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2.3 Optimization algorithm

2.3.1 Optimization of the irradiation ballistics: genetic algorithm

Embora no território entre os rios Corgo e Tua tenham sido inventariados 85 monumentos sob tumulus, não nos foi possível registar os mesmos parâmetros descritivos em todos eles, o que se deve ao facto de alguns terem sido já destruídos, como também ao

facto de não termos podido visitar outros. Neste caso servimo-nos da bibliografia publicada para os descrever.

A análise dos dados obtidos, referentes à altitude absoluta, substrato geológico, tipo de implantação topográfica, diâmetro, altura e volume dos monumentos (Tabela 1, em anexo), permitiu-nos fazer uma série de observações gerais, que passamos a apontar.

Na região em estudo os monumentos encontram-se a diferentes altitudes, registando- se a mais baixa nos 230 m e a mais elevada nos 871 m. Analisando a distribuição dos monumentos (num total de 81, uma vez que de 4 não sabemos a sua localização correcta) pelos 4 patamares altimétricos definidos na carta Militar de Portugal à escala 1:250 000 (Fig.4) - < 500 m, 500-700 m, 700-900 m e > 900 m - percebemos que a maioria dos monumentos, num total de 59, se encontra no patamar dos 700-900 m, registando-se somente 12 entre os 500-700 m e 10 no patamar abaixo dos 500 m de altitude (Gráfico 1).

70­ monumento s g è 8 8 59

1

* 20­ 10

11

C 10 • 0 ­

■ ■

C 10 • 0 ­ <500 500­700 700­SOO altitude (metros)

Gráfico 1 - Distribuição dos monumentos sob tumulus pelos patamares altimétricos

<500m, 500-700m e 700-900m.

Uma avaliação mais aturada destes dados, distribuindo-os por intervalos de 50 m (Gráfico 2), permitiu-nos concluir que não se registam monumentos abaixo dos 200 m ou acima dos 900 m, nem entre os intervalos dos 300-350,400-500 ou 550-600 m.

Dos 10 monumentos localizados no patamar altimétrico inferior a 500 m, metade encontra-se entre os 200-250 m, pertencendo 4 a um mesmo grupo (antas 1 a 4 do Vale do Juncal). No patamar dos 500-700, a maioria (8 monumentos) localiza-se no intervalo dos 600-650 e, de entre os 59 monumentos localizados no patamar dos 700-900 m, 20 encontram-se entre os 750 e os 800 m, correspondendo na sua maioria a grupos de dois a quatro monumentos.

200-250 250-300 350-400 500-550 600-650 650-700 700-750 750-800 800-850 850-900

atitude (metros)

Gráfico 2 - Distribuição dos monumentos sob tumulus por intervalos altimétricos de 50 m.

A distribuição dos monumentos por unidades estruturais geológicas41 (Fig. 5) é

superior nas rochas granitóides, onde se registam 44 dos 85 monumentos, implantando-se 23 dos restantes no Parautóctone, 13 no Autóctone/Sub-autóctone e somente 5 no Alóctone Inferior (Gráfico 3). No entanto o que parece ser um grande desequilíbrio entre o tipo de substrato escolhido para a localização do monumento, não o é na verdade, uma vez que excluindo as rochas granitóides, as restantes unidades estruturais incluem-se nas denominadas rochas metassedimentares, vulgarmente designadas por xistos42. Assim,

regista-se um total de 41 monumentos nas zonas xistentas, um valor muito aproximado daquele registado nos granitos (44).

41 Neste campo foi analisada a totalidade dos monumentos inventariados, mesmo aqueles de que somente se

sabe a que freguesia pertenciam, uma vez que a unidade estrutural nesta é somente uma.

50n 4 5 ­ 44

s

4 0 1 35 1 30 Í 2 5 . 23 § 20 ­ S 15 ­ °c I D ­ 5

I ■

S '

mm.

m

Alóctone Inferior Parautóctone Autóctone/Sub­

autóctone unidades estruturais geológicas

Rochas granitóides

Gráfico 3 - Distribuição dos monumentos sob tumulus por unidades estruturais geológicas.

Quanto à distribuição dos 81 monumentos analisados pelas 10 "categorias" de implantação topográfica43, verifíca-se que 21 se incluem no tipo 2 - num dos pontos de

cota mais elevada de uma extensa área planáltica, que domina visualmente; 13 no tipo 3 - pequenas chãs que interrompem a pendente suave de uma área planáltica; 11 no tipo 5 - pequenos esporões nas encostas mais acidentadas de colinas -, e 10 monumentos no tipo 10 - bacias ou zonas deprimidas e relativamente limitadas ou mesmo "fechadas" do ponto de vista topográfico e visual, junto a linhas de água de corrente permanente ou temporária; os restantes 26 monumentos distribuem-se pelas restantes "categorias", com um máximo de 6 monumentos e um mínimo de 2 (Gráfico 4).

