3.1 Définition d’un processus de création et de déroulement d’un cMOOC
3.1.2.6 Phase 6 : Adaptation
O questionário foi um instrumento formalmente planejado, preparado em formulário específico e cuidadosamente elaborado. Foi constituído por uma série ordenada de perguntas que permitiram o preenchimento das respostas sem necessariamente a presença do pesquisador (NACHMIAS; NACHMIAS, 1987; MARCONI; LAKATOS, 1996; GIL, 1999; SILVA; MENEZES, 2000)
3.3.1.1. Organização do questionário
O questionário foi organizado e estruturado a partir do referencial teórico (descrito no Capítulo 2. Revisão da Literatura) e do referencial prático do pesquisador (descrito no Subcapítulo 4.2. Experiências vivenciadas).
O questionário também foi cuidadosamente analisado por professores e profissionais da área, para corroborar com sua confiabilidade e validabilidade, principalmente quanto aos aspectos de clareza, legibilidade, adequaçáo e formato (NACHMIAS; NACHMIAS, 1987; NOGUEIRA; MOREIRA, 1997; MOSCHETTA, 1999).
O formulário do questionário continha perguntas abertas e fechadas. As abertas forneciam ilimitado espaço para as respostas. As perguntas fechadas delimitavam um número máximo de possíveis respostas. Porém, ambas questões exigiam dos respondentes complementos às suas respostas, tais como, exemplos e outros comentários adicionais.
As escalas das perguntas fechadas foram centradas na técnica de LIKERT, onde as perguntas foram organizadas em forma de mostruário de acordo com o grau de valorização de um ‘continuum’ de atitudes. A escala Likert ou de matriz, baseada na de THURSTONE, permitiu a variação do grau de respostas nos seus extremos, como por exemplo: de totalmente adequado ao totalmente inadequado; de totalmente planejado ao sem qualquer planejamento; entre outras. A referida escala permitiu cinco itens possíveis de resposta (NACHMIAS; NACHMIAS, 1987; MARCONI; LAKATOS, 1996; GIL, 1999).
A organização do questionário resumiu-se em duas grandes partes, ou seja, a identificação dos respondentes e as perguntas propriamente ditas, assim estruturado:
a. Dados cadastrais da organização
Embora os questionários fossem respondidos separadamente pela
população, a parte inicial foi comum a todos e contemplou as questões que procuraram configurar o perfil das organizações participantes. Teve como foco o levantamento das suas informações cadastrais, podendo ser respondidas por qualquer pessoa da organização.
b. identificação do respondente
Contemplou as questões que identificaram o perfil dos participantes respondentes, nas pessoas do CEO e do CIO da organização, ou seus respectivos representantes autorizados.
c. Perguntas do questionário para os gestores (CEOs e CIOs)
Essa parte do questionário continha essencialmente às perguntas referentes as variáveis do modelo proposto de alinhamento do PETI ao PEE.
Contemplou as questões que procuraram diagnosticar os recursos sustentadores sob a ótica e a percepção de quem tem a responsabilidade pela estratégia empresarial e pela efetiva operacionalização do PEE, ou seja, dos CEOs da organização. Também contemplou as questões que procuraram levantar os recursos sustentadores sob a ótica e a percepção de quem tem a responsabilidade
pela efetiva operacionalizaçáo do PETI alinhado ao PEE, ou seja, dos CIOs da organização.
As 86 perguntas fechadas foram desmembradas em cinco partes, correlacionadas com os respectivos construtos do modelo proposto de alinhamento do PETI ao PEE: Parte I - Tecnologia da Informação, com 17 perguntas; Parte II - Sistemas de Informação e do Conhecimento, com 16 perguntas; Parte III - Pessoas ou Recursos Humanos, com 31 perguntas; Parte IV - Contexto Organizacional, com 11 perguntas; Parte V - Alinhamento Estratégico, com 11 perguntas; e a parte final com 3 perguntas abertas. Para verificar esses construtos e essas partes, cada variável do modelo proposto, correspondia entre 2 a 4 perguntas do questionário.
O formulário com as respectivas perguntas do questionário encontra-se no
APÊNDICE C.
3.3.1.2. Aplicações do questionário
O questionário foi aplicado em três momentos da pesquisa (STRAUB, 1989; MARCONI; LAKATOS, 1996).
