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5.2 La gestion de la mise à l’abri et de l’évaluation des personnes sollicitant leur

5.2.2 Le processus d’évaluation

também educam o individuo para a liberdade e para a vida toda (VIÑAO-FRAGO, p. 

99, apud PESSANHA; DANIEL E MENEGAZZO, 2004, p. 65).



Os alunos, diante das propostas de Anísio Teixeira e educadores defensores da escola de tempo integral, veem nesta modalidade de escola a abertura de possibilidades na busca de uma vida mais completa, um lugar onde a aprendizagem e a criatividade possam ser desenvolvidas e não um espaço que apenas as confinariam.



As escolas criadas por Anísio e a geração de educadores à qual pertenceu, tanto nos anos 30 quanto nos anos 50 e 60, não foram vistas pelos alunos que as freqüentaram como locais de confinamento. Pelo contrário, constituíram (sic) a possibilidade de reapropriação de espaços de sociabilidade crescentemente sonegados às classes trabalhadoras pelas reformas urbanas que lhes empurravam para a periferia da cidade. Para muitos desses alunos, essas escolas foram a única abertura para uma vida melhor (NUNES, 2001, p. 12-13).

 

A escola de tempo integral ainda é geradora de debates acirrados, onde os aspectos de interesses políticos somados à falta de viabilidade na implantação são discutidos e, questionados também os aspectos pedagógicos, que poderiam levar o aluno a um confinamento escolar.

Tanto nos debates quanto nos questionamentos que são feitos em relação à escola de tempo integral, deve-se levar em consideração qual é o conceito que se tem de tal modalidade de educação e de escola, tanto no aspecto de fundamentação quanto nos de relacionamento com o meio na qual está inserida.

Sendo assim, são bastante relevantes alguns questionamentos aqui: que escola reivindica-se aqui para as crianças, especialmente para as menos favorecidas e que moram nas periferias mais distantes das cidades de grande e médio porte? Ou que tipo de integralidade a Educação de Tempo Integral propõe a realizar?

  



4.2 A Escola de Tempo Integral em Goiânia 

   

Em Goiânia a Rede Pública de Ensino, atualmente, apresenta sete escolas que adotam o Sistema de Tempo Integral. Como forma de conhecer na íntegra a evolução do Sistema Integral nesta capital, foram desenvolvidos dois tipos de

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questionários, com questões subjetivas, vislumbrando conhecer o posicionamento dos gestores dessas escolas, bem como, um questionário objetivo, almejando apresentar gráficos com resultados representados por meio de percentuais, com o intuito de avaliar a satisfação dos gestores adeptos do Sistema em Tempo Integral.

As questões objetivas apresentaram os seguintes resultados: 



Gráfico 1 - Qual sua preferência por sistema de ensino?



PREFERÊNCIAPORSISTEMADEENSINO



ESCOLAEMTEMPOINTEGRAL ESCOLAEMENSINOREGULAR  0%     100%    

Fonte: pelo autor da pesquisa, 2012.

 

O gráfico 1 representa um questionamento feito com alunos que estudaram em Colégio de Ensino Regular e de Tempo Integral e as respostas obtidas foram unanimes em relação à aceitabilidade do Projeto de ensino de tempo estendido.



Gráfico 2 – Você verifica vantagens na escola em tempo integral,

comparando-a com a escola de ensino regular?  VANTAGENSDAESCOLAEMTEMPOINTEGRAL  SIM NÃO 0%       100%    

Fonte: pelo autor da pesquisa, 2012.

 

Em relação ao gráfico 2, as respostas também foram bastante animadoras no que diz respeito sobre as vantagens da escola de tempo integral em comparação ao ensino tradicional, espaço escolar, o aprendizado, tempo e convívio entre as crianças.



Gráfico 3 – Como você vê o apoio do Estado/Secretaria de Educação para

implantar/sustentar o ensino em tempo integral? 

APOIODOESTADOPARAIMPLANTAÇÃODA

ESCOLAEMTEMPOINTEGRAL

SATISFATÓRIO REGULAR INSUFICIENTE

 0%  25%   75%    

Fonte: pelo autor da pesquisa, 2012.

 

No que se refere ao apoio advindo do Poder Público, apesar deste projeto ser de responsabilidade da Secretaria da Educação do Estado, de acordo com a pesquisa, há uma déficit considerável a se suprimir, tanto na parte física quanto na educação continuada dos docentes envolvidos com a implantação desse projeto.





