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Modèle de sécurité sémantique d’un système de chiffrement distribué contre une attaque

Partie III Applications 157

Chapitre 10 Chiffrement du même message sous plusieurs clés 203

2.2 Modèle de sécurité sémantique d’un système de chiffrement distribué contre une attaque

Não há trabalho de campo que não vise ao encontro com o outro, que não busque um interlocutor. Também não há escrita de pesquisa que não se coloque o problema do lugar da palavra do outro no texto. (AMORIM, 2001, p.16).

Na busca desse encontro com o outro, com os sujeitos que emprestaram suas vozes para esta pesquisa, busco esclarecer aqui como se deu o processo de delimitação dos sujeitos. Em virtude das mudanças acontecidas na pesquisa desde o projeto inicial até esta versão da tese, a mudança de aportes teóricos e do foco de estudo, optei por trabalhar com os alunos cursistas, efetivamente matriculados no curso de Licenciatura em matemática a distância da UEPG. Tendo como contexto da pesquisa a disciplina de estágio curricular supervisionado, no momento da definição dos sujeitos, havia duas turmas cursando as disciplinas de estágio. No momento desta decisão, estavam no 5º e 7º semestres do curso. Assim, definimos que trabalharíamos com ambas as turmas, uma vez que a oferta de disciplinas nos cursos a distância sempre passa por alterações, sendo 2 sujeitos de cada uma das turmas.

O segundo ponto que determinou a escolha dos participantes foi o fato de que o vestibular do curso destina 50% das vagas a professores em exercício e os outros 50% a comunidade em geral. Dessa forma, poderíamos verificar como o curso tem contribuído na construção e (re)construção da identidade profissional daquele professor em serviço e daquela pessoa que nunca adentrou em uma sala de aula como professor. Ficou decidido, então, que 2 seriam professores atuantes e 2 seriam não atuantes.

A fim de encontrar esses sujeitos, foi realizado um questionário aplicado presencial durante um encontro nos polos de apoio presencial. A disponibilidade e a intenção de relatar mais sobre sua experiência no curso foi um dos critérios de escolha dos sujeitos, pois na resposta da última questão do questionário os acadêmicos puderam mostrar seu interesse em participar ou não da pesquisa.

Os questionários que concordavam em participar foram separados e passamos à análise de respostas referentes ao estágio, na busca de encontrar respostas que refletiam sobre essa experiência e não somente respondendo assertivamente com sim ou não. Com base nestas

respostas analisadas, juntamente com o orientador, definimos possíveis sujeitos. Ao entrar em contato com os mesmos e com o interesse mantido, procurei manter sujeitos de polos diferentes. Esta estratégia permite compreender como estão os licenciandos/estagiários das mais variadas regiões do estado, respeitando as características e costumes de cada região.

Mas ao analisar os dados do questionário, percebemos que muitos alunos viviam uma situação de êxito no curso conforme Viel (2011), uma vez que não haviam reprovado em nenhuma matéria. Como fui tutora online da disciplina e estávamos preocupados em relatar não só os casos exitosos, tomei por iniciativa entrar em contato com um aluno da primeira oferta do curso em 2009, o qual teve uma série de desafios e percalços no caminho que o levaram a parar e retomar o curso. Vimos neste aluno uma realidade comum a muitos outros. Após a conversa com ele, inseri-o como um dos sujeitos da pesquisa.

Como a coleta de dados se daria no segundo semestre de 2017 e no primeiro semestre de 2018, é importante esclarecer que todos os sujeitos haviam aceitado participar da pesquisa, e teríamos 4 participantes sendo eles:

 Carlos é professor de Geografia e gestor estadual, acadêmico do 7° semestre em 2017.

 Maria era técnica em Química e não tinha experiência como professora, era acadêmica do 7° semestre em 2017.

 Miranda é professora das séries iniciais do ensino fundamental e acadêmica do 5° semestre em 2017, faria sua primeira docência em 2018.  Ale é auxiliar administrativa em uma escola, não tinha experiência como professora e era acadêmica do 5° semestre em 2017, faria sua primeira docência em 2018.

A ordem das entrevistas aconteceu respeitando-se o semestre em que os alunos estavam no curso e, dessa forma, realizamos a entrevista de Carlos e Maria no segundo semestre de 2017, a fim de acompanhar as docências de cada um. Mas foi possível somente acompanhar a docência de Maria, pois Carlos trancou o curso por problemas emocionais, deixando o estágio IV para ser cursado em 2018. Como Ale e Miranda estavam iniciando os estágios de observação, preferi deixar o acompanhamento das docências para o estágio III em 2018, e realizamos somente a entrevista inicial. Já no início da disciplina de estágio III, nos deparamos com dificuldades, visto que Miranda encontrava-se com problemas de saúde e Ale enfrentava

problemas familiares que requeriam sua atenção; assim, ambas trancaram o curso. Foi necessário voltar aos questionários para encontrar novos sujeitos para a pesquisa.

Ao falarmos dos alunos com experiência, havia 7 questionários, dos quais somente 3 se propuseram a participar da pesquisa. Dentre os 3 sujeitos dispostos a participar, Ale havia trancado o curso, um dos sujeitos faleceu e o terceiro  apesar de matriculado  não estava efetivamente cursando a disciplina de estágio. O que nos levou a procurar os 4 sujeitos que não demonstraram interesse, 1 sujeito se dispôs a participar da pesquisa, apesar de não ter formação anterior; Catiane vivenciou a experiência de ser professora contratada para substituição no estado do Paraná. O que caracteriza uma experiência profissional antes do estágio do curso.

Entre os alunos que não possuíam experiência anteriores como professores, foi ainda mais difícil, pois, apesar de inúmeros contatos, eu não recebia resposta dos mesmos. Então, foi necessário entrar no AVA e verificar quais alunos estavam efetivamente cursando a disciplina, dentre os 8 que haviam aceitado participar, somente 1 retornou o contato aceitando, mas, ao solicitar a entrevista, a mesma desistiu de participar. Foi necessário retornar ao AVA e procurar nos alunos, aqueles que participaram do questionário e para nossa surpresa somente 9 estavam efetivamente cursando a disciplina. Em vista disso, foi necessário estender o convite aos alunos que estavam efetivamente cursando a disciplina, mas não haviam respondido o questionário, de modo que foi possível encontrar Cristiane. Assim foram definidos os quatro sujeitos da pesquisa que apresentaremos no Quadro 3, a seguir:

Quadro 7– Caracterização dos sujeitos da pesquisa

CARLOS

- 42 anos

- Polo inicial de Rio Negro, substituído por São Matheus do Sul - Professor de Geografia e Gestor estadual.

MARIA

- 35 anos.

- Polo de São Matheus do Sul. -Técnica em Bioquímica. CATIANE - 25 anos. - Polo de Reserva. - Atualmente dona de

casa, mas trabalhou

durante todo o curso.

CRISTIANE

- 36 anos.

- Polo de Jaguariaíva - Trabalha em uma empresa administrativa.

Fonte: Dados produzidos pela autora, 2019.

No próximo item veremos a caracterização mais aprofundada dos sujeitos da pesquisa, a fim de compreender o trânsito entre as diferentes comunidades de prática no qual eles estão inseridos.

3.4 CONHECENDO UM POUCO MAIS OS SUJEITOS DA PESQUISA E AS