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Plan d'action pour améliorer nos PHEV

Dans le document ’ E V CHU T : A A P H THÈSE (Page 67-71)

Com 50 anos de atuação, o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) está entre os 10 melhores centros de pesquisa fora dos Estados Unidos269, sendo, nos últimos cinco anos, o responsável por 20% das publicações portuguesas na revista Nature e 23% na Science.

Para alcançar o grande público, o IGC atua junto aos veículos de comunicação de massa com resultados relevantes: 411 notícias divulgadas, incluindo meios impressos, de radiodifusão e on-line, sendo 64% na mídia nacional e os outros 36% na mídia internacional, em 2010. Em programa já estruturado, recebe estudantes do ensino médio e universitário, colocando-os diretamente em contato com os pesquisadores em seus ambientes de trabalho, e realiza eventos destinados ao público externo, como exposições e festivais.

Em 2009, o IGC lançou-se nas redes sociais Facebook e Twitter e no YouTube, espaços que possibilitam discussões e debates com audiências não-selecionadas.

A página do Facebook270 tem 8.615 fãs, 2 vídeos, 88 notas, 3 discussões e 39 álbuns de fotos271. As atualizações no mural ocorrem diariamente. Há poucos comentários e não há publicações feitas por terceiros. Os comentários recebem feedback do IGC, quando necessário.

Em algumas poucas situações, há real interação entre os participantes, como no caso do dia 22 de julho de 2010, quando o pesquisador António Piedade diz que usará o artigo

Brain function: knowing when to stop, sobre doenças degenerativas do sistema nervoso,

publicado na revista Nature, notícia divulgada pelo IGC, para escrever uma crônica a ser divulgada no Diário de Coimbra e no blog De Rerum Natura, de sua autoria. Nesse mesmo

269

http://www.igc.gulbenkian.pt/static/annual_reports/report2010.pdf

270 http://www.facebook.com/InstitutoGulbenkianCiencia 271 Dados obtidos em 11 de agosto de 2011.

dia, Piedade pede ajuda para partilhar o artigo e, 44 minutos depois, recebe resposta de outra participante, que diz já ter divulgado o material.

Outro caso a ser destacado é uma discussão sobre divulgação científica, no dia 7 de setembro de 2010, quando o usuário Alexandre Miguel Pinto questiona o porquê do uso de metáforas não científicas para divulgação de questões científicas. Em longa resposta, dada alguns minutos depois, Carlos Silva explica detalhadamente como a mídia adota as analogias para aproximar a ciência das experiências de vida das pessoas, para facilitar seu entendimento e tornar mais atrativa a informação.

Ainda no Facebook, nota-se que os anúncios de produtos ou eventos para públicos mais específicos não recebem comentários, tampouco provocam algum tipo de interação do público. Já os eventos dirigidos ao público geral, com caráter de entretenimento, sobretudo, provocam várias respostas, mesmo que várias delas sejam sobre a possibilidade de comparecimento.

Um evento bastante específico, sobre a visita de alguns estudantes de biologia ao IGC, teve uma proposta interessante, conforme explicada no site:

A partir de 30 de Março [de 2009], e por uma semana e meia, seis dos melhores estudantes em Biologia do concelho de Bragança iniciarão um estágio no IGC. [...] Durante a sua estadia no IGC, os alunos e investigadores do IGC serão convidados a manter um diário digital, nesta secção da página do IGC no Facebook272.

Como resultado, os estudantes registraram alguns comentários, destacando, principalmente, a importância desse tipo de atividade para desmistificar a ciência e aproximá- la do público:

Obrigada a todos, principalmente às meninas do meu laboratório pelos seres espectaculares que se demonstraram, nada parecido à ideia que tinha do cientista gordo, baixinho, "cheio de mania”.

Está a ser uma experiência única, cheia de divertimento e aprendizagem. Nunca tínhamos olhado para moscas nesta perspectiva! Agora já sabemos identificar moscas macho, fêmea, virgem, com mutações... [...] Poder trabalhar ao lado de pessoas com tantos conhecimentos e poder confrontar as nossas ideias com as delas é fascinante!

Adorei a experiência, não só por ficar a conhecer melhor como funciona o meio científico e o dia-a-dia de um cientista, mas também porque toda a gente foi muito simpática, afável e disponível para o que fosse preciso, fazendo-nos sentir integrados nos grupos e não só meros observadores do seu trabalho.

