1.3 La légitimité philosophique de la DVP
1.3.2 Qu’est-ce qu’une question philosophique ?
Para que haja realmente a inclusão se faz basilar que os estudantes surdos façam parte do ensino regular de ensino, ou seja, que frequentem as turmas com aqueles que não tem surdez. Mas para isso, sabe-se que as escolas e todo o corpo que a compõe deve passar por uma preparação adequada. Não é algo que será transformado de um período para o outro, e sim, que levará tempo, já que tanto professores quanto a realidade do ensino regular deveria sofrer transformações para que a inclusão realmente acontecesse.
Afinal, mesmo surdos e ouvintes estando no mesmo espaço, sem a devida preparação e entendimento da situação não se pode afirmar que há inclusão. Desta maneira, reafirmando o questionamento, a inclusão destes estudantes no ensino regular se dará quando não houver resistência sobre como unir este ensino sem demais interferências. Que na verdade, as barreiras são essencialmente linguísticas, em que, a partir que se entende que linguagem é um sistema de signos utilizados para a comunicação social, com o intuito do indivíduo se comunicar com o outro ao redor. Já a língua é um produto cultural-histórico, em que os falantes de uma determinada localidade fazem uso (BECHARA, 2009).
De forma que a inclusão não se torne uma exclusão. Refletindo sobre o fato, essa inclusão deve se dar desde o início, ou seja, na Educação Infantil, e partir até o Ensino Superior, se os surdos fazem parte da sociedade, é lógico que isto seja algo contínuo. De modo igual,
A inclusão do aluno com surdez deve acontecer desde a educação infantil até a educação superior, garantindo-lhe, desde cedo, utilizar os recursos de que necessita para superar as barreiras no processo educacional e usufruir seus direitos escolares, exercendo sua cidadania, de acordo com os princípios constitucionais do nosso país(DAMÁZIO, 2007, p. 10).
Todavia, observa-se que há todo um processo de programação para que a inclusão se efetive. Na escola, para atingir este patamar de ensino dos surdos no ensino regular com excelência, os professores devem ser capacitados para atender todos os alunos em sua totalidade, assim como, a estrutura pedagógica também sofrerá alterações além de ter o suporte de uma pessoa especializada, e à medida que isto for acontecendo, a comunidade escolar, no geral, será contemplada com esta nova forma de integração dos seus estudantes, de maneira, que o preconceito formulado começará a ser desmistificado.
A forma como a prática pedagógica está sendo transmitida, pode também, fazer com que os alunos surdos criem conceitos inadequados ao que realmente acontece, ou seja, independentemente que o professor em sala tenha a formação adequada e utilize os melhores métodos em sala, mesmo assim, provavelmente não conseguirá ensinar alunos surdos e ouvintes ao mesmo tempo e da mesmo forma, pois é muito difícil falar e sinalizar concomitantemente. Assim, é visto, que quando não há uma devida preparação para o ensino destes estudantes, desconsiderando a capacidade que possuem, pode fazer com que estes induzam que não são capazes de realizarem determinadas tarefas, ou seja, é dado início a auto exclusão. Em suma, Damázio (2007, p. 16) caracteriza que há urgência em repensar as práticas educacionais
As práticas pedagógicas constituem o maior problema na escolarização das pessoas com surdez. Torna-se urgente, repensar essas práticas para que os alunos com surdez, não acreditem que suas dificuldades para o domínio da leitura e da escrita são advindas dos limites que a surdez lhes impõe, mas principalmente pelas metodologias adotadas para ensiná-los.
Outro fator primordial que deve ser destacado, é que o ensino para os estudantes surdos não deve limitar-se somente ao ensino da LIBRAS, e sim, ir além disto. Quando o ensino limita- se somente a língua o estudante tende a perder. Vale ressaltar isto no geral, em que quando as aulas do ensino regular tendem a um ensino somente de gramática normativa, limita-se, pois não instiga os alunos a pensarem sobre o mundo a sua volta. E estudar a língua é, também,
deixar claro que não deve ser pensada descontextualizada do ambiente em que os seus falantes estão inseridos.
Para tanto, ao trabalhar em sala o além da língua é importante para tornar os seus educandos reflexivos e críticos com capacidade e competência para solucionarem os problemas do cotidiano. Ademais, um ensino instigante é essencial para não se limitar a um ensino tradicional, e partir para um ambiente educacional que, como o autor a seguir relata, deve estimular os outros sentidos dos estudantes. E mais ainda, é reconhecer que estes são capazes, que possuem competências para desenvolverem suas atividades com habilidade. Damázio(2007, p. 14) afirma que
Assim, a escola comum precisa implementar ações que tenham sentido para os alunos em geral e que esse sentido possa ser compartilhado com os alunos com surdez. Mais do que a utilização de uma língua, os alunos com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento, explorem suas capacidades, em todos os sentidos.
É notável que há todo um processo sobre a cultura surda para que haja inclusão. É importante que estes estejam em pleno convívio com aqueles que não são surdos, daí uma das formas de inclusão é a inclusão educacional. O ensino da LIBRAS no ensino regular é interessante, já que os alunos surdos e não surdos estariam aprendendo juntos, assim, haveria interação, sabendo que a Língua de Sinais é a primeira língua do surdo. Mas para atingir este patamar todo o processo pedagógico, curricular e didático deveria ser transformado. É uma luta que deve ser levada em frente, mesmo a passos curtos, os surdos vão ganhando o seu lugar e conquistando os seus direitos, além de mostrar que não são e nem devem estar a margem da sociedade.