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Para verificar se os discentes sabem utilizar os operadores booleanos nas pesquisas em bases de dados, formularam-se duas perguntas objetivas (questões 09 e 10), de múltipla escolha, com apenas uma alternativa correta de resposta. Na intenção de analisar se os participantes estão proficientes no uso do operador AND (Tabela 3), indagou-se qual estratégia de busca deve ser utilizada na base de dados Scielo para recuperar o menor número possível de documentos, com informações precisas, sobre o tema “tratamento da depressão”. Constata-se que 22 participantes (60%) selecionaram a opção correta, que contempla o maior número de palavras significantes e possibilita uma recuperação precisa das informações sobre o assunto desejado.

Estes procedimentos foram utilizados em estudo realizado por Mittermeyer e Quirion (2003), sendo testado na referida base de dados por nós. Não houve necessidade de utilizar os parênteses nas alternativas dessa tabela, pois as expressões apresentadas não exigem o agrupamento dos termos.

Tabela 3 – Uso do operador booleano AND

ALTERNATIVAS N %

a) depressão AND psicoterapia 05 14%

b) depressão OR psicoterapia OR antidepressivos 06 16% c) depressão AND psicoterapia AND antidepressivos 22 60%

d) depressão OR antidepressivos 02 5%

e) depressão NOT antidepressivos 02 5%

Dos 15 alunos (40%) que erraram a questão, 16% responderam a opção “b”, que está incorreta devido ao uso do operador OR ser indicado para ampliar os resultados da busca; 14% selecionaram a alternativa “a”, que não é a mais indicada por conter um menor número de termos; 5% escolheram a letra “d”, que assim como na alternativa “b”, irá ampliar o resultado da pesquisa, ao invés de diminuir; e mais 5% marcaram a opção “e”, que recupera os documentos que contêm o termo depressão e exclui aqueles que contêm a palavra antidepressivos. Essa estratégia está incorreta porque possui apenas uma palavra-chave recuperável, o que irá ampliar os resultados da busca.

Esses dados coincidem com os apresentados por Mittermeyer e Quirion (2003), nos quais 61% dos participantes marcaram a resposta correta para o uso do operador AND. Na pesquisa realizada por Guerrero (2009), a taxa de acertos foi menor, apenas 46% dos participantes selecionaram a alternativa correta para o uso desse operador.

A Tabela 4 mostra que do total de homens que participaram do estudo, 64% acertaram a questão sobre o uso do operador lógico AND; entre as mulheres a taxa foi de 53%. Os sujeitos com idade de até 25 anos tiveram a taxa de acerto um pouco maior do que aqueles com mais de 25 anos. Os alunos que relataram sentir dificuldades em usar bases de dados tiveram uma taxa de erro maior do que aqueles que afirmaram não possuir dificuldades.

Tabela 4 – Relação entre o desempenho quanto ao uso do operador AND por gênero dos participantes, idade e dificuldade em usar bases de dados

Acertos Erros α N N % N % Sexo Masculino 22 14 64% 08 36% 0,73 Feminino 15 08 53% 07 47% Idade ≥ 25 anos 29 18 62% 11 38% 0,68 < 25 anos 08 04 50% 04 50% Possui dificuldade para usar base

de dados?

Sim 26 15 58% 11 42% 1 Não 11 07 64% 04 36% Fonte: Elaborada pelo autor, 2016.

O teste exato de Fisher não mostrou diferenças significantes entre as variáveis e a porcentagem de acertos, tendo em vista os valores de α serem maiores que 0,05. Assim, podemos dizer que, estatisticamente, não há probabilidades suficientes para afirmar que o conhecimento quanto ao uso do operador AND varia conforme as características descritas.

No intuito de verificar se os alunos compreendem a finalidade de uso do operador OR (Tabela 5), indagou-se sobre o operador lógico usado para conectar termos sinônimos e ampliar o resultado da busca ao montar uma estratégia de pesquisa numa base de dados.

