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2. ENHANCED NUCLEAR SECURITY REGIME

A escala desenvolvida50 é composta de vinte perguntas onde o aluno deve assinalar, em

uma escala Likert de 1 a 7, o quanto se sente confiante para realizar uma série de ações específicas relacionadas com a leitura musical, de acordo com o exemplo abaixo (Quadro 2):

Quadro 2 – Escala Likert

1 2 3 4 5 6 7 Nenhuma confiança Alguma confiança Confiante Totalmente confiante Fonte: O autor.

As questões foram elaboradas de forma a mapear as habilidades necessárias para uma leitura-execução no violão e foram distribuídas em quatro subescalas: (a) Localização das

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notas na pauta, (b) Identificação do ritmo, (c) Localização das notas no braço do violão e (d) Execução. A escolha dessas categorias se baseou no processo natural de leitura percorrido por um violonista, podendo haver momentos alternados em uma leitura mais fluente, por exemplo, o músico pode já realizar a identificação do ritmo antes de localizar as notas no braço do instrumento. Porém, é possível perceber que muitos alunos cometem erros de ritmo após terem localizado a posição da nota no instrumento. A sequência adotada se aproxima das dimensões sugeridas por Scripp e Davison (1988, p.27) quando desenvolveram um estudo sobre o exercício de solfejo:

Essas dimensões se concentram em três modos de desempenho em uso constante: 1) identificação de nota - decodificação da identidade dos sons escritos através de vários padrões e referências de claves; 2) expressão rítmica - ritmo produzido dentro de várias métricas e usando vários padrões eventualmente ligados à identificação da nota; e 3) expressão da altura - sons produzidos vocalmente com nomes de notas, em referência a centros tonais, e eventualmente combinados com ritmo. (Tradução nossa51)

A subescala Localização de notas na pauta se refere à ação de identificar a altura da nota pelo seu nome, ou seja, olhar a pauta e ser capaz de dizer o nome da nota. Como a iniciação da leitura para o violão é normalmente iniciada pelas cordas soltas, a relação entre a nota grafada e a corda a que se refere também é utilizada como um processo de identificação. Como já foi dito, um aluno pode, antes de lembrar que a nota se chama Mi, relacionar a nota grafada no último espaço superior da pauta com a primeira corda do violão solta. De certa forma, esse também é um mecanismo de identificação de notas na pauta que é aplicado diretamente ao instrumento e é bastante difícil identificar se um aluno pensa primeiro no nome da nota para depois relacionar com a corda solta ou se faz o processo inverso. As questões referentes à essa dimensão são (Quadro 3):

51 These dimensions focus on three performance modes in constant use: 1) note identification—

decoding the identity of written pitches across various patternings and clef references; 2) rhythmic expression—rhythm produced within various meters and using various patternings eventually linked with note identification; and 3) pitch expression—pitches produced vocally with note names, in reference to tonal centers, and eventually combined with rhythm. Below we use the framework to define the performance criteria of each subskill and suggest a three-dimensional parallel sequence of skill integration.

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Quadro 3 – Questões referentes à dimensão Localização de notas na pauta 11. Localizar as notas na pauta e falar seus nomes.

13. Localizar as notas das cordas soltas do violão na pauta. 14. Dizer os nomes das notas abaixo.

16. Dizer os nomes das notas abaixo.

Fonte: O autor.

Quadro 4 – Questões referentes à dimensão Identificação do ritmo 8. Executar o ritmo da seguinte partitura batendo palmas.

12. Executar o ritmo da seguinte partitura batendo palmas.

17. Executar o ritmo da seguinte partitura batendo palmas.

19. Executar o ritmo da seguinte partitura batendo palmas.

Fonte: O autor.

A segunda subescala, Identificação do ritmo, diz respeito à duração das notas e o aluno deve avaliar aqui a sua crença na capacidade de realizar a execução de ritmos sem altura definida com palmas. A opção de se criar essa categoria vem da habilidade bastante usual de se executar o ritmo de um trecho musical apenas ritmicamente, mesmo quando grafado com

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alturas definidas. Isso se faz, na maioria das vezes, quando se busca verificar ou corrigir a dimensão rítmica de um trecho a ser executado. Foram utilizados exemplos que variam de muito simples (apenas semínimas) a um trecho com síncopes e pausas. (Quadro 4)

A terceira subescala (Quadro 5), denominada Localização das notas no braço do violão, se refere à habilidade necessária ao violonista que permite, após identificar a altura da nota a ser executada, posicionar sua mão no braço do instrumento e pressionar o dedo na casa correspondente. Muitas vezes esse processo é o resultado da mistura de várias habilidades como memorização, compreensão do conceito de digitação, relação com as notas anteriormente executadas, digitação de escalas, formação de acordes entre outras. Nesta escala se optou por relacionar com um mecanismo trabalhado no início da oficina e descrito na seção 2.6.1.4 deste trabalho.

Quadro 5 – Questões referentes à dimensão Localização das notas no braço do violão 1. Localizar no violão a nota sol na primeira corda.

