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Réputation individuelle et bien de confiance

Dans le document ESSAIS EN ECONOMIE DE LA SANTE ET ASSURANCE (Page 44-54)

2.3 La prestation médicale : un bien de confiance

2.3.4 Réputation individuelle et bien de confiance

Figura 2: Genograma da família Soares

História

O namoro de Keila e Adriano foi uma fase intensamente marcada por desentendimentos e segredos. O casal Soares é de origem rural. Eles se conheceram através da irmã mais velha de Keila, a qual contava com dezessete anos na época. Ambas as filhas, Keila a caçula e, Marisa, a mais velha, residiam com a avó em uma cidade do interior paulista, enquanto os demais familiares – os pais e outros três irmãos homens moravam em uma pequena cidade, próxima dali.

Keila trabalhava como empregada doméstica quando Marisa lhe apresentou o primo de seu namorado. O casal começou a se conhecer, iniciando um namoro às escondidas que perdurou por cerca de oito meses.

Primeira esposa (falecida) Adriano 29 anos Keila de Fátima 20 anos Renan 2 anos Alan ou Vinícius prematuro

“Meu pai não deixava a gente namorar. Na época eu tinha dezessete anos e eu acho que ele não aceitava porque eu era a caçula. Eu acho que ele tinha muito medo de me perder, então, ele não aceitava de jeito nenhum . [...] Sempre eu dava uma... fazia uma mentira, eu sempre saía meio escondido, eu sempre falava que ia em algum lugar, mas eu ia encontrar com ele”.

Marisa, a irmã mais velha, era a única que sabia do relacionamento e também era quem auxiliava o casal nos encontros secretos, que aconteciam a cada dois ou três dias. A decisão de manter segredo sobre o assunto partiu de Keila, pois acreditava piamente que seu pai reprovaria o envolvimento caso viesse a saber do fato.

Essa crença povoava os pensamentos de Keila por vários motivos: pelo fato de nunca ter namorado antes, por ser a filha mais nova e, sobretudo, porque seu pai era uma pessoa de temperamento difícil, cujo principal defeito era fazer uso de bebida vez por outra. Isso, segundo ela, criava uma série de dificuldades que se refletiam na relação e no convívio familiar.

“De vez em quando ele bebe [...]. Quando ele bebe, ele fala um pouco

na cabeça da minha mãe, mas ela atura, né? Fala assim, sabe, mas no outro dia ele já não lembra mais de nada, só de falar abobrinha na cabeça da minha mãe. Eu acho que nem ele mesmo sabe o que está falando. Agora nós, os irmãos... Eles não aceitam meu pai ficar falando, então já começa aquele rolo, começam a ficar bravos, começam a falar. Mas quando ele está são, é as mil maravilhas”.

Ao relembrar do tempo em que morava com sua família de origem e os desentendimentos causados pela relação do pai com a bebida, Keila reflete sobre o jeito de ser de seus pais, comentando sobre as características que teria herdado dos mesmos.

O termo “ruim”, atribuído ao pai durante vários momentos do relato, aparece não somente em referência à figura paterna, mas como uma característica herdada, que identifica a si mesma, seu próprio jeito de ser.

“[...] eu sou quase igual a minha mãe, sou meio quieta, não gosto muito de conversa, não gosto de coisa errada, não aceito, não admito. E o lado do meu pai é que eu não sou muito boa, eu sou muito ruim”.

“Ruim assim, quando eu vejo coisa errada, eu quero falar, eu não agüento segurar [...]. E por outro lado, eu sou quieta porque... às vezes minha mãe também é muito quieta, às vezes eu também vejo coisa errada e fico quieta. Então fica assim, dividido. De um lado eu sou boa e de outro eu sou ruim”.

Ela acredita que o jeito quieto e reservado de sua mãe criou um certo distanciamento entre ambas, uma vez que Keila também apresentava alguma resistência em chegar até sua mãe para conversar e tirar dúvidas básicas acerca de suas vivências mais íntimas, principalmente em relação à sua sexualidade e feminilidade.

