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Photo-Electro-Enzymatic Glucose Biosensor using dithienylethene derivatives as

6. Results

6.5. Photo-Electro-Enzymatic Glucose Biosensor using dithienylethene derivatives as

Concorda-se com Layrargues e Lima (2014) que existem muitas possibilidades para conceber e realizar os meios e os fins da Educação Ambiental. Os caminhos traçados pelos autores envolvidos na Educação Ambiental dependem de suas concepções, as quais podem ser relacionadas à sensibilização com a natureza; com os princípios ecológicos; com o autoconhecimento, na capacidade de mudança do próprio comportamento individual ou na contextualização do problema ambiental e suas dimensões sociais e políticas, por exemplo.

Assim sendo, a concepção de educação e de ambiente por parte dos professores refletem na visão que estes possuem para a Educação Ambiental, e então, como aponta Sauvé (2005), existem diversos discursos e propostas para as práticas educativas neste campo.

Na amostra de 21 participantes desta pesquisa, identificou-se por meio de suas respostas ao questionário, 12 ocorrências em que se observa a percepção dos professores em relação à prática da vermicompostagem numa perspectiva da

Educação Ambiental, para as quais buscou-se relacioná-las às macrotendências

politico-pedagógicas da Educação Ambiental de Layrargues e Lima (2014) e à abordagem interdisciplinar, conforme segue.

Nos trechos a seguir, observa-se que os professores denotam à prática de vermicompostagem, aspectos de uma concepção de Educação Ambiental conservacionista:

[...] conscientização da responsabilidade que cada um tem no cuidado com o planeta, entre outras. (P2, grifos da autora).

Ela possibilita que o estudante tenha contato direto com o ambiente [...]; a vivência com práticas da agroecologia. (P5, grifos da autora).

Conscientização Ambiental (P17, grifos da autora).

A conscientização e a individualidade para o cuidado com a natureza se destacam nos trechos acima. Desse modo, pode-se tecer aproximações para a definição da macrotendência conservacionista apontada por Layrargues e Lima (2014), a qual é vinculada à “pauta verde” (como experiências agroecológicas) e

relacionada à sensibilização para a preservação por meio da conscientização ecológica.

Aspectos da concepção pragmática de Educação Ambiental é observada nos trechos abaixo em que os professores apontam a prática da vermicompostagem sob a percepção da problemática dos resíduos desarticulado da leitura crítica da realidade e sem considerar as dimensões ecológicas, políticas, econômicas, culturais e sociais.

Seria uma oportunidade de colocar um projeto de reciclagem e Horta na escola. (P3, grifos da autora).

Fazer com que os educandos aprendam esta técnica como forma de

sustentabilidade, assim eles terão oportunidades de colocar em sua prática

diária esta aprendizagem ajudando reduzir o lixo doméstico de suas

residências. (P16, grifos da autora).

Nesse sentido, pode-se inferir que os professores identificam a vermicompostagem como prática de Educação Ambiental numa perspectiva pragmática de acordo com Layrargues e Lima (2014), ao relacioná-la de forma a corrigir os problemas do sistema produtivo e para promover mudanças comportamentais.

A percepção da vermicompostagem numa perspectiva da macrotendência crítica da Educação Ambiental foi observado nos trechos a seguir:

Os estudantes poderão ter uma visão mais ampla sobre diversos assuntos que permeiam a questão dos resíduos sólidos [...] pois os estudantes teriam papel ativo no gerenciamento dos resíduos (P6, grifos da autora).

[...] Fazer a educação ambiental acontecer na prática[...] contextualizar os conteúdos [...] transformar a realidade do aluno. (P9, grifos da autora).

[...] entendimento das questões socioambientais da produção e gerenciamento de resíduos sólidos, questões relacionadas sobre

alimentação e saúde. (P11, grifos da autora).

[...] Além de auxiliarmos na mudança de pensamento e introdução de uma

nova visão de sociedade para nossos alunos. (P18, grifos da autora). Desenvolver o senso de coletividade e o pensamento crítico dos alunos

em relação às formas de consumo e produção de resíduos. (P19, grifos da autora).

Destaca-se que os trechos descritos acima denotam alguns aspectos que nos permite identificar indícios de uma visão crítica para a Educação Ambiental. Layrargues e Lima (2014, p. 33), apontam que a macrotendência crítica envolve o enfrentamento político das desigualdades e da injustiça socioambiental, em que seus princípios buscam a “contextualizar e politizar o debate ambiental, problematizar as contradições dos modelos de desenvolvimento e de sociedade”.

Nesse sentido, os trechos que mencionam o papel ativo dos alunos frente aos resíduos sólidos; a contextualização e transformação da realidade; as questões

socioambientais e o senso de coletividade e pensamento crítico, são coerentes

com pressupostos da Educação Ambiental crítica apontados por Guimarães (2004), no que diz respeito à promoção de ambientes educativos em que ocorra processo de intervenção sobre a realidade e seus problemas socioambientais, superando as armadilhas paradigmáticas para o exercício de uma cidadania ativa, para a transformação da grave crise socioambiental em que vivemos. E dentre as ações pedagógicas de caráter crítico, está a busca da vivência em movimentos coletivos, gerador de sinergia e a perspectiva do conhecimento contextualizado para além da mera transmissão. Ressalta-se ainda, que Carvalho (2004), estabelece um projeto político-pedagógico de uma Educação Ambiental pautado na ética ambiental, a qual orienta às decisões sociais e reorientam os estilos de vida individual e coletivo.

Outro aspecto positivo relacionado à prática da vermicompostagem para a Educação Ambiental é a abordagem interdisciplinar. Optou-se por não o atrelar nas discussões das macrotendências de Educação Ambiental, visto que esta abordagem é preconizada nos documentos curriculares que norteiam a Educação Ambiental no ensino formal. Dos 21 participantes, dois reconheceram a vermicompostagem como:

[...] uma boa forma de se trabalhar interdisciplinarmente temáticas e conteúdos relacionados ao meio ambiente. (P7, grifos da autora).

[...] Pode-se trabalhar de maneira bastante interdisciplinar. (P10, grifos da autora).

Desta forma, as percepções destes professores indicam a prática da vermicompostagem como possibilidade de integrar diferentes conhecimentos. Nessa perspectiva, destaca-se a interdisciplinaridade definida por Carvalho (1998, p. 9), como uma postura e atitude diante do ato de conhecer, é “uma maneira de organizar

e produzir conhecimento, buscando integrar as diferentes dimensões dos fenômenos estudados”, para superar uma visão fragmentada e especializada visando à compreensão da complexidade e da interdependência dos fenômenos da vida e da natureza, sobretudo, na educação, a postura interdisciplinar exige que o professor e as instituições estejam aberto à mudanças, objetivando novas metodologias, reestruturação dos temas e conteúdos curriculares e organização de equipes de professores que integrem diferentes áreas do saber.

Em relação aos aspectos negativos acerca da vermicompostagem, sete professores da amostra de 21 participantes, não reconhecem fatores que impossibilite esta prática no âmbito escolar. No entanto, os demais professores apontam aspectos negativos pertinentes a participação da comunidade escolar e a organização da

escola, os quais serão apresentados a seguir.