A primeira aplicação foi como questionário preliminar no pré-teste em forma de estudos de casos não aprofundados, em duas empresas da região metropolitana de Curitiba, pois o questionário preliminar necessitava ser testado antes do teste piloto e de sua utilização definitiva. O pré-teste permitiu a verificação do questionário. As análises preliminares dos dados levantados evidenciaram pequenas falhas existentes no questionário quando de sua aplicação junto aos CEOs e CIOS. A identificação dessas falhas permitiu os ajustes no mesmo.
Os ajustes elaborados dizem respeito à ordem seqüencial das perguntas, a separação de uma pergunta em duas e a eliminação de duas perguntas redundantes. Esses ajustes foram amplamente discutidos com os dois CEOs e com os dois CIOs participantes, nos dias que o pesquisador passou nessas duas empresas. Além dessa cuidadosa discussão, o questionário foi novamente analisado por dois professores e também por consultores da área de PEE e de PETI.
A segunda aplicação foi ainda como questionário preliminar no teste piloto em oito grandes empresas da região metropolitana de Curitiba. Essa segunda aplicação
foi realizada para sedimentar os ajustes elaborados após o pré-teste e também para viabilizar sua utilização definitiva.
Não foram evidenciados nenhum problema no questionário quando de sua aplicação junto aos oito CEOs e aos oito CIOS. Também não foram sugeridas nenhuma alteração pelos membros da banca na ocasião da defesa do exame de qualificação do doutorado.
Dessa forma o questionário preliminar se transformou em questionário definitivo para análise da prática das empresas participantes, com base no modelo proposto de alinhamento do PETI ao PEE.
A terceira e última aplicação foi como questionário definitivo no diagnóstico
(survey) em grandes empresas brasileiras, auxiliando no apontamento dos principais
e reais recursos sustentadores do alinhamento do PETI ao PEE (NACHMIAS; NACHMIAS, 1987; PINSONNEUALT; KRAEMER, 1993).
Nas três aplicações, tanto o questionário preliminar como o definitivo, foram planejados para serem trabalhados separadamente, ou seja aplicados para os CEOs e para os CIOs individualmente (EARL, 1993; RAGHUNATHAN; RAGHUNATHAN, 1994; TURBAN; MCLEAN; WETHERBE, 1996; CHAN et al., 1997; NOGUEIRA; MOREIRA, 1997; LAURINDO; SHIMIZU, 2000). Porém em alguns casos o questionário foi respondido em conjunto (os detalhes estão relatados no Capítulo 5.
Análise da Prática das Empresas) por iniciativa e opção dos próprios CEOs e CIOs
respondentes. Foi planejado assim por se acreditar que esses respondentes provavelmente possuiriam visões diferentes e formas de responder divergentes.
Os questionários foram precedidos de uma “Carta de Apresentação” que pretendia motivar os respondentes e relatar a forma de retorno pela participação na pesquisa (NACHMIAS; NACHMIAS, 1987; YIN, 1994). Essa carta continha uma breve descrição dos conceitos que foram utilizados como base de “Alinhamento do PETI ao PEE”. Continha também às informações sobre as instruções de preenchimento e a contrapartida pela participação da empresa. A referida carta e respectivos pormenores estão descritos no APÊNDICE C.
É importante ressaltar que em nenhum momento os respondentes tiveram acesso ao desenho do modelo proposto de alinhamento do PETI ao PEE (descrito no Capítulo 4. Modelo Proposto de Alinhamento do PETI ao PEE) para que o mesmo não interferisse em suas respostas.
3.3.2. Entrevistas semi-estruturadas
As entrevistas complementaram as atividades dos questionários, viabilizando o atendimento dos objetivos da pesquisa, sejam as elaboradas pessoalmente ou via telefone (NACHMIAS; NACHMIAS, 1987; MARCONI; LAKATOS, 1996). A entrevista visa a obtenção e validação de informações. Juntamente com os questionários, todos os aspectos envolvidos no processo de entrevista foram cuidadosamente planejados, para evitar desperdícios de tempo e de recursos. O questionário serviu com o roteiro da entrevista, mas não limitou o diálogo e nem dificultou as observações realizadas.