Mãe e filha nunca tiveram a oportunidade de conversar sobre menstruação, relações sexuais ou gravidez. Esses não eram assuntos discutidos claramente no interior de sua família de origem, pelo contrário, sempre configuraram uma espécie de assunto secreto, um tabu. A compreensão de tais temas, chegou de forma solitária, somente com as vivências práticas.

“Essas coisas de relação sexual, gravidez, menstruação, eles não conversavam, eu não ouvia eles falando sobre isso, nunca foi conversado, foi aprendido sozinha mesmo, quando aconteceu”.

“Na verdade, eu nem sabia sobre o que era ser mãe, porque minha mãe nunca comentava comigo, nunca falava comigo, nunca me explicou. Sempre foi uma coisa meio escondida, porque eu aprendi a ser mãe mesmo, depois que eu tive um filho, eu aprendi sozinha. Eu até pensava comigo: ‘Será que é bom ser mãe, será que não é, será que eu vou saber?’. Porque nunca ninguém me falou. Então foi onde eu acabei aprendendo sozinha e agora, eu sei o que é ser uma mãe”.

Para Keila, uma das características essenciais da maternidade é a força, é ser forte. Característica essa identificada e admirada em sua própria mãe.

“Eu acho que uma mãe tem que ter muita força, muita força para agüentar muitas coisas. Eu percebo essa força na minha mãe, por ela ter visto tudo o que eu passei, acho que se fosse no meu lugar, eu acho que eu nem ia agüentar”.

Se por um lado Keila imaginava que seu pai não aceitaria seu namoro com Adriano, quando questionada sobre a atitude do mesmo em relação a sua irmã mais velha, Marisa, o mesmo não ocorria. Aliás, a história de sua irmã também foi relembrada durante a entrevista como uma história cercada de sofrimento, turbulências e mistérios.

Sua irmã morava com a avó desde os três anos de idade e, aos doze, conheceu um homem, apresentado pela a avó; envolvendo-se com ele, engravidou após pouco tempo. Esse envolvimento ocorreu contra a vontade de sua irmã, sendo praticamente obrigada pela avó a deitar-se com ele. Até os dias de hoje, este fato não foi bem assimilado pelos familiares e a avó recusa-se a tocar nesse assunto.

“[...] ela teve três filhos de um homem que ela nunca amou, ela nunca chegou a amar ele, ela não sabia nem o que era um homem, uma pessoa, o amor. Desde o começo, ele saia, largava ela sozinha e quando voltava, batia nela. O apego do meu pai era mais comigo”.

Enquanto Keila estava namorando pela primeira vez, Adriano já havia sido casado, enviuvando após três anos de casamento. Segundo sua concepção, o jeito sincero de Adriano, aliado ao fato de ser mais velho, ter sido casado, enfim, ser mais experiente foi o que chamou a sua atenção.

“[...] ele contou toda a vida dele para mim, e eu até gostei, foi onde eu me apeguei e pensei comigo: ‘ele não está mentindo, ele está contando toda a vida dele para mim’. Eu gostei dele ser aberto, sincero. Foi onde eu me apeguei nele, acabei gostando dele, eu gosto, né, e acho que vou gostar para o resto da vida”.

Entretanto, um dos principais traços de Adriano e que marcaria fortemente os tempos de namoro – suas crises de ciúmes e desconfianças – ainda não havia sido percebido por Keila.

Ao descrever o marido, ela novamente lança mão de um adjetivo atribuído ao pai e a ela mesma: ser “ruim”. Esse traço seria uma herança advinda de seu sogro, pai de Adriano e que, mais tarde, viria influenciar o relacionamento do casal.

“[...] ele puxou mais o pai dele, meu sogro, porque o pai dele foi muito ruim com os filhos, com a mulher. [...] uma época, quando eles eram mais novos, ele bebia, brigava com os filhos, e eu acho que um pouco isso ele puxou, porque como se diz, ele é bom né, só que é bom de um lado. Um lado ele é muito bom, ele é bom de conversar , de falar com as pessoas, só que não pode deixar ele agitado, com raiva, porque quando ele vê alguma coisa errada, ele já fala, então...”.

