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PCI Transaction Decoding

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CPU and Level Two Cache

Section 5 — PCI Bus

5.1 PCI Transaction Decoding

Mesmo com o modelo final proposto apresentando alguns valores baixos quanto aos ajustes do modelo e da fidedignidade está sendo proposto a seguinte normatização para o novo QDAO, para o modelo com 60 itens e para os quatro setores (S1 a S4), pois a fidedignidade geral foi de 0,82. Optou-se por fazer para os quatro setores, a título de curiosidade, pois os cálculos são realizados individualmente e independentemente uns setores dos outros, poderá ser somente considerado o modelo com 36 itens do setor A-R.

Para chegar a uma normatização do novo QDAO (da versão reduzida pela modelagem), foram realizados os passos, já dito anteriormente, como a soma os escores dos 60 itens que foram selecionados pelo modelo final, dentro de seus respectivos setores de adaptação (A-R = S1, S-C = S2, Pr = S3 e Org = S4), encontrados por meio do modelo TRI utilizando a metodo- logia bfactor, resultando em um escore bruto (eb) para cada setor da adaptação e em cada indi-

víduo e calculados os escores brutos padronizados (ebz) em cada um dos quatro setores (Apên-

dice L). A partir dos escores padronizados foram calculados os percentis ou quartis, conforme mostram os valores na Tabela 24 e calculados os limites Interquartil, conforme se pode observar na Tabela 25.

Tabela 24

Quartis (ou percentis) dos escores padronizados.

Quartis do ebz A-R S-C Pr Org 1º quartil -0,643 -0,599 -0,619 -0,825 2º quartil 0,048 -0,047 -0,084 0,068 3º quartil 0,662 0,781 0,719 0,737 IIQ 1,305 1,379 1,339 1,561

Tabela 25

Limites do Intervalo Interquartil (NORMA) por Setor.

NORMA bfactor

AR S-C Pr Org

Limites Inferior -2,601 -2,667 -2,627 -3,167

Limites Superior 2,620 2,850 2,728 3,079

Os limites do Intervalo Interquartil foram confrontados com os valores padronizados

(ebz) (Apêndice L) da respectiva amostra para a verificação da existência ou não de pontos fora

dos respectivos intervalos. Diante disso foram encontrados quatorze (14) indivíduos com valo- res discrepantes, pois seus respectivos valores se encontravam fora desses intervalos. Esses valores discrepantes estão distribuídos da seguinte maneira: 5 indivíduos no setor Afetivo Re- lacional, 6 indivíduos no setor Sociocultural, 3 indivíduos no setor Produtividade e nenhum indivíduo no setor Orgânico, conforme mostra a Figura 5 - Boxplot.

Figura 5 - Distribuição dos setores de adaptação (os círculos correspondem aos in- divíduos com valores discrepantes.).

A norma deste estudo para a operacionalização do novo QDAO, agora com menor nú- mero de itens, mais fácil de ser aplicado e mais rápido quanto à identificação de indivíduos que

necessitem de alguma intervenção quanto à Eficácia Adaptativa. Destaca-se que o ideal é usar somente os 36 itens do A-R, uma vez que este foi o setor que apresentou o maior alfa de Cron- bach e pela natureza da teoria bfactor. Mesmo que este instrumento tenha apresentado algumas falhas quanto aos ajustes da modelagem utilizando a metodologia bfactor, foi possível encontrar indivíduos que possivelmente apresentam algum problema em algum setor de adaptação, mas esses indivíduos deverão passar por uma triagem com algum profissional da área de psicologia para a confirmação do diagnóstico, ou seja o instrumento deverá ser utilizado com cautela.

Então, o novo QDAO com indícios mais sólidos de validade e normatizado, e com me- nor número de itens, agilizará a sua aplicação, assim como o diagnóstico da adaptação eficaz dos indivíduos, podendo ser aplicado numa população mais ampla, embora ainda com precau- ção.

