Partie III Applications 157
Chapitre 8 Application au recouvrement de clé 185
9.2 Autres algorithmes distribués
A geração Y é caracterizada como aquela que luta pela felicidade, e para aproveitar o mundo no presente. Para esta geração a tecnologia é vista como algo que os norteia, já que estão sempre ligados às novas tendências de comunicação, e procuram informação e satisfação. Além disso, são considerados jovens que já nasceram e se desenvolveram juntamente com a Internet, falando ao celular, conectados a um computador. Outra característica dessa geração, é que esses jovens não confiam nas tradições, filhos da geração “X” e netos da geração “Baby Boomers”.
Conforme o artigo publicado por Roberto Malacrida (2001), alguns estudiosos, como, sociólogos, psicólogos, pedagogos, profissionais de Recursos Humanos e da Comunicação, procuraram entender como essa geração pensa, age, reage, principalmente, se comporta. Logo, em um primeiro momento esses jovens, foram sendo caracterizados como a geração da “Conexão”, ou geração “M” de multifuncional, multioperacional, multitarefas, multitudo.
Os modelos estruturados de sociedade, família, trabalho e até de felicidade estão sendo colocados em discussão, e já não se considera uma boa estratégia lutar a vida toda para tentar ser feliz somente quando a aposentadoria chegar. A transgressão como ferramenta de inovação e a busca da satisfação imediata de seus sonhos são algumas das mais marcantes características dos jovens nos dias atuais, conhecidos como Geração Y. (OLIVEIRA, 2010, pg.10)
No artigo, “A mídia impressa revista e a Geração Y: Uma conexão possível”, Malacrida (2001), defende a ideia de que os estudos da pós-modernidade são grande referencial que auxilia a compreender o comportamento e as ideias da Geração Y. O autor destaca que para alguns pode ser considerada uma fase de “crise de identidade”, mas esta crise não se prende ao sentido negativo da palavra crise mas a um sentido muito mais amplo e abrangente. “A identidade passa por uma fase de desconexão na qual somos múltiplos ou não somos nada” (MALACRIDA, 2001, p 8).
A questão da identidade está sendo extensamente discutida na teoria social. Em essência, o argumento é o seguinte: as velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e
fragmentando o indivíduo moderno, até aqui visto como um sujeito unificado (HALL, 2005, p.7).
Malacrida (2001) observa que o processo de mudança estabelecido a partir dos anos 80 nas relações entre os seres sociais está ligado às evoluções tecnológicas, as quais possibilitaram conexões abrangentes e cada vez mais socializadas. Para ele, os fatores como a diminuição do preço dos aparelhos de comunicação, como computadores e celulares, também influenciou fortemente os processos de mudança para um estado de comunicação mais socializado. “À medida em que áreas diferentes do globo são postas em interconexão umas com as outras, ondas de transformação social atingem virtualmente toda a superfície da terra”– e a natureza das instituições modernas. (GIDDENS, apud HALL, 2005).
Conforme, Malacrida (2001), os jovens da Geração Y não se preocupam com fronteiras geográficas, físicas ou culturais, tendo em vista que eles se apoderam do mundo através da Internet e não abrem mão de se conectar com tudo e com todos que lhes são importantes naquele momento, uma vez que estão muito mais envolvidos com suas próprias limitações, mais tecnológicas do que culturais.
Os fluxos culturais, entre as nações, e o consumismo global criam possibilidades de “identidades partilhadas” – como “consumidores” para os mesmos bens, “clientes” para os mesmos serviços, “públicos” para as mesmas mensagens e imagens – entre pessoas que estão bastantes distantes umas das outras no espaço e no tempo. Na medida em que as culturas nacionais tornam-se mais expostas a influências externas, é difícil conservar as identidades culturais intactas ou impedir que elas se tornem enfraquecidas através do bombardeamento e da infiltração cultural (HALL, 2005, p. 74).
Em resumo, a geração Y, pertence aos nascidos a partir de 1980, muitos são filhos únicos de pais que tiveram filhos após os 30, cresceram superprotegidos e com mimos tecnológicos. Manifestam-se mais por escrito que verbalmente; usam intensamente o celular, como voz e torpedo – SMS. São considerados, ainda, uma geração do silêncio, pois preferem teclar a conversar, são imediatistas. Outro marco dos integrantes dessa geração, é que precisam enxergar sua carreira com novidades a cada seis meses ou um ano. Para eles, estar off-line é quase como não existir, e julgam não ter nada para fazer quando a Internet sai do ar, uma vez que se desligar das redes sociais é crucial para esta geração. Enfim, suas vidas virtuais são bem resolvidas, mas suas vidas reais, nem tanto, pois a fixação pelo mundo virtualizado interfere em seus relacionamentos interpessoais.
