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Radionuclide activity calibrators

4. EQUIPMENT

4.6. Radionuclide activity calibrators

Entrevista feita com Mira Silva – Diretora Geral do programa Aprovado Realizada em 21 de outubro de 2009

Duração: 40' 00''

ESTHER VÁSQUEZ - Quem faz a produção atualmente do Aprovado é a Bahia cinema e

vídeo?

MIRA SILVA - É a Bahia Cinema e Vídeo.

EV – Qual é seu envolvimento com essa produtora?

MS – A produtora é essa, aqui, onde você está; onde eu estou. Faz parte da Rede Bahia. É um departamento da Rede Bahia, a Bahia Cinema e Vídeo. E é a Bahia Cinema e Vídeo que é responsável pelo conteúdo do Aprovado. Na verdade toda a produção fica aqui na Rede Bahia. EV – Até o ano passado quem fazia essa produção era a ABAÍS. Era isso?

MS – Não. Na verdade era uma produção casada. Algumas coisas eram feitas pela gente aqui e outras eram feitas lá na ABAÍS. Uma grande parte feita lá e assim a gente ficava... a gravação toda foi toda feita aqui na Rede Bahia e aí a gente ficavam com uma parte e eles ficavam com outra. Era casada. Aí a partir desse ano a produção ficou 100% feita pela gente aqui na Rede Bahia.

EV- A Bahia Cinema e Vídeo também produz o site?

MS - O site também. O site do Aprovado também é feito, aqui, por uma empresa da Rede Bahia que é a mesma que faz portal iBahia que é o iBahia, na verdade.

EV – E, agora, essa produtora faz todo o conteúdo do Aprovado? Toda as escolha de temas, de pessoas e artistas?

MS - É. A escolha de fontes, quem vai ser entrevistado, os artistas é feita aqui. Claro, que aí Portugal, hoje, funciona também na função de coordenador pedagógico do programa então ele, também, sugere vários temas. Vários temas são sugeridos por ele, na verdade, a maioria dos temas é sugerido por ele. Na hora em que ele sugere os temas, ele sugere também alguns entrevistados porque também já está trabalhando com isso há nove anos então... e aí a gente complementa a outra parte também com outros convidados e tal e aí a gente faz o outro o resto do programa, quer dizer a outra parte toda: pesquisa, produção, marcação, matéria, idéias de matéria. Tudo, tudo, tudo é feito pela gente.

EV – O tipo de estrutura e cenário também? MS - Tudo feito pela gente.

EV – Eu tenho observado, à medida que assisto os programas, que esse ano começou com a idéia de debate e o aluno aparece menos. Isso é alguma estratégia de ação? Como é que é

isso?

MS - Na verdade, não é que o aluno apareça cada vez menos. Até o ano passado o programa era voltado especificamente para o vestibular e como hoje a gente sabe que o vestibular vem mudando cada vez mais e vem perdendo aquela coisa do vestibular tradicional como era antigamente. Aí o conselho editorial, o pessoal daqui da Rede Bahia percebeu que talvez melhor abrir o programa pra uma revista de conhecimento.

A gente percebeu, como o vestibular mudou que a gente precisa mudar também abrir o nosso raio de ação. Aí a gente está migrando para uma revista de conhecimento onde a gente trata diversos assuntos. O vestibular também incluído nesses assuntos. O vestibular se você perceber nos temas, o vestibular geralmente fica uns 30% do programa ainda está focado em temas voltados para o vestibular, certo? Então o programa não mudou tanto e aí a gente... O ano passado a gente já não tinha os alunos no estúdio, os alunos já vinham via monitor aqui e tal. Aí esse ano a gente também traz o alunos via monitor só que com menos frequência do que o ano passado e os outros anos. A gente optou por trazer vários especialistas onde eles vão estar falando sobre temas, vão estar dando dicas também para o aluno. Você vê, se você assiste o programa você percebe que o discurso de Portugal é todo voltado para o aluno da rede pública, pra as pessoas que estão ali, que vão fazer o vestibular. Então de uma forma ou de outra, não é que a ausência do alunos perde essa ligação do aluno. Na verdade, a gente não fala só para o aluno, hoje. A gente fala para o jovem. O jovem empreendedor, o jovem que está começando a carreira, o jovem que já está no mercado de trabalho até já traz um pouco essas experiências também nortear o caminho de outros jovens.

