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Dans le document FRIBOURG |MILLE (Page 170-180)

A prática educativa em cada uma das disciplinas foi supervisionada e avaliada por um docente da mesma área em cooperação com os docentes das disciplinas na escola onde se realizou este estágio. Nestes termos, a disciplina de História e Geografia de Portugal foi orientada pelo professor doutor João Bartolomeu Rodrigues em cooperação com a professora Maria José Silva e a disciplina de Português pelo professor doutor Agostinho Dinis em cooperação com o professor Paulo Pontes.

A prática letiva nestas duas áreas realizou-se, na turma G do 5º ano, com duração total de 72 horas de observação/responsabilização, das quais 54 horas reservadas para assistência a colegas e professor cooperante, e 18 horas para responsabilização. Estas horas foram divididas pelas disciplinas da seguinte maneira (ver quadro 2):

Observação:

26 Horas: História e Geografia de Portugal; 28 Horas: Português.

Responsabilização:

8 Horas: História e Geografia de Portugal; 10 Horas: Português. 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 8:15-9:00 PORT PORT 9:00-9:45 10:05-10:50 HGP 10:50-11:35 HGP 11:45-12:30 PORT 13:30-13:15

Quadro 2 – Horário praticado na prática pedagógica.

5.1.Caraterização de Turma

O alvo de observação e de intervenção pedagógica, no 2ºCEB, foi uma turma do 5º ano, esta turma é constituída por 25 alunos, residentes no conselho de Vila Real, com idades de 9 e 10 anos, entre o dia 24 de Outubro de 2013 e 21 de janeiro de 2014.

É importante referir que um dos alunos esteve sujeito ao Plano de recuperação/Plano de acompanhamento individual, devido a algumas dificuldades de aprendizagem identificadas no aluno, e quatro beneficiavam de Ação Social Escolar.

A turma era constituída por alunos empenhados, assíduos e com um rendimento escolar médio. No entanto, a participação era um pouco desordenada, devendo-se à necessidade de insistência em regras cívicas, era uma turma agitada e um pouco faladora. No quadro n.º3 (que nos foi solicitada pelo Diretor de Turma) pode-se verificar alguns dos problemas de grupo e também algumas estratégias propostas pelo Diretor de Turma de forma a colmatar/diminuir tais problemas.

Quadro 3 - Modo de ação (tendo em conta os problemas identificados) e soluções propostas segundo o Plano de Trabalho de Turma (PTT) (2013/2014) para todas as disciplinas envolvidas.

5.2. Processo Avaliativo da Turma

Segundo o Regulamento Interno, do Agrupamento, a avaliação tem como finalidade recolher informações que, apoiam a tomada de decisões ajustadas à promoção da qualidade das aprendizagens. Neste sentido, o artigo 12º, do Dreceto-Lei nº 6/2001, refere que “a avaliação constitui um processo regulador das aprendizagens, orientador do percurso escolar e certificador das diversas aquisições realizadas pelo aluno ao longo do ensino básico”.

No que diz respeito à conceção da avaliação no âmbito do ensino e, no âmbito do processo de ensino e aprendizagem também o disposto no Despacho Normativo 24-A/2012, refere que a avaliação:

constituindo-se como um processo regulador do ensino, é orientadora do percurso escolar e tem por objetivo a melhoria da qualidade do ensino através da aferição do grau de cumprimento das metas curriculares globalmente fixadas

(…) tem ainda por objetivo conhecer o estado geral do ensino, retificar procedimentos e reajustar o ensino das diversas disciplinas em função dos objetivos curriculares fixados.

Ainda do Regulamento, da instituição em causa, pode concluir-se que a avaliação visa apoiar o processo educativo, de maneira a que todos os alunos obtenham sucesso, permitindo, assim, o reajustamento dos planos de trabalho de turma, designadamente, a seleção de metodologias e recursos, tendo em conta as necessidades educativas dos alunos e sistema educativo. A avaliação dos alunos tem como objetivo a verificação das aprendizagens e das competências que os mesmos fizeram sobre os conteúdos programáticos lecionados nas diferentes disciplinas, de acordo com o currículo nacional.

De ressalvar, também, a importância do aluno em todo o processo de avaliação das aprendizagens, já que são “as suas capacidades, interesses, necessidades, expectativas iniciais, é o seu ritmo de trabalho e o seu percurso de aprendizagem, são os resultados conseguidos neste mesmo processo que são objeto de avaliação” (Ferreira, 2007, p.16). Tal como refere Ferreira (2007), isto leva-nos à “distinção clássica das três principais funções da avaliação das aprendizagens: a avaliação diagnóstica, a avaliação sumativa e a avaliação formativa.

