2.4 Behavior of the proposed optimization method
2.4.1 Case of a C-shaped tumor in a water phantom
tumuli
Na região em entre o Corgo e o Tua, somente 6 monumentos foram alvo de escavações arqueológicas recentes - mamoa 1 de Madorras (Sabrosa), dólmen da Fonte Coberta (Alijó), mamoa 1 do Castelo (Murça), mamoa d'Alagoa (Murça), anta da Arca (Mirandela) e mamoa 1 da Pedreira (Mirandela) -, sendo somente possível saber com
segurança a tipologia da estrutura interna destes. Exceptuando a mamoa 1 da Pedreira (Fig. 19), para a qual M. J. Sanches coloca as hipótese de se tratar de uma estrutura ovalada em pedra seca marcada lateralmente por um esteio fincado na ou, em alternativa, de esta estrutura escorar uma pequena câmara megalítica entretanto destruída (Figueiral e Sanches, 1998-1999: 83), os restantes são monumentos providos de corredor - mamoa 1 de Madorras (Fig.20), mamoa d'Alagoa (Fig.21) e anta da Arca (Fig.22) - ou vestíbulo - dólmen da Fonte Coberta (Fig.23) e mamoa 1 do Castelo (Fig.24).
Dos restantes monumentos inventariados, dois - antas 3 e 4 da Estante (Alijó) - apresentam parte da sua estrutura interna visível (devido a violações ou escavações antigas), o que permite avançar com uma hipótese de tipologia. A anta 3 apresenta um tumulus de altura média (com cerca de 1,34 m), de forma circular e de médias dimensões (cerca de 12 m de diâmetro médio), e conserva 5 esteios da câmara, de forma poligonal, que pensamos seria fechada, configurando-se provavelmente como um dólmen simples (Fig.25 e Est. 17). A anta 4, de tumulus baixo (c. de 0,76 m) e de pequenas dimensões (c. 6 m de diâmetro médio), apresenta ainda 3 pequenos esteios que parecem formar uma pequena câmara ou cista de planta poligonal (Fig.26 e Est. 18). Segundo as referências bibliográficas este monumento terá fornecido, entre outros materiais, um vaso troncocónico de fundo plano com asa (Fábregas Valcarce, 1991: 369), podendo ter sido construído já na Idade do Bronze.
Alguns monumentos apresentam lajes/esteios que poderão fazer parte da estrutura interna. No entanto, devido a violações ou destruições, não nos é possível perceber a sua tipologia. É o caso, por exemplo, da mamoa 1 do Alto das Madorras (Murça), que apresenta, encaixados no tumulus, 4 alinhamentos de blocos graníticos, que formam uma planta rectangular (Fig.27, Est. 1 e 2). Colocamos duas hipóteses interpretativas para esta estrutura: ou esta pertence ao monumento, o que o tornaria bastante original; ou, por outro lado, podemos estar perante o que resta de um edifício agrícola construído sobre a mamoa, como parece apontar a existência de uma quebra no alinhamento sul, formando como que uma "entrada".
A mamoa 8 do Alto das Madorras, apesar de apresentar 6 esteios conservados, estes encontram-se bastante deslocados da sua posição original, o que não permite ter qualquer ideia sobre a forma da planta (Fig.29 e Est. 11).
A mamoa 1 do cabeço do Bique (Alijó) conserva 4 esteios de granito, que pela sua disposição, colocam a hipótese de este se tratar de um dólmen simples (Est. 14).
Embora nenhum dos restantes monumentos nos forneça indicações claras do tipo de estrutura interna que possui, pensamos não ser de todo incorrecto assumir que grandes tumuli conterão no seu interior estruturas dolménicas. Se, como já referimos anteriormente, analisarmos ainda a forma do tumulus e a orientação do seu eixo maior, poderemos avançar com a hipótese de estarmos perante monumentos providos de estruturas de acesso, sejam por corredor ortostático ou por vestíbulo. Para perceber melhor os contornos desta hipótese, analisámos as dimensões e a forma dos monumento já escavados na região. Verificámos que os monumentos de corredor e vestíbulo são todos monumentos médios ou elevados e de média ou grande dimensão, apresentando uma forma alongada no sentido W- -E. Neste sentido, pensamos que monumentos como as mamoas 2 (Est. 3 e 4), 3 (Est. 5), 5 (Fig.31 e 32, Est.7) e 7 (Fig.34 e 35, Est. 9 e 10) do Alto das Madorras e a mamoa do Parque das Merendas poderão ser monumentos de corredor ou de vestíbulo.