EV - No caso o público alvo se expandiu.

MS – Expandiu, expandiu. Não é só o jovem que vai entrar na universidade é jovem que vai entrar, é o jovem que já entrou. É o jovem que jpa está no mercado de trabalho. É a pessoa que está fazendo pós-graduação que a gente, as vezes, traz informações sobre os cursos também, sobre as áreas. Eu acho que a gente abriu mais o foco do programa

EV – Qual é o retorno de imagem que o programa traz para a TV Bahia? MS – Em que sentido você fala isso?

EV- Eu queria saber tanto o retorno financeiro, qual o lucro que a Rede Bahia tem com o

Aprovado quanto o retorno de imagem pra Rede Bahia, se isso agregar valor à Rede Bahia

de alguma forma por ser um programa educacional, ou de alguma forma diferente.

MS - Eu não poderia te dizer o retorno financeiro porque, na verdade, não é o meu trabalho. Eu sou a diretora do programa e a parte financeira não fica comigo mas o retorno de imagem eu diria assim que é o melhor possível porque afinal nós somos a única filiada da Rede Globo que tem um programa de educação no país. E assim, pra Rede Bahia... A Rede Bahia entende como sendo uma coisa importantíssima. Não é importante só porque tem um retorno, importante porque a gente está falando e está passando um conhecimento bacana sobre educação sobre conhecimento porque a gente sabe como a escola, hoje, e como a educação, hoje, é muito deficitária e assim a gente ser um programa assim... O nível de conteúdo que o Aprovado tem que preza pela qualidade mesmo, que preza pela qualidade da informação, eu acho que -não é só porque é um programa da Rede Bahia mas eu acho que é um programa importante pra televisão brasileira. Eu acho que a televisão carece mesmo, a TV aberta, carecem de programa

que foquem no conhecimento, no conteúdo e eu acho que o Aproado preenche bem essa lacuna. EV – Qual é a média de audiência do programa?

MS – A meia de audiência é... geralmente ficamos de 9 a 10 pontos no horário mas, assim, há nove anos somos líder de audiência. Estamos no cômodo lugar de sermos líderes de audiência inclusive, e fazemos um programa de educação e que possivelmente, teoricamente a gente sabe que não é, infelizmente, pra nossa nossa população não seria um programa que atraia tanto mas a gente tem esse cômodo lugar de líderes de audiência aí há nove anos. A gente já chegou até a 15 pontos. Teve programas que chegaram a 15 pontos de audiência e assim, a concorrência as vezes está a 2, a 3 pontos e pra gente é uma coisa assim é maravilhoso porque você está com um programa falando de educação, falando de educação de qualidade, falando de uma forma bem assim às vezes até didática e você tendo esse retorno do público na Bahia inteira porque assim a gente passa em quase todo o Estado, a cobertura da Rede Bahia passa em quase todo estado e assim pra gente, pra equipe do programa é muito gratificante isso.

EV – Existe patrocinador do programa.

MS - Se você assiste o programa, tem patrocinador sim. Hoje, tem o patrocínio do Governo no Estado através da Secretaria de Educação que já é uma prova que realmente o programa é bacana porque eu acho que - claro Secretaria de Educação ele não estaria empenhada, envolvida, e já tem um tempão que ela patrocina o programa. Tem a da Secretaria de Educação e da FTC que é uma faculdade particular.

EV – A Petrobrás entra como algum recurso financeiro no programa?

MS – A Petrobrás já patrocinou. O ano passado ela esteve com o programa durante 6 meses patrocinando o programa.

EV - Todo o pessoal que trabalha no programa Aprovado é vinculado à Rede Bahia?