A avaliação diagnóstica, segundo o Regulamento Interno, conduz à adoção de estratégias de diferenciação pedagógica e contribui para elaboração, adequação e reformulação do Plano de Trabalho de Turma, facilitando a integração escolar do aluno, tendo como principal finalidade “determinar o grau de preparação do aluno antes de iniciar uma unidade de aprendizagem, já que determina o seu nível prévio e possibilita averiguar possíveis dificuldades que possa ter no decorrer do processo ensino aprendizagem” (Ferreira, 2007, p.24). Ou seja, o objetivo da avaliação diagnóstica é avaliar os «saberes» a vários níveis, já adquiridos pelos alunos sobre um determinado tema, ou ainda, o nível de desenvolvimento de determinadas competências.

O docente, na posse dessa informação poderá conduzir, de forma mais eficaz, o processo do ensino aprendizagem. Os alunos, na avaliação diagnóstica podem apresentar dificuldades estruturantes e de pré-requisitos para a aprendizagem que teriam que fazer; podem apresentar ideias erradas ou incompletas sobre o tema, ou podem, ainda, denotar completo conhecimento do tema, o que levará o docente a alterar a sua futura planificação. Pode acontecer em qualquer ocasião do ano letivo quando articulada com a avaliação formativa.

Relativamente à avaliação formativa, e de acordo com o Regulamento Interno do agrupamento (2013-2017), esta assume um caráter contínuo e sistemático visando a regulação

do ensino e da aprendizagem, recorrendo a uma variedade de instrumentos de recolha de informação (fichas de trabalho realizadas na aula, trabalhos de casa, trabalhos de grupo, participação, pontualidade, assiduidade, comportamento, fichas de avaliação, entre outros elementos) de acordo com a natureza das aprendizagens e dos contextos em que ocorrem. A partir dos dados da avaliação formativa, o diretor de turma, em parceria com todos os docentes do conselho de turma e dos órgãos de direção, devem mobilizar e coordenar os recursos educativos existentes no agrupamento, com vista a desencadear respostas adequadas às necessidades dos alunos.

Neste sentido, a avaliação formativa apresenta como funções principais: a informação dos vários intervenientes no ato educativo [professor, alunos, pais] sobre o processo de ensino-aprendizagem, o feedback sobre os êxitos conseguidos e as dificuldades sentidas pelo aluno na aprendizagem e, ainda, a regulação da mesma, com a intervenção atempada no sentido de

encaminhar o processo realizado pelo aluno. (Ferreira, 2007, p. 27)

No que ao feedback informativo diz respeito, há que referir que este deve ser “inteligente, diversificado, bem distribuído, frequente e de elevada qualidade (…) [permitindo] ativar processos cognitivos e metacognitivos dos alunos, que regulam e controlam os processos de aprendizagem, melhorando a motivação e autoestima destes” (Fernandes, 2006, p. 31).

As funções, acima mencionadas, apenas são concretizáveis por meio de uma recolha sistemática de informação, que leva ao diagnóstico das “necessidades, das dificuldades, dos erros dos alunos e da adequação das metodologias usadas no ensino aos seus destinatários” (Ferreira 2007, p. 27), fazendo com que a intervenção pedagógica seja diferenciada, com o intuito de levar os alunos à aquisição das aprendizagens necessárias, respeitando-se a singularidade do aluno.

Por último, temos a avaliação sumativa que tal como refere Pacheco

se a escola tem por especificidade a certificação da aprendizagem, numa função social e administrativa, o professor terá de instrumentar a recolha de dados, comprovando de modo objetivo a trajetória do aluno”, levando-nos, através desta afirmação, a falar em função sumativa da avaliação que, de certa forma, justifica o significado mais comum atribuído à avaliação, que se prende com o “dar notas, atribuir uma classificação, integrada numa escala, equivalendo a medida (Pacheco 1998, p. 129).

A avaliação em questão é dada de forma quantitativa, ou seja, de nível 1 a 5 (nível 1, corresponde de 0 a 19%; nível 2, de 20 a 49%; nível 3, de 50 a 69%; nível 4, de 70 a 89% e o nível 5, de 90 a 100%) e ocorre no final de cada período e de cada ano letivo.

No que diz respeito à turma G, do 5º ano, na qual se realizou o estágio, tive a oportunidade de aplicar a avaliação formativa e sumativa. Quanto à avaliação diagnóstica, esta já tinha sido realizada no início do ano letivo, referente ao domínio: A península ibérica: dos primeiros povos à formação de Portugal (século XII), pela orientadora de estágio (domínio trabalhado pelas estagiárias). Tive a oportunidade de constar que todos os docentes, desta turma, utilizam os instrumentos de avaliação acima descritos na avaliação formativa. Os professores, regularmente, dão aos seus alunos pelo menos duas fichas de avaliação, por período, tivemos a oportunidade de aplicar uma ficha de avaliação sumativa nas duas disciplinas (História e Geografia de Portugal e Português), em parceria com os docentes cooperantes (cf. Pasta I, Anexo VI e Pasta II, Anexo V). Importa, também, referir que todos os alunos obtiveram um nível positivo, nas duas disciplinas, no final do 1º período.

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