Tabela 5 – Uso do operador booleano OR

ALTERNATIVAS N % OR 23 62% AND 07 19% NOT 0 0% NEAR 06 16% Não respondeu 01 3%

Fonte: Elaborada pelo autor, 2016.

Assim como na questão anterior, boa parte dos sujeitos (35%) não sabiam a resposta correta. Desses, 19% responderam que o operador AND é o mais indicado para ampliar o resultado da pesquisa e conectar termos sinônimos. Como já explicado, esse operador é usado para limitar os resultados. Outros 16% acreditam que o NEAR é o mais indicado, entretanto ele é um operador de adjacência usado para recuperar palavras próximas umas das outras no mesmo documento. Um participante não respondeu à questão; nenhum escolheu o operador NOT; e 62% assinalaram a alternativa correta.

Apesar de a maioria ter acertado as questões sobre lógica booleana, houve uma porcentagem considerável de erros, sendo necessário trabalhar mais esse tema com os alunos. Como praticamente todas as bases de dados permitem o seu uso, ter domínio sobre isso implica em facilidade no processo de busca da informação. Além disso, possibilita aos usuários otimizarem o tempo da pesquisa, por meio do refinamento dos resultados.

Segundo Mittermeyer e Quirion (2003), para elaborar uma estratégia eficiente de busca é imprescindível conhecer a lógica booleana, pois os operadores refletem a lógica da questão original e indicam ao sistema de busca a relação entre os termos.

Os trabalhos de Guerrero (2009) e Mittermeyer e Quirion (2003) corroboram com os dados apresentados, pois ambos identificaram que os alunos sentem dificuldades em entender a lógica booleana, sendo os conceitos de uso do operador OR, os menos compreendidos.

Observa-se na Tabela 6 que o teste exato de Fisher demonstrou que há probabilidade de existir associação estatisticamente significativa entre a idade dos alunos e o conhecimento sobre o operador OR (α = 0,01). O resultado do teste com as demais variáveis não mostrou diferenças expressivas.

Tabela 6 – Relação entre o desempenho quanto ao uso do operador OR por gênero dos participantes, idade e dificuldade em usar bases de dados

Acertos Erros α N N % N % Sexo Masculino 22 13 59% 09 41% 0,73 Feminino 15 10 67% 05 33% Idade ≥ 25 anos 29 15 52% 14 48% 0,01 < 25 anos 08 08 100% 0 0% Possui dificuldade para usar base de

dados?

Sim 26 16 62% 10 38% 1 Não 11 07 64% 04 36%

Fonte: Elaborada pelo autor, 2016.

O Gráfico 8 mostra a frequência de uso das principais técnicas de pesquisa utilizadas pelos estudantes para recuperar publicações científicas. Apesar da maior parte deles conhecer a lógica booleana, ainda não desenvolveram o hábito de usar esse recurso. Apenas 11% costumam sempre utilizar os operadores lógicos em suas buscas. Isso corrobora os achados de Pereira (2015), ao verificar que apenas 98% dos estudantes de pós-graduação raramente usam ou não compreendem a sua finalidade desses operadores.

Outro importante recurso, pouquíssimo utilizado pelos estudantes, é o truncamento. Do total de sujeitos participantes, 81% disseram nunca usá-lo ao realizar pesquisas em bases

de dados. Em contraste a isso, um estudo realizado por Santos (2010) com professores do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) verificou que o truncamento é o segundo recurso mais utilizado por eles, sendo os descritores de assunto ou vocabulários controlados os primeiros. Ele permite recuperar resultados exaustivos e proporciona uma economia de tempo empregado na busca de informações.

Os alunos preferem empregar filtros para limitar as buscas, considerando que 49% asseguraram sempre utilizá-los em suas pesquisas. Embora a busca avançada tenha sido indicada como a segunda opção mais usada por eles, somente 21% relataram sempre utilizar. A busca avançada é um recurso axial para recuperar de forma precisa documentos específicos que o pesquisador já conhece os dados bibliográficos.