Na mesma linha de raciocínio, pensamos que, em princípio, tumuli pequenos e baixos corresponderão a estruturas internas pequenas.
A composição do tumulus, nomeadamente a matéria-prima usada na couraça do monumento, poderá ajudar, se não na definição da estrutura interna, no estabelecimento de cronologias, ainda que latas. É o caso de 3 das mamoas do Cabeço Carvalho (mamoas 3, 4 e 5), com diâmetros entre os 7-11 m e alturas entre 0,50 e 0,92 m, que apresentam uma couraça construída totalmente em blocos de quartzo, o que lhes permite destacarem-se no terreno, uma vez que não se tratam de grandes monumentos. Pensámos que este grupo, implantado numa pequena chã que domina o planalto do Alto das Madorras (categoria 3 de implantação topográfica), onde se localiza uma necrópole de monumentos possivelmente megalíticos e atribuídos ao Neolítico, poderá ter uma cronologia dentro da Idade do Bronze, como parecem apontar os dados obtidos noutras regiões, particularmente na Beira Alta (Cruz, 2001: 66).
Reunindo os dados sobre as dimensões e estrutura interna dos monumentos obtivemos os seguintes resultados:
Dos 55 monumentos, 12 (21,8%) apresentam um volume inferior a 50 m3. São
maioritariamente monumentos de pequenas dimensões, com um diâmetro médio entre os 5 e os 10 m, e embora 3 sejam de médias dimensões os seus diâmetros não ultrapassam os 11
m; apresentam quase todos tumulus baixos, exceptuando-se um com uma altura superior a 1,5 m (elevado).
Somente se conhece a estrutura interna de um destes monumentos, embora não tenha sido alvo de escavações arqueológicas. Trata-se da anta 4 da Estante (Alijó), que pensamos que poderá corresponder a uma cista ou a uma pequena câmara de planta poligonal. Embora dos restantes monumentos com volume inferior a 50 m3 não se conheça a estrutura
sepulcral, 3 deles (mamoas 3,4 e 5 do Cabeço Carvalho, Alijó), poderão integrar-se, como já vimos, na Idade do Bronze.
Com volumes entre 50 e 100 m3 temos 12 monumentos (21,8%), todos eles de média
dimensão, 10 com diâmetros entre os 10-15 m e 2 ligeiramente superiores. Analisando a sua altura, 6 são médios, 4 baixos, 1 muito baixo (provavelmente devido a trabalhos agrícolas) e outro elevado. Somente em dois se conhece a estrutura interna, sendo um deles um dólmen de corredor (mamoa d'Alagoa, Murça) e o outro um dólmen simples (anta 3 da Estante, Alijó), ambos tumulus médios e de média dimensão. O único tumulus elevado (c.
1,60 m) pode igualmente ser um dólmen simples (mamoa 1 do Cabeço do Bique, Alijó). A maioria dos monumentos (15 - 27,3%) apresenta um volume entre 100 e 150 m . Todos estes são de média dimensão, com diâmetros entre os 15-20 m, sendo 7 baixos, 3 médios e 5 elevados (um deles com uma altura superior a 2,5 m). Pelas suas dimensões e forma, dois deles poderão conter estruturas de acesso: mamoa 5 do Alto das Madorras (Alijó) e mamoa do Parque das Merendas (Murça).
Dos 11 monumentos com volume entre 150-200 m3 (20%), somente 3 são de médias
dimensões (com um diâmetro de 20 m), apresentando os restantes diâmetros medidas entre os 20,5 e os 22 m; são maioritariamente tumulus elevados (1 é baixo e 1 médio4 ). Dos
monumentos de que se conhece a estrutura interna, um é de corredor (anta da Arca) e outro de vestíbulo (mamoa do Castelo); um terceiro poderá conter uma estrutura interna semelhante a estes - mamoa 7 do Alto das Madorras.
Entre os 200-250 m temos somente 3 monumentos (5,5%), todos de grandes dimensões, 2 elevados e 1 baixo46. Um deles - mamoa 1 de Madorras (Sabrosa) - é um
dólmen de corredor.
Com volumes superiores a 350 m3 (358,1 e 487,5 m3, respectivamente) encontramos
2 monumentos: mamoas 2 e 3 do Alto das Madorras, ambos de grandes dimensões e elevados, podendo ser dolmens de corredor ou de vestíbulo.