7 Discussão

Este estudo teve como objetivo validar e normatizar o Questionário de Diagnóstico Adaptativo Operacionalizado (QDAO), desenvolvido por Gandini (1997), com 210 itens, para medir o construto Eficácia Adaptativa a partir das respostas de indivíduos. Foi realizada a vali- dação quanto à análise de conteúdo e semântica, resultando num instrumento com 177 itens respondidos em escala Likert. O instrumento foi aplicado a 489 participantes via on-line. As respostas foram analisadas pela técnica da Teoria da Resposta ao Item (TRI) utilizando-se duas metodologias: MIRT e bfactor, uma técnica atual e muito rigorosa, antes nunca utilizada para a análise desse instrumento e que identifica dimensões (setores da adaptação) discriminando itens conforme o traço latente.

Os resultados mais adequados foram aqueles obtidos pela metodologia bfactor para identificação dos itens mais discriminativos, por setor deste construto, pois obteve as melhores estimativas quanto a discriminação e melhores valores quanto a modelagem, porque a metodo- logia MIRT não revelou bons resultados, pois essa metodologia parte à procura do número de dimensões, mas apresentou alguns problemas quanto à formação das dimensões e posterior- mente nas estimativas dos parâmetros da discriminação dos itens, onde os respectivos valores eram muito aquém dos recomendados pela TRI.

Então, decidiu-se utilizar a metodologia bfactor, que procura identificar apenas duas dimensões, que os itens pertençam. Esta metodologia inicia com as dimensões pré-estabelecidas pela teoria que sustenta o instrumento original, confirmada na análise dos juízes (na análise de conteúdo), ou seja, as quatro dimensões ou os quatro setores da adaptação eficaz de Simon (1989). Com a metodologia bfactor, o novo QDAO comportou-se razoavelmente bem para a formação do modelo, pois os resultados revelaram que sessenta (60) dos 177 itens seriam sufi-

cientes para identificar o construto (Tabela 16), mostrando ainda que esses itens estavam dis- tribuídos entre os quatro setores, mas, desses quatro setores, somente um (AR) apresentou ín- dice de fidedignidade considerado aceitável (Tabelas 19, 20, 21 e 22).

As estimativas dos parâmetros de discriminação e dificuldade (a e d) foram encontradas para os 60 itens distribuídos pelos quatro setores (Tabela 18), porém com poucos valores dis- criminativos bons e alguns que apontavam para itens com baixo valor discriminativo exigindo uma alta habilidade; assim, pode-se pensar numa má formulação dos itens, ou seja, que o item não está claro (bem escrito). Para TRI, o que se espera é que o item seja discriminativo em correspondência à dificuldade, mas parece que neste estudo isso não ocorreu. Se os itens esti- verem compreensíveis, haveria necessidade de grande habilidade para responde-los? Neste con- texto, é de se pensar, pois se um item está compreensível se torna fácil de responde-lo, então o item poderá ter alto valor discriminativo perante o setor e possuir baixa habilidade (ou dificul- dade). Assim, sugere-se que os 60 itens resultantes deste estudo possam inspirar a construção de um novo instrumento de medida da eficácia adaptativa, segundo a teoria de Simon (1989). Os valores de discriminação dos itens foram analisados e são consideravelmente razoáveis para ruins para a maioria dos itens e bons para poucos itens e isso compromete o modelo final. Talvez a falta de um bom ajuste do modelo final possa ser atribuída à teoria que sustenta o questionário inicial, que talvez não tenha sido suficientemente abrangida pelos itens, por isso a discriminação dos itens fica abaixo do que seria o ideal esperado, não discriminando consideravelmente bem os itens dentro de cada setor.

Pode ser que o QDAO (Gandini, 1997) deva ser novamente reavaliado em função da readequação de seus itens, de modo a representar mais fielmente a teoria de Simon (1989), em nova rodada de discussão teórica com os especialistas no assunto, de modo a representar nos itens, mais fidedignamente, o conteúdo da teoria e ainda que os itens abranjam todo o seu con-

teúdo, levando em consideração as redefinições da EDAO, pois como já mencionado neste tra- balho, a EDAO apesar de muito utilizada, vem constantemente sendo reavaliada e modificada, como por exemplo nos estudos de Yoshida (EDAO-R, 2013) e Honda (EDAO-AR, 2015), que parecem sempre buscar uma apuração teórica e na EDAO, de modo a identificar mais facil- mente os indivíduos com dificuldade na adaptação. O que existe de comum entre esses estudos e os resultados desta investigação é que todos apontam que o setor Afetivo Relacional é setor mais relevante, o que foi corroborado neste trabalho, pois os resultados deste estudo revelam que o A-R reteve o maior número de itens e foi o único que apresentou um índice de fidedigni- dade melhor (0,78).