3. Localizar no violão todas as notas dó.

5. Dizer o nome das cordas do violão quando tocadas soltas. 7. Localizar qualquer nota musical no braço do violão.

10. Dizer o nome da nota que está na primeira casa da primeira corda do violão. 15. Dizer o nome da nota que está na décima primeira casa da quarta corda. 18. Ao descobrir qual nota está escrita na pauta, localizá-la no braço do violão.

Fonte: O autor.

Optou-se por não incluir imagens de pautas nas questões desta subescala pois isso envolveria duas habilidades: a identificação da nota na pauta e a localização no braço do violão.

A última subescala é a reunião das outras três habilidades que, no final, pode ser enxergada como uma habilidade única, resumindo no que se define como leitura à primeira

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vista. Apesar de ser uma habilidade mais comumente encontrada em músicos experientes, a prática pode ser exercitada desde o princípio do aprendizado. Foi esclarecido de forma contundente o significado do termo “tocar à primeira vista” na entrega do questionário para que os alunos pudessem avaliar a sua crença na capacidade de executar tal tarefa. (Quadro 6)

Quadro 6 – Questões referentes à dimensão Leitura – Execução 2. Tocar, à primeira vista, a seguinte partitura no violão:

4. Tocar, à primeira vista, a seguinte partitura no violão:

6. Tocar, à primeira vista, a seguinte partitura no violão:

9. Tocar, à primeira vista, a seguinte partitura no violão:

20. Tocar, à primeira vista, a seguinte partitura no violão:

Fonte: O autor.

As questões foram distribuídas de forma aleatória visando misturar as subescalas. A versão completa da escala encontra-se no Apêndice P. Foi realizado um pré-teste com alguns alunos da Oficina de Violão da UFBA e não foram encontrados problemas de interpretação das questões pelos respondentes.

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Seguindo as orientações de Bandura (2006), a escala criada visou evitar alguma questão que pudesse estar vinculada a uma perspectiva futura, o que poderia acabar mensurando uma expectativa de resultado e não uma crença na capacidade de realizar a atividade no momento da resposta. Essa possibilidade de que o aluno tenha pensado na expectativa de resultado acabou ocorrendo na última questão dos questionários aplicados no piloto. Esse cuidado foi tomado e as explicações prévias procuraram ser bastante claras, pois os jovens iniciam um curso de violão com muitas expectativas e isso poderia, de certa forma, influenciar as respostas. Bandura (2006, p. 312-313) afirma que

Instruções preliminares devem estabelecer a mentalidade adequada que os participantes devem ter ao avaliar a força da crença em sua capacidade pessoal. As pessoas são convidadas a julgar as suas capacidades operativas a partir de agora, não as suas capacidades potenciais ou suas capacidades futuras esperadas. É fácil para as pessoas imaginar serem totalmente eficazes em um futuro hipotético.

Um dos problemas que existiam na elaboração desta pesquisa era o fato de que o instrumento de medição seria aplicado em alunos iniciantes, ou seja, que não possuíam conhecimentos prévios sobre a maioria dos conteúdos a serem ensinados e que estavam presentes nas questões propostas na escala. Partindo desse pressuposto, era possível que a maioria dos alunos apresentassem uma baixa crença na sua capacidade de realizar uma ação pelo simples fato que não possuírem qualquer conhecimento sobre o assunto. Por outro lado, parecia certo que essas crenças aumentariam a partir do momento em que tomassem contato com os conteúdos, em especial as linguagens na pauta e cifrada. Podia se considerar também que os alunos já possuíam algum conhecimento prévio do que seja uma partitura ou uma cifra por serem adolescentes e, na sua maioria, terem acesso a internet. Se violão e música são temas de interesse dos alunos, pode-se supor que tenham algum conhecimento sobre a existência das formas de registro. Soma-se a isso o fato de que o CEDMN convive, cotidianamente, com alunos de música tocando pelos corredores e escadas, portando instrumentos e partituras. Ocorrem também, no espaço do colégio, frequentes apresentações dos alunos e grupos musicais da instituição.

O conhecimento prévio sobre um conteúdo específico é um dos fatores que influenciam diretamente os índices de crença de autoeficácia. Gonçalves e Araújo (2014) realizaram uma

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pesquisa em uma Instituição de Ensino Superior (IES) do Estado do Paraná e constataram, por exemplo, que a quantidade de tempo de estudo de música anterior ao ingresso na IES era diretamente proporcional a um maior escore na medição de crenças de autoefícácia.

De qualquer forma, Bandura (1997) afirma que a “autoeficácia percebida não é relativa ao número de habilidades que se tem, mas com o que você julga poder fazer com o que você tem, sob uma variedade de circunstâncias.” Diante disso, optou-se por aplicar a escala de medição após um pequeno período de aulas para que os alunos pudessem ter um nivelamento mínimo em conceitos básicos. Foi escolhida a terceira aula para aplicação da escala mas, em função de algumas paralisações, a mesma foi aplicada ao final da quarta aula.