Pereira (2015) demonstrou que pós-graduandos em Ciência da Informação e em Comunicação consideram importante utilizar a opção de busca avançada durante as pesquisas científicas. Ao contrário disso, Giordano (2011) constatou que os discentes não têm o hábito de utilizar essa opção por considerá-la complicada. Eles preferem realizar suas buscas pelo recurso padrão, que é considerado por eles como mais fácil de usar.

Gráfico 8 – Frequência de uso dos recursos de busca

Fonte: Elaborado pelo autor, 2016.

De modo geral, percebe-se que eles não conhecem suficientemente ou não costumam aplicar esses recursos quando realizam pesquisas bibliográficas em bases de dados ou na internet, sendo que para acessar de forma eficiente as publicações científicas é importante dominar o uso dessas técnicas. Os resultados evidenciam que os discentes não estão familiarizados com eles. É necessário mostrar a sua importância e ensiná-los a explorar da

11% 49% 5% 21% 43% 32% 14% 49% 46% 19% 81% 30% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% Operadores booleanos (AND, OR e NOT) Filtro (limita a pesquisa por data

de publicação, idioma, tipo de material, etc.) Truncamento (Ex: fisiolog* recupera fisiologia, fisiológico, etc.)

Busca avançada (Ex: busca ao mesmo tempo por título, autor e ano)

Sempre Às vezes Nunca

melhor maneira possível essas técnicas. O uso correto otimiza o tempo dispensando na busca e recupera fontes precisas, adequadas à necessidade de informação.

Com o propósito de validar as respostas anteriores e averiguar como os estudantes montam suas estratégias de pesquisa, questionou-se o que digitariam na caixa de busca por assunto do portal de periódicos da Capes para encontrar o máximo de documentos relevantes sobre oportunidades profissionais em Medicina. O tópico foi traduzido para o inglês (career opportunities in medicine), pois o portal recupera mais informações nesse idioma. Os resultados do questionamento estão discriminados na Tabela 7.

Propositalmente, inserimos nas opções de respostas palavras insignificantes para o tópico da pesquisa e termos compostos sem uso de aspas a fim de examinar se os estudantes são capazes de selecionar adequadamente os termos representativos dos assuntos em suas estratégias de busca. A construção deste procedimento baseou-se na questão número 11 do Information Competency Proficiency Exam, sendo testado por nós no portal de periódicos da Capes, apresentando como estratégia mais adequada a alternativa “b”.

Tabela 7 – Estratégias de busca no portal de periódicos da Capes

ALTERNATIVAS N %

a) medicine opportunities 14 38%

b) medic* career* 08 22%

c) career opportunities in medicine 12 32%

d) medicine jobs 03 8%

e) doctor 0 0%

Fonte: Elaborada pelo autor, 2016.

A soma dos que erraram a questão é vinte e nove (78%). Apenas oito indivíduos (22%) assinalaram a alternativa correta, que é a letra “b”. Isso se explica pelo fato dos estudantes não serem habituados a utilizar a técnica de truncamento, conforme explicitado no gráfico anterior. A busca pelos radicais das palavras mais significantes do assunto é a forma mais apropriada para recuperar, em pouquíssimo tempo, uma grande quantidade de documentos relevantes.

As demais alternativas não contêm os termos mais representativos do assunto. A quantidade de palavras inseridas também é um fator que interfere na recuperação exaustiva da informação. Quanto mais são digitadas na caixa de busca, mais específica se torna a pesquisa e menos documentos são recuperados.

Não houve diferenças expressivas entre a porcentagem de acertos da questão e o sexo dos sujeitos. Os alunos com idade de até 25 anos (24%) tiveram número de acertos proporcionalmente maior do que aqueles com idade superior (12%). Os estudantes que afirmaram não sentir dificuldades em realizar pesquisas nas bases de dados tiveram maior número de acertos (36%) do que os outros que alegaram possuir dificuldades (15%); entretanto, considera-se significativa a porcentagem de erro daqueles (64%).

Também não houve variação significativa entre o percentual de acertos dos estudantes com nível de inglês intermediário ou avançado (18%) e aqueles que não conhecem o idioma ou possuem apenas nível básico (36%). O teste exato de Fisher não retornou resultados significantes entre as variáveis e a taxa de acertos. Todos os valores gerados para α foram superiores a 0,05, conforme mostra a Tabela 8.