Então, este instrumento não revela características psicométricas satisfatórias para ava- liar a adaptação segundo a teoria de Simon (1989), pois, embora os resultados revelem os quatro setores (fatores), três deles não possuem índices de estabilidade (coeficiente Alpha de Cronbach) satisfatórios. Logo, sugere-se que o QDAO e mesmo o novo QDAO identificado neste estudo seja reorganizado e rediscutido, tenha seus itens reformulados para que representem mais fide- dignamente a teoria e que sejam testadas novamente as características psicométricas do instru- mento em novos estudos.

Pode ser ainda que este construto seja unidimensional e não necessariamente multidi- mensional, apesar da teoria e da EDAO (Simon, 1989) apontarem sempre para os quatro setores (Basaglia & Souza, 2015; Giovanetti & Sant’Anna, 2005; Laham, Satake, Chiba, Benute, & Lucia, 2009) e, em estudos mais recentes, para dois setores: A-R e Pr (Yoshida, 2015; Yoshida, 2013; Giovanna et al, 2017). Assim, o problema não seria do instrumento, mas da teoria ou o modelo. E como teste de teoria, a análise tenha revelado que não existem quatro setores da adaptação, conforme postulou Simon (1989), mas somente um setor dominante suficiente ou relevante para a identificação da adaptação. Neste caso, seria preciso rever a teoria. Nota-se, de

uma maneira geral, que não existem muitos trabalhos nesta linha de multidimensionalidade, pois os estudos a esse respeito são muito recentes.

Pasquali (2013, p. 84) diz “ … que a unidimensionalidade é de longe a mais comumente utilizada no estudo dos testes e, assim, o postulado da dimensionalidade ainda continua impor- tante, especialmente, porque soluções para modelos multidimensionais levantam ainda muita celeuma.” Podem também ter ocorrido problemas na amostra, ou seja, se os participantes não responderam com todo o rigor que se pretendia, então a amostra não fica representativa da população e os parâmetros também; com isso todas as estimativas dos parâmetros ficam com- prometidas, além de prejudicar toda modelagem (Pasquali, 1996). Segundo Pasquali (1996, p. 174), “Como conseguir amostras representativas é um problema prático grave para os constru- tores de testes; a dependência dos parâmetros dos itens na amostra obtida se torna um empecilho de grandes proporções para a elaboração de instrumentos psicométricos não enviesados.”

Sugere-se que a teoria seja averiguada com uma certa cautela e, quem sabe, agrupando alguns setores, pois os resultados deste trabalho apontaram para o que pode ser a não adequação da teoria da Eficácia Adaptativa de Simon (1989; 1997), pois, quando submetida a testes empí- ricos, sua estrutura não se confirma. Exemplo disso são os estudos de Gandini (1997) e de Yoshida (2013, 2015) e este que aqui se relata. O estudo de Gandini detectou inicialmente nove dimensões que foram reunidas semanticamente pela autora nas quatro dimensões teóricas de Simon (1989) que as análises fatoriais exploratórias realizadas nos estudos citados não detec- taram.

No caso do estudo de Yoshida (2013), chamando de primeira versão e validação, a EDAO-R ou EDAO-AR identificou apenas dois setores: A-R e Pr. Ainda no estudo de Yoshida (2013), como se pode afirmar que duas dimensões de adaptação humana podem ser indepen- dentes entre si? Nesse estudo específico, as dimensões Produtividade e Afetivo-Relacional não

dependeriam uma da outra? As relações afetivas do indivíduo não estão relacionadas à sua Pro- dutividade na vida? Se sim, como podem ser tratadas como sub construtos independentes? Con- siderando-se o exposto, os resultados deste estudo são promissores, pois apontam para a estru- tura de quatro dimensões com problemas, pois os itens foram reunidos em cada dimensão de modo não previsto por Simon (1989). Por isso, a escala merece mais estudos para ser validada.

