IV. 4 ´ Evaluation de l’interface pour la s´election des solutions
VI.2 Probl`emes d’ordonnancement
Factor 2 – Abuso Emocional
1 Insultar ou chamar nomes feios a uma pessoa.
2 Gritar muito e muito alto com alguém.
3 Ameaçar que vai magoar seriamente alguém.
4 Dizer que destrói ou destruir mesmo qualquer coisa de valor (ex: roupas, objectos, etc).
5 Prender alguém numa parte da casa (ex: quarto).
9 Dizer coisas que envergonhem muito uma pessoa.
10 Fazer acusações que não são verdadeiras só para magoar uma pessoa.
16 Gozar ou rir de alguém para a fazer sentir-se mal.
30 Dizer coisas que assustem muito a pessoa.
(Sani, 2007). Quadro 3
Factor 3- Coerção
Factor 3 – Coerção
8 Obrigar uma pessoa a trabalhar muito.
21 Pôr uma pessoa fora de casa.
22 Ameaçar com separações de pessoas da família.
24 Obrigar uma pessoa a fazer tudo o que se quer como se fosse um(a) criado (a).
26 Obrigar uma pessoa a fazer coisas feias ou que a envergonham.
28 Obrigar a guardar segredo de coisas feias ou más.
29 Levar à força uma pessoa para certos sítios.
(Sani, 2007). Quadro 4
Factor 4-Controlo
Factor 4 – Controlo
6 Não dar dinheiro para as despesas da casa.
7 Não deixar fazer tarefas que têm de ser feitas (ex: trabalhos de casa, arrumações, compras).
17 Estar sempre a controlar tudo (ex: o que se compra, o que se come ou bebe).
18 Não deixar sair uma pessoa de casa para alguns sítios.
19 Não deixar conversar com certas pessoas (ex: amigos, familiares).
20 Deixar de falar com uma pessoa durante algum tempo.
23 Perseguir ou seguir uma pessoa para onde quer que esta pessoa vá.
27 Mostrar ter ciúmes ou desconfiar muito de alguém.
(Sani, 2007).
Relativamente à administração do instrumento, esta pode ocorrer individualmente ou em grupo, não havendo tempo limite para a sua aplicação (Sani, 2007).
A cotação da escala baseia-se no somatório dos valores obtidos para cada item (escala de 0 a 4), sem cotação invertida, uma vez que estão todos formulados num mesmo sentido (Sani, 2007).
No que concerne ao resultado da pontuação, permite caracterizar o contexto familiar em que a criança está inserida bem como identificar os tipos de actos infligidos e quem são as figuras geralmente envolvidas (Sani, 2007).
4.4. QUESTIONÁRIO DE COMPORTAMENTOS DA CRIANÇA – RELATÓRIO DO PROFESSOR –
TRF
O questionário de Comportamentos da criança – Relatório do Professor (Teacher’s Report Form) foi concebido por Achenbach em 1991 que consiste na averiguação de problemas segundo a idade e sexo da criança em fase escolar e é constituído por questões referentes à performance académica tal como a forma como o aluno realiza as tarefas escolares, modo de aprendizagem, o funcionamento adaptativo, problemas comportamentais e emocionais. Todas estas questões destinam-se a serem respondidas pelo professor (Achenbach, 1993).
Assim, este questionário permite a averiguação de um diagnóstico pois possibilita a recolha de múltiplas informações referentes ao aluno (Roussos, Karantanos, Richardson, Hartman, Karajiannis, Kyprianos, Lazaratou, Mahaira, Tassi & Zoubou, 1999).
Metade do questionário é composto por treze questões e a outra metade do questionário é constituída por 113 afirmações referentes a condutas do aluno nos últimos dois meses a serem assinaladas de 0 (Afirmação não verdadeira), 1 (Muitas vezes verdadeira) ou 2 (Muito verdadeira ou frequentemente verdadeira).
Saliente-se que os valores dentro da normalidade situam-se entre os 30 e os 70 pontos, sendo que acima deste já ultrapassa o ponto de corte (Achenbach, 1991).
5.PROCEDIMENTOS
Como em qualquer trabalho científico, este desenvolveu-se seguindo um conjunto de etapas, iniciando-se com várias reuniões junto do Prof. Doutor José Soares Martins, a fim de
delimitar não só a temática como também estratégias a seguir no que concerne à metodologia, escolha dos instrumentos (Pedidos de Autorização para administração) e formas de obtenção de resultados. Assim, todas estas reuniões foram feitas na Universidade Fernando Pessoa, ao longo do mês de Setembro de 2008.
Finda esta etapa, no início do mês de Outubro de 2008, seguiu-se uma reunião no Centro de Acolhimento Mãe d’Água, com a Directora Técnica Dr.ª Cecília Jorge e com a Psicóloga Dr.ª Susana Silva a fim de pedir autorização para o desenvolvimento deste trabalho cientifico, bem como para marcar um horário compatível com a disponibilidade das crianças para o colocar em prática.
Uma vez as autorizações dadas, até ao final do mês de Outubro de 2008 procedeu-se ao levantamento junto da equipa técnica de todo o historial da “Sofia” e do “Daniel”, bem como a consulta dos dossiers referentes à história clínica, familiar, escolar e social destes dois irmãos para desta forma construir a Anamnese.
Após o levantamento de todo o historial, procedeu-se à administração das provas, em sessões individuais, consoante a disponibilidade das crianças, no final do mês de Outubro de 2008 e início do mês de Novembro do mesmo mês. Para cada criança, foram necessárias quatro sessões individuais, sendo que a primeira consistiu no esclarecimento relativamente ao desenvolvimento do trabalho científico, bem como ao estabelecimento de uma relação de confiança. Nas três ultimas sessões, foram administradas as três provas psicológicas, ou seja, a prova semi-projectiva Bar-Ilan, a entrevista semi-estruturada SCICA e Escala de Sinalização do Ambiente Natural Infantil (S.A.N.I.) respectivamente.
No final do mês de Novembro de 2008, estabeleceu-se o contacto com a professora do ensino básico da “Sofia” e com a professora e directora de turma do “Daniel” solicitando o preenchimento do Questionário de Comportamentos da Criança – Relatório do Professor – TRF, ao qual gentilmente responderam.
Durante todo o processo de recolha de dados, foi feita pesquisa bibliográfica referente à temática da vitimação e maus-tratos de forma a suportar os dados obtidos através das provas administradas.
A cotação das provas foi feita em Dezembro de 2008, tendo o desenvolvido de todo o trabalho científico continuado nos meses seguintes, ou seja, de Janeiro a Março de 2009.