Tabela 8 – Porcentagem de acertos da questão que envolve o uso de estratégias de busca no portal de periódicos da Capes por características dos sujeitos

Acertos Erros α N N % N % Sexo Masculino 22 05 23% 17 77% 1 Feminino 15 03 20% 12 80% Idade ≥ 25 anos 29 07 24% 22 76% 0,65 < 25 anos 08 01 12% 07 88% Possui dificuldade para usar base

de dados? Sim 26 04 15% 22 85% 0,20 Não 11 04 36% 07 64% Nível de Inglês Nenhum/Básico 26 06 23% 20 77% 1 Intermediário/Avançado 11 02 18% 09 82%

Para montar uma boa estratégia de busca é essencial, além de elaborar a pergunta da pesquisa de modo que fique claro o assunto a ser abordado, determinar as palavras-chaves que melhor o representam. Nesse sentido, indagou-se aos estudantes sobre as palavras ou frases que escolheriam para encontrar publicações, em uma base de dados, que tratem sobre “os benefícios do exercício físico para a saúde do idoso”. Quanto a isso, eles demonstram ter facilidade em identificar os descritores mais significantes de um tema para compor a estratégia de pesquisa, haja vista que 87% assinalaram a alternativa correta (Tabela 9).

Tal como no procedimento apresentado anteriormente, inserimos de forma intencional palavras insignificantes para o tópico da pesquisa e termos compostos sem aspas, pois teve o mesmo propósito da questão anterior: examinar se os estudantes são capazes de selecionar adequadamente os termos representativos dos assuntos em suas estratégias de busca. Para este procedimento, nos baseamos nas questões 6, 10, e 15 da pesquisa realizada Mittermeyer e Quirion (2003) e nas questões 7 e 9 do questionário aplicado por Guerrero (2009).

Tabela 9 – Seleção de termos busca

ALTERNATIVAS N %

a) benefícios, exercício, idoso 34 87%

b) benefícios, saúde do idoso 02 5%

c) exercício, saúde 01 3%

d) benefícios, idoso 0 0%

e) outra(s) 02 5%

Fonte: Elaborada pelo autor, 2016.

A alternativa “b” não é considerada adequada por conter preposição e a alternativa “c” não inclui todas as palavras mais representativas do tema. Ninguém marcou a letra “d”, que também está errada por não conter os termos mais significantes. Os dois sujeitos que marcaram a alternativa “outros” (5%) já haviam marcado a resposta correta, que é a letra “a”. Um sugeriu que fosse acrescentado o termo saúde, ficando a estratégia da seguinte forma: “benefícios, exercício, saúde, idoso”. Essa também é uma estratégia correta e traz resultados mais precisos. O outro também recomendou uma seleção correta de palavras significantes do assunto: “exercício, saúde, idoso”. Apesar desses dois participantes terem marcado mais de

uma alternativa, os resultados não são inválidos já que eles haviam marcado a resposta correta e fizeram apenas contribuições com outras respostas possíveis.

Os resultados corroboram com os apresentados por Mittermeyer e Quirion (2003), que ao perguntar a estudantes universitários do Quebec sobre quais palavras usariam em um motor de busca para recuperar documentos que tratem do impacto na saúde provocado pela destruição da camada de ozônio, 64,5% marcaram a resposta correta. Já os resultados de Gerrero (2009) mostraram que 54% dos alunos de pós-graduação das áreas de Ciências Agronômica e Florestalda Universidade Estadual Paulista não souberam identificar os termos relevantes a serem selecionados para recuperar informações sobre o tema efeitos do silício para a cultura da soja.

O segundo indicador do parâmetro dois de competência em informação da ACRL (2000) mostra que dominar os recursos de pesquisa e saber definir os termos específicos que representam o conteúdo a ser pesquisado é essencial para construir e implementar estratégias de buscas eficientes. Além disso, o indicador três revela que o seu uso permite recuperar a informação online de forma rápida e eficiente.