As entrevistas realizadas foram semi-estruturadas, sem grande rigidez formal de padronização, permitindo ao pesquisador flexibilizar e/ou ampliar as perguntas do questionário (GIL, 1999; SILVA; MENEZES, 2000). Alguns detalhes que não foram facilmente levantados com os questionários, foram identificados nas entrevistas.
Esse diálogo entre o pesquisador e as empresas foi efetuado face a face junto aos dez CEOs e dez CIOS na primeira fase de investigação, ou seja, no pré-teste e no teste piloto.
Na fase de investigação definitiva, algumas entrevistas foram elaboradas via telefone e outras face a face em visitas pessoais do pesquisador, para complementar o levantamento de dados. Dos 156 questionários aplicados, foram elaboradas 84 entrevistas via telefone e 30 visitas pessoais, conforme demonstrado na Tabela 1:
T a bela 1 - Resumo de entrevistas elaboradas.
Entrevistas Freq. Perc.
Entrevistas via telefone 84 54% Entrevista com visita pessoal 30 19% Sem entrevista - via e-mail 42 27%
= 156 100%
As entrevistas com visita pessoal tiveram duração média entre 2 a 4 horas de trabalho, já as via telefone entre 40 a 70 minutos. As entrevistas pessoais ocorreram no interior da empresa (normalmente nas salas dos respondentes) e posteriormente com um passeio pela empresa a fim de conhecer e perceber detalhes das organizações, os quais contribuíram com a análise qualitativa elaborada.
3.3.3. Observações
As observações complementaram as atividades dos questionários e das entrevistas, tornando-se um elemento fundamental para essa tese, principalmente a observação participante e sistemática (GIL, 1999). A observação foi mais um instrumento de coleta de dados usado para contribuir na obtenção de informações, não consistindo somente em ver e ouvir, mas, sobretudo em examinar e discutir fatos relevantes (MARCONI; LAiKATOS, 1996). Ela foi usada principalmente quando não foram facilmente levantados alguns detalhes relevantes com os questionários entregues, principalmente os vinculados às questões organizacionais, culturais, políticas e comportamentais, vivenciados nas situações cotidianas das empresas entrevistadas.
Essa atividade foi realizada com objetivo de conhecer mais acuradamente a percepção dos participantes no que diz respeito ao funcionamento interno da organização (AUDY, 2001) direcionado ao alinhamento da Tl ao negócio da empresa, buscando seus detalhes relevantes de conteúdos (BARDIN, 1980; REICH; BENBASAT, 1996) e percebendo respostas que não condiziam com os exemplos e as complementações adicionais dos respondentes.
Em suma, as entrevistas, as visitas e as observações proporcionaram maior conhecimento do ambiente interno das empresas participantes, incluindo filosofia, cultura, políticas e climas organizacionais, modelos de gestão, sistemas, tecnologias, infra-estruturas e outros pormenores relacionados com os recursos sustentadores do alinhamento do PETI ao PEE. Esses pormenores foram latentes principalmente nas conversas informais e nas interferências do pesquisador junto aos CEOs e CIOs.
Para a realização da coleta de dados não foram utilizadas outras fontes secundárias ou documentacionais das empresas participantes, muito menos avaliados os detalhes e componentes dos seus respectivos PEE e PETI (SILVA; MENEZES, 2000).
Dessa forma, as aplicações dos questionários juntamente com as entrevistas semi-estruturadas e as observações, foram fundamentais na viabilização da análise dos resultados das grandes empresas participantes, no que diz respeito ao seu alinhamento estratégico do PETI ao PEE.
3.4. Abrangência da pesquisa
A abrangência ou delimitação da pesquisa estabeleceu os limites de investigação da mesma (MARCONI; LAKATOS, 1996). O delineamento referiu-se ao planejamento da dimensão da pesquisa, com amplitude diagramada, variáveis definidas, critérios de análise e interpretação de dados (GIL, 1999). Para atendimento das exigências da comunidade científica' e acadêmica, a pesquisa estabeleceu seu campo de investigação, população, amostra, seleção das empresas participantes e limitações da abrangência pesquisa (SILVA; MENEZES, 2000) os quais vem ao encontro do referencial teórico e prático elaborado e dos respectivos instrumentos de coleta e análise de dados.