MS - Sim. Todo mundo. Todo os funcionários, a produção, a direção, os cinegrafistas. Toda a estrutura do Aprovado é de responsabilidade... O corpo funcional, na verdade, do Aprovado é de responsabilidade da Rede Bahia. Só o apresentador que aí é outra negociação e é feita à parte porque é pessoa jurídica. As demais pessoas que trabalham no programa são todos funcionários da Rede Bahia.

EV - Quanto tempo demora pra um programa ficar pronto?

MS - É um cálculo, às vezes, difícil de fazer porque o quê que acontece quando a gente trabalha com um programa de linha que é a chamada... - são esses programa que estão na grade o tempo todo, não são aqueles esporádicos que entram e saem - então a gente nunca para de fazer o programa. Quando eu termino, quando eu descarrego um eu já comecei antes a fazer o próximo. O programa, hoje, tem mais ou menos, às vezes, tem 5 matérias e aí essas matérias são gravadas bem antes, são editadas antes e tal e aí entre uma gravação, uma edição de uma matéria de 5 minutos mais ou menos assim; se a gente for contar por cima, eu acho que a gente leva... Tem matéria que e a gente leva, às vezes, 4 horas pra gravar, em torno. Uma matéria simples vamos dizer. Porque tem matérias que a gente passa vários dias porque elas são feitas em várias etapas.

Então ela passa a ter 4 a 5 horas pra gravar e depois a gente passa uns dois dias e meio pra editar e ainda tem, se for pra arte, ainda tem um outro processo. Se for contar arte e tal... Então a gente leva só em uma matéria aí a gente leva em torno de quê? Umas 72 horas ou mais pra poder editar.

O programa é um programa de 50 minutos e eu levo assim, pra finalizar o programa - que aí as matérias já estão editados; é só a parte de estúdio e montar todo o programa,- eu levo o quê? Uns quatro dias. Três dias e meio. É o que a gente leva hoje pra poder montar até descarregar e entregar pra o setor que coloca no ar o programa. Mais ou menos isso.

Mas aí eu não estou falando em pré-produção, ainda tem a pré-produção, reunião de pauta. Tudo faz parte do programa. Eu estou dizendo que é uma coisa difícil de contabilizar, pra te dizer assim “ah! Eu levo um programa inteiro – eu levo o quê? - dez dias.” Eu não sei porque assim, é difícil. Porque daqui a pouco a gente tem reunião de pauta. Aí na reunião de pauta a gente, tanto trata do programa que está na ilha quanto, trata do programa que vai gravar. Dos próximos e tudo, vai montando. Então é uma coisa difícil de você contabilizar mesmo. Dizer dez, doze, cinco dias. Eu não saberia te dizer exatamente. Eu sei que é muito tempo pra botar um programa de 50 minutos no ar. Isso eu sei.

EV – Qual é o encaminhamento de produção do programa?

MS - No caso do Aprovado – porque cada programa tem as suas especificações - no caso do Aprovado é assim, parte do tema central. A gente tem um tema central do programa, a partir do start – porque a gente define 'o tema será esse' – aí tem o tema depois tem a reunião de produção pra definir quem serão os convidados, quem serão os convidados principais, a platéia, quais são as matérias que estarão naquele programa, que matéria a gente vai costurar o programa porque tem matéria que as vezes não tem nada a ver com o tema – tem outro foco – Então a gente define nessa reunião. Aí depois, esse esqueleto do programa - vamos dizer assim - a estrutura passa pra produção e aí a produção vai contatar os entrevistados, fazer pesquisa de conteúdo sobre o tema, fazer pesquisa sobre cada entrevistado, quem são eles, o que é que eles falam. Aí marca com todo mundo. Daí (é o que a gente chama de espelho), é o espelho do programa, aí passa pra mim, que sou diretora do programa, esse espelho, e através desse espelho eu escrevo o roteiro do programa. Quer dizer, o quê que vai entrar no primeiro bloco, no segundo, no terceiro. É um pouco visualizar o programa antes de ele ser gravado que é o roteiro do programa. Esse roteiro é encaminhado para as pessoas, toda a produção e mais o apresentador e aí a produção marca o dia da gravação. No dia da gravação, tem o receptivo dos convidados e também tem a parte musical que também faz parte desse processo. E aí vem a gravação que você já acompanhou aqui e você vê mais ou menos como é que funciona. Aí a gente vai pra o estúdio grava em torno de 1h e 20min, 1h e 20min de gravação e tem toda uma estrutura: montagem de estúdio, montagem de cenário. Tem o pessoal da técnica envolvida, o pessoal de cinegrafista, assistente, operadores, tem toda uma equipe que está no momento da gravação. E aí após gravado, é encaminhado pra ilha de edição onde a gente faz a finalização dele. A finalização todinha e aí leva a quele tempo que eu lhe falei de uns três dias e meio, 4 pra finalizar essas matérias. E ele vai ser exibido. Ainda tem a chamada e tal, de divulgação do programa pra vê o quê que vai ter.

