Optimisation Multi-objectif Pire cas
7.1 Résolution d’un problème multi-objectif pire cas
7.1.1 Preuve de la continuité de l’application pire cas
3.1. Categoria Perspetivas de Avaliação
Para os alunos entrevistados (independentemente de terem ou não sucesso), a avaliação ‘mede’ o aproveitamento escolar, sendo a classificação a sua grande preocupação, pois ela é determinante no percurso escolar, uma vez que decide sobre o seu progresso na escolaridade. Ser bem avaliado é ter boas notas, transitar de ano e ser “bom aluno”. Contudo, alguns alunos têm expectativas elevadas e fazem depender o seu sucesso do gosto pela disciplina “tal como todas as coisas, há matérias que gosto outras não” (A9), da sua atenção nas aulas “estar atento nas aulas e não desistir para atingir os objetivos que me proponho atingir “(A8), do interesse e do estudo “o sucesso depende do interesse que temos nas aulas, se estamos atentos e se estudamos “(A4). Tirar dúvidas nas aulas, nas aulas de apoio, com os colegas ou mesmo com os pais é, também, fundamental para compreender os conteúdos “esclareço as dúvidas com o professor, se não for nas aulas é nos apoios” (A1); “mesmo que não compreenda as matérias estudo sempre e tiro as dúvidas com os meus colegas, com os professores ou com os meus pais “ (A2); “levanto o dedo e pergunto à professora” (A7). Consideram que para ter uma boa avaliação é necessário gostar de estudar, ter interesse, esforçar-se e ter empenho na sala de aula, ter bom comportamento e sobretudo ter atenção. Do mesmo modo que referem como razões para ter má avaliação a falta de capacidades, falta de atenção /concentração na sala de aula, com capacidades e não se esforçar, só querer sair, estar com os amigos, às vezes os problemas em casa, o mau comportamento e o desinteresse pela escola.
Os alunos entrevistados manifestam sentimentos de dualidade: a avaliação serve para premiar o mérito e serve para serem punidos. Consideram que os professores avaliam tudo, valorizando todas as dimensões do seu trabalho, ou seja, a avaliação “serve para os professores avaliarem o nosso desempenho (A4), e “para avaliar o nosso conhecimento (A5), o comportamento, “ a atenção nas aulas” (A4) a concentração, a capacidade de trabalho, a participação, o empenho, a assiduidade, a
realização dos trabalhos de casa, a organização do caderno diário e a apresentação dos materiais necessários, ou seja, “para identificar […] o aluno com as suas capacidades” (A8). Sentem-se desmotivados alguns alunos pois, “no início do ano letivo, os professores entregam um documento a dizer dos critérios quanto dão para o comportamento” (A13) e, ainda, que o seu comportamento se encontre refletido na classificação “ a postura na sala de aula, isso reflete-se depois nas notas” (E9), consideram que os professores dão mais ênfase ao mau comportamento do que ao bom. No geral, todos os professores falam com os alunos acerca dos seus progressos, das suas aprendizagens, “fazem isso que é para manter os alunos atualizados se estão a melhorar para os incentivar” (E6). Por outro lado, todos os entrevistados consideram que os professores o que mais valorizam são os testes. Alguns alunos consideram que os testes podem ser um instrumento redutor, pois “ nas línguas gostaria de ser avaliada oralmente, nós somos muito avaliadas na parte escrita e noutras disciplinas também” (A2) e poderiam ser substituídos “por um trabalho individual ou de grupo, eu era capaz de fazer melhor” (A17). O teste pode sancionar o trabalho e ser punitivo, pois “eu não consigo estudar para os testes” e “mais oralmente porque nos exprimimos melhor, também não há oportunidade de copiar” (A4)
Os testes surgem, assim, como um instrumento de avaliação privilegiado, constatação que confirmada por Barreira e Pinto (2006, p. 59) para os quais “embora os estudos mostrem que os professores utilizam instrumentos diversificados, o que é certo é que os instrumentos com maior peso na avaliação continuam a ser os testes.”
