Appendix I. Use of the UPSI Statement to Override the End-of-File Record
Appendix 1. Processing Multi-Volume Files on Disk
Tentando encontrar um caminho para conhecer melhor o evangelho, fizemos uma aná- lise de algumas palavras importantes dentro da perícope, e percebemos termos como mnhmei,ou “mnemeiou” (sepulcro) substantivo genitivo neutro singular demnhmei/on “mnmeion”. Ela apa- rece 16x em todo evangelho de João, e no capítulo 20, aparece 2x (v 1) e uma vez nos versos (2, 3, 4, 6, 8 e 11).
Um termo que nos chamou a atenção é paraku,ptw “parakypto” (abaixar), seu sentido básico corresponde a abaixar, inclinar. Esse é nosso primeiro olhar, o ambiente conceitual do texto, que nos dá condições de conjecturar que é possível acrescentar uma ideia ligada ao olhar de forma amedrontada, respeitosa, e até sem entender o que está acontecendo.
Mas ao compararmos essa palavra em outros contextos, podemos ter também nova pers- pectiva. Por exemplo, quando Lucas e João usam o termo, os dois únicos dos evangelhos têm então esse sentido já mencionado a priori.
Mas ao lermos essa mesma sentença em (Tg 1,25; 1 Pd 1,12); a melhor tradução seria: “atentar” e “perscrutar”, respectivamente, ou seja, em relação à carta de Tiago “parar e olhar em alguma coisa a fim de vê-la com exatidão e reconhecê-la (Mussner), aqui significa ficar sobre o espelho a fim de examinar minuciosamente (Mayor)” (RIENECKER; ROGERS, 1995, p. 538). Quando tratamos do termo em Pedro e seu campo semântico, podemos dizer que é preciso um olhar para fora, ou examinar ao seu redor, assim como podemos entender a partir do que nos diz o estudo dessa palavra por meio de seu campo semântico. Senão, vejamos:
Pôr a cabeça para fora, esp. Através de uma janela ou porta, algumas vezes com sentido introspectivo, mas, mais frequentemente com o sentido literal de movimento. Quando usada figuradamente, implica comumente numa olhada rápida e superficial. A palavra significa “inclinar-se para olhar” e frequente- mente sugere uma olhada de leve, isto é “olhadela”, “espreitada” (v. Hort; Kelly). (RIENECKER; ROGERS, 1995, p. 554).
Podemos imaginar, que o autor vê problemas dentro da sua comunidade, como já ante- cipamos, devido a influência religiosa, cultural e teológica de outros pensamentos de seu tempo, e por isso podemos pensar em uma denúncia sobre a introspecção dos personagens. Assim Ma- ria Madalena pode representar de alguma forma a ruptura da comunidade em transição, for- mando uma outra. Nesse aspecto, ele vê em sua atitude, relações com parte de alguns membros dentro de sua comunidade que foram os causadores desta cisma.
E com isso ao olhar para dentro do sepulcro e não entender a visão, mostra o que acon- teceu com certos membros e algumas comunidades que perderam o sentido da fé íntima, como o caso da própria comunidade de Maria Madalena, e assim simbolicamente possa também re- presentar parte da sua própria comunidade.
Esse olhar dualista, infelizmente pode suscitar para alguns uma tentativa de justificar nosso próprio pensamento, mas não podemos esquecer que o evangelho joanino não se dá ape- nas em uma ótica particular, ele representa uma diversidade de grupos, e usar essa forma pode- ria nos fazer compreender melhor seus conceitos principais.
Seguindo adiante, o verbo qewre,w “teoreo” (ver, contemplar), é uma palavra que acompanha a ação da narrativa. No contexto do capítulo 20 a visão parece refletir uma con- templação que não é efetivamente entendida pelos personagens Pedro e Maria Madalena.
Nesse aspecto a visão é uma observação que para cada um deles não faz sentido. Uma espécie de olhar que contempla um cenário que não se tem a revelação. Por isso o verbo “ver” em relação ao discípulo amado (20,5) é ble,pw “blepo” (ver, olhar) enxergar com os olhos abertos. Em Rom 7,23 o termo pode ser compreendido como descobrindo se associarmos dessa forma a visão do discípulo podemos entender que ele descobriu o que estava acontecendo. Neste
caso o texto então revela o seu entendimento sobre o ocorrido. Assim a comunidade de João era a que tinha a compreensão espiritual da ressurreição.