EV – Como são escolhidas as fontes? Tem algum critério?

MS – Tem critério sim. Critério tem. Porque assim, como a gente está falando de um programa de educação é obvio que quando a gente define um tema que a gente vai pensar quem são as

pessoas, a gente sempre tenta trazer o melhores que temos; as pessoas que vão falar com mais propriedade sobre aquele tema e que vão passar o melhor conteúdo pra população. Então é claro quando a gente está ali pensando aí vem um nome ou outro. Dá uma pesquisa na internet. Pede também a outros convidados que já vieram no programa indicações de outros. E aí a gente vai montando essa estrutura, mais ou menos, do quê a gente imagina que vai enriquecer mais o programa. É mais ou menos assim.

EV - Quanto custa pra Rede Bahia um programa com matéria fora do estúdio e com todo esse processo que você me descreveu?

MS - É isso que eu estou te dizendo. Eu sou diretora de conteúdo do programa. Faço a direção geral. A parte financeira e de custo você teria que entrevistar o pessoal do financeiro, o pessoal de marketing que são eles que são responsáveis, na verdade, que tem essa conta final. Por exemplo, essa conta final eu não tenho como te dizer.

EV -O programa Aprovado entra nas cotas de programas educacionais e de ciência da Rede Globo?

MS - Entra. Ele é como eu te disse. A TV Bahia é a única filial de Rede Globo que tem um programa de educação e ele entra linha educacional tanto que é dia de sábado, de manhã e tal. E assim é um dos melhores horários porque às vezes os programas de educação, não só na Rede Globo, eu acho que nas outras emissoras, geralmente são programas muito cedo, assim que tenha esse foco. A programação ela é fatiada como qualquer outro. Aí tem os programas... futebol, entretenimento, vai passando... Tem um escalonamento e aí o Aprovado ele tem um horário que a gente reclama, que a gente que faz gostaria que fosse mais tarde mas esse é um horário bom pra um programa educacional porque afinal é as 8 horas da manhã, é exatamente voltado pra aquele público.

EV - Você acha que o Aprovado é um programa de educação ou de divulgação científica? MS - Eu acho que pode ter divulgação científica no Aprovado, aliás tem. Agora mesmo a gente está fazendo um matéria com jovens cientistas. Então é uma matéria que passa por essa parte mas eu acho que uma coisa – não sei... na minha opinião – uma coisa não está dissociada da outra. Não é educação X desenvolvimento científico. Eu não acho. Eu acho que uma coisa está dentro da outra. Quando eu estou falando de desenvolvimento científico eu estou falando de educação. Quando eu estou divulgando a ciência eu estou falando de educação mas nem sempre quando eu estou falando de educação eu estou falando de ciência porque eu posso falar de educação assim, educação não é... não tem outra. Eu posso estar focando no ensinamento, no desenvolvimento tecnológico, posso estar falando de etiqueta que passa pela questão educacional né? Eu posso estar falando de ética que também passa por educação. Então eu acho que uma coisa não está dissociada da outra. Eu acho que o Aprovado fala sim.

EV - Como você vê a divulgação científica na TV?

MS - Quando você fala em divulgação científica são as descobertas? Pesquisa?

Biológicas, das Ciências Humanas... Essa é a minha visão e eu não queria que isso permeasse a sua.