8 Conclusão

O presente estudo teve como objetivo validar e normatizar o Questionário de Diagnós- tico Adaptativo Operacionalizado, assim, o estudo atingiu seu objetivo.

Após as análises com as respectivas metodologias, a metodologia MIRT apresentou problemas quanto à dimensionalidade, além das estimativas dos parâmetros estarem ruins, mas a metodologia bfactor apresentou os melhores resultados perante as estimativas dos parâmetros de discriminação e dificuldade e quanto a modelagem; finalizou encontrando 60 itens. Consi- derando que essa teoria prioriza somente até duas dimensões, pode-se considerar apenas 36 itens do setor A-R, pois dentre todas as dimensões foi que apresentou um alfa de Cronback melhor. Então foi identificado um modelo razoavelmente plausível, através desta amostra, que identificou os itens discriminativos em seu respectivo setor. Identificação razoável, pois as es- timativas dos parâmetros não se mostraram suficientemente altas, ou seja, acima de um (ideal) ou pelo menos acima 0,7, a ponto de identificar uma discriminação forte entre os itens no setor, poucos valores tiveram um poder discriminativo bom, mas em um número maior de itens com discriminação fraca.

O modelo também foi considerado razoável de acordo com as estatísticas dos ajustes dos modelos (TLI = 0,791673 e CFI = 0,807396), pois o ideal seriam valores maiores que 0,85 para os dois para que se considerasse o modelo bem ajustado. Além disso, apenas o valor da fidedignidade do setor AR (0,78) foi considerado aceitável. Consequentemente, diante dos re- sultados apresentados do modelo identificado, pode-se afirmar que este modelo tem problemas. Mas, mesmo com algumas inconsistências e com base e considerando o Alpha de Cronbach

0,82 para o agrupamento de todos 60 itens, foi estimada a norma para a identificação de indiví- duos que possam ser diagnosticados com algum problema de adaptação em algum setor.

Para a construção da norma, foi utilizada uma das técnicas estatísticas que é utilizada para identificação, existindo outras técnicas, de pontos discrepantes (outliers). Ela é composta pelos limites do Intervalo interquartil, valores que não pertençam a esse intervalo são conside- rados pontos discrepantes, e isso pode ajudar a identificar indivíduos com algum diagnostico de ineficácia de adaptação em algum dos setores.

Logo, este instrumento está composto por apenas 60 itens no geral ou 36 itens (no setor A-R), considerando um número bem menor que o inicial (177) tornando-se um instrumento de fácil aplicação, com menor tempo de aplicação, normatizado e com indícios de validade apon- tados, que facilita um diagnóstico operacionalizado para a identificação de indivíduos discre- pantes quanto à eficácia de sua adaptação. Como a sua aplicação será mais rápida, reduzirá bem o tempo para o diagnostico quanto à identificação da eficácia adaptativa do indivíduo que era a proposta de Gandini (1997) ao início de seu projeto, mas ainda faltam mais cuidados. Por isso, recomenda-se sua utilização com cautela e posterior revisão. Conclui-se, então que o estudo atingiu seu objetivo, pois identificou um instrumento com indícios de validade e normatizado, embora necessite ainda de ajustes e de melhoras nos índices de fidedignidade.

Este estudo possui limitações. A amostra poderia ter sido mais heterogênea, por exem- plo, abrangendo pessoas de outras regiões dentro do país, o que é notoriamente difícil, pois o projeto seria necessariamente mais custoso e demasiadamente longa a sua duração. Outro pro- blema talvez tenha sido o comprometimento dos respondentes. A crítica que se fez à amostra de Gandini (1997), foi pouco superada neste estudo, que acabou se estendendo para pouco além de estudante universitários, embora de idades mais variadas.

Sugere-se, como agenda de pesquisa, que novos estudos busquem, em amostras mais heterogêneas, novos indícios de validade para o QDAO, no sentido de dar maior robustez à teoria e de testar a invariância do modelo identificado, além de se buscar indicadores mais con- sistentes de fidedignidade e mais bem ajustados. Além disso, espera-se que este estudo colabore para com os demais estudos da área no sentido de promover debates em torno não apenas da medida de adaptação, mas da própria teoria de eficácia adaptativa.

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