Entendemos isso com o próximo verbo usado para se referir a esse discípulo com mais uma forma que versa sobre o termo “ver”. Em Jo 20,8 ei=denaoristo do verbo o`ra,w “orao” (ver, testemunhar), e também ver mental e espiritualmente (GINGRICH, DANKER. 1984, p. 148). Fica evidente que essa comunidade tem intimidade com o ressuscitado, a ponto de o Cristo já estar presente com eles, pois no entendimento desse grupo, Jesus faz parte do seu contexto social, revelando assim uma escatologia presente.
A narrativa confirma a visão de Maria Madalena (20,18) só após a revelação do Cristo, e, só então saiu para anunciar aos discípulos, onde ela afirma que viu (e`w,raken“eoraken” verbo perfeito o`ra,w “orao”), o Senhor. Já em contrapartida ao anúncio joanino, a necessidade de Maria Madalena de “ver” anjos, “ouvir” a voz do mestre e “tocar” o seu corpo, mostra que a revelação da ressurreição para as comunidades de fora, e para alguns de dentro, precisou de todo um exercício religioso, e o anúncio foi dado pela própria palavra de Jesus.
Voltando a análise do termo qewre,w “teoreo” (ver,contemplar), percebemos que as co- munidades petrinas e de Maria, não conseguiam entender a novidade.
O verbo theoreo (23 vezes em Jo) denota neste evangelho a percepção de uma realidade cuja presença (física ou não)/evidencia se impõe ao sujeito. A não ser que o contexto o neutralize, contêm um sema de reconhecimento. Não pré-julga sobre o grau de penetração nesta realidade. Pode-se traduzir, segundo os contextos, por perceber, presenciar, ser testemunha, constatar, ver presente, ter diante. Referido a pessoas ou outras realidades: 6,19; a Jesus; 6,40: ao Filho; 10,12: ao lobo; 12,45: a Jesus, ao Pai; 14,19 (cf. mais abaixo, frases negativas); 20,6: os lençóis (sem compreender o seu significado); 20,12: dois anjos; 20,14: a Jesus (sema de reconhecimento neutralizado pelo contexto) (MATEOS, BARRETO, 1989, p. 159). Acreditamos que nessa perícope acontece o que os autores acima apontaram, e, é pos- sível que nesse contexto se neutralize. Por meio disso podemos opinar dizendo que a visão de Maria Madalena não compreende a presença de anjos, que deveria ser para ela a revelação da autoridade do Cristo como Senhor, mas seu olhar não discerne o que está vendo, pois ela não dialoga com os seres dentro do sepulcro, nem os menciona ao jardineiro (Jesus) que a inter- pela.
O que é bem diferente para a comunidade joanina que vem sendo despertada acerca disso antes de culminar na morte/ressurreição, como vemos em João 1,51 e 12,29, onde ambos colocam Jesus como sendo o filho do homem, e proclamam antecipadamente sua exaltação e glorificação.
Senén Vidal aponta o E1 como o discurso primário da comunidade, em que os acrésci- mos fizeram com que os temas que já existiam se desdobrassem e se diluíssem em outra interpretação, nascendo a partir dessa introdução temática algo que não era novidade diante da situação inicial (VIDAL, 1997, p.22). Nesse ponto, temos que concordar, mas devemos ampliar esse conceito: o que João pretendia em nossa opinião era acrescentar ao tema novos apontamentos, e não apenas transformá-lo em outro.
Por exemplo, em João 20,12 no encontro com os (a;ggeloj) anjos, temos um ideal teoló- gico que parece remeter ao âmbito celestial, querendo demonstrar que a personagem de Maria Madalena, não teria condições de compreender a revelação da ressurreição, se nem mesmo Pedro havia entendido diante do túmulo vazio. Isso reflete a questão de que a comunidade do discípulo amado é a que tem a revelação primordial. E como é dito em João 4,24 seria para aqueles que estão imersos em Jesus, e assim para pertencer a Cristo não é necessário o monte, e nem Jerusalém, basta pertencer a comunidade joanina, pois nela se encontram aqueles que o “adoram em Espírito e em verdade”, assim eles entendem não apenas o cenário que eles estão envolvidos, mas a teologia que lá se apresenta.
