SUPPORT REQUIRED FOR SAFETY MANAGEMENT OF RESEARCH REACTORS, ESPECIALLY THOSE IN
4. REFURBISHMENT OF THE JMTR FACILITY
Este tipo de exercício, descrito em Brazil e Tourinho (2013b), costuma trazer bons resultados pois os alunos se sentem motivados a praticar e executar uma música que teve a participação deles na sua criação, mesmo que, no início, de forma bem superficial. Algumas vezes, a participação dos alunos se limita a dar um título ou dar sugestões sobre a forma, se um trecho deve ser repetido ou não. Mesmo nesses casos, surge um interesse diferente em tocar uma música que foi criada durante a aula, na lousa. Em pouco tempo, os alunos começam a se sentir capazes de sugerir tonalidades, acordes, ritmos, alterações de melodia etc. Na oficina realizada em 2017, foi criada a música Reggae Maneiro que, duas aulas depois de realizada na lousa, foi entregue aos alunos na forma de partitura editada.
A música criada pode englobar a maioria dos conteúdos que foram trabalhados nas aulas e, por conta disso, essa prática acaba se tornando um meio de revisão. Em cada dúvida surgida, é possível retomar um tópico e até sugerir que algum aluno explique ou mostre algo relacionado no instrumento. Em Reggae Maneiro (Figura 46), por exemplo, aparecem os seguintes tópicos que haviam sido abordados em aulas: símbolos de duração, notas na pauta, localização de notas no braço do violão, clave, armadura de clave, fórmula de compasso, indicações de forma musical, andamento, cifras, diagrama de acordes, pestana e mudanças de acordes.
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Figura 46 – Partitura de Reggae Maneiro
Fonte: O autor.
Uma composição impressa também pode dar início a uma atividade bastante produtiva. Ao entregar a partitura aos alunos, o professor pode perguntar: Existe algum sinal ou indicação nessa partitura que vocês não conhecem?. Se algum aluno indicar algo, o professor pode indagar: Alguém na turma sabe o que isso significa? Pode explicar para o seu colega?. Esse olhar inicial e atento dos alunos e a imediata dissolução das dúvidas fará com que ocorram menos interrupções durante a leitura e a execução da peça. Essa é também uma forma de praticar com os alunos esse hábito de analisar uma peça ou parte (voz) de uma e identificar as possíveis dificuldades antes da leitura e tentativa de execução. Isso minimiza a frustração de não conseguir concluir o estudo após a escolha de uma peça, fato que pode acabar sendo atribuído ao instrumento (Violão é muito difícil!) ou a uma incapacidade pessoal (Não sou capaz de tocar violão!) e não a uma escolha equivocada em relação às reais capacidades técnicas e de leitura existentes no momento.
A composição criada em sala traz em si um aspecto afetivo que faz com que os alunos não se recusem a tocá-la, fato que pode acontecer com alguma peça ou exercício que seja
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trazido pelo professor e que, na visão dos alunos, pode ser entendida como uma imposição do gosto do professor. Certamente que os alunos continuarão preferindo as músicas do gosto pessoal deles, afinal de contas é bastante comum gostarmos mais do que já é conhecido, mas é papel do professor fazer com que entendam que aprender um instrumento não é aprender “esta” ou “aquela” música e, sim, ter domínio do instrumento para que possam tocar o que for do gosto pessoal de cada um. Dessa forma, introduzir nessas pequenas composições elementos das músicas de gosto dos alunos acaba resultando bastante produtivo. Se ainda não possuem habilidades para decidir que notas ou acordes serão incluídos, podem sugerir a levada, o andamento e a forma, por exemplo. É comum algum aluno considerar que a música precisa de letra, afinal eles estão mais habituados com esse padrão do que com uma música puramente instrumental. Nada melhor do que sugerir que alguém da turma faça uma letra e, na medida do possível, incorporá-la à música criada. Independente do ritmo da levada ou do fato de ter letra ou não, o professor pode inserir todos os elementos que achar necessários para o desenvolvimento das habilidades que quer ensinar. Essa mistura faz com que a peça, além de ser bem aceita pelos alunos, ainda auxilie efetivamente no desenvolvimento de aspectos técnicos e de leitura. É um ótimo espaço também para que o professor incorpore desafios para os alunos ao longo do processo de criação. Brazil e Tourinho (2013b, p. 638) relatam essa experiência:
Em diversas oportunidades em que essa atividade foi desenvolvida em sala de aula, a versão considerada como definitiva pela turma surgia de forma muito rápida. O que poderia ser um problema se transformava em uma oportunidade de lançar desafios, ensinar novos elementos e isso partindo de algo que já estava tecnicamente resolvido com a versão inicial.
Esses autores afirmam ainda que essas pequenas composições de poucos compassos podem ser desenvolvidas pelo professor e se transformarem em peças de repertório para apresentações.
Por conterem elementos em graus de dificuldade bem ajustados com as habilidades existentes na turma, essas peças se transformam em fontes de experiências exitosas e os desafios propostos também são bem aceitos e enfrentados com disposição para que o resultado musical surja. Uma forma de estimular os alunos diante de uma composição nova é dizer que nunca se saberá o resultado musical dela se não for tocada e, para isso, eles
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precisam vencer as dificuldades de leitura e técnicas ali inseridas. O ambiente criado nesse tipo de prática é, normalmente, bastante leve e os alunos se divertem com o processo. Dessa forma, se eliminam situações de pressão ou estresse que podem surgir diante de uma peça trazida pelo professor e que pode ser encarada como uma obrigação por alguns alunos. Após o amadurecimento da turma e um maior envolvimento com a leitura musical, o professor certamente não encontrará dificuldades em sugerir peças de outros autores para o grupo ou peças solo para algum aluno mais avançado.