VERS ADULTES
4. REACTION Q'E.FOETIDA A LA PRESENCE DE LARVES DE
Conforme mencionado na seção 4.2, a avaliação semântica dos itens da Escala de
Estratégias de Aprendizagem no Trabalho de Brandão (2008) implicou em alterar a redação
de quase dois terços dos seus itens. Em vista disso, tornou-se fundamental submetê-la à avaliação psicométrica. Inicialmente, foram realizados cálculos da proporção de participantes por item, conforme recomendado por Hair e cols. (2005), Laros (2005), Kvanli e cols. (1996),
Pasquali (1998, 2005 e 2006), Tabachnick e Fidell (1996). Contando com 634 casos válidos, obteve-se a proporção de 21,9 participantes por item, o que confirma o alcance desse pré- requisito.
Em seguida, verificou-se normalidade da distribuição pelos testes Kolmogorov-
Smirnov e pela análise dos coeficientes skewness (simetria) e kurtosis (curtose), sendo estes
dois últimos calculados sobre o escore Z das variáveis ao nível de significância p<0,05, conforme recomendado por Neiva e cols. (2007), além da inspeção dos gráficos Normal Q-Q
Plot.
Para avaliar a pertinência da fatorização, realizou-se inspeção da matriz de correlações item/item, que revelou correlação positiva em 46% das variáveis com o coeficiente de Pearson oscilando entre 0,30 e 0,815, sendo este último encontrado na correlação entre dois itens da estratégia reflexão: “Tento conhecer como as diferentes áreas da Empresa estão
relacionadas entre si” e “Tento compreender como as diferentes áreas da Empresa
influenciam a execução do meu trabalho”).
Inicialmente, foram utilizados os mesmos parâmetros adotados em Brandão (2009): cinco fatores, método de fatoração dos eixos principais (Principal Axis Factoring – PAF, com rotação oblíqua Promax); carga fatorial mínima por item de 0,30. Com esses critérios, os resultados obtidos indicaram adequabilidade da amostra e boa fatorabilidade do instrumento segundo o coeficiente Kaiser-Meyer-Olkin (KMO=0,913).
Quanto ao número de fatores, o scree plot (Figura 3) evidencia quatro fatores que explicam 55,63% da variância acumulada da escala.
Figura 3: Scree plot da análise fatorial da Escala de Estratégias de Aprendizagem
A estrutura fatorial com quatro fatores e carga fatorial mínima de 0,30 não se apresentou como uma boa solução, pois quatro itens se agruparam em dois fatores simultaneamente (carga compartilhada), além de misturar itens de estratégias comportamentais com itens de estratégias cognitivas em um único fator (Anexo VII).
Diante disso, gradualmente o critério de carga fatorial mínima foi sendo aumentado até que, ao atingir 0,40, obteve-se estrutura fatorial mais consistente, também com quatro fatores teoricamente distintos, exceto quanto ao item “Para melhorar a execução do meu trabalho, procuro compreender melhor cada procedimento e tarefa” (cognitivo) que se apresentou agrupado com itens comportamentais no Fator 3. Nessa estrutura, os quatro fatores explicam 51,18% da variância acumulada da escala. As comunalidades correspondentes estão demonstradas no Anexo VIII.
Na Tabela 13, apresentam-se os itens que foram eliminados da estrutura fatorial em função de terem apresentado cargas fatoriais com valores absolutos inferiores a 0,40:
TABELA 13
Itens eliminados na validação fatorial da Escala de Estratégias de Aprendizagem
Nº Itens Eliminados Estratégia
1 Busco aprender colocando em prática novos conhecimentos e habilidades Aplicação prática 2 Critico a execução do meu trabalho tentando compreendê-lo melhor Reflexão extrínseca 3 Consultando informações disponíveis na Intranet, busco compreender melhor as atividades que executo no trabalho Busca de ajuda em material escrito 4 Aprendo, na prática, por tentativas sucessivas a utilizar novos sistemas Aplicação prática 5 Testo novos conhecimentos aplicando-os na prática do meu trabalho Aplicação prática
6 Visando obter informações importantes para executar meu trabalho, consulto a Internet
Busca de ajuda em material escrito 7 Experimento, na prática, novas formas de executar o meu trabalho Aplicação prática
O Fator 1 apresentou um Alfa de Cronbach de 0,912, considerado por Pasquali (1998 e 2006) um indicador que representa excelente consistência interna dos itens, capaz de explicar 32,70% da variância da escala (Tabela 14).
