CHAPITRE III / NOM PROPRE : CONCEPT ET DELIMITATION
3.5. Pragmatique du nom propre
Este estudo foi desenvolvido com amostras de água natural proveniente do rio Pirapó, principal manancial de abastecimento de água potável das cidades de Maringá e Apucarana.
Foi utilizada a coleta simples para execução das análises químicas, adotando os seguintes procedimentos: frascos perfeitamente limpos, estéreis e com conservante Tiossulfato de Sódio; antes da coleta, enxágue do frasco 3 (três) vezes com a amostra; coleta de amostras próximo às margens, mergulhando-se o frasco para que fosse preenchido com a amostra; identificação das amostras (data e hora da coleta; origem da amostra); frascos bem fechados e acondicionados em caixa térmica para transporte até o Laboratório de Parasitologia da Universidade Estadual de Maringá, local onde foi realizada a parte experimental do estudo.
Para identificação da presença de coliformes totais e fecais empregou-se a técnica de membrana filtrante, que consiste num método de isolamento e quantificação de colônias de bactérias. Esta técnica é recomendada pelo Standart of Methods for the Examination of Water and Wasterwater (APHA, 1998), referência internacional em análises em águas.
A água das amostras foi homogeneizada e filtrada através de membranas filtrantes de acetato de celulose, de porosidade de 0,45μm, que permite a passagem de líquidos retendo os microrganismos com dimensões maiores que o tamanho do poro.
Após a filtração e retenção dos microrganismos, a membrana foi transferida para a superfície das placas de Petri contendo o meio de cultura agar Endo e FC, sendo o meio Endo usado para identificação do grupo coliforme e o meio FC para identificação de coliformes fecais. Após a incubação de 24 horas as colônias foram enumeradas visualmente.
Ambos os meios de cultura inibem o crescimento de bactérias gram-positivas e tornam as colônias de coliformes distinguíveis das dos não-coliformes. Em agar Endo, que contém um indicador sulfito fucsina que torna fácil a identificação dos fermentadores de lactose, os coliformes formam colônias avermelhadas enquanto os não fermentadores de lactose são incolores. A presença de colônias típicas de coliformes nestes meios confirma a presença de bactérias gram-negativas fermentadoras da lactose.
Em relação ao meio de cultura agar Endo, Agudo (1988, p.23) explica que,
A selectividade do agar de Endo deve-se à combinação de sulfito de sódio/fucsina básica que resulta na supressão parcial de microorganismos gram-positivos. Os organismos coliformes fermentam a lactose, produzindo colônias com uma cor rosa escuro a rosa-vermelho iridescente e uma coloração semelhante do meio. As colônias dos organismos que não fermentam a lactose são incolores a cor-de-rosa tênue em contraste com o fundo cor-de-rosa claro do meio.
Agudo (1988) explica ainda que apesar do meio agar Endo inibir a maioria das bactérias gram-positivas, pode, em alguns casos, não inibir o desenvolvimento de enterococos ou estafilococos, bem como, leveduras.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados microbiológicos das dez amostras coletadas ao longo do rio Pirapó, e amostra controle, encontram-se apresentados na Tabela 1. Os resultados demonstram uma alta taxa de contaminação tanto por coliformes totais, como por coliformes fecais nas águas sem tratamento, sendo que em 80% das amostras coletadas configurou-se como incontável o número de colônias em função de sua quantidade (conforme pode ser visualizado nas imagens 04 a 07).
Tabela 1. Resultados das amostras de água do rio Pirapó para coliformes totais e termotolerantes Cidade Coliformes totais Coliformes Termotolerantes
Apucarana 55 colônias 35 colônias
Maringá Incontável Incontável (meio continuou azul)
Colorado Incontável Incontável (com alteração da coloração do meio - de azul para amarelo)
Atalaia Incontável Incontável (com alteração da coloração do meio - de azul para amarelo)
Jardim Olinda Incontável Incontável (com alteração da coloração do meio - de azul para amarelo)
Controle Negativo Negativo
Fonte: Pesquisa direta (2012)
Figura 3. Visualização dos resultados da análise laboratorial das amostras de água do rio Pirapó, no
município de Apucarana. Fonte: Pesquisa direta (2012).
Figura 4. Visualização dos resultados da análise laboratorial das amostras de água do rio Pirapó, no
Kitlabor (2011) explica que a presença de bactérias em quantidades elevadas pode impedir a detecção das colônias de coliformes, devido ao intenso desenvolvimento e sobreposição dessas colônias.
Figura 5. Visualização dos resultados da análise laboratorial das amostras de água do rio Pirapó, no
município de Maringá. Fonte: Pesquisa direta (2012).
Figura 6. Visualização dos resultados da análise laboratorial das amostras de água do rio Pirapó, no
município de Colorado. Fonte: Pesquisa direta (2012).
Figura 7. Visualização dos resultados da análise laboratorial das amostras de água do rio Pirapó, no
Figura 8. Visualização dos resultados da análise laboratorial da amostra controle. Fonte:
Pesquisa direta (2012).
REFLEXÕES
Estudo apresentado por Cassaro e Correia (2005) evidenciou que alguns afluentes do rio Pirapó são receptores de resíduos de diferentes origens, como por exemplo: óleos e graxas dos postos de serviços de lavagem e lubrificação automotivos, despejos industriais, lixos orgânicos, materiais inertes de difícil degradação. Os pesquisadores constataram ainda, que a nascente do rio Pirapó recebe lançamento de efluentes de diversas características físico-químicas e biológicas, como: carga orgânica de frigorífico, detergentes de diversas indústrias, águas pluviais contaminadas com efluentes industriais, e que o rio Pirapó sofre processo de assoreamento, dada à falta de proteção natural (matas ciliares).
Estas informações, juntamente com os resultados laboratoriais do presente estudo, no qual se constatou um elevado número de coliformes fecais e termotolerantes em todas as amostras de água coletadas no rio Pirapó em diferentes municípios, evidenciam que se ações não forem tomadas urgentemente no intuito de minimizar a intensa degradação antropogênica que este manancial vem sofrendo, a limitação do uso de suas águas para abastecimento de água potável à população será inevitável.
Conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde (2001), todas as pessoas têm direito ao acesso e suprimento adequado de água potável. Direito este, que tem sido negligenciado, principalmente em função da contaminação das águas fluviais por substâncias químicas, microrganismos patogênicos e dificuldade na implantação de procedimentos eficientes de tratamento das águas para distribuição e utilização humana.
Desse modo, configura-se de extrema importância a continuidade deste trabalho, principalmente, para implementação de novas análises que possibilitem a identificação das classes de microorganismo presentes nas águas do rio Pirapó e que podem inviabilizar sua utilização para abastecimento de água potável à população.
REFERÊNCIAS
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