Como já foi dito, ele usará o tema angélico em outros textos fazendo com que eles se interliguem dando ao leitor o entendimento completo e antecipado para a comunidade, de tudo aquilo que virá acontecer em relação a visão celestial dentro do sepulcro, assim João 1,51; 12,29; João 20,12 podem fazer parte de uma só mensagem espalhada por todo corpo do evangelho.
O que podemos dizer sobre o tema de João 5,4, que não está em alguns textos, entre eles o de Alexandria. Diríamos que ele representa também uma construção teológica diferente do contexto de anjos no evangelho, seu campo semântico é outro, pelo menos como parte de uma tradição histórica voltada para um mística pagã, ou uma relação de poder sobre a cura, que João tentará reverter.
Escavações mostraram, a leste das portas das ovelha, os restos superpostos de duas instalações incluindo bacias de água. A mais recente, datada do sé- culo II d.C., era um santuário pagão dedicado a um deus curandeiro, prova- velmente Serápis. A instalação subjacente, destruída no ano 70, originar-se- ia de uma crença taumatúrgica local muito antiga, de origem semítica. A expressão “anjo do Senhor” poderia refletir o esforço de integrar na ortodo- xia uma prática estranha à religião judaica. (LÉON-DUFOUR, 1988, p. 23). Por isso, entendemos que o texto não trabalha com a ação angélica ligada ao sinal da glória de Deus sobre Jesus nesse momento. “A água terapêutica faz pensar num tipo de sincretismo pagão na “cidade nova”, se não nos tempos de Jesus, pelo menos logo depois.
(Konings, 2005, p. 136). Assim, se havia realmente esse sincretismo, foi prudente acrescentar o “Anjo do Senhor”, para creditar a Deus esse manifestação, mas agora Jesus substitui esse anjo recebendo o crédito do poder curativo em seu ministério em favor da multidão, que parece ser o principal foco desses versos (Jo 5, 2-3).
O que realmente temos em relação às aparições celestias nos três versos acima (1,51; 12,29; 20,12), é a aparente sugestão de temas cruciais para a fé cristã, ou seja, “exaltação” e “glorificação” que se apresentará na cruz, e culminará na ressurreição.
leuko,j “leukos” (branco) que é o adjetivo normal dativo neutro plural, Essa palavra serve como todo adjetivo para qualificar o substantivo. A questão aqui é que deveria estar concor- dando com gênero, número e grau do mesmo, o que não acontece. Por isso os tradutores, e alguns comentadores acrescentam o termo “vestes”, que não aparece no texto, deixando assim a ideia que João está falando das vestes dos anjos. Nossa dúvida é exatamente essa, já que em outro texto, onde a outra única vez que aparece esse termo o campo semântico também é pare- cido (Jo 4,35). Ali os campos brancos parecem também referir-se a um processo espiritual, levando em conta que a reflexão é uma ação que está no âmbito da fé em favor do reino. Se usarmos esse mesmo ato, poderíamos supor que João está nos apresentando uma visão celestial e espiritual, onde o céu está aberto dentro do sepulcro, transformando o ambiente em um ver- dadeiro culto celeste. Algo que acontece na apocalíptica dos textos de Qumran.
O termo, kaqezome,nouj “katedzomenous” (assentados) que é o verbo particípio presente médio acusativo, denota uma ligação direta com os anjos. A cena evidencia que eles aguardam a chegada de uma pessoa, nesse caso seria Maria Madalena, ou o próprio Cristo? Enfim, essa palavra que aparece mais duas vezes em João, parece estar no mesmo contexto. A ação de quem se assenta, não é em um sentido de descanso, mas antes do que de espera. Ainda que João 4,6 demonstre o cansaço do Senhor, podemos perceber no desenrolar da trama, o que nos levanta outra questão, pois a mulher samaritana parece que de alguma forma estava sendo aguardada pelo Cristo. Basta-nos olhar todo o contexto joanino8.
O que vemos nessa atitude é maior, pois se espera para revelar algo novo, tanto para o personagem, como para a comunidade, ou para algum grupo interno. O que chama nossa aten- ção é que esse fato se desdobra em relação às personagens femininas no texto.
8 Para isso indico o meu trabalho de mestrado onde apresento o sentido em que haveria a “necessidade”de Jesus
passar por Samaria. O edei “edei” (necessário) tem sentido espiritual, era preciso, necessário fazer a vontande do Pai.
