6 DEVELOPPEMENTS INSTRUMENTAU
6.1 RADARS ET SODARS
8 ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO TCC
Quadro 4 - Distribuição dos módulos integradores por período do curso de Enfermagem da UFSJ
Período Módulo Integrador
1º Atenção primária em saúde O sistema único de saúde Vigilância em saúde Crescimento Nutrição Educação em saúde Família A construção da subjetividade 2º Vigilância ambiental
Conceito do desenvolvimento neuromotor, da visão e da audição Desenvolvimento psicossocial e da linguagem
Planejamento familiar
A criança e o adolescente: aspectos psicossoais Acidente
Exercício profissional de enfermagem 3º Imunização Envelhecimento Educação em saúde Introdução a semiologia Pré-natal Vigilância epidemiológica Gestão em serviços de saúde
4º Vigilância sanitária e segurança biológica Cuidado de enfermagem e medicamentos Cuidado de enfermagem – higiene e conforto Cuidado de enfermagem em nutrição
Cuidados de enfermagem em oxigenoterapia Situações especiais e eventos de vida
Gestão em serviços de saúde
5º O cuidado de enfermagem com a mulher O cuidado de enfermagem com o RN/criança O cuidado de enfermagem com o adolescente Gestão em serviços de saúde
6º Vigilância em saúde – doenças crônicas não transmissíveis Gestão em serviços de saúde
O cuidado de enfermagem com o adulto em situações clínicas Saúde do trabalhador
7º O cuidado de enfermagem com o idoso
Gestão em serviços de saúde – gestão hospitalar
O cuidado de enfermagem com o portador de sofrimento mental Cuidado de enfermagem em situações cirúrgicas
Fonte: Projeto Político Pedagógico do curso de Enfermagem – UFSJ – Ano base 2009
No PPC a integração do ciclo básico e o ciclo de formação profissional realiza-se por meio da unidade curricular – Prática de Integração Ensino, Serviço e Comunidade (PIESC) que através da interdisciplinaridade propõe assegurar na
vivência prática em unidades de assistência a saúde a integração teórico prática dos conteúdos (UFSJ,2009a).
Na racionalidade da estrutura curricular do PPC, a unidade curricular PIESC apresenta-se como o núcleo do planejamento integrado do curso nos três primeiros anos, sendo seus conteúdos estruturados de acordo com as atividades que o aluno vai progressivamente desenvolvendo sob a supervisão de um professor, de forma a dar respaldo a sua prática. Ela ocorre desde o primeiro período do curso, respeitando as limitações do aluno e as questões éticas de sua atuação junto aos usuários e pacientes (UFSJ,2009a).
O conteúdo a ser apreendido pelo estudante tem origem na própria realidade. A partir da prática em serviço, necessidades de compreensão e de aprendizagens surgem e são trabalhadas por meio das informações docentes, da reflexão e da integralização de elementos teóricos. O objetivo dessa metodologia é retornar o aprendizado à prática, na forma de intervenção sobre a mesma e desenvolver no estudante a capacidade e o desejo de estudar, a autonomia para o estudo e uma atitude profissional crítica e reflexiva (UFSJ, 2009a).
A proposição de uma formação alicerçada em um Currículo Integrado trouxe para a PPC o entendimento de que a avaliação discente ultrapassa os limites das avaliações tradicionais de um currículo disciplinar, compreendendo-a como parte constitutiva da formação do homem, cidadão e profissional, na medida em que produz, reproduz e dissemina concepções e valores (UFSJ, 2009a). A avaliação do discente no curso de Enfermagem é desenvolvida ao longo de um processo educativo permanente de reflexão e análise, que se processa a partir da avaliação diagnóstica, formativa e somativa (UFSJ, 2009a).
A avaliação diagnóstica tem por objetivo verificar os conhecimentos anteriores dos alunos e as condições que estes apresentam para aprender o novo. A avaliação formativa fornece dados para o aperfeiçoamento do processo de ensino e aprendizagem. É realizada ao longo do curso e focaliza o desenvolvimento de competências e formação de habilidades. E, por fim, a avaliação somativa, que verifica o aproveitamento do aluno e envolve todos os participantes do processo pedagógico, uma vez que se encontra estreitamente vinculada aos princípios e aos objetivos que fundamentam o curso (UFSJ, 2009a).
A proposição de avaliação diagnóstica, formativa e somativa é efetivada por meio de diferentes instrumentos que permitem a autoavaliação, a avaliação
docente/discente e outras estratégias, tais como relatórios, provas escritas, orais e práticas, elaboração de resumos, resenhas e fichamentos, diários de campo, entre outras, que possibilitam ao aluno compreender e refletir sobre seu desempenho e aos docentes reconduzirem suas intervenções com a finalidade de superar os problemas e as dificuldades evidenciados ao longo do processo de ensino e aprendizagem (UFSJ, 2009a).
Quanto à avaliação do docente encontra-se definido no PPC que esta será composta por dois cenários de coleta de informações:
Consulta aos discentes sobre o desempenho do professor em indicadores específicos, com ênfase na competência profissional, na habilidade didática e no relacionamento interpessoal;
Avaliação pela Coordenação do Curso em conjunto com a Pró-reitoria de Ensino, centrada na apreciação das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária desenvolvida pelo docente (UFSJ,2009a).
No que refere à avaliação da Política Curricular conforme recomendado no Art. 15 das DCN/ENF, não há descrição no PPC de estratégias a serem adotadas para o acompanhamento e avaliação do currículo. Entretanto, em 2012 foi instituído o Núcleo Docente Estruturante (NDE) através da Resolução nº 11/20123 do Conselho Universitário (CONSU) favorecendo o direcionamento de atividades com vistas à avaliação curricular, conforme destaca P8 no excerto a seguir:
Agora estamos vivendo outro momento que é discutir o currículo e a
possibilidade de ajustá-lo... mas agora...com todos os professores já
concursados... penso que será menos difícil... o NDE está conduzindo isso... mas ainda estamos devagar (P8).
Ainda que as atividades de avaliação curricular desenvolvidas pelo NDE
sejam pontuais, para o docente esse movimento é visto como uma nova fase quando diz que “...agora estamos vivendo outro momento...” de novas aproximações e olhares para o currículo proposto mediadas por discussões e possibilidades de ajustes.
3 Resolução CONSU/UFSJ nº 11/2012 institui o Núcleo Docente Estruturante (NDE) nos Cursos de Graduação
Em função de sua conveniência para o acompanhamento e avaliação dos currículos em desenvolvimento, o NDE foi instituído pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES), por meio da Resolução CONAES n.10, de 17 de junho de 2010, sendo reconhecido como um mecanismo formal de avaliação curricular (BRASIL,2010). A partir da Resolução CONAES de 2010, os instrumentos de avaliação externa dos cursos de Graduação passaram a considerar o NDE como um indicador de qualidade de curso e que demonstra a preocupação da instituição com o desenvolvimento de seu processo educacional (REBOUÇAS,2013).