Considerando o comportamento de busca de publicações para embasar os estudos dos problemas a serem discutidos nos grupos tutoriais, 76% afirmaram avaliar a qualidade do conteúdo da fonte e referenciar todas aquelas que foram utilizadas (Tabela 10). Isso demonstra, além de capacidade de seleção e organização, consciência ética acerca do uso adequado da informação.

Tabela 10 – Seleção e organização da informação

ALTERNATIVAS N %

a) avalia a precisão de cada fonte de informação pesquisada 02 5% b) imprime o texto completo de todas as fontes pesquisadas 0 0% c) apresenta as referências bibliográficas de cada fonte

utilizada 07 19%

d) as alternativas “a” e “c” estão corretas 28 76%

Fonte: elaborada pelo autor, 2016.

Para Santos (2015), ao realizar uma pesquisa é essencial avaliar a informação recuperada de forma que se defina se ela corresponde ou não à necessidade inicial. Gasque

(2012) afirma que o sujeito competente em informação deve ser capaz de fazer uma avaliação crítica da informação consultada e de suas fontes.

Diante de tanta informação disponível, selecionar a que atenda às necessidades tornou- se algo extremamente difícil, por isso é importante utilizar critérios científicos para avaliar adequadamente as fontes. Bochnia (2015), ao pesquisar sobre a competência em informação de estudantes do curso de Artes visuais multimídia, revela os seguintes dados: 29% não utilizam nenhum critério de seleção da informação em suas buscas e 38% afirmam que costumam selecionar a primeira fonte de informação que aparece.

Os resultados do teste exato de Fisher evidenciam que não existem relações estatisticamente significantes entre características dos estudantes, como idade e sexo, e taxa de acertos da questão sobre seleção e organização da informação, pois os valores de α foram superiores a 0,05, conforme mostra a Tabela 11.

Tabela 11 – Porcentagem de acertos da questão que envolve seleção e organização da informação por gênero e faixa etária dos sujeitos

Acertos Erros α N N % N % Sexo Masculino 22 17 77% 05 23% 1 Feminino 15 11 73% 04 27% Idade ≥ 25 anos 29 22 76% 07 24% 1 < 25 anos 08 06 75% 02 25% Fonte: elaborada pelo autor, 2016.

Muitas informações relevantes referentes ao acervo das bibliotecas podem ser encontradas em seus catálogos on-line. No intuito de averiguar se os estudantes conhecem essa ferramenta e sabem quais os tipos de documentos que podem ser localizados por ela, questionou-se sobre quais informações esse instrumento geralmente disponibiliza para consulta. Assim como informado por vinte e nove respondentes (80%), os catálogos disponibilizam informações sobre livros, teses, dissertações e materiais multimídia cadastrados no sistema de bibliotecas, o que demonstra que a maioria dos alunos conhece a sua finalidade (Tabela 12).

Tabela 12 – Informações contidas em catálogos de bibliotecas

ALTERNATIVAS N %

a) informações sobre livros, teses, dissertações e

materiais multimídia 29 80%

b) o texto completo de todos os artigos de periódicos

disponíveis na biblioteca 01 3%

c) informações sobre os cursos da universidade 0 0% d) informações sobre as normas da biblioteca 06 17%

Fonte: Elaborada pelo autor, 2016.

As normas da biblioteca comumente são disponibilizadas no site da unidade e não no catálogo. Dificilmente essa ferramenta disponibiliza acesso ao texto completo dos artigos científicos, pois em de regra, são catalogadas as revistas e não cada artigo contido nelas. O acesso aos periódicos eletrônicos é disponibilizado por meio de bases de dados. Ninguém marcou a alternativa “c”, que está incorreta porque as informações sobre os cursos geralmente são acessadas pelos portais da instituição. Um aluno não respondeu à pergunta.