Em contrapartida, Keila não sabe explicar muito bem o que deixou seu marido atraído por ela. Ela acredita que foram seu companheirismo e sinceridade, e que ambos se apaixonaram à primeira vista.

“Eu perguntava o que ele tinha visto em mim, o que ele achou, porque que ele se interessou justo por mim com tantas pessoas lá fora. Ele falou para mim que tinha gostado de mim porque eu era sincera e ele se apegou muito em mim, e eu acho que foi isso, acho que o amor, quando o amor acontece... Ele falou que nunca tinha sentido por ninguém aquilo que ele estava sentindo por mim, nem pela primeira mulher dele”.

O casal continuou se encontrando secretamente durante todo o namoro. Contudo, tal situação, aos poucos, foi incomodando Adriano, aflorando nele um intenso sentimento de ciúmes e desconfianças a respeito da fidelidade de Keila.

Nesta fase, as brigas e desentendimentos do casal, em virtude do sentimento de Adriano, eram constantes. Esse aspecto melhorou somente após a decisão de morarem juntos.

“Ele tinha muito ciúmes de mim, ele falava: ‘você tem outro, você não quer deixar eu ir conversar com o seu pai porque você tem outro’. E falava para eu largar do outro, falava desse jeito. Não era sempre que a gente se via, ele ficava mais bravo ainda quando não dava para se ver e falava: ‘você tem outro, no final de semana você vai lá e fica com ele, e aqui essa semana você fica comigo’. Eu falava para ele não ir conversar com o meu pai porque o meu pai era ruim, ele não ia aceitar”.

As tentativas de explicar o porquê do temor em fazer tal revelação ao seu pai eram infrutíferas frente a idéia fixa de Adriano. No entanto, ele somente foi capaz de compreender os motivos de Keila quando, finalmente, após oito meses de namoro, confrontou-se com o tão temido sogro para pedi-la em namoro.

“Quando eu tentei falar para o meu pai que eu estava namorando, nossa, ele ficou uma fera, sabe? Mandou eu sair do meu serviço, mandou eu ir embora, não aceitou de jeito nenhum, daí ele falou: ‘não manda o moço vir aqui porque vai acabar sobrando!’. Daí, depois de oito meses ele encarou meu pai, ele foi, pediu para o meu pai, meu pai não deixou, mas mesmo assim eu continuei namorando escondido”.

“Daí foi onde eu fiquei brava, nervosa porque meu pai não aceitava e acabei engravidando, engravidei eu tinha dez meses de namoro. Não tinha nada pronto, casa nada, fui morar com a sogra, com a mãe dele. Meu pai logo aceitou, ficou bravo no começo mas aceitou”.

A primeira gravidez ocorreu quando contavam com dez meses de namoro. O casal não fazia uso de qualquer método contraceptivo e, por Keila não ter um ciclo menstrual regulado, o atraso na menstruação foi visto como algo normal, natural.

Passados cerca de quatro meses da última data em que deveria ter menstruado, um sentimento de preocupação levou Keila a conversar com sua irmã. Marisa alertou- lhe da possibilidade de gravidez frente a um lapso de tempo tão significativo, recomendando-lhe que realizasse um teste de gravidez.

“Ela me pegou, me levou, fiz o exame, depois de três dias ela foi buscar o resultado para mim, e o resultado deu positivo, é claro, né?”

Diante da confirmação da gravidez, o casal teria um segundo empecilho a enfrentar além da desaprovação do namoro; agora, esperavam um filho. Como dar tal notícia aos pais de Keila, principalmente ao pai que se recusava a aceitar o relacionamento da filha?

Sentimentos de medo, insegurança e decepção foram inferidos ao retomar a passagem da confirmação da gravidez. Medo e insegurança pelo temor do posicionamento paterno frente à notícia e decepção porque, em seu íntimo, Keila sabia que aquele filho havia sido muito mais desejado por Adriano do que por ela.

“Ele queria muito um filho, ele queria muito. Ele até falava para mim: ‘eu vou roubar você, você vai casar comigo, nós vamos embora’. Ele fazia

planos de fugir, só que eu tinha muito medo. Ele falava: ‘nós vamos fugir, escondido ou sem esconder, mas vamos fugir’ “.

