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Principales limitations de la technique `a un seul m´elangeur

1.3 M´etrologie du bruit de phase r´esiduel des quadripˆoles

1.3.2 Principales limitations de la technique `a un seul m´elangeur

Os princípios básicos para o desenvolvimento de uma ontologia de acordo com Goméz-Pérez e Benjamins (1999) são: Clareza e objetividade – os termos devem ser acompanhados de definições objetivas e de documentação; completeza – uma definição deve expressar as condições necessárias e suficientes para expressar um termo; Coerência; Extensibilidade; mínimo compromisso ontológico; Princípio de distinção ontológica - as classes definidas na ontologia devem ser disjuntas, sem superposição de conceitos; Diversificação das hierarquias; Modularidade; e, Minimização da distância semântica entre conceitos.

Gruber (1993)45 apud Barquin, Moreiro Gonzalez e Pinto (2006),

apresenta como critérios para o desenvolvimento de uma ontologia: a) clareza – descontextualizada do ambiente social ou computacional; b) coerência – diz respeito às conexões, relações entre os conceitos representados e consistência dos axiomas; c) extensibilidade – proativa, deve se antecipar aos usos e compartilhamentos futuros do vocabulário representado; d) codificação mínima – a conceitualização se realiza ao nível de conhecimento, é independente; d) compromisso ontológico mínimo – evitar muitas afirmações sobre o mundo em modelagem.

Os componentes básicos de uma ontologia são: a) classes e subclasses, que representam um conjunto de particularidades com as mesmas propriedades e podem se organizar taxonomicamente; b) relações, que correspondem à interação entre os conceitos de um domínio; c) propriedades ou slots, atributos ou qualidades de algo; d) axiomas, utilizados para organizar sentenças sempre verdadeiras; e) instâncias, representação real das classes

45 GRUBER, T. R. A translation approach to portable ontologies. Knowledge Acquisition, 5 (2):199-220, 1993.

no domínio – físicas ou virtuais (GRUBER, 1996; NOY e GUINNESS, 2001; ALMEIDA e BAX, 2003; BARQUIN et al., 2006).

Ainda de acordo Gruber (1993), Gomez-Pérez e Benjamins (1999), Noy e McGuiness (2001) e Ramalho (2010).

As classes e subclasses de uma ontologia, também chamadas de tipo, espécie, categoria - são grupos abstratos, conjuntos ou coleções de objetos que agrupam elementos do mundo real, representados e categorizados de acordo com suas similaridades, levando-se em consideração um domínio concreto. Podem representar coisas físicas ou conceituais, desde objetos inanimados até teorias científicas ou correntes teóricas. É por meio da hierarquia de classes e subclasses que os componentes da ontologia são apresentados, constituindo uma taxonomia de conceitos, organizados a partir de suas características de identidade e estruturados de acordo com suas relações de subordinação, representando, assim, uma visão geral da ontologia e todas as entidades do domínio modelado.

As propriedades ou atributos descrevem as características, adjetivos e/ou qualidades das classes ou, trata dos relacionamentos entre classes pertencentes ou não a uma mesma hierarquia, descrevendo e rotulando os tipos de relações existentes no domínio representado. Em uma ontologia todas as propriedades existentes em uma classe são herdadas por suas subclasses, de modo que estas se constituem como especializações das classes, a partir da definição de propriedades que não podem ser aplicadas a todas as instâncias da classe superior.

As regras e axiomas são enunciados lógicos que estabelecem condições, tipos de valores, regras da ontologia possibilitando a realização de inferências automáticas a partir de informações que não necessariamente foram explicitadas no domínio, mas que podem estar implícitas na estrutura da ontologia. É o que distingue as ontologias de outros instrumentos de representação e o que possibilita a sua representação em formato que possa ser legível por máquina.

As instâncias indicam os valores das classes e subclasses, constituindo uma representação de objetos ou indivíduos pertencentes ao domínio representado; são as ocorrências particulares do objeto em relação à classe considerada. Uma instância também descreve conceitos, mas de forma individualizada, única e concreta, fazendo referencia a um objeto real.

Um domínio, uma parte do mundo sobre o qual se deseja expressar algum conhecimento e que define o limite onde é estruturada a ontologia (RUSSEL; NORVIG, 2004).

De acordo com Guarino (1997), as ontologias podem ser descritas em diferentes níveis de abstração dependendo de sua aplicabilidade: a) ontologias de alto nível (ou genéricas), que descrevem conceitos gerais que são independentes de um domínio específico (tais como: tempo, matéria, objeto, evento, ação, etc.); b) ontologias de domínio, que expressam conceituações de domínios particulares, descrevendo o vocabulário relacionado a um domínio genérico; c) ontologias de tarefa, que expressam conceituações sobre a resolução de problemas sem considerar o domínio em que ocorram, ou seja, descrevem o vocabulário relacionado a uma atividade ou tarefa genérica; d) ontologias de aplicação, que expressam conceitos tanto das ontologias de domínio, como também das de tarefas. Geralmente é uma especialização das duas ontologias.

As ontologias de alto-nível são as que possuem maior capacidade de reutilização, por definirem conceitos genéricos, enquanto as ontologias de aplicação são as que possuem menor capacidade de reutilização, por definirem conceitos relativos a uma aplicação específica. Em geral, a construção de ontologias deve observar, sobretudo: a definição do objeto; o comportamento do objeto no contexto; os relacionamentos do objeto.

As principais vantagens da utilização de ontologias são: fornecer um vocabulário para representação do conhecimento, tendo por base uma conceitualização que o sustenta, evitando assim interpretações ambíguas; permitir compartilhamento de conhecimento; fornecer uma descrição exata do conhecimento, por ser escrita em linguagem formal, a ontologia, não deixa espaço para lacunas semânticas, existentes na linguagem natural e eliminando contradições e inconsistências; permitir que a especificação formalizada seja

automaticamente verificada e validada; permitir o mapeamento da linguagem sem alterar a sua conceitualização, ou seja, uma mesma conceitualização pode ser expressa em várias línguas; permitir estender o uso de uma ontologia genérica a um domínio específico; permitir a comunicação entre pessoas de várias formas, acerca de um determinado conhecimento, um domínio do conhecimento e, portanto, atuam como uma referência para a obtenção do consenso numa comunidade profissional sobre o vocabulário técnico a ser usado nas suas interações. (GUARINO, 1998)