A função primordial do catalogo é proporcionar ao usuário consulta aos materiais informacionais disponíveis na biblioteca. Entender o uso correto dessa ferramenta é extremamente importante, pois é um dos principais recursos de busca utilizados nas unidades de informação. Mittermeyer e Quirion (2003) ao pesquisar sobre uso do catálogo por estudantes universitários, concluem que há necessidade de aprimorar os conhecimentos nessa área, tendo em vista que 74% dos participantes não sabem exatamente quais itens podem ser pesquisados por esse instrumento e 80% não entendem como usá-lo adequadamente. Ao comparar aos resultados deste estudo nota-se uma evolução do entendimento dos alunos quanto à utilidade dos catálogos, já que nesta pesquisa a maioria conhece o tipo de informação que pode ser acessada pelo instrumento.

Não foram detectadas pelo teste exato de Fisher associações significativas entre as respostas certas e erradas por sexo, idade, dificuldade em usar bases de dados e frequência de utilização do acervo da biblioteca. Entretanto, a taxa de acertos entre homens e mulheres teve uma variação de 19%, sendo a taxa de acertos deles equivalente a 86% e a delas a 67% (Tabela 13).

Tabela 13 – Comparação entre características dos sujeitos e acertos da questão que aborda informações contidas em catálogos de bibliotecas

Acertos Erros α N N % N % Sexo Masculino 22 19 86% 03 14% 0,22 Feminino 15 10 67% 05 33% Idade ≥ 25 anos 29 22 76% 07 24% 0,65 < 25 anos 08 07 88% 01 12% Possui dificuldade para usar

base de dados? Sim 26 20 77% 06 23% 1 Não 11 09 82% 02 18% Uso do acervo Diário/Semanal 32 25 78% 07 22% 1 Mensal/Raro 05 04 80% 01 20% Fonte: Elaborada pelo autor, 2016.

Ainda sobre o uso do catálogo e com a intenção de confirmar se os estudantes sabem realmente utilizá-lo, eles foram questionados sobre como fariam a busca para encontrar todos os livros disponíveis na biblioteca com autoria de Gerard J. Tortora. Para listar no catálogo as publicações de um determinado autor, a melhor forma é pesquisar pelo seu nome, conforme afirmam 86% dos alunos (Tabela 14).

Tabela 14 – Pesquisa em catálogos de bibliotecas

ALTERNATIVAS N %

a) por título 03 8%

b) por autor 32 86%

c) por assunto 01 3%

d) por tipo de material 01 3%

e) por editora 0 0%

Mesmo após perceber uma evolução no entendimento dos alunos quanto à forma de utilizar o instrumento em comparação à pesquisa de Mittermeyer e Quirion (2003), ainda há necessidade de treiná-los, de tal maneira que todos possam compreender a relevância da ferramenta e o modo correto de manuseá-la. Guerrero (2009), ao realizar pesquisa semelhante, constatou que 96% dos sujeitos sabiam como realizar a busca por autor no catálogo.

Como a maioria dos alunos acertaram a questão sobre o uso dos catálogos, a Tabela 15 não apontou relações expressivas entre características dos alunos e taxa de acertos. O maior percentual de variação foi entre a faixa etária (17%), seguido do gênero (11%). O teste exato de Fisher não revelou associações significativas entre as respostas certas e erradas por sexo, idade, dificuldade em usar bases de dados e frequência de utilização do acervo da biblioteca.

Tabela 15 – Comparação entre características dos sujeitos e pesquisas em catálogos Acertos Erros α N N % N % Sexo Masculino 22 18 82% 04 18% 0,62 Feminino 15 14 93% 01 7% Idade ≥ 25 anos 29 24 83% 05 17% 0,56 < 25 anos 08 08 100% 0 0% Possui dificuldade para usar

base de dados? Sim 26 23 88% 03 12% 0,62 Não 11 09 82% 02 18% Uso do acervo Diário/Semanal 32 28 87% 04 13% 0,53 Mensal/Raro 05 04 80% 01 20% Fonte: Elaborada pelo autor, 2016.

Em relação ao comportamento dos estudantes ao se depararem com grande quantidade de documentos enquanto realizam revisões de literatura em bases de dados, 78% informaram

Dans le document new controller (Page 103-106)

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