3.2. Categoria avaliação e estudo
Os entrevistados consideram o estudo muito importante para ter sucesso na escola. Independentemente de serem alunos com muito ou pouco sucesso, apenas dois entrevistados referem que gostam de estudar, dois afirmam que não gostam, sete dizem que depende da disciplina e sete consideram que não gostam de estudar, mas “tenho que estudar para passar de ano “(A5). No entanto, consideram que o estudo significa esforço nas tarefas escolares, “porque o nosso futuro depende do nosso sucesso. Significa esforço, querer, responsabilidade, muito estudo, autonomia, trabalho. Uma pessoa que tem insucesso tem muita falta de responsabilidade” ( A18). Referem que é determinante estudar para se obter sucesso na escola, “aplicar-me para obter os melhores resultados possíveis” (A15) o que significa que ter aproveitamento na escola é equivalente a transitar de ano.
Sublinhamos a valorização que a maioria dos alunos concede ao acompanhamento familiar (com predominância, mas não exclusividade, dos alunos com êxito escolar), ao interesse e ao estímulo familiares, enquanto fatores de apoio e de suporte da vida escolar, porque “escola e família são dois territórios que se devem tocar muitas vezes, mas sem competição e com respeito pela especificidade de cada um” (Sampaio, 2009, p. 6).
Neste sentido, questionados sobre a valorização do estudo pelos pais, independentemente de serem alunos com sucesso ou com retenções referem que são as mães que acompanham o seu percurso escolar, isto é a maioria dos pais delega esse papel na mãe, deslocam-se à escola para as reuniões e sempre que solicitados apenas dois dos nossos entrevistados referem que é o pai. Mencionam que os pais os incentivam ao estudo, ficam contentes se tiram boas notas e tristes quando têm más notas ou retenções; também castigam: “quando tenho más notas fico de castigos tiram-me o telemóvel, o computador” (A1).
Em relação à função dos pais, De Ketele (2010, p. 27) salienta que estes “têm o direito (e o dever) de se preocuparem com o futuro escolar dos seus filhos”, porque a escola é um sistema no qual interagem alunos, professores e pais e o bem-estar vivido por todos eles tem implicações determinantes sobre o clima de escola e a qualidade de ensino que ali se pretende alcançar.
Ainda, quanto ao envolvimento dos pais na vida escolar, os nossos entrevistados referem que conversam com os seus pais acerca do seu futuro escolar e a maioria incentiva a seguir a universidade “eles incentivam para ir para a Universidade” (A14), eles preocupam-se com “ o meu comportamento e com as fichas de avaliação, se estão assinadas”(A13), “regresso a casa e tenho que fazer um relatório do dia”(A15).Os pais na sua maioria dão muita importância às fichas de avaliação e prestam atenção e interesse pelas atividades e pelos resultados escolares e atribuindo valor à escola. Alguns estudos internacionais (Théorêt et al., 2006) vêm demonstrando que há uma correlação significativa entre a supervisão parental e a média escolar obtida pelos alunos e que o apoio parental é fundamental para que alcancem o sucesso escolar.
Os professores valorizam muito o estudo, na opinião dos alunos entrevistados, para ter boa avaliação é necessário estudar, os professores controlam os alunos, também pelo estudo que estes fazem.
4. Conclusão
De um modo geral, os alunos encaram a avaliação como algo inevitável, pois têm de ser classificados para progredir, ou seja, têm de obter aproveitamento escolar.
Realçamos, a opinião de todos os nossos entrevistados referente à atenção, empenho e interesse, demonstrados pelos pais em relação ao seu estudo e às tarefas escolares, onde interagem alunos, professores e pais, o que contribui para dar sentido e valorizar o papel da avaliação e da escola.
Consideram que a avaliação premeia o esforço, a dedicação e o comportamento; a avaliação controla o estudo, obriga a estudar e diagnostica o que sabem. Os alunos com menos sucesso escolar reconhecem que os professores identificam as suas dificuldades, de modo a ajudá-los a ultrapassá-
las, mas consideram que as estratégias de abordagem dos conteúdos e os conteúdos não os motivam. Reconhecem o estudo importante para o seu futuro, mas sentem-se desmotivados e só frequentam a escola por que são obrigados. Contudo, os alunos aceitam os testes escritos como algo inevitável, rigoroso e que os obriga a estudar. Entendem que a avaliação é um processo de punição, mas é necessário.
Para além das disfunções ao nível da motivação e do autoconceito, muitos alunos revelam graves desadequações quanto aos métodos de estudo que utilizam, quanto aos objetivos a alcançar ou quanto aos recursos a mobilizar. Aspetos sobre os quais a escola deveria intervir o mais prontamente possível, na medida em que o insucesso persistente tem efeitos negativos no desenvolvimento pessoal do aluno e no seu rendimento escolar posterior.
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