“Foi muito difícil, eu sofri muito. A gente não se prevenia, eu ainda queria tomar remédio, só que ele não deixava. Ele queria muito ter um filho, esse era o sonho dele. E quando ele me falava isso, eu pensava que era bom, que era uma boa idéia, só que o medo, né? Eu tinha muito medo do meu pai, medo de acontecer alguma coisa, medo de não aceitarem, o meu pai falava que se acontecesse alguma coisa, eu morava com a minha avó, minha avó que ia se danar”.

Deste modo, a gravidez não planejada repercutiu de forma contrastante em ambos os cônjuges. Por um lado, Adriano almejava ter um filho, esse era seu maior sonho; enquanto que, para Keila, ter uma criança naquele momento poderia representar seu pior pesadelo. Diante dessa situação, a possibilidade de realizar um aborto foi cogitada.

“Foi muito difícil, nossa... Eu até pensei em ... abortar. Eu pensei: ‘vou abortar, ver se eu tento tirar’. Eu pensei nisso porque eu fiquei com muito medo”.

Seguindo os conselhos da irmã Marisa e pensando no desejo de Adriano de ser pai, Keila acaba afastando a idéia de interromper a gravidez.

O próximo passo seria contar a novidade ao companheiro. Este foi um momento bastante difícil, pois se sentia decepcionada consigo mesma e com Adriano também, chegando a acreditar que o mesmo possuía uma parcela de culpa frente ao ocorrido.

“[...] para mim, Deus o livre, foi uma decepção danada, decepção por medo, né? Era muito medo que eu tinha, decepção com ele, porque eu não queria que ele fizesse aquilo. Eu falava para ele que eu não queria, que não era a hora ainda, só que ele... . Eu ficava brava com ele, eu xinguei ele por telefone e falei: ‘a culpa é sua, agora você é que vai levar!”.

As tentativas de esconder a gravidez de seus pais e de sua avó, com quem residia na época, foram mal sucedidas; além de sentir um mal-estar generalizado e enjôos freqüentes, o ventre de Keila crescia a olhos vistos, pois já estava no quarto mês de gestação. Foi quando sua avó percebeu algo errado, puxou sua blusa e imediatamente deu-se conta do que estava acontecendo.

“Ela perguntou se eu estava, eu acabei mentindo e falei que não. Ela falou: ‘você não vai me enganar, eu sei que você está mesmo grávida’. Eu falei: ’eu estou mesmo grávida, não vou mentir, só que eu quero que por enquanto fique meio quieto’. Eu queria dar a notícia para o meu pai e para a minha mãe, só que ela não agüentou. Ela ligou no dia seguinte para a minha mãe e já soltou a bomba!”.

A notícia da gravidez deixou a mãe de Keila desconcertada e nervosa. Combinaram então que a mãe comunicaria a novidade ao pai, pois Keila, sua irmã e sua mãe temiam as reações do pai e que, segundo suas previsões, não seriam nada acolhedoras.

Contrariando às expectativas, seu pai reagiu de forma um pouco diferente do que imaginavam com a chegada de um neto. Mesmo tendo reagido de forma menos severa, ainda assim deixou bem claro o seu posicionamento quanto à gravidez e como deveriam ficar as relações familiares a partir dali.

“Minha mãe foi lá, contou para ele e ele falou: ‘nossa, mas como foi acontecer uma coisa dessas ?’. Eu pensei que ele ia fazer uma tempestade, só que eu acho que de tanto nervo que ele ficou, ele ficou mais calmo do que eu esperava. Eu imaginava que ele ia matar o meu marido, porque ele sempre falava que não queria, que não aceitava [...]”.

Segundo a vontade do pai, Keila não deveria mais vê-lo e nem sequer passar perto do portão da casa de sua família de origem. Grávida, praticamente expulsa da casa dos pais e sem poder retornar a casa da avó, Keila e Adriano resolvem morar juntos na casa dos pais de Adriano, numa fazenda.

