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Y.R. RENOVATION SOCIETE A

Dans le document 01/12/2020 au 31/12/2020 (Page 89-107)

BATIMENT 23 SOCIETE PAR

C. Y.R. RENOVATION SOCIETE A

Considerou-se para este benefício as mesmas tipologias de ocupação do solo urbano con- siderados no subcapítulo anterior.

De acordo com os resultados presentes na Figura 30 (quantidade de água pluvial drenada para a ocupação do solo urbano do tipo residências unifamiliares), estima-se que em ter- mos de melhor capacidade de drenar águas pluviais e diminuir sequencialmente a escor- rência superficial, a Washingtonia filífera, Phoenix dactylifera e a Thespesia populnea são as que menos apresentaram essa capacidade e contribuição. Com isto, facilmente se percebe que nas zonas onde cada uma dessas espécies se encontra, estas poderão atenuar menos os riscos de inundações, pois a capacidade dessas espécies em diminuir a escor- rência superficial é pequena. A Prosopis juliflora é a que mais consegue ajudar a diminuir a escorrência superficial, pois estimou-se que a mesma consegue absorver aproximada- mente 12000 litros de água pluvial por ano para diâmetros de tronco de 70 centímetros, ou seja, cada indivíduo dessa espécie com 70 centímetros de diâmetro de tronco consegue drenar 12000 litros de água por ano.

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Figura 30 – Estimativa da capacidade das espécies em diminuir a escorrência superficial das águas

pluviais para a tipologia de ocupação do solo residências unifamiliares – Fonte: autor

Nos resultados obtidos para as árvores localizadas em ocupações do solo urbano tipo re- sidências plurifamiliares em relação ao potencial diminuição da escorrência superficial das águas pluviais, (Figura 31), observa-se que das duas espécies consideradas para esta tipologia de ocupação, a Phoenix dactylifera, apesar de uma maior variabilidade de diâ- metros de tronco do que a Prosopis juliflora, é a que menos consegue atenuar a escorrên- cia superficial, sendo os valores quase nulos.

Figura 31 – Estimativa da capacidade das espécies em diminuir a escorrência superficial das águas

pluviais para a tipologia de ocupação do solo residências plurifamiliares – Fonte: autor

Na Figura 32 (ocupação do solo urbano por lojas) encontra-se ilustrada os resultados das duas espécies de árvores inventariadas (Prosopis juliflora e Phoenix dactylifera) em re- lação ao potencial, diminuição da escorrência superficial. Nesta, ao contrário da Figura 31 (residências plurifamiliares), observa-se que existe uma maior variabilidade de diâme- tro de tronco para a Prosopis juliflora do que para a Phoenix dactylifera. Mais uma vez, a Prosopis juliflora mostrou ser mais eficiente em relação à absorção de águas pluviais do que a Phoenix dactylifera.

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Figura 32 – Estimativa da capacidade das espécies em diminuir a escorrência superficial das águas

pluviais para a tipologia de ocupação do solo lojas – Fonte: autor

Relativamente aos resultados obtidos e representados na Figura 33 (Superfície Comercial), estimou-se que das espécies analisadas para a ocupação do solo tipo superfícies comerciais, a Azadirachta indica é a que melhor desempenha a função ‘dimi- nuir a escorrência superficial das águas pluviais’. Comparando os resultados representa- dos na Figura 30 (residências unifamiliares) com as da Figura 33 (superfície comercial), constata-se que espécies tais como Azadirachta indica, Tamarindus indica e Thespesia populnea, possuem capacidades de drenar água diferentes. Os resultados estimados na Figura 33 (superfície comercial) são superiores aos da Figura 30 (residências unifamilia- res). Por exemplo, na ocupação por residências unifamiliares a Thespesia populnea con- segue diminuir menos quantidade da escorrência superficial de águas pluviais do que na ocupação por superfícies comerciais. Acredita-se que isto se possa explicar pelo facto de na ocupação do solo tipo Superfície Comercial (Figura 33), as espécies registarem diâ- metros de tronco superiores aos da ocupação do solo urbano tipo residências unifamiliares (Figura 30) embora os resultados não se diferenciarem muito. Desta forma, percebe-se que independentemente do tipo de ocupação do solo urbano em que as árvores se encon- trarem, o principal influenciador em termos de benefícios, é o diâmetro de tronco de cada árvore. Uma árvore com maior diâmetro de tronco consegue drenar maiores quantidades de água e, automaticamente, consegue alcançar maiores volumes de escorrência superfi- cial e proporcionar maiores benefícios.

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Figura 33 – Estimativa da capacidade das espécies em diminuir a escorrência superficial das águas

pluviais para a tipologia de ocupação do solo superfície comercial – Fonte: autor

Como se pode observar os resultados presentes na Figura 34 – correspondente à ocupação do solo tipo Parque/Jardim -, estima-se que um indivíduo da espécie Proposis juliflora com 70 cm de diâmetro de tronco consegue drenar aproximadamente 11500 litros de água por ano, mostrando desta forma, ser a espécie mais benéfica para a função ‘diminuir a escorrência superficial de água pluvial, pois nenhuma das outras espécies conseguiram drenar a mesma quantidade para o mesmo diâmetro de tronco. Em contrapartida, a Was- hingtonia filífera e a Phoenix dactylifera são as que menos benefícios trazem. Para além do diâmetro de tronco, a densidade das folhas também influencia na quantidade de água drenada, pois uma árvore quanto mais folhosa for, maior será o índice de infiltração, pois conseguem armazenar maiores quantidades de água nas folhas, ramos e tronco. Neste caso, acredita-se que a Washingtonia filífera e a Phoenix dactylifera são as que menos proporcionam este tipo de benefício, justamente por serem árvores não muito folhosas e por possuírem diâmetros de copa inferiores às restantes espécies inventariadas, logo, me- nor espaço para armazenar a água.

Figura 34 – Estimativa da capacidade das espécies em diminuir a escorrência superficial das águas

80 A Tabela 2 do Anexo 3 representa então a quantidade de água pluvial drenada por cada indivíduo arbóreo de cada espécie por ano. Na mesma, consegue-se observar com melhor exatidão os resultados obtidos para cada indivíduo.

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