Gráfico 4 – Os alunos apresentam rendimento satisfatório?



PREFERÊNCIAPORSISTEMADEENSINO



ESCOLAEMTEMPOINTEGRAL ESCOLAEMENSINOREGULAR



13%     87%      

Fonte: pelo autor da pesquisa, 2012.





Em relação ao rendimento escolar este é um problema bastante complexo para educação brasileira, tanto nos projetos de ensino estendido quanto nos tradicionais, porém o que foi registrado aqui foi uma boa aceitação e elogios em relação ao reforço de tarefas que geralmente é realizado no turno vespertino.

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Gráfico 5 – Como você considera a evolução da sua escola, desde a

implantação do tempo integral até os dias atuais?  EVOLUÇÃODASUAESCOLA,DESDEA IMPLANTAÇÃODOTEMPOINTEGRALATÉOS DIASATUAIS SATISFATÓRIA INSATISFATÓRIA   25%  75%    

Fonte: pelo autor da pesquisa, 2012.

 

Arguidos os diretores e coordenadores das escolas de tempo integral visitadas com o propósito de desenvolver esta pesquisa, de acordo com o gráfico 5, a grande respondeu positivamente em relação ao crescimento tanto qualitativo quanto quantitativo acerca da evolução da escola.

  



4.2.1 A evolução da escola de tempo integral em goiânia 

   

O debate sobre a educação de tempo integral voltou como pauta do dia, a partir do ano 2000. Muitos estados e municípios entenderam a ideia e introduzem o conceito de educação integral, mesmo que em nível de experimento em suas redes, ampliando a jornada de 4horas e assim, começaram a surgir projetos em todos os pontos do Brasil mostrando a importância de uma educação com tempo estendido.

É necessário que se tenha uma política pública voltada para educação, com vistas à melhoria da qualidade desta educação, do acesso e da permanência do aluno na escola. Para tanto, desde 2004 o MEC promove discussões sobre o assunto, criando e coordenando um grupo com representantes de municípios e estados com a finalidade de construir um texto sobre educação integral e que possa auxiliar e ser referência sobre este assunto.

O projeto que o Estado possui precisa ser garantido e, para tanto, a adesão ao programa tem como princípio o compromisso da comunidade em entender e respeitar o princípio de que o aluno é o sujeito da sua formação e da aprendizagem.



Tem-se aqui a proposta do Estado de Goiás em relação ao programa de educação de tempo integral.

  



4.3 O Professor de Tempo Integral 

   

O discurso da qualidade na educação parece ser consenso no Brasil e, toda vez que se fala em qualidade, se fala no professor. Diz-se que o professor está malformado, desmotivado e ministra disciplina para as quais não recebeu formação especifica. Tudo isso é verdade, mas levantar o problema não é solucioná-lo. Ainda mas quando aborda-se o problema com o objetivo de criticar diretamente o professor e esperar que, em um passe de mágica, ele opere uma revolução em si mesmo e passe a ministrar as aulas dentro do esperado. Não é assim. Não será assim (TEIXEIRA, 1994, p. 119).

A escola do tempo integral exige professor do tempo integral. O professor que ministra as aulas em um turno precisa acompanhar ou, ao menos, orientar as atividades realizadas no outro. Com isso, o professor terá dedicação exclusiva na escola e, como forma de preencher sua carga horária, não precisará ministrar disciplinas para as quais não tem formação ou, o que é mais dramático, dividir-se entre duas ou três outras escolas. E, mesmo que tenha ministrar disciplinas para as quais não tem formação, terá o tempo necessário para estudar e preparar-se.

Sabe-se que, na escola de tempo parcial, parte do aprendizado do aluno é, supostamente, realizado fora da sala de aula, por meio daquilo que convencionou- sede casa: exercícios, trabalhos, pesquisa de certos temas, leituras, redações... O professor não tem nenhum controle sobre o que acontece fora da sala de aula e, na maioria dos casos, esse aprendizado não ocorre. As expectativas da aula propriamente dita, no que depende desse trabalho extraescolar, têm muitas chances de resultarem frustradas, comprometendo a dinâmica própria do tratamento do conteúdo. No contexto da escola de tempo integral, o professor, com ou sem ajuda de monitores, acompanhará as atividades-extraclasse e garantirá que o aluno faça as tarefas programadas, completando, dessa forma, a dinâmica da aula, ou seja, do ensino aprendizagem (VIANNA, 2003, p. 77).