Os pais de Adriano são descritos como pessoas simples, humildes, do meio rural como ela e sua família de origem. A ausência de receptividade e acolhimento por parte de seus familiares foi recompensada pelos de Adriano, que a receberam de braços abertos, em especial a mãe dele, sua sogra.

“Eu fui acostumando com a idéia da gravidez, fui acostumando a morar com a sogra porque ela é muito boa demais, nós nunca tivemos uma discussão, a gente se dá muito bem. Ela não parece uma sogra, ela parece minha segunda mãe”.

Keila acredita que a gravidez inesperada precipitou os planos de união do casal. Haviam conversado sobre o assunto e Adriano em especial, nutria o desejo de oficializar a união na época em que namoravam, mas o pai de Keila se opunha, alegando que a filha era muito nova e que não assinaria os papéis do casamento em hipótese alguma.

Os planos referentes à oficialização da união aparecem até os dias de hoje no imaginário de Adriano, o qual planeja guardar dinheiro para tanto. Para Keila, entretanto, esse aspecto já não possui a mesma importância, já não tem o mesmo significado que tivera nos tempos de namoro.

“Eu acho que agora que a gente tem filho, não compensa. Sei lá, eu quero casar sim, mas eu fico meio insegura por ter filho, eu acho que

não é mais aquela coisa bonita, não vai mais ter graça. Eu penso assim, mas ele já pensa diferente”.

Com a união do casal, a mudança de casa e a gravidez, Keila parou de trabalhar fora como empregada doméstica e Adriano permaneceu trabalhando no meio rural com criações de animais como vacas, cavalos e carneiros. Essa modificação no arranjo de vida do casal foi sentida de forma ambígua e conformista.

“[...] eu fico contente de um lado porque ele está me ajudando, está fazendo uma coisa que é coisa de homem. E por outro eu já fico triste porque eu quero trabalhar para ajudar ele, é bom a gente poder ajudar. É bom porque aumenta as coisas, dá mais coisas para os filhos da gente, mas enfim... se eu não posso, fazer o quê?’’.

Assim, a função provedora ficou exclusivamente a cargo de Adriano, o qual acreditava que o sustento da família devia ficar aos cuidados do homem. Esse comportamento é percebido como uma demonstração de cuidado, afeto e proteção por Keila.

“Eu até queria trabalhar fora de novo, mas ele fala que se ele amigou comigo, é para ele tratar de mim, e não para eu precisar trabalhar. Ele sempre fala para mim: ‘é, você trabalhava, só que antes não tinha eu, agora como eu sou o marido, quem vai sustentar você e os filhos, sou eu’”.

A primeira gestação foi marcada por recorrentes sensações de mal-estar, enjôos e tonturas. A aceitação da mesma, segundo Keila, deu-se somente no último trimestre.

“Eu fui acostumando, estava gostando de ter um filho, de ser o primeiro. Até que eu fui acostumando, chegou num ponto, uns sete, oito meses que eu falei: ‘ah, eu estou contente, seja lá o que Deus quiser, vou ter esse filho, vou cuidar e vai dar tudo certo’”.

Decorridos os nove meses de gestação, nascia de parto normal o primeiro filho do casal, um menino. Adriano havia pensado em chamar o bebê de Vinícius, pois era um nome que ele e sua mãe achavam bonito. Já Keila não gostava desse nome, queria um nome curto e de fácil pronúncia como Alan ou Caio.

O bebê contava com cinco dias de vida, quando ao assistir uma telenovela, Adriano viu um ator e gostou de seu nome – Renan – comunicando a Keila sobre o nome escolhido por ele.

Apesar do casal não chegar a pensar sobre o sexo do bebê, em outras épocas de sua vida, Keila relata que já havia cogitado nomes para o caso de gerarem uma menina, Vitória ou Patrícia Carolina.

“Vitória porque eu acho que foi uma vitória o que aconteceu na minha vida, porque eu sofri muito no começo da minha gravidez, fiquei com muito medo, então eu acho que ter um filho é uma vitória. Patrícia Carolina foi por causa da minha irmã, para fazer um gosto dela”.

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