Em João 4,6, como mencionamos acima, Jesus se assenta para descansar, mas o texto antes diz que era necessário passar por aquele lugar, para então chegar a Samaritana, onde o contexto deixa transparecer a motivação desse descanso ou dessa espera? Já em (João 11,20) Maria, irmã de Marta e Lázaro, parece aguardar Jesus.
Em nosso texto os anjos assentados são uma construção literária, pois não estão ali para consolar, mas para mostrar, apresentar algo novo, assim como nos sinóticos. O interessante é que todos os três atos (Jesus com a samaritana, com Marta e Maria e os anjos com Maria Ma- dalena) demonstram que as mulheres estão envolvidas, e em cada uma delas há uma revelação que elas ainda não conheciam, ou não entendiam. Em nossa opinião, esses textos não se referem a uma diminuição do valor feminino, por exemplo, mas uma relação religiosa das comunidades em entender as revelações divinas. Possivelmente seria uma explicação dada às outras comuni- dades, sobre esse tipo de revelação, que só é conhecida pela comunidade joanina, ou parte dessa comunidade.
O termo ai;rw “airo” (tirar, levantar,carregar), é uma palavra com diversas proposições, mas em sua maioria é entendido como uma ação de tirar algo de um lugar e levar a outro. Essa é a maior parte das referências em João. Pode ser usado até mesmo como destruir, no sentido de eliminar, talvez fosse possível expressar essa ideia da fala de Maria Madalena no sepulcro (20,13). Ele serve também para ser usado em algumas expressões idiomáticas, vejamos: (avra,tw to.n stauro.n – “arato ton stauron” Mc 8,34); “expressão idiomática literalmente, ‘tomar a cruz, carregar a cruz’ estar preparado a sofrer até a morte, tomar a cruz” (LOUW; NIDA, 2013.p.257).
Com essa definição surge uma questão em nosso texto, ou seja, o termo usado em João 20,13 diz: (h=ran to.n ku,rio,n - “eran ton kurion”); tomar o Senhor, levar o Senhor, não seria uma discussão sobre os judeus tirando o direito ao culto ao Senhor, e levando sobre si, todo peso de seu sacrifício? Em contrapartida, na sequência a confusão da Maria Madalena, não seria também, uma denúncia joanina, sobre a dificuldade das comunidades em reconhecerem o Se- nhor, e por isso todo esse cenário, é na verdade uma ironia, já que as comunidades precisam ver um corpo para entender todo o mistério da revelação divina?
Oi=da “oida” (Saber/Conhecer/Compreender/lembrar). Em nosso contexto, a persona- gem não sabe ou não conhece para onde levaram o corpo. Aqui o termo não reflete a relação de motivo, mas de desconhecimento de local. Nesse aspecto ela não entende espiritualmente, sua relação está ligada a vida cotidiana, ao seu espaço natural. Diferente seria se o termo usado fosse “ginosko” por exemplo.
Ti,qhmi “títhemi” (por, colocar, sujeitar, usado em uma expressão idiomática de volun- tariado a morte, etc.), o termo aparece em diversos contextos, e em cada campo semântico cons- trói um ideal. Nesse caso a relação de sujeição a ser levado refere-se em relação à morte. Com a frase pou// e;qhkan auvto,nÅ “Tou ethekan auton” (onde o puseram), fica evidente que só o fizeram porque ele foi levado por não oferecer resistência. Nesse sentido por estar morto, na concepção textual, cuja relação essa que advém do próprio desconhecimento espiritual.
Stre,fw “Strepho”(voltar), fazer voltar, ou em um aspecto de voltar-se atrás, em um sentido em que a pessoa, possa voltar ou retornar ao estado anterior. Ou ainda “trazer de volta”. Em outro caso rejeitar, ou seja, não fazer retornar, esse último não seria o caso (apenas a título de informação). Fica então claro que ela deveria voltar atrás, pois esse termo é seguido de ovpi,sw “opiso” (atrás).
