coenzima Q10 (Weber et al., 1997), sendo a sua

concentração no músculo correlacionada com o número de mitocôndrias presente. Os níveis de CoQ revelaram-se inferior para o Longissimus dorsi (1,93 mg/100g) como pode ser

esperado para um músculo predominantemente glicolítico com menor número de mitocôndrias. A média global encontrada para todas as amostras do estudo foi de 2,18 mg/100g (tabela 5). Os resultados deste estudo foram semelhantes e , em alguns casos superior, aos obtidos por outros autores. Roseiro et al. (2014) encontrou uma média global de CoQ10 de 2,53 mg/100g em carne de vacas leiteiras adultas enquanto Purchas et al.

(2005), Purchas et al. (2004) e Ercan e El (2011) encontraram teores de 1,23 mg/100g, 2,18 mg/100g e 2,34 mg/100g, respetivamente.

Nas figuras 16 e 17 encontram-se os resultados dos teores de coenzimas Q9 e Q10,

respetivamente, tendo em conta a interação dos fatores raça e tipo de músculo.

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Figura 16: Médias das concentrações (mg/100g) para as coenzimas Q9, raça versus músculo.

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Figura 17: Médias das concentrações (mg/100g) para as coenzimas Q10, raça versus músculo.

No caso do fator raça, verifica-se pelo gráfico da figura 16 que, para novilhos cruzados Charolês as concentrações de CoQ9 são superiores, quer para o músculo Biceps femoris, quer para o músculo Longissimus dorsi, 0,62 mg/100g para ambos os músculos.

Contudo, pelo modelo estatístico estimado (tabela 5) não há influência deste fator na concentração de CoQ9. Também os resultados da interação dos fatores raça e tipo de

músculos, demonstram que os dois fatores não têm influência nas concentrações de CoQ9,

A concentração de coenzima Q10 nos novilhos IGP é influenciada pelo tipo de

músculo (P<0,05). Pelo gráfico 17, percebe-se que o músculo Biceps femoris apresenta teores superiores de CoQ10, 1,64 mg/100g para cruzados Charolês e 2,21 mg/100g para

cruzados Limousine. Os resultados estatísticos apontam para uma clara influência do tipo de músculo na concentração de CoQ10 (P<0,05), assim como pra a interação dos fatores

raça e tipo de músculo (P<0,05). Através do gráfico 17 pode verificar-se que animais cruzados Limousine apresentam teores superiores deste antioxidante, especialmente em músculos Bf, 2,21 mg/100g.

Nas figuras 18 e 19 encontram-se os resultados para as coenzimas Q, tendo em conta a interação entre o grupo de peso e o tipo de músculo.

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Figura 18: Médias das concentrações (mg/100g) para as coenzimas Q9, peso versus músculo.

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Figura 19: Médias das concentrações (mg/100g) para as coenzimas Q10, peso versus músculo.

Os resultados estatísticos revelaram que o peso do animal tem influencia nas concentrações de coenzima Q9 (P<0,05). Pela figura 18 confirma-se que os novilhos com

pesos inferiores a 300 kg apresentaram concentrações superiores, 0,39 mg/100g para Bf e 0,41 mg/100g para Ld, comparativamente aos animais com pesos superiores a 300 kg, 0,35

mg/100g para Bf e Ld. O músculo e a sua interação com o peso não têm influência no teores de coenzima Q9 em novilhos IGP, tabela 5.

A concentração de coenzima Q10 foi apenas influenciada pelo tipo de músculo

(P<0,05), apresentando o músculo Biceps femoris valores superiores de CoQ10, 2,44

mg/100g para animais com peso <300kg e 2,35 mg/100g para animais com peso >300kg.

Nas figuras 20 e 21 encontram-se os resultados para os teores de coenzimas Q, tendo em conta os fatores idade e tipo de músculo.

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Figura 20: Médias das concentrações (mg/100g) para as coenzimas Q9, idade versus músculo.

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Figura 21: Médias das concentrações (mg/100g) para as coenzimas Q10, idade versus músculo.

A idade dos novilhos em estudo, não revelou diferenças significativas quer nas concentrações de coenzimas Q9, quer nas concentrações de coenzimas Q10, figura 20 e 21,

respetivamente. Embora os animais com menor idade, em ambos os músculos, apresentem valores ligeiramente superiores de CoQ, não são suficientes para concluir uma influência dos fatores idade e tipo de músculo nas concentrações de coenzimas Q (tabela 5).

Para as coenzimas Q10, os resultados foram apenas influenciados pelo tipo de

2,35 mg/100g, comparativamente ao músculo Longisimus dorsi, 2,02 mg/100g e 1,77 mg/100g. O conjunto dos fatores idade e tipo de músculo, não revelou ter influência nas concentrações de coenzimas Q, como se pode constatar pelos valores de P da tabela 5.

Nas figuras 22 e 23 encontram-se os resultados para os teores de coenzimas Q, para novilhos de S. Miguel, tendo em conta a raça e o tipo de músculo.

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Figura 22: Concentrações médias (mg/100g) dos teores de CoQ10 para novilhos de S. Miguel, raça versus músculo.

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Figura 23: Concentrações médias (mg/100g) dos teores de CoQ9 para novilhos de S. Miguel, raça versus músculo.

Tabela 6: Significância dos efeitos individuais e das interações dos fator peso, raça e tipo de músculo, consideradas no modelo da ANOVA, para novilhos de S. Miguel

Valor P CoQ9 CoQ10 Raça (R) 0,838 0,369 Músculo (M) 0,524 0,911 Peso (P) 0,145 0,560 RxM 0,129 0,468 PxM 0,546 0,042

Pela análise das figuras 22 e 23 e tabela 6 verificou-se que a raça, o tipo de músculo e a sua interação não teve influência nas concentrações das coenzimas Q9 e Q10 obtidas na

carne dos novilhos de S. Miguel. Através dos gráficos não é possível retirar conclusões concretas sobre o efeito dos fatores.

Nas figuras 24 e 25 encontram-se os resultados obtidos para os teores de coenzimas Q, para novilhos de S. Miguel, tendo em conta o peso e o tipo de músculo.

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Figura 24: Concentrações médias (mg/100g) dos teores de CoQ9, para novilhos de S. Miguel.

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Figura 25: Concentrações médias (mg/100g) dos teores de CoQ10, para novilhos de S. Miguel.

Os fatores peso e músculo, individualmente, não demonstraram influenciar as concentrações de coenzimas Q, nos novilhos de S. Miguel (tabela 6). Contudo, verifica-se que, pela análise das figuras 24 e 25, os novilhos com peso inferior a 300 kg, apresentaram teores de coenzimas Q mais elevados do que novilhos com peso superior.

O resultado da análise de variâncias, tabela 6, sugere uma influência (p<0,05) da interação entre o peso e o músculo, nos teores de coenzima Q10 presentes na carne dos

3. Influencia do solar de produção, raça, tipo de músculo e idade no teor de creatina,