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A definição do termo e-Liderança, liga-o, inevitavelmente, ao processo das Tecnologias da Informação Avançadas (ver Cap. IV, secção 4, ponto 2.1. Definição).

E-Liderança está associada à certeza que os líderes organizacionais devem recorrer à tecnologia, para promover estruturas facilitadoras e promotoras de confiança nos membros das equipas virtuais, Avolio et al., (2000).

Esta secção irá abordar alguns dos aspetos relacionados com a importância e necessidade do uso da tecnologia assim como o conceito de tecnologia colaborativa, Chen et al., (2007), que dá suporte às redes colaborativas e de conhecimento virtual, à dinâmica de grupo e às ferramentas Web que se encontram presentes e inseridas nos ambientes virtuais colaborativos em que o e-Líder e as e-Teams devem desenvolver os seus projetos.

A necessidade de sistemas de software adequados, capazes de promover a colaboração virtual entre elementos geograficamente dispersos, para um uso eficaz da tecnologia, é uma realidade e um desafio às novas gerações de e-Líderes, Bishop et al. (2010), Danowski (2010), Pretzel et al. (2010), Karpova et al. (2009), Chen et al. (2007), Zigurs (2003), Jarvenpaa & Tanriverdi (2003), Peña-Mora et al. (2000). Estes sistemas deverão ser, igualmente, capacitados para armazenar e gerir toda a informação e conhecimento gerados pelas equipas virtuais/grupos de trabalho.

Este enquadramento reconhece a tecnologia como um denominador comum, enquanto forma como é utilizada para o estabelecimento dos relacionamentos 1:1 (um para um) e 1:M (um para muitos), entre e-Líder(es) e membros da(s) equipa(s) virtuais, na persecução dos objetivos de liderança.

É aceite, comummente, que os objetivos de liderança não mudaram, DasGupta (2011), Johnson (2010), Avolio & Kahai (2003), Avolio et al. (2000), mas que o e-Líder, passou a ter de os conseguir atingir através da utilização/exploração de meios eletrónicos.

Peña-Mora et al. (2000) defendem que, a colaboração virtual em equipas geograficamente dispersas, deve ser conseguida através de uma plataforma de trabalho baseada no modelo de interação de grupo, na teoria social da comunicação, na teoria da negociação e em conceitos distribuídos de inteligência artificial.

Para o conseguirem, propõem a utilização de uma plataforma com arquitetura de videoconferência distribuída, que permita gerir a interação virtual entre elementos. A tecnologia em causa deve suportar interações multimédia, em redes de computadores remotos, e conter riqueza de interação entre os membros da e-Team.

Esta riqueza de interação é fundamental para se conseguir um ambiente e um espaço de atuação, capaz de suportar rapidez e qualidade de feedback, variedade de canais de comunicação, personalização do ambiente, utilização de mais do que uma língua em ambientes multiculturais, capacidade de registo e processamento de informação e geração

de conhecimento, Bishop et al. (2010), Zigurs (2003), Jarvenpaa & Tanriverdi (2003), Peña-Mora et al. (2000).

A liderança de equipas virtuais, segundo Zigurs (2003), é expressa através de tecnologia. Por este motivo os líderes devem explorar e saber fazer o uso mais adequado da tecnologia tendo em vista a sua exploração da forma mais eficaz e competente. A perspetiva de riqueza tecnológica tem duas vertentes, em termos de meios multimédia:

- O transporte e troca de informação associado à compreensão dessa mesma informação; - A convergência representativa do desenvolvimento da compreensão do conhecimento partilhado, no seio da equipa virtual;

O aparecimento de um novo tipo de estrutura técnica, representada na própria tecnologia e que se identifica como a estrutura em rede de conhecimento virtual que o e-Líder tem de suportar, Jarvenpaa & Tanriverdi (2003), sugere que os recursos da rede de conhecimento enquanto «condutores de desempenho da empresa», são hoje mais importantes que os recursos físicos e financeiros da mesma.

As organizações, face à evolução para modelos de economia global, encontram-se numa fase de transição em que a liderança tende a «largar» os modelos hierárquicos, adaptando-se a estruturas de liderança partilhada. Nestas estruturas a horizontalidade é vista como forma de facilitar o fluxo de conhecimento, nos atuais ambientes virtuais suportados na Web e onde as empresas promovem e adquirem fontes de conhecimento complementares, através da criação de redes de clientes, fornecedores e parceiros de negócio, entre outras formas de participação possíveis no ciberespaço.

Estas redes de inovação colaborativas, suportadas pela Web, têm grande potencial colaborativo e podem ser exploradas de forma estratégica e sustentável, Pretzel et al. (2010), Danowski (2010), Jarvenpaa & Tanriverdi (2003).

Neste ambientes,

«e-Liderança pode ocorrer em qualquer nível hierárquico numa organização e

pode envolver interações um-para-um e um-para-muitos dentro e ao longo de grandes unidades e organizações.», Avolio et al., (2000:617).

A importância da tecnologia, como suporte e meio de apoio às equipas virtuais ao nível da colaboração virtual, comunicação mediada por computador e trabalho de equipa, é vital para a resolução de problemas complexos, Karpova et al. (2009). O e-Líder deve recorrer a ferramentas digitais, integradas na rede adotada, que o ajudem à compreensão e ligação de todos os elementos da e-Team, Bishop et al. (2010).

Karpova et al. (2009), esclarecem que a utilização da tecnologia pelas equipas virtuais, numa fase de treino e aprendizagem de como intervir em ambientes virtuais colaborativos, ajuda a maximizar e potencializar a capacidade das equipas globais facilitando a integração em equipas geograficamente dispersas.

Estas equipas globais enfrentam desafios tais como a falta de sinais não-verbais e as diferenças horárias, mas são-lhes reconhecidos alguns benefícios, implícitos na articulação das oportunidades para usar e potenciar a tecnologia, na ampliação da perspetiva de cada elemento da equipa e na comunicação com pessoas de culturas diferentes.

O foco nas plataformas e sistemas suportados em tecnologia colaborativa permite, às equipas virtuais, a exploração da dinâmica de grupo baseada na Web e o acesso a suportes de decisão em grupo. As organizações, para se tornarem ágeis num ambiente globalizante, devem evoluir para uma estrutura de equipas virtuais. A colaboração, enquanto atividade, envolve o trabalho conjunto de equipas virtuais em processos de negócio, partilhando informação e tomadas de decisão. Chen et al. (2007), lembram que as equipas distribuídas só podem realizar tarefas críticas se apoiadas pela tecnologia adequada à tomada de decisão.