TABELA 14
Fator 1: Reflexão intrínseca e extrínseca
Nº Variáveis Carga
fatorial H fatorial
1 Tento conhecer como as diferentes áreas da Empresa estão relacionadas entre si 0,918 0,918 2 Tento compreender como as diferentes áreas da Empresa influenciam a execução do
meu trabalho 0,855 0,855
3 Busco compreender as relações entre as demandas feitas por outras áreas da Empresa e
a finalidade do meu trabalho 0,822 0,822
4 Procuro compreender como meu trabalho está relacionado com os resultados obtidos pelas diferentes áreas da Empresa 0,749 0,749 5 Busco compreender como diferentes aspectos do meu trabalho se relacionam 0,718 0,718 6 Quando executo meu trabalho, penso em como ele está relacionado à missão e
estratégias da Empresa 0,643 0,643
7 Procuro compreender como novos conhecimentos e informações interferem na maneira
como eu realizo o meu trabalho 0,496 0,496
8 Para melhorar a execução do meu trabalho, reflito sobre como ele contribui para
atender às expectativas dos clientes 0,463 0,463
O Fator 2 apresentou Alfa de Cronbach de 0,847, considerado por Pasquali (1998 e 2006) um indicador que representa boa consistência interna dos itens, explicando 8,30% da variância da escala (Tabela 15).
TABELA 15
Fator 2: Busca de ajuda interpessoal
Nº Variáveis Carga
fatorial
1 Consulto colegas de trabalho mais experientes quando tenho dúvidas sobre algum assunto
relacionado ao meu trabalho 0,845
2 Busco ajuda dos meus colegas quando necessito de informações 0,843 3 Peço ajuda aos meus colegas de equipe quando necessito aprender algo sobre meu trabalho 0,766
4 Quando tenho dúvidas sobre uma tarefa ou atividade, consulto colegas de outras áreas da
empresa 0,580
5 Procuro obter novos conhecimentos e informações consultando colegas de outras equipes 0,539
O Fator 3 apresentou Alfa de Cronbach de 0,697 e explica 5,63% da variância da escala (Tabela 16). Nos resultados obtidos por Brandão (2008) e Pantoja (2004), o item de nº 3 pertence à estratégia Reflexão intrínseca e extrínseca.
TABELA 16
Fator 3: Busca de ajuda em material Escrito
Nº Variáveis Carga
fatorial
1 Lendo livros, manuais, apostilas e outros documentos, procuro adquirir novos
conhecimentos no trabalho 0,697
2 Para melhorar a execução do meu trabalho, consulto manuais e outros materiais que
descrevem procedimentos e atividades 0,630 3 Para melhorar a execução do meu trabalho, procuro compreender melhor cada procedimento
e tarefa 0,572
4 Quando tenho dúvidas sobre uma tarefa ou atividade, procuro ajuda em publicações,
informativos, fascículos e relatórios editados pela Empresa 0,489 5 Para melhorar a execução do meu trabalho, busco memorizar normas, leis, instruções,
pareceres jurídicos 0,434
O Fator 4 (Tabela 17) apresentou Alfa de 0,70 e variância explicada de 4,55%.
TABELA 17
Fator 4: Reprodução
Nº Variáveis Carga
fatorial
1 Executo meu trabalho sem refletir sobre quais são exatamente os seus objetivos. 0,670 2 Realizo minhas atividades de trabalho como se estivesse no "piloto automático" 0,619 3 Realizo minhas atividades de trabalho sem refletir porque elas são necessárias 0,601 4 Executo meu trabalho sem questionar normas e procedimentos necessários 0,548 5 Visando executar melhor meu trabalho, busco repetir automaticamente ações e
procedimentos memorizados 0,482
6 Para melhorar a execução do meu trabalho, procuro seguir sempre os mesmos
procedimentos 0,419
A estrutura da Escala de Estratégias de Aprendizagem, após a validação fatorial, apresentou quatro fatores teoricamente distintos e 24 itens no total. O maior valor do
coeficiente Alfa de Cronbach foi apresentado pelo Fator 1; o segundo maior valor corresponde ao Fator 2. Comparados entre si, os coeficientes dos fatores 3 e 4, próximos, apresentaram discrepância quando comparados com os coeficientes dos fatores 1 e 2.