No entanto, a proposta original, a de construir um diário digital, não foi bem concretizada. Cada estudante registrou uma espécie de depoimento sobre sua experiência, abordando, de forma geral, as atividades que desenvolveu e a validade dessa vivência. Não houve registros diários ou mesmo hora a hora das atividades, para que outras pessoas pudessem acompanhá-los.

Experiência semelhante foi proposta no tópico de discussão do projeto Resistentes, pelo qual alguns alunos passaram duas semanas no IGC. Durante esse período, eles deveriam partilhar suas vivências no Facebook. Dos 6 alunos envolvidos no projeto, apenas três participaram do tópico de discussão, sendo que 2 deles registraram apenas 1 comentário cada um. Somente uma das estudantes registrou com alguma frequência as atividades que desenvolveu.

Em 25 de janeiro de 2011, o IGC publicou um questionário para pedir aos seus fãs informações que o ajudem a melhorar sua participação no Facebook. As questões abordaram o motivo pelo qual o usuário gosta da página, que tipo de conteúdo mais o agrada, como chegou à página, se o participante é cientista, se acompanha outras páginas de ciência e pede sugestões de melhorias, bem como informações pessoais – idade, sexo, nível escolar, cidade de residência, e-mail.

Quanto à página no Twitter, basicamente são divulgadas as notícias que também estão no Facebook, além de re-tweets de mensagens de outras instituições de pesquisa, especialmente sobre eventos, sendo acompanhadas por 982 seguidores, em 1.027 publicações273.

No YouTube, há 32 vídeos publicados e 44 seguidores. Os vídeos foram vistos 6.690 vezes274. O que tem maior acesso é o Ciência Família – Museu da Ciência, com 2.049 visualizações; seguido por Geração Cientista: Patrícia Beldade (1/2), 1.607 visualizações e um comentário sobre a pesquisadora. O terceiro, Sistema Nervoso Central em 15 Minutos, resultado de um projeto escolar, teve 1.553 visualizações e um comentário.

O vídeo de animação Eu e meu Corpo, premiado pelo Concurso Internacional Ciencia

en Acción, edição 2011, na categoria Material Didáctico, segundo informações publicadas no Facebook, no dia 2 de agosto de 2011, foi visto 1.256 vezes e recebeu 2 elogios.

273 http://twitter.com/#!/IGCiencia

Um projeto do qual o IGC participa e que se destaca por sua proposta é o Gripenet, criado em 2003 na Holanda e que passou a ser utilizado pelos pesquisadores portugueses a partir de 2005, para acompanhar, em tempo real, a situação gripal no País, a partir de programas computacionais que simulam a propagação da gripe. Informações fornecidas por sua base de voluntários – 2.538 participantes de Portugal (além dos 17.966 da Holanda; 4.717 da Bélgica; 3.440, da Itália; 5.575 do Reino Unido275), num exemplo de ciência cidadã, possibilita o monitoramento de epidemias.

Dados fornecidos pela própria população, em questionários on-line semanais sobre os sintomas da doença, compõem o maior repositório digital de conteúdos em língua portuguesa sobre a gripe, e, após analisados pela equipe do IGC, são publicados no site do programa, sob forma de curvas de incidência, projeção geo-referenciada em mapas e bases de dados para fins de investigação.

Pelo projeto são desenvolvidos trabalhos com escolas, como a iniciativa Gripe,

Câmera, Ação, concurso de vídeos, de 2010, para alunos do 7º ao 12º ano. Também podem

ser encontradas informações sobre o Gripenet em suas páginas no Facebook, no Twitter e em seu blog.

Como atividade recente, em 30 de maio de 2011, foi lançado o WikiCiências, projeto da Fundação Calouste Gulbenkian para formação de uma enciclopédia científica portuguesa on-line no Wikipedia276. Dirigida a alunos e professores do ensino básico e secundário, a meta é que sejam criadas cerca de mil entradas sobre conceitos científicos elementares até o final do ano. Os conceitos estão divididos em biologia, física, geologia, matemática, química e informática. Em 14 de outubro de 2011, havia 826 páginas de conteúdos, 744 arquivos carregados, 9.844 edições de páginas, 309 usuários registrados e 301.696 visualizações.

Qualquer pessoa pode contribuir, desde que esteja devidamente cadastrada na plataforma. No entanto, os artigos são avaliados por pares, como ocorre em publicações científicas tradicionais. Os conceitos que compõem esse projeto posteriormente publicados na revista on-line WikiCiências.

275 http://www.gripenet.pt/

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