2. L’enthalpie libre G (ou fonction de Gibbs) définie par :
2.3 Relations de Maxwell
2.3.2 Quelques relations pour les corps purs monophasiques
A morte nas diversas culturas e civilizações antigas é simbolizada e retratada de forma diferente, embora complexa e misteriosa remete-nos ao nosso maior temor interior, a nossa finitude, uma questão existencial humana de grande relevância. Ao longo dos tempos esta visão da morte e do morrer, foi-se alterando, da “() atitude antiga, em que a morte é simultaneamente familiar, próxima e atenuada, indiferente, opõe-se à nossa, em que a morte provoca medo, a ponto de nem ousarmos dizer-lhe:o:nome”:(Ariès, 1989, p. 25).
Na sua abordagem histórica, Ariès (1989, p. 22), apresenta-nos as diversas perspectivas da morte na cultura ocidental. Na Idade Média define-a como a morte domesticada, em que esta era simples, não havia pressa para morrer e “(): quando: viam: chegada a hora, sem precipitações nem atrasos, precisamente como convinha, morriam «cristãmente». Também outras: pessoas: não: cristãs: morriam: com: a: mesma: simplicidade”: Os: ritos: eram: simples: organizados pelo próprio interveniente, sem dramatismos e sem emoção excessiva. Era aceite como natural, justa em que o homem:
tinha a consciência muito aguda de que era um morto adiado, de que o adiamento era curto, de que a morte, sempre presente no interior de si mesmo, destruía as suas ambições, envenenava os seus prazeres. E esse homem tinha uma paixão pela vida que nós, hoje, mal compreendemos, talvez porque a nossa vida se tornou mais longa () (ibidem, 1989, p.38).
A partir dos séculos XI e XII, denomina-a:de:a:morte:de:si:próprio:esta:“():converteu-se no lugar: onde: o: homem: tomou: melhor: consciência: de: si: mesmo”: O: moribundo: ainda: participa na sua própria cerimónia fúnebre, entretanto é julgado e as suas acções, boas e más, que são pesadas e avaliadas antes do seu último suspiro, o que determinará a sua sorte (ibidem, 1989, p.38): Nesta: fase: a: morte: passa: a: ser: “(): um: acontecimento: pleno: de:
consequências: convinha: pensar: nela: mais: aturadamente” (Ariès, 1989, p. 44). O enlutado deverá expressar a sua dor por um determinado período.
Nos séculos XIX ao XX passa a ser a morte do outro, com um novo sentido. É dramatizada, choram: rezam: gesticulam: “(): cada: vez: mais: considerada: a: partir: de: então: como: uma: transgressão que arranca o homem à sua vida quotidiana, à sua sociedade racional, ao seu trabalho monótono, para o submeter a um paroxismo e o lançar então para um mundo irracional, violento e cruel" (ibidem, 1989, p.44). Há menos preocupação com a própria morte, mas mais com a do outro e as sociedades ocidentais querem-na impressionante e dominadora. Verifica-se um culto novo dos túmulos e cemitérios.
No séc. XXI a dor da perda é individualizada, fazendo parte da vivência de muitas pessoas. O luto tornou-se para muitos um problema, quando não uma doença. Não há espaço para a demonstração:de:emoções:no:“():círculo:familiar:hesita-se ainda em deixar exteriorizar a dor, por receio de impressionar as crianças. Só existe o direito de chorar se ninguém nos vir nem:nos:ouvir:o:luto:solitário:e:envergonhado: é: o:único:recurso:()” (Ariès, 1989, p. 57). Não só não se fala sobre ela como também verifica-se a sua desritualização, alterou-se o culto, que de acordo com Barbosa (2003) exprime-se através do aumento de incinerações, com diminuição dos rituais funerários e da arte mortuária.
Antropológica e socialmente foram estudados povos pré-letrados, revelando o modo como as sociedades sem histórias escritas lidaram com a morte. As ciências sociais revelaram de que modo a identidade individual se relaciona com a sociedade no seu todo (Davies, 2005). Na perspectiva filosófica a: questão: da: morte: “(): tende: a: ser: o: reflexo: da: sua: própria: origem cultural e a servir de campo de discussão sobre as maneiras em que a autoconsciência humana:pode:ou:deve:reagir:ao:facto:da:morte”:Martin:Heidegger:analisou:o:efeito:da morte dos outros e a nossa consciência de que também acabaremos por morrer sobre a nossa própria atitude perante a vida. Jean Paul Sartre, já não percebe em que medida a morte possa conferir algum sentido à vida. Metzger pensa ser possível a transcendência com a morte (Davies, 2005, p. 28).
A perspectiva teológica mostra uma visão alargada, em que as religiões constituíram os meios mais importantes para lidar com a morte nas sociedades humanas. Em que cada uma das: “(): grandes: religiões: do: mundo:tem: o: seu: próprio: conjunto: de:teologias: ou: reflexões: formais sobre a ideia do divino e das relações humano-divinas” (Davies, 2005, pp. 28-29). Estas favorecem a saúde mental e actuam segundo: vários: mecanismos: como: “(): crenças: (encorajando a equanimidade), sentimento de pertença a um grupo que o apoia, valorização dos hábitos de vida regular (encorajando o contentamento)” (Lelord & André, 2002, p. 118).
A vertente psicológica centra-se mais no próprio indivíduo e dinâmica interna em relação à morte, o modo como lidamos com a perda de uma ligação estabelecida devido à morte de alguém. Sigmund Freud considera a morte enraizada no desejo humano de regresso à matéria orgânica de onde todos nós surgimos, embora os indivíduos pressintam a sua própria imortalidade. Desenvolveu a teoria do instinto de morte:ou:‘thanatos’:em:que:considerava-a “():uma:força:negativa e essencialmente destrutiva em permanente luta com a criatividade humana:e:o:desejo:pela:vida”:(Davies, 2005, p. 43):Já:Bowlby:verificou:que:o:“():luto:pela perda de uma figura de apoio que faleceu se assemelha a outras perdas de apoios na vida. Com o tempo, um indivíduo enlutado acaba por se adaptar à ausência do apoio que lhe era crucial, encontrando-o: nos: outros”: (ibidem: 2005: p43): Quando: não: se: verifica uma
adaptação à perda observa-se uma menor adaptação à vida e a evolução de um estado de desequilíbrio ou até mesmo patológico.
Colin Caffell (s.d.), citado por Moody e Arcangel (2006, p. 97):refere:que:“():num mundo perfeito, todos deveríamos ter a consciência de que a vida é intemporal, e de que o sofrimento, tal como o envelhecimento, segue um ritmo natural. No entanto, a maioria das culturas:reprime:a:expressão:do:desgosto”