MS - Deixa eu te dizer, hoje, - você está falando de TV aberta não é isso?

EV - Exatamente

MS - Então, que se for nessa linha que você está falando, de ensinar e tal. Da divulgação da Ciências Biológicas, Química, Física, tam-ram-ram... O bê-a-bá da coisa, da coisa mais didática, eu acho realmente que não tem não.

EV - Não necessariamente didática.

MS - Eu não conheço toda a grade de programação das emissoras. Não tenho assim propriedade pra te dizer d todas as emissoras e nem assim a grade de emissoras regionais. Por exemplo, eu não sei mas hoje eu acho que tem muito mais na nossa grade de programação aberta, muito mais entretenimento pelo entretenimento do que ensinamento, conhecimento. Preocupação pra passar um conteúdo mais digamos assim, um conteúdo mais disputado eu diria. Eu acho que a televisão brasileira carece disso. Eu acho que é uma ferramenta fantástica, até porque, infelizmente, a nossa educação é pautada, um pouco, pela televisão e hoje esses nossos jovens criados e tal assistem muita televisão. Então que bom se tivéssemos uma televisão que fosse, pelo contrário, que tivesse entretenimento, claro. Porque o jovem gosta de ter essa coisa mas que se preocupasse também com a qualidade do que se está se passando para os jovens. Eu acho que, hoje, a gente tem hoje muito do entretenimento pelo entretenimento. Eu acho que tem muito pouco. Eu gostaria que tivesse mais conhecimento, mais ciência, desse jeito que você está falando ai porque eu não sabia te dizer.

EV - E aí voltando, pra você o que é ciência?

MS - Eu não vou saber te responder essa pergunta assim direto entendeu? O que é ciência? Eu não vou saber. Não desse jeito que você está me perguntando eu não te dizer. Se for desse outro modo que você está me dizendo é isso aí. Agora, ciência; o que é ciência: não.

EV- Se pra você, ciência engloba um leque das ciências humanas tanto geografia, história, psicologia, ou se ciências pra você é um conteúdo mais relacionado por exemplo a biologia, química, física. Ou se ciência não perpassa por essa dualidade. Não é essa divisão. É uma outa coisa.

MS - Eu não separaria não. Eu não separaria a ciência da biologia, química, física, não. Pra mim... Eu não tenho essa separação na minha cabeça não. Você só faz pergunta difícil... (risos) EP-(risos) Eu aí de um assunto e fui direto paro outro. Desculpa.

MS - Eu não consegui entender assim Eu não consegui entender direito não.

EP – Como são escolhidos os temas?

MS- Eu já te disse. Os temas passa um pouco por isso Portugal sugere muitos temas e a gente também. E a gente tem temas de ocasião. A vezes, por exemplo, dia 20 é dia da consciência

negra. Aí tem coisa temáticas também que a gente traz aí por exemplo, vamos aproveitar essa data e fazer um programa especial. E as vezes tem temas que não tem uma coisa específica que motive ele. Ás vezes, é porque a gente sabe que são temas bacanas. Aí deixa eu te dar um exemplo a gente estava pensando em fazer um programa sobre as redes sociais. É porque a gente percebe que é uma coisa que está presente na vida do jovem hoje. Todo mundo tem. Então, isso motiva a gente a fazer um programa que fale de... entendeu? Tem coisa temáticas e tem temas que vem por uma questão latente da sociedade, por exemplo. Que a gente sabe que vai ser bacana, que vai trazer conhecimento, que vai trazer informação, que os jovens vão se interessar.

EP - Como são escolhidos os artistas? Tem uma preferência musical ou por artistas regionais?

MS - O programa, como você sabe, é um programa de educação, do conhecimento e tal. Então assim, a gente, geralmente, tende a escolher muito do regional, do MPB. Muito, muito, muito a música popular brasileira mas não tem uma coisa específica dizendo “ah! Só quero fulano. Só trago fulano”. Não. Não tem. E hoje o artista do Aprovado ele não tem... A gente não colocou ele só na função de cantar. A gente também, se ele quiser por exemplo, participar, dar opinião,