Khpouro,j “Kepourós” (Jardineiro), aquele que cuida de um jardim, ou horto, palavra não usual no NT, nesse sentido um Hapax legomena.
basta,zw “Bastadzo” (Levar, Carregar), O termo representa levar algo relativamente pe- sado, basta saber se essa relação tem a ver com o peso do corpo, ou o peso e o valor referente a quem estava sendo levado. Nesse sentido se refere a Jesus, como alguém que tinha um valor muito maior do que o sentido humano, ou seja, aquele que representava o filho de Deus, ou um líder de um grupo religioso. Esse termo também carrega uma expressão idiomática se estiver ligada à cruz, “stauron”, “levar a cruz”, ou seja, carregar o peso desse fardo. Outra expressão idiomática é “bastadzo stigmata “levar marcas”, assim é carregar as marcas como um escravo de um senhor... (Gl 6.17)” (LOUW; NIDA, 2013, p.719).
a[ptw “apto” (tocar, relações sexuais, deter, incendiar); dentro do texto o termo tem referência, ao toque, está ligado ao termo “aptomai”, que é segurar, deter (RIENECKER, RO- GERS, 1995.p. 191). O termo mais difícil e improvável aqui, mas que não deve ser descartado, é o das relações sexuais. Devemos levar em conta a ideia de impureza do ato da mulher e os anjos em toda história antiga como em Gn 6,2. Assim outro termo interessante seria incendiar, que é ligado a diversos outros textos bíblicos, com as palavras derivadas desse termo como apsantes, periapto respectivamente (at 28,2; Lc22,55; etc). Mas em nosso contexto, vemos que a ação feminina impede o encontro do filho de Deus com o seu pai.
avnabai,nw “anabaino” (subir, ascender). Relacionado a todo tipo de elevação, tanto para ir a um lugar alto, como subir aos céus. Ou como expressão idiomática subir ao coração (1 Co 2,9), (GINGRICH; DANKER, 1984.p.19), algo que ninguém imaginasse pudesse acontecer. Diante do nosso texto, a subida do Senhor é algo extraordinário, mas o termo refere-se à subida,
ou a uma nova percepção teológica em relação ao Senhor, um humano divinizado visto na terra que sobe ao céu.
poreu,omai “poreuomai” (Vai, ir). Significa sair de um lugar e indo a outro, seguir tam- bém a uma certa distância. “Sair”, “ir embora”, podendo ser usado em sentido de forma de vda, ou seja, viver, andar ou caminhar de uma forma de vida. Também pode ser considerado um sinônimo de Peripatéo. Em nosso texto possa designar avisar, ensinar.
avdelfo,j “adelphos” (irmãos), termo ligado à família, sendo irmãos no sentido estrito da palavra, em alguns casos primos. Em outros, relacionado a ligação entre pessoas de grupos religiosos, o que nesse sentido é o termo mais evidente.
e;rcomai “erxomai” (vem), mover-se de um lugar para o outro, tanto ir, ou vir. Podendo também ser entendido como “ficar”, acontecimento dirigido a alguém. Pode também ser usada em algumas expressões idiomáticas, para chegar a uma questão.
avgge,llw “angello” (Anunciar), contar, mensagem ou notícia. Contar algo que é desco- nhecido. Essa palavra se une a evangelho, termo que é conhecido como boa notícia.
Além dessas ocorrências, temos partículas importantes como (de,,, dé 2x); (w`j, ós 1x); (ou=n, oun 1x); (kai,, kai 11x); (o[pou, hopu 1x); (ga,r, gar 1x ); (o[ti, hoti 4x);( ei, ei 1x); (auvto,j, autós13x); (eivj, eis 4x); (evkei/noj, ekeinos 3x); (mou, mou 5x); (pro,j, prós 5x); significando e, enquanto, pois, pois, e, que, ele/a, para, aquela, me, perto/junto); essas palavras respectivamente mostram a coesão, e unidade do texto.
As conjunções (de., ou=n, kai,., o[ti,ga,r, ei, w`j), interligam as frases e partes de uma oração trazendo coesão ao texto. A Conjunção kai é uma das mais importantes conjunções gregas, e normalmente inicia muitas perícopes, o que em nosso caso não acontece, mas em contrapartida inicia alguns dos nossos versículos como o (12,13).
Os pronomes auvtoi/j; evkei,nh; tau/ta; ti,; ti,na; su.; mou; u`mw/n; sendo eles pessoais, de- monstrativos e possessivos, apresentam uma discussão para dentro do seu grupo. Com isso te- mos o pronome identificando a posse, ou a identidade de personagens e a autoridade de outro, nesse caso podemos apontar aqui o Cristo como no verso 17, onde ele diz: “17 Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Vemos aqui que os pronomes pessoais desse verso, denota autoridade e primazia do ressuscitado, respondendo aos leitores, que por meio dele, têm o mesmo Pai e Deus.