Por outro lado, temos a geração Z, que é nascida de 1994 para cá, tendo acesso a muito mais dados e mobilidade. As redes Sociais, blogs, Youtube e a Wikipédia, fazem parte do dia
a dia, como o ar que respiram. Estão sempre querendo mudar, evoluir, vivem em uma constante busca pelo novo, o que segundo eles “aderem a sua cara”. Alguns especialistas os chamam de Geração Z, uma geração que nasceu sob o advento da internet e do boom tecnológico e para eles estas maravilhas da pós-modernidade não são nada estranhas.
O ponto forte da Geração Z é tecnologia e virtualização. Para estes jovens, o mundo gira em torno da internet, telefones celulares, computadores, iPods, games, televisores e vídeos em alta definição. Procuram no mundo virtual, o que sua verdadeira realidade não permite, uma vez que a maioria sofre com a falta de expressividade na comunicação verbal, o que acaba por causar diversos problemas principalmente com a Geração Y, anterior a sua.
Conforme o artigo “Imperativos de conduta juvenil no século XXI: a “Geração Digital” na mídia impressa brasileira, de João Freire Filho e João Francisco de Lemos o rótulo geracional pretende enfatizar a curiosidade, a confiança e a destreza ímpar com que os indivíduos nascidos depois de meados dos anos 1980 utilizam microcomputadores, internet e telefones celulares para as mais diversas finalidades (entretenimento; informação; aprendizagem; comunicação; consumo; construção de personalidade e de identidade social; consolidação de redes de sociabilidade). “Apesar do predomínio de textos centralizados no grupo tradicionalmente entendido como jovem, é considerável a existência de narrativas sobrea infância “high-tech”, enfocando os chamados “babynautas” ou “cyber-kids””. (Halloway & Valentine 2003)”.
Freire e Lemos (2008) defendem que em todos os casos, porém, a tentativa de radiografar uma “geração” em todo seu ineditismo parece estimulada mais pela profusão das próprias tecnologias em um admirável mundo novo do que pelo pertencimento a um grupo etário fixo.
Garotos e garotas da Geração Z, em sua maioria, nunca conceberam o planeta sem computador, chats, telefone celular. Sua maneira de pensar foi influenciada desde o berço pelo mundo complexo e veloz que a tecnologia engendrou. Diferentemente de seus pais, sentem-se à vontade quando ligam ao mesmo tempo televisão, o rádio, o telefone, música e internet (“Geração Z”, Veja Especial Jovens, set./2001, p. 15). Para esse público, o celular passou a representar um acessório definidor da personalidade (“Eles não vivem sem celular”, Veja Especial Jovens, jun./2004, p. 79).
Porém, é preciso entender o que a tecnologia representa para os pais dessa geração; Para seus pais, a tecnologia é apenas um complemento de sua vida. [...] Para os adolescentes, essa separação entre o real e o virtual é imperceptível. Eles nasceram e cresceram na rede – e, mais importante, em rede. [...] Para a geração digital, sem celular, comunidades online ou blogs não há vida (“Geração Digital”, Exame, 24/8/2006, p. 22).
A geração Z é o exemplo do imediatismo, do processo de virtualização e sintonia com diversos meios e maneiras de se comunicar.
Enviar e receber e-mails, fazer pesquisas de colégio ou faculdade, participar de chats, visitar páginas de notícias, humor e astrologia, baixar músicas, vídeos e games, conversar com amigos em programas de mensagens e, ufa, ainda visitar ou atualizar os próprios blogs e fotologs. Tudo em uma tarde, quase ao mesmo tempo e com a TV ou o som ligado e o telefone celular tocando. Folha de S.Paulo, “Cabeça a mil”, Folhateen, abr./2004, p. 12)
Todavia, é notório que os jovens dessa geração têm grande veneração e dependência das tecnologias e suas ferramentas, pois veem no advento da internet e suas consequências, um exemplo, ou um ideal para o seu cotidiano, pois o google, é um dos maiores “amigos desse público”. “Os novos hábitos de consumo e as novas práticas de sociabilidade e comunicação da juventude são descritos, frequentemente, como modelos ideais de conduta por indicarem uma flexibilização que garante a efetividade dos novos processos de capitalização” (FREIRE FILHO & LEMOS, 2008, p. 14).