Esta análise permitiu perceber que o domínio visual de um amplo território não será uma condicionante com um peso tão grande como originalmente se poderia pensar, uma vez que somente foram registados 5 monumentos no tipo 1, que corresponde a pontos culminantes na paisagem, dominando visualmente amplas áreas. Domina largamente a "categoria" 2, em que a visibilidade, ainda que ampla, está, a nosso ver, direccionada para uma área específica - o próprio planalto. No entanto, no seu conjunto, as restantes categorias parecem-nos igualmente significativas, apontando antes para uma grande diversidade de situações, que haverá que tentar entender.

categorias de implantação topográfica

Gráfico 4 - Distribuição dos monumentos sob tumulus por categorias de implantação

topográfica.

Foram ainda analisadas as dimensões dos monumentos: diâmetro médio, altura máxima44 e volume. Este último foi calculado segundo a fórmula de cálculo do volume da

calote de esfera : V= 71 (3 x r2 + h2 ) / 6 (r = raio médio do tumulus, que dada a desigualdade

das dimensões diametrais observadas é obtido através do cálculo: 0 maior + 0 menor / 4; h = altura máxima).

Dos 58 monumentos nos quais foi possível saber o diâmetro médio, 36 (62,1%) são de médias dimensões (entre 10-20 m), 13 (22,4%) são grandes (>20 m) e 9 (15,5%) são pequenos (< 10 m) (Gráfico 5), sendo o diâmetro mínimo registado de 5 m e o máximo de 35 m.

<10 10-20 (pequeno) (médio)

diâmetros (metros)

>20 (grande)

Gráfico 5 - Distribuição dos monumentos sob tumulus por "classes" de diâmetros: pequeno

(<10m), médio (10-20m) e grande (>20m).

44 Somente temos os dados referentes ao diâmetro médio e à altura máxima para 58 dos monumentos, o que

se deve ao facto de alguns monumentos terem sido já destruídos, não sendo este parâmetro referido na bibliografia.

Se atendermos à sua distribuição por intervalos de 5 metros (Gráfico 6), os monumentos de médias dimensões encontram-se na maioria entre os 15-20 m (21 monumentos, o que equivale a 36,2% ) e os grandes entre 20-25 m (11 monumentos -

19%). Somente encontramos um caso com diâmetro entre 25-30 m e um outro entre 30-35 m (mamoas 2 e 3 do Alto das Madorras, respectivamente), correspondendo cada um a 1,7% do total. Refira-se ainda que os 9 monumentos de pequenas dimensões (15,5%) apresentam diâmetros não inferiores a 5 m.

25 ­, 21 20

i

15

| 15­ g * w

3 S S 10 at f) ­ 9

1 1

h

1 1 <10 10­15 15­20 20­25 25­30 30­35 diâmetros (metros)

Gráfico 6 - Distribuição dos monumentos sob tumulus por diâmetros com intervalos de 5

metros.

A maioria dos monumentos sob tumulus registados são baixos, com uma altura máxima entre os 0,50 e l m (25 monumentos - 43,1%), embora 21 (36,2%) sejam tumulus elevados (>1,5 m). Destes, 4 (6,8%) apresentam mais de 2 m de altura e 2 (3,4%) mais de 3 m. Com menor representação temos os monumentos médios (10 monumentos - 17,2%) e somente 2 (3,4%) dos 58 monumentos apresentam uma altura inferior a 0,50 m (muito baixos) (Gráfico 7). As alturas dos monumentos variam entre os 0,30 m (Mamoa 2 da Pedreira) e os 3,5 m (mamoa 3 do Alto das Madorras).

30-, 25 2 5 - _____ H 0

■I

21 1 20­

■I

■_■

g

|

m

I 15 J

H

li

E 10

H

« 10- o c 5 - n - 2

11

1

<0,50 0,50-1 1-1,50 >1,50

(muito baixo) (baixo) (Médio)

altura (metros)

(elevado)

Gráfico 7 - Distribuição dos monumentos sob tumulus por "classes" de altura máxima:

muito baixo (<,50m), baixo (0,50-lm), médio (l-l,50m) e elevados (>l,50m).

Em 55 monumentos para os quais foi possível calcular o volume (o que corresponde a 64,7%), 15 (27,3%) têm volumes entre 100 e 150 m3, 12 (21,8%) entre 50-100 m3, 11

(20%) entre 10-50 m3 e 150-200 m3 e 3 (5,5%) entre 200-250 m3. Excepcionais são os que

apresentam um volume inferior a 10 m3 e entre 350-400 m3 e 450-500 m3 , tendo sido

registado somente um caso (1,8%) em cada (Gráfico 8). O volume mais baixo é de 9,9 m3

(mamoa da Veiga da Cheira) e o mais alto de 487,5 m3 (mamoa 3 do Alto das Madorras).

10-50 50-100 100-150 150-200 200-250 350-400 450-500

volume (m3)

Gráfico 8 - Distribuição dos monumentos sob tumulus por volumes (intervalos de 50 m3).